sábado, 30 de abril de 2011

E SE O AMOR FOSSE "INCONSTITUCIONAL"?


Dizia-me uma das minhas alunas, ontem à noite, no jantar académico, que a obra que mais gostou de ler, do José Saramago, foi o Memorial do Convento.

Nunca escondi de ninguém que o José Saramago nunca esteve entre as minhas preferências literárias, apesar de ter conseguido ler quase todas as suas obras.
A conversa veio a propósito de estarmos todos ali reunidos, professores e alunos, e das relações de amizade e dos afectos, que se vão construindo ao longo dos tempos. Ela acha que já não há paixões como havia antigamente e que as amizades de hoje são muito relativas, apesar de ter consciência que grande parte daqueles amores foram ficcionados pelos seus autores e perpetuados em obras como Romeu e Julieta e Amor de Perdição.

Fiquei curiosa com a exposição desta aluna que tem a particularidade de “falar” com as mãos e fiquei atenta ao desenrolar da conversa, até porque queria perceber até que ponto ela não estaria a querer “impressionar-me”, dizendo que tinha lido o romance, sem sequer ter olhado para ele.

Mas não. Ela lá foi fazendo o resumo da obra que contém duas histórias paralelas: a que remonta à construção do Convento de Mafra e a história de amor entre Baltazar sete-luas e Blimunda sete-sóis, ambos pessoas humildes do povo, que se unem ao Pe. Bartolomeu Lourenço, no seu sonho de voar.

Como o tema da conversa eram os afectos, disse-me que gostou mais desta parte do romance. A Blimunda tem poderes especiais, consegue ver as pessoas por dentro e capta as vontades das pessoas moribundas. As vontades são recolhidas e servem de combustível para a “passarola”, o que traduz uma espécie de metáfora de liberdade. O Pe. Bartolomeu, Baltazar e Blimunda conseguem fazer com que a máquina voe.

Porém, o padre inventor começa a ser perseguido pela inquisição e foge para Toledo, onde acaba por morrer algum tempo depois. Baltazar e Blimunda cuidam da passarola que foi escondida. Baltazar, durante a manutenção da máquina, acaba por voar nela e não regressa mais. Blimunda procura-o durante nove anos, por todo o país, até que, em Lisboa, durante um auto de fé, reconhece Baltazar a caminho da fogueira. Quando Baltazar está para morrer, a sua vontade desprende-se e é recolhida dentro do peito da sua amada Blimunda.

“Não acha isto lindo?” – perguntou-me ela. “Isto é aquilo que eu chamo um amor “ inconstitucional”, que devia existir dentro de todos nós, independentemente de tudo e de todos”.

Estragou tudo. Fiquei com uma espécie de nó na garganta. Tudo estava a correr tão bem...

“Inconstitucional?????”. Não quereria dizer, antes, incondicional? – Perguntei eu.

“Ou isso, professora, ou isso. É aquele amor que existe acima de tudo.” – respondeu ela.

Vim a saber que tem o ensino básico e entrou através do exame e da entrevista para maiores de 23, com média de 15 e que, por esse motivo, até teve direito a bolsa.

O ensino em Portugal está péssimo. E por este andar estamos a caminhar para o caos, porque não há a preocupação da tal selecção rigorosa que deveria haver, nas escolas em geral. Estamos a formar licenciados que não sabem escrever, nem pensar, filhos das tais “novas oportunidades” que nunca vão chegar a ser.

Mas que esperar da organização de um país em que até os ilustres deputados da Nação andam na internet, em sites fajutos, a comprar produtos contrafeitos, da "marca" Louis Vuitton, à descarada, com todo o despudor, quando deveriam ser os primeiros a primar pelo cumprimento das normas?

Assim jamais iremos “lá”.

A "TROIKA"



No meio da conversa, Lula abre a camisa, mostra o peito e diz: Isto é como o Brasil, forte e invejado!!!

Obama baixa as calças, vira o rabo e diz: Isto é como a América, impenetrável!!!

Cavaco, desce as calças, mostra o pirilau e diz: Isto é como Portugal, nunca mais se vai levantar!!!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

CENAS DE UM CARNAVAL


Para quem mandou pedir-me a morada do artista que me fez a tatuagem no ombro direito, para mandar fazer uma igual, informo que essa tatuagem foi uma decalcomania pintada por um amigo do mundo das Artes e que se destinou apenas a compôr a personagem que "encarnei" no último baile de Carnaval.

A dita cuja saiu logo com o duche matinal e eu adorei a experiência, pois como sou uma das pessoas que abomina tatuagens e cabelos pintados de azul, não me foi nada fácil fazer aquele papel.

Foi divertidíssimo, porque fiquei irreconhecível. Houve pessoas que pensaram que eu era mesmo uma "gótica" de botas da tropa, cabelos negros e madeixas azuis, de tatuagem ao ombro e piercing no nariz.

De vez em quando, também gosto de pregar partidas.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

ANDA TUDO DOIDO!


Kaneko!

Por esta é que eu nunca esperei!

Otelo Saraiva de Carvalho, mundialmente conhecido como um dos "capitães de Abril", afirmou recentemente numa entrevista, que Portugal precisa "de um homem com inteligência e honestidade do ponto de vista do Salazar" para resolver a actual crise.

Ai se o arrependimento matasse!

Volta Salazar que estás "aperdoado"!

DÚVIDA METÓDICA


Perante as últimas notícias sobre a caótica situação política e financeira de Portugal, originada por Sócrates e o seu gang, e ouvindo a opinião de muitos colegas estrangeiros, sobretudo nórdicos, sobre o que está a acontecer actualmente ao nosso país, o meu espírito foi tomado de assalto por uma dúvida metódica, que me leva a meditar:

Será este Portugal socrático, um país de merda, ou uma merda de país?

quarta-feira, 27 de abril de 2011

COISAS DA VIDA


Uma senhora de meia-idade teve um ataque cardíaco e foi parar ao hospital.

Na mesa de operações, quase às portas da morte, vê Deus e pergunta-Lhe:

- Já chegou a minha hora?

Deus responde:

- Ainda não. Tens mais 43 anos, 2 meses e 8 dias de vida.

Depois de recuperar, a senhora decide ficar no Hospital e fazer uma lipoaspiração, algumas cirurgias plásticas, um facelift, uma septoplastia.

Como tinha ainda alguns anos de vida, achou que poderia ficar mais bonita e gozar o resto dos seus dias.

Quando saiu do Hospital, ao atravessar a rua, foi atropelada mortalmente por uma ambulância.

A senhora, furiosa, ao encontrar-se com Deus, pergunta-Lhe:

- Com que então eu tinha mais 40 anos de vida! Por que é que não me desviaste do caminho da ambulância?

Deus responde:

- Porra! Mas eras mesmo tu? Nem sequer te reconheci!!!!

terça-feira, 26 de abril de 2011

O LOCAL


Desde o vinho do Porto em garrafão, produzido por um lavrador Alto Duriense, ao vinho Alvarinho, passando pela deliciosa posta mirandesa, comparável à do "Ti João" do Restaurante Saldanha, em Peredo, e acabando nos doces conventuais, tudo estava um "must".

Os amigos, esses, não faltaram à chamada.

Apenas uma ausência fez com que a festa não tivesse o "brilho" que deveria ter.

Não faltarão, porém, outras oportunidades.

Porque os verdadeiros amigos são eternos.

O BOLO


Côr de rosa, pois claro!

Como eu gosto.

DE VOLTA!


Após uma curta pausa nas actividades blogueiras, por motivos mais pessoais do que profissionais, eis-me de regresso ao país real.

Vou tentar vir aqui amiúde, o que antevejo tarefa um pouco difícil de cumprir, uma vez que vivemos um tempo de crise e há que ter imaginação para superá-la, trabalhando e produzindo, o que alguns já deixaram de fazer, há muito tempo, por se terem convencido que nasceram com o cú virado para a lua e que as coisas lhes caem do céu aos trambolhões.

A esses deixo um conselho: deixem a politiquice, trabalhem, apliquem-se, produzam, sejam criativos e não chorem sobre aquilo que perderam por estupidez, preguiça ou laxismo.

O futuro está nas mãos de cada um de nós.