quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

POR ISSO, DEIXEI DE VER TELEVISÃO

OS "REIS"


No início do próximo ano, mais concretamente no dia 6 de Janeiro de 2012, e segundo reza a tradição cristã, três reis atravessarão enormes desertos, desafiando o sol ardente, a sede e inúmeros outros perigos, para chegarem a terras da Judeia.

Merklior, o jovem Gaspar e Baltazar seguirão a brilhante Estrela de Belém, e guiados por ela, meter-se-ão a caminho para saudar a chegada daquele que, segundo a profecia, será o Rei dos Reis.

Para nós portugueses, a partir de 1 de Janeiro, os três reis magos simbolizarão a crise que nos assola a todos, o regredir civilizacional, a estagnação, a falta de objectivos para todos aqueles que se têm visto a braços com o desemprego serôdio, a falência e a pobreza generalizada.

Após uma longa viagem, finalmente chegarão à gruta pobre e lúgubre que é Portugal, onde afinal não encontrarão Jesus.

Nas palhinhas encontrarão, deitado, um ser tenebroso, vampiresco, disforme, alaranjado, com cornos, garras de águia e olhos de serpente.

Cada um deles ajoelhar-se-á para louvá-lo e lhe prestar homenagem.

Baltasar oferecerá ouro, símbolo daquilo que já não temos.

MerKlior oferecerá mirra, uma resina usada para perfumar e embalsamar os mortos-vivos deste país que não reage.

Gaspar, com as suas falinhas mansas e o seu ar de quem passa as noites na ganza, a ler histórias de vampiros, vem por trás e saca tudo.

Curiosidade: os três reis magos representam os povos do mundo, de todas as raças e etnias.

Por cá, o dia de Reis representará o começo de um duro penar, para todos aqueles que vivem apenas do seu trabalho.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

VIVA A MORALIDADE DA "CAMBADA"


Há já algum tempo que não vinha por aqui, devido aos muitos afazeres e à falta de disposição, que tenho tido.

Mas não quer isto dizer que tenha abandonado o blog e esteja alheia a tudo o que se passa à minha volta.

Pelo contrário. Continuo com o mesmo sentido crítico que vou exteriorizando de cada vez que tenho oportunidade para o fazer em sede própria.

Ao ler o Diário da República, 2.ª série — N.º 224 — 22 de Novembro de 2011, fiquei de queixo caído quando cheguei aos Despachos nºs 15836/2011 e 15837/2011 dos Gabinetes dos Ministros de Estado e das Finanças e da Saúde.

São dois Despachos de nomeação de uns quantos "boys" e "girls", para os Conselhos de Administração de empresas inúteis.

Mas não fiquei de queixo caído pelos vencimentos em si.

A minha indignação deve-se ao facto de os espertalhaços terem contornado habilidosamente a questão do corte dos subsídios de férias e de Natal, mencionando taxativamente que os nomeados irão auferir CATORZE VENCIMENTOS NUM ANO.

Mas que merda vem a ser esta?

Que filha da putice estamos nós a sustentar?

Só me admira que a oposição fique nas "encolhas" e não veja estas espertezas saloias, que assim vão cantando e rindo, impunemente, levados pelo total desrespeito das elementares regras de equidade e de justiça.

Depois vem o Senhor Seguro, chorar baba de caracol e soltando foguetório, dizendo que conseguiu que mais trabalhadores e pensionistas recebam os subsídios de férias e de Natal.

Já não há pachorra para aturar isto!

terça-feira, 25 de outubro de 2011

MACACADAS DO MENINO ZEZINHO


Ao entrar na sala de aula, a professora vê um pénis desenhado no quadro.

Sem perder a compostura, apaga rapidamente o desenho e começa a aula.

No dia seguinte, o mesmo desenho, só que ainda maior.

Ela torna a apagá-lo e não faz nenhum comentário.

No terceiro dia, o desenho já ocupa quase o quadro inteiro.

Por baixo ela lê a seguinte frase:

"Quanto mais esfregar, mais ele cresce".

DECRETO-LEI Nº 496/80 DE 20 de OUTUBRO


Estipula o art.º 17.º do Decreto-Lei n.º496/80 de 20 Outubro, que os subsídios de Natal e de Férias são inalienáveis e impenhoráveis.

Que eu tenha conhecimento, este Decreto-Lei ainda se mantém em vigor, não tendo sido alterado ou revogado.

Quid Iuris?

domingo, 23 de outubro de 2011

FALANDO DE AMIZADE


Ao jantar de Sábado passado, naquele que eu considero o melhor restaurante do Barreiro, fui abordada por um senhor de meia idade, da mesa ao lado, que me reconheceu pela foto que utilizo nos meus artigos de um jornal on-line.

Veio apresentar-se e cumprimentar-me efusivamente, dizendo que gosta de me ler no jornal e no blog, e que já o fiz chorar com dois dos meus escritos.

"O homem está maluco", pensei eu.

Mas não estava.

Trocámos algumas impressões sobre a cidade e sobre um dos meus últimos "posts" que visa o facto de certas pessoas me verem como uma espécie de "guardiã", ao ponto de quase me exigirem que tome medidas sobre certas situações iníquas que estão a passar-se cá no burgo.

Lá tive de lhe explicar que não sou de cá. Que vim a primeira vez ao Barreiro com três anos de idade, visitar os meus Avós e alguns familiares Camarros e que, todos os anos, costumava vir passar férias a Portugal e muitas vezes ficava por cá, pela cidade e por Lisboa.

Como herdei a casa que era deles, estou por aqui muitas vezes, e também porque adoro a minha Tia Vivi, barreirense de gema, que é uma velhota adorável e curtidola, para a idade que tem. Por causa da promessa que ela fez à Santa, todos os 15 de Agosto tenho de levá-la à procissão de Nossa Senhora do Rosário.

Conversa puxa conversa, veio à baila o facto de todos os dias ter de apagar dezenas de e-mails, de pessoas que me dão conta e enviam informações e "links" sobre autênticos casos de polícia que se estão a passar na cidade, sob a passividade de todos aqueles que têm conhecimento deles e não fazem nada para denunciar. Não é a mim que têm de reportar esses acontecimentos.

Foi um jantar muito agradável e o tempo passou a correr.

No final, recebi um carinhoso abraço desse meu "admirador" e da esposa. Fiquei surpreendida, pois nunca tal me tinha acontecido.

"Também sou benfiquista e amigo do Vladimiro", atirou, à laia de despedida.

No regresso a casa, pelas ruas do BV, fui pensando em como é bom ter e fazer amigos.

É um grande privilégio, para mim, ter muitos e bons amigos no Barreiro.

Logo à noite vou regressar ao Norte, com essa satisfação.

sábado, 22 de outubro de 2011

"TITANIC"



Hoje estive a ler as últimas do que se diz no estrangeiro, sobre Portugal.

O "naufrágio" parece inevitável.

E QUE TENHO EU A VER COM ISSO?


Hoje venho aqui apenas para pedir que não me "entupam" as minhas caixas de correio electrónico, com links para blogs e notícias sobre uma Instituição do Barreiro.

Desde há muito tempo que isso acontece e começo a ficar farta pois, só no dia de hoje, enviaram-me 31 mensagens "no-reply", com o link para um blog chamado tendencianacionalistalusitanabarreiro .

Se o conteúdo dessas notícias tão graves, for verdadeiro, deverá ser feita, de imediato, uma queixa na Polícia Judiciária que certamente se interessará em apurar a veracidade dos factos nelas descritos.

Eu não sou polícia, nem conheço essa gente.

Estamos entendidos?

sábado, 15 de outubro de 2011

A EMBOSCADA


Cada vez tenho mais asco à classe "política".

Essa cambada de burlões ociosos, malandros, que falam e decidem em nome do Povo e não hesitam em destruír uma Nação, para atingir objectivos e interesses pessoais inconfessáveis.

Graças a esses incompetentes, em Portugal, apenas ficarão meia dúzia de velhos, sem qualquer opção de mobilidade e uns quantos amorfos, porque os outros terão de se fazer à vida, para outras paragens, seguindo a tradição dos portugueses que nos anos sessenta, do século vinte, emigraram e fizeram obra de relevo no exterior.

Claro que vão ficar também aqueles que vivem à custa dos outros (políticos, corruptos e similares). Os tais que fazem e desfazem revoluções em nome do Povo, sem que lhe perguntem se aprova o que fazem.

Mais uma vez os portugueses, incautos, cairam na emboscada.

Tudo em nome do "bem comum" e do Povo, dizem eles.

Não foi o Povo que matou o Rei D. Carlos.

Não foi o Povo que fez o 28 de Maio.

Não foi o Povo que fez o 25 de Abril.

Não foi o Povo que entregou as ex-colónias e desgraçou milhares de outros portugueses.

Não foi o Povo que abandonou à sua sorte, todos os autóctones das ex-colónias, que serviram no exército português e que, por esse motivo, foram barbaramente assassinados pelos chamados movimentos de "libertação".

Não foi o Povo que fez o 11 de Março.

Não foi o Povo que fez o 25 de Novembro.

Não foi o Povo que integrou Portugal na UE nem no Euro.

Não foi o Povo que enjeitou a língua portuguesa e aderiu ao novo Acordo Ortográfico.

Tudo feito com grande desfaçatez e descaramento, sempre em seu nome, mas nada referendado.

Quando será que este Povo dormente acorda, e toma as rédeas do seu destino?

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

MOZART - SONATA K448



Experimentem ouvi-la, enquanto estiverem a ler ou a estudar. Os efeitos de concentração e memorização, são surpreendentes.

É uma das minhas músicas preferidas.

sábado, 8 de outubro de 2011

"BICHO CARPINTEIRO"


Hoje, enquanto aguardava que o meu vizinho me viesse ajudar a catalogar os livros da minha biblioteca, resolvi mudar a disposição de todos os móveis e quadros daquela que os meus amigos chamam a minha "casa-museu".

De vez em quando sou atacada pelo chamado "bicho carpinteiro" e levo tudo à minha frente, numa fúria.

Desconfio que o meu vizinho se esquivou ao meu convite, com medo que eu o obrigasse a usar um avental e o pusesse a arrastar móveis e a pregar quadros.

Da minha cozinha, eu bem o ouvi a praguejar e a barafustar sozinho, sobre uns inúteis quaisquer e a Al-Qaeda. Quando isso acontece, é sinal que está de mau humor e mais vale não contar com a ajuda dele para nada.

Por isso, tirei quadros, mudei quadros, arrastei móveis e a casa ficou diferente.

Já estou a ver a cara dele, quando me vier pedir para lhe tomar conta do canito Oscar, enquanto vai às reuniões da Assembleia Municipal do Barreiro. Vai dizer que sou maluca, como sempre me diz, utilizando outras palavras.

Ainda estou à espera que o meu vizinho me venha ajudar com a livralhada toda e desconfio que ele está a fazer de propósito, para ver se me esqueço e se consegue escapar de me vir ajudar a catalogar os livros e a colocá-los nas estantes.

Ok, Vizinho, pode vir, que eu prometo que não o obrigo a usar avental. Eu também não sou fã de semelhante artefacto. Isso é coisa dos partidos políticos.

Esses é que têm usado e abusado do avental.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

A MINHA "MENINA"

domingo, 2 de outubro de 2011

FLORES PARA TODOS OS MEUS AMIGOS E AMIGAS


Para os "meninos" e "meninas" que me têm enviado e-mails e telefonado, a dizer que já não sou uma amiga presente, tenho a dizer-lhes que isso é falso.

Penso muito em vocês, mas como ultimamente tenho tido imenso trabalho, não me tem sido possível contactar-vos tão amiúde.

E depois o tempo também tem estado óptimo e tenho feito imensas "escapadinhas" para aquele sítio que vocês conhecem, que me faz esquecer tudo e mais alguma coisa, em boa companhia.

Prometo que lá mais para finais de Outubro, vou começar a contactar-vos mais vezes, para combinarmos qualquer coisa.

Quanto a ter fechado os comentários do blog, já vos tinha dito que o fiz apenas por não ter tempo de vir aqui responder a todas as vossas "indiscrições".

Sabem os meus telefones, sabem onde moro, apareçam sempre que quiserem.

Ah, antes que me esqueça, Carminho, já tenho mais uma cachorra. É uma boxer albina, que ninguém quis, por ser feia.

Eu acho-a linda e muito meiga. Podes ficar tranquila, que ainda não é desta que vou meter um crocodilo na banheira.

Beijokas!

terça-feira, 27 de setembro de 2011

"A REGULADORA" - OS MELHORES TÉCNICOS RELOJOEIROS DO MUNDO


Há já uns tempos que andava "em baixo de forma" por causa de um dos meus objectos de estimação, herdado dos meus bisavós paternos.

De repente deixou de preencher o meu "vazio" com as suas suaves badaladas que me faziam reviver episódios da minha meninice e juventude, sobretudo a hora do lanche, em casa dos meus Avós, com sabor do arroz doce e das torradas e aquele cheiro a café com leite, que jamais voltarei a sentir em toda a minha vida.

Aquele relógio era "matemático" e nós, os mais pequenos, sabiamos sempre que àquela hora a nossa Avó esmerava-se e caprichava no lanche dos seus meninos e menina que era eu e os meus primos.

Um dia deixou de trabalhar mas eu mantive-o pendurado, apesar de mudo, pelo significado que ele sempre teve para mim e para a minha família.

Corri vários técnicos de relojoaria que nunca conseguiram pô-lo a funcionar: "tem um mecanismo muito antigo, diziam. Não vai encontrar ninguém capaz de o arranjar, a menos que lhe ponha uma máquina nova e mude toda a engrenagem".

Trouxe-o para casa e pendurei-o no sítio onde sempre o tive. Nesse dia, como que em protesto, desatou a dar badaladas, sem parar, mesmo sem que a corda estivesse activada.

Liguei para um amigo meu, engenheiro mecânico, que me sugeriu levá-lo à Reguladora, em Famalicão, considerados dos melhores técnicos do mundo em relojoaria.

Meu dito, meu feito. O relógio foi-me entregue hoje, arranjado, apesar de ser quase uma peça de museu, mantiveram a mesma engrenagem e não atrasa nem adianta um segundo.

Continua a dar as suas badaladas, aquelas badaladas que ainda hoje me transportam aos meus tempos de criança.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

PALMITOS DE VIANA


Falando de coisas muito mais agradáveis e mais "étnicas", tenho aproveitado todos os momentos que tenho livres, principalmente aos fins de semana, para desfrutar do excelente mês de Setembro que tem estado, com um calor magnífico, para conhecer, melhor, Portugal.

Sem pôr em causa o meu gosto por tudo aquilo que é genuíno, não consigo deixar de me encantar pelo produto nacional, por tudo aquilo que por cá se fabrica, pela criatividade dos nossos artesãos que não deixam os seus créditos por mãos alheias.

O Distrito de Viana do Castelo é pródigo em autênticas obras de arte. Desde os bordados, passando pela ourivesaria e acabando nos magníficos palmitos que eles fabricam como ninguém, aquela cidade é a minha "perdição".

Ofereceram-me vários lenços dos namorados, cheios de frases ternurentas, com muitos erros ortográficos, que mandei emoldurar e que ficaram giríssimos num dos meus recantos.

Não resisti aos palmitos. Agora tornei-me coleccionadora e qualquer dia destes acho que já não vou conseguir entrar em casa, com tanta "tralha" que tenho. Pelo menos é o que dizem aqueles meus amigos que acham que moro num "museu" de arte antiga.

Mas eu cá sou assim. Acho que não conseguiria viver num espaço que não fosse totalmente criado por mim e onde não me sentisse lindamente, na companhia das minhas "imbambas", dos meus cachorros e de todos aqueles que amo e que gostam de mim.

Sinto-me uma privilegiada, porque sou uma pessoa feliz.

A vida é bela e precisamos saber vivê-la, sem "atropelar" ninguém.

É UMA ESPÉCIE DE "MAGIA"


Em Portugal a "classe política" é uma cambada de oportunistas.

Se é que alguém no seu perfeito juízo pode considerar como "políticos" essas aves raras e ociosas, que proliferam por aí e não sabem fazer outra coisa que não seja dar nas vistas, viver do erário público e à custa de trafulhices, pois nunca aprenderam a trabalhar.

Portugal deve ser o único país no mundo onde essas avantesmas entram na "respublica" tesos que nem carapaus e com um décimo segundo ano tirado nas novas oportunidades e depois saem "licenciados" e milionários, com uma conta choruda num offshore.

Estou a pensar como é que o outro consegue viver e estudar em Paris, sem vencimento, fazer vida de luxo e oferecer lautos almoços aos amigalhaços.

"It's a kind of magic".

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

AGORA É A VEZ DESTE


Ena, ena!

o Partido Socialista já tem um novo "hino".

Depois do Guterres com o seu "hino" de campanha, a pirosa música de Vangelis “1942: Conquest Of Paradise”, que fiquei a detestar, seguiu-se-lhe José Sócrates com o tema do filme "O Gladiador", tocado até à exaustão, o que fez com que eu odeie semelhante música.

No XVIII Congresso do PS, em Braga, foi a vez de António José Seguro ser pouco original e adoptar, também ele, o tema principal da série televisiva "Norte e Sul", que versava a guerra de secessão americana e a abolição da escravatura naquele país.

Da maneira como estão as coisas no nosso país, o Partido Socialista, como causador da actual situação de Portugal, deveria ser coerente e ter adoptado o tema do filme "Titanic", "My heart will go on", cantado por Celine Dion.

Escusado será dizer que Portugal, actualmente, é como se fosse um barco que carrega todos aqueles contribuintes que trabalham no duro e não podem fugir ao fisco. São eles que sustentam aqueles ricaços que devem milhões à banca, não pagam um cú e ainda gozam o prato, como é o caso do Senhor Berardo.

Tal como no filme, o barco vai afundar, e só os ricos vão escapar.

Afinal o rei ia nú.

E havia um iceberg, no lugar do paraíso prometido.

OLHA QUE DOIS!


Parece que os dois querem passar despercebidos, mas não conseguem.

Estas duas criaturas são verdadeiros maus exemplos para os portugueses.

Um enterrou Portugal e caíu dentro da sepultura que cavou.

O outro acha que a sepultura é pequena demais e está a começar a afundá-la.

Saíu melhor que a encomenda.

Seria uma boa ideia, se fossem ambos estudar Filosofia, para Paris.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

MISS UNIVERSO 2011


Foi com grande orgulho que recebi a notícia de que a lindíssima Leila Luliana da Costa Vieira Lopes, de 25 anos, natural de Benguela, minha terra natal, filha de uma amiga de longa data, foi coroada,na passada madrugada, no Brasil, Miss Universo 2011.

Nós, as angolanas, somos assim.

Modéstia à parte.

Uélélé Angola!

domingo, 11 de setembro de 2011

CONSELHO


Se um dia fores surpreendido a dormir no local de trabalho, levanta a cabeça, lentamente, continua com os olhos fechados, e diz:

- E proteje também o meu amado Chefe, Amém ...

sábado, 10 de setembro de 2011

RECICLAR


Por altura das mudanças de Estação, Tenho por hábito fazer uma "revisão" nos armários e gavetas cá de casa, para deitar fora o que já não serve e escolher aquelas roupas e outros artefactos praticamente novos, que já não quero, para oferecer a centros de apoio a carenciados, que os aproveitam para aquelas pessoas que, infelizmente, não têm possibilidades de os comprar.

Também sou cem por cento adepta da reciclagem, ao ponto de ter comprado um recipiente especial, dividido em três cores diferentes, onde separo todas as coisas que deito ao lixo, para as depositar no ecoponto perto de casa.

Sem ser fundamentalista, sigo aquele princípio dos três R's porque estou consciente que se deve sempre separar os resíduos recicláveis.

Reciclar materiais permite reutilizá-los como matéria-prima no fabrico de novos produtos, diminuindo o uso de recursos naturais (muitos dos quais não renováveis). Além disso, fabricar novos produtos a partir de materiais usados, consome menos energia do que a partir de matérias virgens.

Eu sou daquelas "gaijas" que mete as pilhas gastas no "pilhão" e também guarda todas as tampinhas das garrafas de água e de outros líquidos, que depois vão ser úteis a pessoas que necessitam de próteses.

Como sei que o meu município tem avisos por toda a parte, a apelar às pessoas que separem em casa as embalagens usadas (metal, plástico, papel, cartão e vidro), antes de as meterem no ecoponto, faço os possíveis para cumprir e ter em conta algumas regras básicas.

Tenho a pachorra de separar os restos de comida, com vista à compostagem, retiro tampas e rolhas, pois, na maioria dos casos, são feitas de materiais diferentes da embalagem que vedam, escorro o conteúdo das embalagens e, para evitar maus cheiros, passo-as por água. Espalmo, sempre que possível, as embalagens (caixas, embalagens de cartão para alimentos como o leite ou sumos, garrafas e garrafões de plástico).

Tudo muito bonito e muito ecológico, não fosse o facto de hoje, quando ia com a mala do carro cheia de sacos separados, para despejar no ecoponto, ter observado que os homens do camião que faz a recolha dos lixos, "botam tudo p'ó balde".

Vidrão, papelão, pilhão e lixo indiferenciado, todo despejado para o mesmo sítio com a ajuda de uma grua.

- Olhe lá, ó Senhor, mas isto agora é assim? Mais valia porem só os contentores do lixo indiferenciado, já que não o recolhem separadamente e não fazerem apelos à separação dos lixos.

O homenzinho da grua, olhou-me com um ar de desdém, e respondeu-me com uma voz já toldada pelas "bejecas":

- A Senhora se quiser reclamar, tem de ir à "Cambra". As ordens que temos, é meter tudo no mesmo carro e depois na central é que fazem a escolha dos lixos. São ordens.

Bonito serviço, pensei eu.

Esteve uma "gaija" com tanto trabalho, a perder tanto tempo, a separar tudo, para constatar que, afinal, tudo não passa de um embuste e que a "Cambra" está-se borrifando para o ambiente.

Apeteceu-me pegar fogo ao ecoponto.

Juro!

terça-feira, 6 de setembro de 2011

"REFLECTIONS OF MY LIFE"



Estamos na chamada "rentrée", o começo de mais um ano de trabalho intenso, porque em Portugal há muito que se adquiriu o hábito de pausar, normalmente durante as chamadas férias de Verão.

A próxima semana vai ser a "doer" para muitos de nós que não sabemos e podemos fazer outra coisa senão trabalhar.

Para mais agora que o País atravessa a pior crise de sempre.

Todo o esforço vai ser pouco, para "endireitar" tudo aquilo que foi destruido por uma governação selvagem.

Animem-se e pensem que não vale a pena chorar. O mal já está feito e agora há que tentar reparar os danos causados por um mentiroso compulsivo e o seu gang, que se estão cagando para os portugueses, porque, segundo as notícias vindas a público, algures num offshore, já lá "cantam" uns milhões de euros, porque o dinheiro deles é fêmea e reproduz-se vertiginosamente.

Só nos resta reflectir se é isto que queremos para nós e para Portugal e se já não estará na hora de fazermos um novo 25 de Abril, mas desta vez sem cravos.

Esta música tem uns anos e canto-a muitas vezes nas tertúlias, com os amigos.

Faz-me recordar tempos passados que, atentos ao que se está a passar actualmente, não eram tão maus quanto isso.

Reflectir, precisa-se!

domingo, 4 de setembro de 2011

DEMASIADO "BLINK"


Não sei o que é que deu aos portugueses, que agora se tornaram apologistas da moda dos brilhantes e purpurinas fajutos, moda essa que se estendeu também às lojas de flores.

Hoje em dia, não há florista que seja capaz de fazer um ramo de rosas, sem lhes pespegar com aquela purpurina horrorosa, em spray, um autêntico atentado à beleza natural das flores.

A minha florista preferida, está de férias até meados de Setembro. Ela já conhece os meus gostos, e a maior parte das vezes basta telefonar-lhe e encomendar o que quero, normalmente rosas, que ela atavia com primor e elegância. É um descanso e um regalo para a vista, todos os ramos que saem das suas mãos.

Ontem precisei de oferecer flores a alguém.

É que eu ainda sou do tempo daquilo que alguns classificam, hoje, de "paneleirice", que é o oferecer flores a quem nos convida para um jantar em sua casa, sem que tenha connosco grande intimidade.

Na ausência da florista a que estou habituada a fazer as minhas encomendas, tive de recorrer a uma que está instalada no hall de uma grande superfície, da cidade do Porto, para encomendar um ramo de vinte e três rosas brancas, as preferidas da minha anfitriã.

Começou logo por querer pôr um número par de rosas, vinte e quatro, o que me deixou com os cabelos em pé. É inadmissível que uma pessoa que trabalha como florista, não saiba que não é de bom tom, oferecer ramos com um número par de flores.

Tive uma trabalheira enorme para a convencer e explicar-lhe o motivo. Mesmo assim, entregou-me a rosa sobrante, enfiada num cartucho de celofane, para eu pagar o correspondente a duas dúzias de rosas.

Não contente com isso, foi-se a uma lata de purpurina e, com um ar triunfante de missão cumprida, aprestava-se a borrifar-me e a estragar-me as flores com aqueles brilhantes fatelas.

Dei um grito que se ouviu no shopping inteiro e protegi as rosas da sua fúria "blink".

Acho de tremendo mau gosto o uso de purpurinas nas flores naturais e tenho verificado que esse uso é generalizado.

Assim como odeio rosas azuis.

Enfim, são coisas minhas. Seria uma monotonia se todos tivessemos os mesmos gostos.

A vida não seria tão interessante.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

DIAS DE RAIVA


Por estes dias retomei a minha função de voluntária num hospital perto de mim.

Tenho acompanhado o caso de um idoso de oitenta e muitos anos, quase moribundo, cheio de dores, que foi operado à próstata, apesar de estar com uma anemia brutal e de os médicos não terem tido em consideração que também tem um pacemaker instalado, o que desaconselharia totalmente a intervenção cirúrgica, pelo menos neste momento de tão débil condição. Merda de hospital, de médicos e de pessoal.

Para completar o cenário, o velhote é Padre e tem vários sobrinhos candidatos a uma choruda herança, segundo eles próprios me disseram. Um deles não engana ninguém, com o seu ar de chico-gosma à espera que o homem vá desta para melhor. Pela conversa, é o "administrador" dos bens do tio e já foi adiantando aos outros candidatos, que esse facto vai pesar e que tem custos. Lavar e levar roupa lavada, fazer visitas, cuidar da casa e dos animais de estimação do doente, é coisa que também não é feita à borla e tem os seus custos, porque a gasolina está cara.

Fiquei enojada.

Uma das sobrinhas teve a lata de me dizer que tinha acabado as férias no Algarve, ia trabalhar no dia seguinte e que só podia ir naquele dia visitar o tio. Descargo de consciência, pensei eu.

Mas que grandes filhos da puta, desabafei com os meus botões.

Hoje, quando me despedi do doente, antes de ser posto em coma induzido, pela gravidade do seu estado, este perguntou-me por que me ia embora e se não podia ficar ali, com ele, mais algum tempo. Apertou-me uma das mãos, com tal força, que tive dificuldade em me libertar.

Prometi-lhe que voltava amanhã, e saí do hospital a correr.

Cá fora, os cangalheiros já estavam de "dente afiado", ao doente do piso 7, cama 783.

Dei por mim sentada à beira mar, no lugar do costume, inerte, sentindo raiva e uma tristeza infinitas.

Mas que grandes filhos da puta!

domingo, 28 de agosto de 2011

SANTA NATUREZA


Após uma semanita de férias num paraíso espanhol, chamado Cangas de Morrazo, onde tenho óptimos amigos espanhois, com quem tenho por hábito passar uma semana de férias, todos os anos, geralmente durante o mês de Agosto, por ser o mais quente, eis-me de volta a este país desconchavado, sem rei nem roque, de tal forma que a minha vontade era a de ficar por lá e não regressar mais.

Segundo o que li na imprensa espanhola, durante o tempo que lá estive, o querido mês de Agosto, em Portugal, tem sido um mês de escandaleira política, que até mete dó.

Descobertas recentes de défices e mais défices, facturas misteriosas, vigarices e mais vigarices, cambalachos, e sempre os mesmos a pagar o "pato", de tal forma que já não tenho pachorra para aturar isto.

Acho que me vou desligar completamente do quotidiano português e, sempre que puder, irei ficar mais perto da Natureza, junto ao mar, aquele mar espanhol, de Barra, onde não há preconceitos, onde cada um é igual a si próprio.

Viva a Natureza!

Vivam todos aqueles que amam o mar, o céu e a terra, e a preservam.

Os "políticos" podem ir todos para um sítio que aqui não digo, enterradinhos até ao pescoço, pois não fazem cá falta nenhuma.

Pelas notícias que se têm lido ultimamente, seriamos todos muito mais felizes e tolerantes, se não existisse essa classe de incompetentes oportunistas, ao cimo da terra.


sábado, 20 de agosto de 2011

"QUEM PENSAS QUE ÉS?"



Esta música tem uma letra gira e duas das frases que mais gostei, e que agora traduzo, são:

"Ainda vais apanhar uma constipação, com o gelo que tens dentro de ti."

"Não voltes nunca mais."

Esta Christina Perri é o máximo.

DE VOLTA


Só para avisar os amigos do peito, que já cheguei da minha viagem à China e já cumpri a promessa da Tia Vivi, de levá-la à porta da Igreja de Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro, para ela integrar a Procissão de 15 de Agosto passado.

Trago imensas novidades na bagagem, fotografias e vídeos que não posso publicar aqui, uma vez que não tenho autorização das pessoas que me acompanharam, e como eu sou uma pessoa educada e com berço, jamais publicaria o que quer que fosse sem autorização, a menos que se tratassem de figuras públicas, o que não é o caso.

Como sou naturista, todos os anos faço uma semana de praia na Galiza, em Cangas de Morrazo, na praia de Barra, junto ao Cabo Home, porque sou muito "branquinha" e é a maneira de ficar morenaça por inteiro, antes de rumar a sul, para praticar os meus desportos favoritos, que são a natação e o mergulho.

É uma praia de pessoas muito civilizadas, sem os mirones bacocos, que costumamos ver cá em Portugal, quando vêem alguém a fazer naturismo ou topless.

Nesse aspecto, os espanhois são mais civilizados e educados que nós.

Quem fôr adepto do naturismo, aconselho vivamente aquela praia. É magnífica, de águas quentes e cristalinas e tem um pinhal onde podemos estender redes nas árvores e dormir umas valentes sonecas, à sombra. Ao longe podemos ver as Ilhas Ciés, com um cenário magnífico.

Há imensos hoteis por perto e parques de campismo.

Amanhã, pela madrugada, lá vou eu, novamente, para mais uma semana de lazer.

Eu mereço!



segunda-feira, 18 de julho de 2011

FINALMENTE FÉRIAS


Esta semana vai ser de preparação para as férias que se avizinham.

Este ano, como fui uma menina muito "espertinha", vou ter a sorte de conhecer a China, no âmbito de uma bolsa obtida no Curso de Mandarim, que tirei o ano passado na Faculdade de Letras.

Vão ser doze dias de treino daquele dialecto, no terreno, na Universidade de Pequim, a começar no início de Agosto e durante duas semanas inteirinhas.

Era um dos meus sonhos. Conhecer a China, ir à Grande Muralha e ao Templo de Shaolin e só vou porque não vou pagar nada. Foi um prémio ganho com muito esforço e merecido.

Já tenho a postos a minha câmara de vídeo e duas máquinas fotográficas, para registar todos os momentos.

Se o avião não caír e correr tudo bem, estarei de volta a tempo de ir levar a minha Tia Vivi à Procissão de Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro, dia 15 de Agosto, conforme ela prometeu à Santa, quando estive a bater a "cacholeta".

Por motivos óbvios, não vou poder "postar" aqui as fotos que vou tirar durante a viagem, para não expôr as pessoas que me acompanham nesta aventura. Mas convido todos os meus amigos e amigas do peito, para um churrasco na minha casa de Sesimbra, quando regressar, para poderem vê-las e dar a Vossa opinião sobre os meus dotes de fotógrafa amadora.

Até lá, desejo boas férias a todos aqueles que ainda não as gozaram e, se possível, fiquem por cá, para poupar.

Portugal precisa.

terça-feira, 12 de julho de 2011

OS APERTOS DE MÃO


Detesto apertos de mão.

O chamado "bacalhau" já não tem o vigor nem o significado que tinha antigamente.

Hoje já se perdeu o costume de dar aqueles apertos de mão, fortes, firmes e decididos, sejam eles institucionais, circunstanciais ou ocasionais.

Há pessoas que nos estendem uma mão que mais parece um rabo de peixe mole, e esperam que lha apertemos.

Quando me calha um desses, corro de imediato para a primeira casa de banho que estiver disponível, para lavar e desinfectar muito bem as mãos, por forma a fazer desaparecer aquela desagradável sensação de que acabei de apertar uma pila mole.

Não consigo deixar de proceder dessa forma.

É superior às minhas forças.

"NINGUÉM QUER SER COVEIRO"


Hoje li num Jornal Diário que a Câmara Municipal da Póvoa de Varzim tem andado literalmente "à rasca" para recrutar um Coveiro.

Abriu Concurso e o único candidato que apareceu, não reunia os requisitos, tendo chumbado nas provas práticas. É que isto de ser coveiro em Portugal, nos dias de hoje, tem muito que se lhe diga. Não é qualquer um que estará à altura de desempenhar tão exigente cargo.

É uma pena que José Sócrates, o candidato ideal, se tenha lembrado, agora, de ir para Paris, estudar Filosofia.

Já tem vínculo à Função Pública e era só uma questão de pedir a Mobilidade para a Câmara da Póvoa de Varzim.

Querem maior experiência do que a que ele tem?

O homem, sozinho, em seis anos, já enterrou um país inteiro, os que já se foram, os que ainda resistem, famílias inteiras, fábricas, indústria, agricultura, pesca, os professores, a função pública e a próxima geração.

Querem melhor "curriculum" do que este?

Não é justo!

Em vez de aproveitarem as suas capacidades, deixam-no ir estudar para Paris.

domingo, 10 de julho de 2011

FÉ, RAZÃO, OU RITUALISMO?


A propósito da morte da Zézinha Nogueira Pinto, ando há uns dias a observar o meu Vizinho do Barreiro Velho, que tem passado alguns momentos a falar para o seu "espelho", atormentado e mergulhado numa profunda angústia metódica, ocasionada pela leitura do Salmo (23) O Bom Pastor, invocado no texto de despedida daquela que ficará na história das mulheres portuguesas, como uma grande Senhora, pelo seu carácter resiliente e lutador.

Será o agnosticismo uma fuga, pergunta ele, no final da sua análise, tomando como exemplo aqueles cidadãos eleitos para a autarquia, que costumam acompanhar a Procissão de 15 de Agosto, no Barreiro.

Tema difícil este, pois confunde-se simultaneamente com racionalismo, ateísmo e cepticismo.

Para cada definição de Deus pode haver uma discussão diferente e diferentes grupos de ateus, teístas e agnósticos.

A identificação do agnosticismo com o cepticismo filosófico, de um lado, e com o ateísmo religioso, de outro, deu ao adjectivo "agnóstico", de uso muito amplo, uma pluralidade de significados que induz à confusão.

O termo "agnosticismo" apareceu pela primeira vez em 1869 num texto do inglês Thomas H. Huxley. Este Autor criou-o como antítese ao "gnóstico" da história da igreja, que sempre se mostrava, ou pretendia mostrar-se, sabedor de coisas que ele, Huxley, ignorava. E foi como naturalista que Huxley usou o vocábulo. Com ele, aludia à atitude filosófica que nega a possibilidade de dar solução a todas as questões que não podem ser tratadas de uma perspectiva científica, especialmente as de índole metafísica e religiosa. Com isso, pretendia refutar os ataques da igreja contra o evolucionismo de Charles Darwin, que também se havia declarado agnóstico. A definição de Huxley viria possibilitar diferentes concepções do agnosticismo.

Como se vê, e em bom rigor não se pode falar de agnosticismo, mas de agnosticismos e, melhor ainda, de agnósticos, já que existe notável variedade tanto no processo intelectual pelo qual se chega às teses agnósticas, como na formulação dessas teses.

A Zézinha Nogueira Pinto era uma mulher crente e de Fé, educada na Fé, naquela Fé incutida no seio familiar, no Colégio que frequentou e nos valores que professava, porque a Fé é a força da vida.

Mas era uma mulher de Fé, simultaneamente racional, pois compreendia e dava valor e atenção a tudo o que a rodeava.

É inegável que a Humanidade passa por um estado de declínio espiritual e o facto de alguns autarcas e outras personalidades fazerem o frete de acompanhar as Procissões do 15 de Agosto, ao longo dos anos, no Barreiro, é uma prova disso mesmo.

É aquilo a que costumo chamar o cristianismo do abandono, do ritualismo frio e vazio, ou do farisaísmo legalista.

Thomas Huxley, se fosse vivo, e fosse acompanhar a Procissão de Nossa Senhora do Rosário, no dia 15 de Agosto, no Barreiro, não deixaria de reafirmar a sua célebre frase, "O destino normal das novas verdades é começar como heresias e terminar como superstições".

sábado, 9 de julho de 2011

FINALMENTE....


Parece que José Sócrates já meteu o pedido de licença sem vencimento, na Câmara da Covilhã, a cujo quadro pertence, na carreira de engenheiro técnico, para poder ir para França, dedicar-se ao estudo da Filosofia.

Mas Licença para quê?

Não percebo.

Não dá para ele ir a França Sábado à noite e regressar na 2ª, logo de manhâ?

Ou será que em França as Universidades estão fechadas ao Domingo?

sexta-feira, 8 de julho de 2011

FIM DE SEMANA


Amanhã é o meu dia de receber os Amigos, cá em casa.

Eu e o meu grupo temos esse hábito salutar de conviver todos os fins de semana, geralmente ao jantar de Sábado, uma vez em casa deste, outra vez em casa daquele, de forma rotativa, de maneira a que possamos estar todos juntos, trocar ideias, ouvir música, cantar as velhas baladas de Coimbra, dançar, saber as últimas fofocas de cada um, ou pura e simplesmente porque gostamos todos muito uns dos outros e queremos estar juntos.

Só me falta a D.ª Mimi, a Senhora que me ajudou durante dezoito anos nas lidas da casa e que, faz este mês um ano, refez a sua vida de viúva, casando com um sessentão charmosíssimo, de nacionalidade sueca e reformado da marinha daquele país, que ainda é um "pedaço de mau caminho".

Era ela que me tratava dos cozinhados, de inspiração transmontana, sua terra natal. Já anteriormente disse que não sou grande cozinheira, mas aprendo muito facilmente. E aprendi imenso de cozinha, com a D.ª Mimi, uma excelente professora.

Sempre tive a mania de fazer sobremesas para as refeições, hábito adquirido com as minhas duas Avós que achavam que uma refeição não seria refeição, se não tivesse uma boa sobremesa no final, acompanhada de um bom cálice de vinho do Porto, ou de licor de canela, caseiro.

Hoje fui para o pudim. Fiquei expectante, porque os pudins tremem todos e se não forem bem feitos, ao desenformar, desmoronam no prato e ficam todos "desconchavados".

Já me estava a imaginar a ter de ligar para a Pastelaria de onde costumo gastar, para encomendar uma sobremesa de recurso, à pressão, que não seria a mesma coisa.

Estou admirada comigo própria, carago!

Afinal sou uma mulher perfeita, canudo!

O pudim saiu melhor do que aquilo que eu estava à espera e tem um ar comestível e apetitoso.

E se o meu bolo de chocolate, feito o mês passado, não pôs ninguém de caganeira, este pudim muito menos, pois foi confeccionado com todo o esmero, utilizando apenas ovos caseiros, enviados pela D.ª Mimi, especialmente para o efeito, de galinhas nascidas e criadas à solta, nos campos transmontanos.

Isto de ser "gaija" tem a sua piada. Adoro ser "gaija".

Porque só uma "gaija" com espírito de "gaija" é que tem pachorra para perder mais de três horas na cozinha, a fazer doces e a cozinhar para os Amigos.

Mas eles merecem.

MAS AFINAL.....


O mentiroso compulsivo não disse que ia para Paris, estudar Filosofia?

É que hoje li em vários jornais diários e algumas revistas semanais, que o dito cujo agora anda por aí a passear-se, acompanhado de dois seguranças do Corpo de Segurança Pessoal, da PSP.

A que propósito?

Deve ter a consciência pesada e o cú apertado, por todos os males que causou ao País e aos portugueses.

Costuma dizer-se que quem tem medo, compra um cão.

Se essa segurança é paga do bolso dele, o problema será dele e ninguém tem nada a ver com isso.

Quem tem cú tem medo. E no caso dele, bem que merecia que alguém lhe desse umas boas pauladas, bem dadas, naquele lombo.

Aposto que, mais uma vez, são os nossos impostos que estão a pagar aos dois marmanjos que o acompanham 24 horas por dia e o conduzem num carro topo de gama.

Já não há pachorra!

terça-feira, 28 de junho de 2011

ACONTECEU COMIGO


Juro que não faço nada para atraír situações do "Arco da Velha". Mas elas vêm ter comigo.

Como toda a gente sabe, sou a mulher dos sete ofícios.

Sou hiperactiva por natureza e não consigo estar um minuto parada. Quem me conhece, sabe que sou assim quase desde que nasci e, segundo doutas opiniões de especialistas na matéria, já não terei cura e morrerei se um dia me vir forçada a parar por qualquer motivo.

Essa minha hiperactividade, e o facto de sempre ter privado com pessoas que fizeram da arte e dos livros a sua prioridade na vida, que me influenciaram, levou-me a "empaturrar-me" de alguns cursos superiores e consigo exercer várias profissões ao mesmo tempo, sem colidir com nenhuma delas.

Hoje, aprestava-me a saír de um dos meus locais de trabalho, pelas três horas da tarde, quando sou abordada por uma utente desse serviço, acompanhada da sua filha mais nova, com um ar confrangido, que me levou a indagar se a moçoila estaria doente e necessitada de cuidados médicos, para a encaminhar para um dos médicos de serviço, se fosse o caso.

- "Não, senhora. Não é nada com a minha filha. É comigo e vinha ver se me consegue resolver este problema. É que o meu médico de família mandou-me para uma consulta no Hospital, pelo ALERT P1, para o parrecologista e eu esqueci-me de pedir lá a declaração para entregar ao meu patrão que me vai descontar o dia inteiro, se eu não lhe apresentar esse documento, até ao fecho do escritório.

- "Parrecologista??????!!!!!", indaguei eu, surpreendida e já a imaginar que dali não ia saír boa coisa.

- "Sim, doutora, o médico especialista da "parreca", ao mesmo tempo que apontava para o "local".

Não contive a maior gargalhada que já dei em toda a minha vida e que se ouviu em todo o edifício.

Peguei no telefone e liguei para o Hospital. Fiz questão de resolver o problema da senhora, falando com o "parrecologista" himself que, por sua vez, nem conseguia falar de tão engasgado que ficou com a risota.

Contou-me que, um certo dia, num hospital da província, quando ainda não era ginecologista e exercia apenas medicina geral, atendeu um homem vítima de um acidente de viação, que estava preocupadíssimo com o seu joelho esquerdo onde, dizia ele, já tinha levado várias "ejaculações" (infiltrações), devido a um outro acidente.

São estes saborosos momentos que fazem a vida valer a pena.

A bendita declaração de presença, foi passada pelo "parrecologista" e enviada por fax ao patrão da senhora que me ligou logo de seguida, a agradecer a gentileza, referindo que aquele sim, era um verdadeiro médico.

Eu fiquei com mais uma história de vida, para contar, e acredito que aquele ginecologista nunca mais se irá esquecer que, afinal, em Portugal, há vários nomes para a mesma coisa, que não apenas o científico.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

A NOITADA


Depois da noitada de S. João, muito bem passada na companhia de todos aqueles que fazem o favor de ser meus amigos há várias décadas, e do mergulho tradicional na praia do Homem do Leme, eis que os mais lateiros se lembraram que não há nada como terminar uma "directa", com um belo almoço no Restaurante Ponte de Pedra, em Entre-os-Rios.

O Cabrito assado em forno de lenha, estava divinal e os rojões também.

A paisagem, essa, continua de cortar a respiração.

Só foi pena já não estarmos na época da lampreia. Embora eu não seja grande apreciadora de semelhante iguaria, seria uma forma de haver muitos mais participantes no almoço, porque esta malta que eu conheço, é doida por se empanturrar com o delicioso pitéu.

Tomem nota. O melhor restaurante de Entre-os-Rios, é o Restaurante Ponte de Pedra, na imagem, onde podemos comer óptimos pitéus e desfrutarmos de uma vista única e soberba dos rios que banham aquela zona.

Agora vou descansar um pouco na minha caminha, até à hora do jantar, porque esta coisa de estar a caminhar para "cota", já não me permite os mesmos devaneios e as mesmas noitadas de há uns anos atrás.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

O MEU GLORIOSO




Tenho várias paixões neste mundo.

Duas delas são futebolísticas.

Uma é a Académica de Coimbra, que comecei a venerar, quando entrei na Faculdade de Direito e fui membro da Associação Académica daquela cidade, durante cinco anos.

A outra é incontornável, já vem de família e é o meu Glorioso, o melhor clube do Mundo, do qual sou adepta, desde que me conheço.

O seu símbolo, mandado fazer, por mim, e a preceito, ao José Vale, o melhor entalhador de Portugal, ocupa um lugar de destaque na parede principal do meu escritório, junto às fotografias autografadas de Salazar e de Álvaro Cunhal e ainda de Che Guevara.

Uma mistura explosiva, dizem alguns.

Mas eu cá sou assim.

Sou um ser livre, como uma borboleta, e lutarei sempre por tudo aquilo que gosto e respeito, e em que acredito.

Benfica, forever!

PORTUGAL NÃO SABE APROVEITAR O POTENCIAL QUE TEM


Tenho o privilégio de viver actualmente numa zona do país, de grandes entalhadores e mestres marceneiros que transformam a madeira em autênticas obras de arte.

Não compreendo como tão bons artistas como eles são, não têm tido oportunidade de singrar na sua arte, uma arte que se está a perder, porque os mais novos preferem trabalhos menos criativos e menos trabalhosos e o Estado não lhes dá qualquer incentivo.

Muitos vivem miseravelmente. Fazem trabalhos em talha, elaboradíssimos, autênticas obras de arte que lhes são pagos a tuta e meia.

É a exploração no seu melhor.

Tornei-me amiga de um deles, a quem tenho encomendado diversas peças em talha.

Desde o emblema do Benfica, à Última Ceia de Jesus, passando por um Cristo com uma expressão que jamais vi em qualquer outro, o José Vale tem umas mãos de ouro.

Ficou muito admirado quando lhe pedi que me assinasse todas as peças que lhe encomendei. Achou o pedido bizarro, porque jamais alguém lhe pediu semelhante.

Ficou todo vaidoso quando eu lhe disse que todo o talento tem nome e que, um dia, quando eu e ele já não estivermos neste mundo, a sua obra perdurará, para gáudio de todos aqueles que, como eu, amam a verdadeira arte.

Quando será que em Portugal se recomeçará a recuperar as artes que se perderam e a dar mais valor a estes talentosos homens?

Quando será que em vez do IKEA e afins, teremos móveis de madeira genuína, desenhados e entalhados por artistas portugueses, como o José Vale?

A imagem ilustra mais um dos meus recantos, onde se podem ver as obras em talha, desse homem que eu considero um talentoso artista.

terça-feira, 21 de junho de 2011

S. JOÃO É NO PORTO


No seguimento da campanha que tenho feito, promovendo os produtos nacionais, quero dizer-vos apenas uma coisinha.

Se não sabem onde ir passar o feriado de 23 de Junho, façam-no vindo ao Porto, pois trata-se da véspera de S. João, a noite mais longa do ano, para quem habita na cidade e arredores.

Compre um manjerico, um alho porro ou uma alcachofra e vá até às Fontainhas ou à Foz, passando pela Avenida dos Aliados e pela Boavista, coma umas sardinhas assadas, com salada de tomate e pepino nacional, sem e-coli, e divirta-se até mais não, dando umas marteladas valentes na careca de quem estiver mais próximo de si.

Salte uma fogueira, faça subir um balão e cheire um manjerico, com a palma da mão, como manda a tradição.

E por volta das sete horas da manhã, dirija-se à praia mais próxima, tome um banho santo, e dê um valente mergulho, para exorcizar todos os seus pecados.

Leve o manjerico, regue-o e ponha-o ao luar.

O meu já cá canta, oferecido por alguém que todos os anos não se esquece de mim.

E quando chegar o S. Pedro, dirija-se à Afurada, ali para os lados de Vila Nova de Gaia.

A festa é de arromba.

Não falte.

Alegre-se!

Seja Feliz!

Porque Você merece e o país agradece.

CHEGOU MAIS UM VERÃO SEM TI


Se um dia te comparei a um dia de Verão, é porque um dia chegaste a ser o Sol e o calor da minha vida.

Mas um dia o Verão acabou, as folhas secaram e espalharam-se pelo chão, como lágrimas dispersas, transformadas em cristais reluzentes, à deriva.

Porque tudo na vida tem um final. Feliz, ou infeliz, nunca se sabe.

E ficaram apenas as pétalas secas das rosas escuras, que deixei de colher, para te oferecer, guardadas nos textos e nos poemas com que me aqueço, em busca de um novo amanhã, só meu, porque te foste para sempre.

Onde estarás?

Com quem estarás?

Não sei.

Apenas sei que já não estás aqui.



"~ Soneto 18 ~

Se te comparo a um dia de Verão
És por certo mais belo e mais ameno
O vento espalha as folhas pelo chão
E o tempo do Verão é bem pequeno.

Às vezes brilha o Sol em demasia
Outras vezes desmaia com frieza
O que é belo declina num só dia
Na terna mutação da natureza.

Mas em ti o Verão será eterno,
E a beleza que tens não perderás
Nem chegarás da morte ao triste inverno

Nestas linhas com o tempo crescerás
E enquanto nesta terra houver um ser,
Os meus versos vivos te farão viver."

Poema traduzido de William Shakespeare

segunda-feira, 20 de junho de 2011

À SOMBRA DE UMA OLIVEIRA


Hoje, ao almoço, uma colega criticou-me severamente por eu abominar e não concordar com as redes sociais e recusar-me, terminantemente, a ter uma página no facebook ou em qualquer outro directório, à excepção dos meus “queridos” blogs que considero veículos de informação, enquanto os jornais oficiais e a imprensa institucionalizada, não cumprirem as suas funções de uma forma despartidarizada e isenta .

Como sou uma pessoa imune a críticas não fundamentadas, lá tive uma trabalheira enorme a justificar o meu ponto de vista, a todas as pessoas que estavam presentes e que acham que é expondo a sua vida privada, numa rede social, que terão mais ou menos notoriedade, ou mais ou menos “amigos”, consoante o caso.

Não sou a única pessoa que pensa assim. Muitos também se admiram por que motivo não dou relevância à opinião que as pessoas possam ter de mim, uma vez que dirão que, como não tenho facebook, deverei ser uma velha rezinza, desdentada, esquelética e descabelada, o que não é o caso, porque embora já esteja a caminhar para “cota”, ainda estou cá para as “curvas” e ainda meto num “chinelo” muitas moçoilas de tenra idade, porque Deus foi muito generoso com a minha pessoa, dotando-me de muito bons genes e de uma boa figura. Por isso não me posso queixar.

Não me interessam minimamente as opiniões alheias. Posso ilustrar esta minha aversão e recusa, com alguns casos recentemente comprovados e passados na minha esfera de amigos, de pessoas que têm visto as suas vidas devassadas, por causa de publicarem fotogafias de cariz pessoal no facebook, fotos essas que foram aproveitadas, modificadas e utilizadas para fins inconfessáveis. Do mesmo modo, tiveram lugar vários casos de despedimentos, burlas, extorsão, pedofilia e violação, através de redes sociais e que atingiram muitos incautos.

Mas o que mais me preocupa não são os adultos que já deveriam saber defender-se de estas situações, mas sim as crianças, que são vítimas diárias da idiotice dos pais e da “facebookização” das relações em comunidade, autorizadas por esses mesmos pais.

Li num jornal inglês, que uma adolescente de quinze anos terá cometido suicídio, ingerindo analgésicos, após ter sido vítima de “bulliyng” e de troça, na sua página pessoal, de uma rede social.

Nenhuma criança está preparada para este tipo de interacção social, que a leva a tratar as amizades como se estas fossem apenas um objecto, criando relações transitórias e desumanizadas, fora da vida em comunidade e em família.

É alarmante constatarmos que, nas redes sociais, as amizades são improvisadas e que há uma espécie de competição virtual pela posse de cada vez mais "amigos", o que leva os adolescentes a uma hipervalorização desse facto que contribuirá, sem dúvida nenhuma, para a sua alta ou baixa auto-estima, consoante a quantidade de "amigos" que conseguem “adicionar”.

Todos os dias constatamos que as relações, há muito, estão a ser enfraquecidas pelo declínio do contacto das mãos nas mãos, olhos nos olhos, face-a-face, ou pelas longas conversas que costumavamos ter ao telefone, sendo agora substituídas pela internet e pelas mensagens de texto e via sms.

Infelizmente perdemos a habilidade que um dia tivemos, de construir relacionamentos interpessoais. Estamos a perder as nossas capacidades de socialização e de como sentir dentro de nós o humor de uma pessoa, conhecer a sua linguagem corporal e gestual, de termos autocontrole em momentos de grande pressão e de amarmos alguém com todos os nossos sentidos e todas as nossas forças.

Como sociedade, estamos a perder o “outro”, aquele que nos é essencial e nos faz falta para construirmos uma comunidade de seres humanos, relativos e interpessoais, com vista a um mundo melhor, em que triunfarão as palavras e os actos e em que cada um de nós fará os possíveis para ser melhor.

sábado, 18 de junho de 2011

A MINHA CASA-MUSEU


Dizia-me hoje um Amigo que conhece a minha paixão por móveis e objectos antigos, que não entende como, sendo eu uma pessoa tão de acordo com os tempos modernos, consigo viver numa casa que mais parece um museu.

Ai que caraças, pensei eu.

Mas o que será que tem a ver uma coisa com a outra?

Desde miúda que me habituei a viver em casas antigas, com móveis e objectos herdados de antepassados, todos eles com a sua história, onde sempre me senti muito bem.

Tomei gosto por esse ambiente de outros tempos, ao ponto de ter mantido todo um conjunto de peças antigas, com grande significado para mim e para a minha família.

O mais engraçado é que uma das minhas alunas, aquela que tem a mania do esoterismo, das vidências, cartomâncias, tarots e afins, um dia destes disse-me que eu, numa outra vida, era uma condessa romena, casada com um nobre riquíssimo, danada para a "brincadeira", com três amantes em simultâneo.

Que fixe, brinquei eu.

Já sei de onde me vem o gosto pelas antiguidades e pelos objectos em prata.

Agora aquela cena dos três amantes...

E ainda por cima Romena...

Fosga-se!

CALMA PESSOAL!


OK, eu reconheço que ultimamente não tenho sido aquela amiga com quem vocês sempre puderam contar.

Mas ponham-se no meu lugar. Eu não tenho o dom da ubiquidade. Não consigo estar em todos os lugares ao mesmo tempo e não pensem que não me aflijo com isso, porque na realidade, gostaria de ter tempo suficiente para estar com todos os amigos e divertir-me na companhia de todos eles.

Li todos os mails e todas as mensagens que me enviaram, mas não respondi a ninguém, também por causa de uma certa preguiça que se instalou no fundo do meu ser.

Já vos tinha avisado que a partir de Junho, a minha vinda aqui seria esporádica, derivado aos vários compromissos pessoais e profissionais que assumi e que não pretendo falhar.

Não fiquem zangados por ter fechado os comentários do blog, mas tal deveu-se apenas a uma questão de gestão do mesmo. Se já não tenho tempo para responder aos e-mails e às sms, como iria arranjar tempo para responder a todos aqueles que colocam aqui comentários?

Ainda por cima tenho andado a "laurear o queque" por esse país fora, aproveitando os fins de semana e feriados, e nos sítios onde tenho estado, não consigo aceder à internet. Por esse motivo, um dia destes, tive vontade de estrangular o "Kanguru" ou de afogá-lo na barragem do Azibo. Vou ter de mudar de "bicho", para ver se não me acontece o que me aconteceu, de quase correr o risco de não poder felicitar um Amigo Barreirense por opção, pelo seu Aniversário, no dia 10 de Junho, quando estava em plena festa da cereja em Alfândega da Fé.

Têm estado uns dias óptimos que aproveito para apanhar sol e banhos de mar. Por isso, não me vão apanhar por aqui tão amiúde.

Para os "mauzinhos" que me têm desafiado a comentar aqui a política barreirense, especialmente no que toca ao Partido Socialista, informo que não há nada para comentar. Alguns vão ter de atravessar o deserto, pois a fonte secou, e outros, pouco inteligentes, mas mais espertos, pode ser que ainda encontrem um lugar onde alguém os queira para poderem ganhar uns tostões e levarem a sua vidinha medíocre.

E por hoje é tudo.

Já li sobre as próximas festas do Barreiro e sobre a Procissão de Nossa Senhora do Rosário, dia 15 de Agosto. Para grande alegria da minha Tia Vivi, este ano vou vir directamente de Pequim para o Barreiro.

Como ela é uma velhota adorável mas imprevisível, rezo para que este ano não tenha acrescentado uma adenda à promessa que fez, quando estive gravemente doente, e me faça ir levá-la à porta da Igreja, vestida de anjinho papudo.

Tia Vivi, por favor não inventes. OK, eu levo-te à porta da Igreja, como prometeste à Santa, mas volto para o carro, onde ficarei a ver passar e a tomar nota de todas as eminências pardas, mascaradas de grandes e piedosos cristãos.

E só espero que aqueles dos óculos escuros e calcinhas brancas, aquela senhora que leva todos os anos o mesmo chapéu azul, estilo cartola de finalista da Faculdade de Ciências, com os sapatos a condizer, e aquele homem que se põe a coçar os tintins em plena procissão, não sejam tão previsíveis. É que assim já não tem graça nenhuma.

E acho que vou levar uma fisga para o que der e vier. É que o ano passado andava por lá um cuco depenado, mesmo à porta da Igreja.

Inté!

sexta-feira, 17 de junho de 2011

MARCHAS POPULARES

terça-feira, 7 de junho de 2011

AI QUE PENA...


Que eu tenho de todos aqueles que viviam à custa de serem militantes do Partido Socialista.

Foi vê-los com a lágrima no olho, ou a chorar copiosamente, pelo tacho perdido.

É o que faz não terem aprendido a fazer mais nada.

Daqui a quatro anos, vamos levar com o Sócrates candidato à Presidência da República.

Há uns "posts" atrás, vaticinei que em Maio/Junho de 2011 o Povo português iria mandar o Sócrates pregar para outra freguesia.

Acabou-se o Vangelis e o "Gladiador".

Já não vou ter de gramar aquela música horrorosa, que tocava por todo o lado, de cada vez que o mentiroso compulsivo aparecia em público, rodeado de todos os seus estarolas.

Graças a Deus!

domingo, 5 de junho de 2011

O MEU BOLO DE CHOCOLATE


Devido às eleições legislativas, este fim de semana não fui para lado nenhum.

O sábado foi dedicado à casa, às arrumações de papelada e a pôr as leituras em dia.

Já há muito que não tinha assim tanto tempo disponível. Sabe bem desfrutar do nosso espaço, tranquilamente, na companhia dos nossos amigos e familiares mais próximos.

O jantar de Domingo vai ser cá em casa, com um grupo dos maiores lateiros que já conheci em toda a minha vida.

Como sobremesa haverá salada de frutas e bolo de chocolate, feito por mim, sábado de tarde.

Não me considero grande cozinheira, mas sou muito aplicada. Quando meto uma coisa na cabeça, é certo e sabido que não desisto.

Segui a receita escrupulosamente, passo a passo e acho que não me saí muito mal. O primeiro bolo que fiz, já lá vão muitos anos, esqueci-me do açucar, de modos que mais parecia um pão de leite gigante. Comeu-se na mesma, mas não foi a mesma coisa.

Este ficou com muito bom aspecto.

Resta saber se depois do jantar, o pessoal não terá de recorrer ao centro de saúde mais próximo, com uma valente caganeira.

Espero bem que não.

sábado, 4 de junho de 2011

DE ONDE VIRÁ O DINHEIRO?



Eles andaram com:

- 5 autocarros de 55 lugares

- 20 monovolumes

- um camião tir com palco, régie e ecrã gigante e 3 técnicos

- duas estruturas independentes com equipas de 10 elementos, cada uma, para montagem e desmontagem de palco, dotado de sistema de som profissional, estilo concerto de média dimensão

- 3 bancadas (duas laterais e uma frontal) com capacidade total para 250 pessoas sentadas

- Distribuiram t-shirts, sacos de pano, canetas, calendários, chapéus, edição de 6 jornais de campanha, flyers de todo o tipo e feitio, múltiplos adereços para oferta, autocolantes, etc.

- Colocaram um outdoor no lanço mais caro de estrada.

- Mobilizaram dezenas de outros tantos autocarros, para transportar, para os vários comícios, pessoas de outras zonas do país, como sucedeu na Afurada, em Braga e no Porto. Todos da Transdev.

Alguém me explica, por favor, como é que o PS prevê pagar só dois milhões de euros pela campanha que findou?

Quem irá pagar o restante e este desperdício de dinheiro mal gasto?

Acho que já está na hora de ser feita uma investigação policial.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

PODES CRER!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

O MELHOR DE SÓCRATES


Os Troca Tintas.

Depois dizem que os outros é que são os mentirosos.

PARA UM PEQUENINO MUITO ESPECIAL


Hoje é o teu dia.

Adoro-te!

CONVIDADA POR SÓCRATES, PARA ALMOÇO DE CAMPANHA

domingo, 29 de maio de 2011

PENSAMENTO DO DIA

HOJE ESTÁ DE CHUVA


Hoje está de chuva, como se costuma dizer em linguagem popular.

Não gosto muito de chuva, mas às vezes até que tem alguma vantagem. Faz-nos parar um bocado e descansar das fadigas do dia a dia.

A semana que se avizinha será o prelúdio da época de Verão, a semana que quase toda a gente utiliza para começar a retirar do "baú", as roupinhas mais frescas e os artefactos mais leves, com vista à nova Estação que se aproxima.

Como sou estudante do calendário e consigo sempre conjugar fins de semana com férias e feriados, as minhas férias são como aquelas pilhas do coelhinho felpudo: duram, duram, duram....

Este paleio todo só para dizer que vão ter início, a partir da próxima semana, muitos dias felizes, que passarei mais perto de todos aqueles de quem gosto e que gostam de mim.

Tirando Agosto em que estarei em Pequim, na segunda quinzena, devido à bolsa que ganhei, o restante Verão irá ser passado em férias cá dentro, entre o Minho e o Algarve, passando pelas Beiras e por Trás-os-Montes e algumas incursões em Espanha, o que me deixa muito pouco tempo para estas andanças da internet.

Por isso, a partir da próxima semana, façam o mesmo. Vão ao estrangeiro, só se tiverem de ir.

Portugal tem praias magnifícas e paisagens de tirar a respiração.

Não precisamos de ir para as Maldivas, Cuba, República Dominicana ou Turquia, para passarmos umas férias inesquecíveis.

Faça como eu: pegue no seu, ou na sua, "mais que tudo" e parta à descoberta de Portugal.

O País precisa, muito, que faça isso.

E se me encontrar, faça o favor de me cumprimentar. É que os portugueses já perderam, há muito, essa regra elementar de boa educação.

sábado, 28 de maio de 2011

PENSAMENTO DO DIA


Portugal devia abandonar a Zona Euro e constituir uma Aliança com os países de língua oficial portuguesa, a que poderiam juntar-se a Grécia, a Irlanda, Malta, Chipre, Espanha e Itália, tendo em vista uma nova organização que arrumasse de vez com a actual Comunidade Europeia que serve apenas os interesses instalados da Alemanha e da França e que põe os pequenos países periféricos, à mercê dos dislates da ditadora Merkel e do napoleãozinho Sarkozy.