quarta-feira, 11 de maio de 2011

JÁ NÃO HÁ PACHORRA!


Já ando a adquirir hábitos de velha.

Por motivos profissionais, chego todos os dias tarde e a más horas, a casa, sem jantar, e como não é saudável empanturrar-me a essa hora, opto por comer apenas uma sopa e uma peça de fruta, geralmente uma maçã vermelha, igual à que a bruxa má ofereceu à Branca de Neve.

Ligo a televisão nas notícias e por ali fico sentada, de tabuleiro nos joelhos, a rever mentalmente tudo o que fiz ou deixei por fazer e a planear o dia seguinte.

Pelo meio surgem alguns pensamentos sobre a situação actual do país, no que toca a finanças, desemprego, carências sociais, instabilidade política, social e financeira e muitas outras coisas que preocuparão certamente qualquer pessoa que tenha um mínimo de sentido de Estado e de responsabilidade para com o seu próximo.

Hoje foi aqui que a porca torceu o rabo.

Ouvi uma notícia sobre a apresentação dos candidatos a deputados, do PS, pelo Distrito de Setúbal, e fiquei a saber que, afinal, eles têm uma "estratégia" para o Distrito e que foi «forte a aposta nas políticas de promoção da educação, de apoio às famílias jovens, aos idosos com investimentos em requalificação de escolas, creches, lares de idosos e outros equipamentos sociais».

São contumazes na bondosa avaliação que fazem de si próprios e do seu partido, porque se o que disseram é verdade, não se nota nada.

As famílias jovens de Setúbal e arredores, continuam a lutar com grandes dificuldades e têm-lhes sido retirados os poucos apoios que tinham, as creches são insuficientes para a quantidade de crianças que necessitam delas, aos lares de idosos só têm acesso aqueles cujas famílias podem pagar e as políticas de promoção da educação, são um caos.

Os portos de Sines e de Setúbal estão e sempre estiveram "às moscas", por falta de uma estratégia que lhes conferisse o importante lugar que deveriam ocupar na nossa economia e que não ocupam por falta de uma gestão competente e responsável.

Até parece que a Autoeuropa e a Portucel foram uma criação do partido socialista no Distrito e falam de Troia esquecendo-se de que é agora propriedade do Engº Belmiro de Azevedo e que, por isso mesmo, os autóctones estão proibidos de lá pôr os "cotos", pois aquilo agora é só para ricos.

Mais um "show-off", tão ao gosto do partido socialista, cujo líder é mestre em enganar o Zé Povinho com promessas que nunca terá intenção de cumprir.

Só blá, blá, blá.

Quando será que ouvirei os candidatos a deputados dos vários partidos, a apelar ao trabalho de todos, à produção, ao compromisso, ao desenvolvimento da agricultura, das pescas, dos serviços, dos transportes?

Afinal, para que servirão os portos, as estradas e as infra-estruturas se não produzimos nada e vivemos de aparências?

Nem do nosso sol, das nossas belas praias e das bonitas paisagens, sabemos tirar partido.

Infelizmente, e para mal dos nossos pecados, os compromissos dos políticos portugueses só emergem nas vésperas de eleições, quando fazem apelo ao voto.

Já não há pachorra para aturar isto!

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