segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

UMA TREMENDA FALTA DE EDUCAÇÃO


Uma das coisas que me tem impressionado imenso, em Portugal, é a tremenda falta de educação e de respeito que algumas pessoas nutrem pelo seu semelhante.

Há situações que tenho observado e que me têm causado uma certa repulsa.

Uma delas é o facto de grande parte das pessoas não respeitar o outro nem o meio ambiente em que se insere.

Vem isto a propósito de ter ido hoje a um supermercado e de se encontrar na fila, alguns lugares atrás de mim, um idoso com canadianas, bastante debilitado, só com um saco de pão na mão, a quem me apressei a dar prioridade, chamando a atenção da moça da caixa, pois a legislação em vigor sobre a matéria, nos estabelecimentos comerciais, é muito clara nesse sentido e esse dito supermercado não tinha, a funcionar, a caixa destinada a essas pessoas. Logo uma "galinha" começou a carcarejar, dizendo que se todos dessem o lugar e deixassem passar à frente, nunca mais iriamos sair dali.

Chocante!

Cá fora, no estacionamento, vêem-se automóveis de pessoas sãs, estacionados nos lugares destinados a deficientes e essa é uma prática recorrente em todos os estacionamentos de Portugal.

Quando viajo, nas filas de embarque no Aeroporto, a prioridade é para os idosos e para as pessoas que viajam com crianças, mas quem geralmente passa à frente são os "iupizinhos" apressados ou passageiros que temem ficar em terra.

Nos autocarros assistem-se a cenas caricatas como a de os lugares destinados a pessoas com mobilidade reduzida, estarem todos ocupados por jovens saudáveis que viram a cara para a janela, quando entra algum idoso, pessoa com criança de colo ou alguém de muletas ou de canadianas.

Na rua vê-se gente a passear os seus cães e que não apanha as fezes deixadas pelos bichos.

Nos cinemas e nos teatros ouvem-se telemóveis a tocar a toda a hora e as pessoas não se coibem de atender, incomodando os restantes espectadores com as suas conversas da treta.

No trânsito é o que se vê. Algumas pessoas transformam-se completamente, e viram autênticas feras, ao volante de um automóvel.

Nas casas de banho públicas, deita-se o papel das mãos para dentro das sanitas e o autoclismo não é descarregado.

Nas praias, durante o Verão, espalham-se os ossos da galinha que serviu de farnel e as garrafas de cerveja vazias, pelo areal.

Mas o que considero pior, é quando chego a um local e digo "Bom dia", "Boa tarde" ou "Boa noite" e não obtenho qualquer resposta.

Ficam a olhar para mim, com um ar bovino, certamente a pensar que devo ser o ET.

E assim vai Portugal.

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