
O mentiroso compulsivo aproveitou o anúncio do acordo com o FMI, Comissão Europeia e BCE, para vir para a televisão fazer campanha eleitoral.
Com a maior desfaçatez, fazendo pose e tendo ao seu lado o ministro-cadáver, veio passar a mão no pêlo dos funcionários públicos, reformados e trabalhadores que auferem o salário mínimo, dizendo o que não vai ser feito e escondendo o lado negro e duro da questão, que envolve as sérias medidas de austeridade que vão vir por aí.
Fartou-se de bolsar banha da cobra sob o olhar crispado do ministro-cadáver.
O que eu queria ter ouvido era o tipo de medidas que vão ser tomadas. Se vão ser extintos os 14.000 institutos públicos e os governos civis que não servem para nada, se vai ser reduzido o número de deputados, de administradores disto e daquilo, de directores-gerais e de juntas de freguesia, de fundações e de empresas com participações do Estado, que são um sorvedouro de dinheiros públicos.
O ministro-cadáver certamente que teria muito mais para dizer do que aquilo que foi dito, mas ele não deixou.
O tal acordo, disse ele, terá a validade de três anos.
O que quer dizer que, daqui a três anos, e atentos aos indicadores, Portugal estará na bancarrota total.


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