domingo, 16 de janeiro de 2011

UMA QUESTÃO DE "ESTRATÉGIA"


Um dos quatro jornais para onde escrevo, quinzenalmente, convidou-me, há dias, para ser a "consultora sentimental" de uma nova rubrica com esse tema, que a Redacção pretende implementar.

Dizem eles que é um tópico que atrai muitos leitores e que, como sou uma pessoa divertida, o tema seria um sucesso, pois já me estavam a imaginar a dar conselhos do "arco da velha".

Enganaram-se redondamente, porque eu recusei a proposta.

Existe uma condição deontológica e ética que não me permitiria fazer esse papel e mesmo que essa condição não existisse, eu recusaria na mesma. Não gosto de brincar com os sentimentos alheios, como também não gosto que brinquem comigo.

Nessas coisas de sentimentos, como não gosto de compromissos sérios, até utilizo uma estratégia que tem dado um resultadão.

Trata-se de ter um número de telemóvel destinado apenas e só àquelas pessoas que ainda não conhecemos muito bem, ou que, como D. Sebastião, se perderam no nevoeiro do tempo e reapareceram, anos depois, a querer "lulas".

Eu adoptei essa estratégia porque, em caso de essa pessoa não corresponder às minhas expectativas, poderá ser facilmente "descartada", sem eu ter de mudar de número de telemóvel, o que seria uma maçada. Teria de avisar a família toda e um grande número de pessoas que, essas sim, por serem verdadeiros amigos, merecem ter o meu número de telemóvel.

Graças a essa estratégia, há quase dois anos, apanhei uma "ratazana" bem gorda, na ratoeira. O número que lhe dei e que ainda deve ter, era só destinado a ele que fez um péssimo uso da confiança depositada na sua pessoa, demonstrando, assim, não ser pessoa de bem, como eu já desconfiava há muito tempo.

Por isso, moçoilas deste País, aprendam a estratégia e não se arrependerão.

E quem diz moçoilas, diz moçoilos também. Eu sou pela igualdade.

Dá um certo gozo enfiar esse cartão num telemóvel velho e tê-lo sempre carregado e a funcionar, para o emplastro ou emplastra pensar que é o nosso número de telemóvel.

Aprendam que eu não duro sempre.

Kaneko, eu não queria, mas acho que acabei por dar um conselho sentimental.

Foi sem querer.

Beijokas!

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