sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

"A MORTE NÃO É NADA" - POEMA DE SANTO AGOSTINHO


Hoje fui despedir-me de mais um Amigo que já partiu.

Inesperadamente, sem ninguém contar.

O seu grande coração pregou-lhe uma partida. Morreu na sua cidade de eleição, no seu restaurante preferido, acompanhado de quem mais amava.

À saída do velório, o vento gelado cortou-me a pele e a alma e, no céu estrelado, apenas a lua cheia parecia estar feliz.

Desejei intensamente que estivesses no Céu e acredito que aquela estrela cadente, foi um sinal teu, a caminho do Paraíso.

Guardei aquele pequeno livrinho, com a tua foto e o belo Poema, para não me esquecer de ti. É como se tivesse sido um presente teu, a todas as pessoas que foram dizer-te o último adeus. Todos adorámos o Poema que tão bem retrata a tua forma de estar neste mundo.

Deixaste um vazio dentro de nós.

A vida, por vezes, consegue ser muito cruel. E a Morte ainda o é mais.

Descansa em Paz, Amigo Nelson.


"A morte não é nada.
Apenas passei ao outro mundo.
Eu sou eu. Tu és tu.
O que fomos um para o outro ainda o somos.
Dá-me o nome que sempre me deste.
Fala-me como sempre me falaste.
Não mudes o tom a um triste ou solene.
Continua rindo com aquilo que nos fazia rir juntos.
Reza, sorri, pensa em mim, reza comigo.
Que o meu nome se pronuncie em casa
como sempre se pronunciou.
Sem nenhuma ênfase, sem rosto de sombra.
A vida continua significando o que significou:
continua sendo o que era.
O cordão de união não se quebrou.
Por que estaria eu fora dos teus pensamentos,
apenas porque estou fora da tua vista?
Não estou longe,
Somente estou do outro lado do caminho.
Já verás, tudo está bem.
Redescobrirás o meu coração,
e nele redescobrirás a ternura mais pura.
Seca as tuas lágrimas e, se me amas,
não chores mais.

(Stº Agostinho)"

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