domingo, 2 de janeiro de 2011

MULHER DO NORTE


O Natal passado e o fim de ano, passei-os numa aldeia do Norte, onde se come divinamente.

Como apanhei uma carga de gripe, não pude ir a Sesimbra, conforme tinha programado, mergulhar com os amigos do costume e fazer a passagem de ano debaixo das águas claras da baía.

Passei o Natal e o fim de ano a tossir e a espirrar, mas não foi nada que me impedisse de apreciar os belos petiscos natalícios, daquela zona do país, cozinhados em verdadeiros potes de ferro.

Aliás os amigos que me convidaram, admiram-se como é que uma pessoa nascida em terras de África, gosta tanto da comida tradicional portuguesa.

Eu como pouco, mas como. E aprecio imenso alguns manjares transmontanos, da mesma forma que também gosto de bolas de manteiga, comidas com leite chocolatado a acompanhar.

Depois, lá no Norte, há aquele ritual do acender da lareira, que me fascina.

Em África eu não tinha lareira, mas tinha o Sol.

Em Portugal não tive Sol, mas tive o calor humano de todas aquelas pessoas que me acarinham, sempre que ando por lá.

A única coisa que me falta aprender, é distinguir os cogumelos bons, dos venenosos.

De resto, acho que já me posso considerar uma verdadeira mulher do Norte.

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