domingo, 2 de janeiro de 2011

MAIS UMA DÉCADA FODIDA


Ultimamente não me tem apetecido escrever, eu que gosto tanto de o fazer.

Acabei o ano com um texto para um Jornal on-line, do Barreiro, que também tem uma edição impressa porque, dizem as superstições, devemos terminar o ano, a fazer aquilo que mais gostamos de fazer.

O ano que agora começa, não vai ser fácil para muitos portugueses que, de um momento para o outro, se viram sem trabalho, sem casa, sem saúde e sabe-se lá que mais.

Ao iniciar mais esta década, tenho a certeza que, também eu, brevemente me "farei à estrada", porque Portugal é um poço sem fundo, escavado por meia dúzia de corruptos inconsequentes, que continuam a sugar tudo aquilo que podem, em proveito próprio e eu não estou para alimentar pançudos, com o meu trabalho e com os meus impostos.

Possivelmente, irei regressar ao Norte da Europa onde vivi e trabalhei muitos anos da minha vida e onde ainda há respeito pelas pessoas e pelo seu trabalho e onde ainda se cultivam os valores fundamentantes de qualquer sociedade.

O conselho que deixo para todos aqueles que vão ficar e que não têm a mesma hipótese que eu tenho, é que não se acomodem, que lutem contra toda e qualquer espécie de nepotismo e tirania.

Agora que estou a caminhar para "cota", considero-me uma mulher "madura" e quero que os meus filhos e netos tenham uma vida melhor, fora deste Portugal desgraçado e corrupto, que vive em função daquilo que não produz mas que, mesmo assim, é esbanjado por meia dúzia de oportunistas que se têm locupletado à grande e à francesa, à custa de quem trabalha no duro e paga os seus impostos.

Por isso, para aqueles que vão ficar por cá, não se acomodem, trabalhem o mais que puderem e souberem, poupem e corram com "eles".

Sobretudo, não se deixem manipular nem se acomodem.

Lutem sempre.

Nunca desistam!

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