segunda-feira, 18 de julho de 2011

FINALMENTE FÉRIAS


Esta semana vai ser de preparação para as férias que se avizinham.

Este ano, como fui uma menina muito "espertinha", vou ter a sorte de conhecer a China, no âmbito de uma bolsa obtida no Curso de Mandarim, que tirei o ano passado na Faculdade de Letras.

Vão ser doze dias de treino daquele dialecto, no terreno, na Universidade de Pequim, a começar no início de Agosto e durante duas semanas inteirinhas.

Era um dos meus sonhos. Conhecer a China, ir à Grande Muralha e ao Templo de Shaolin e só vou porque não vou pagar nada. Foi um prémio ganho com muito esforço e merecido.

Já tenho a postos a minha câmara de vídeo e duas máquinas fotográficas, para registar todos os momentos.

Se o avião não caír e correr tudo bem, estarei de volta a tempo de ir levar a minha Tia Vivi à Procissão de Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro, dia 15 de Agosto, conforme ela prometeu à Santa, quando estive a bater a "cacholeta".

Por motivos óbvios, não vou poder "postar" aqui as fotos que vou tirar durante a viagem, para não expôr as pessoas que me acompanham nesta aventura. Mas convido todos os meus amigos e amigas do peito, para um churrasco na minha casa de Sesimbra, quando regressar, para poderem vê-las e dar a Vossa opinião sobre os meus dotes de fotógrafa amadora.

Até lá, desejo boas férias a todos aqueles que ainda não as gozaram e, se possível, fiquem por cá, para poupar.

Portugal precisa.

terça-feira, 12 de julho de 2011

OS APERTOS DE MÃO


Detesto apertos de mão.

O chamado "bacalhau" já não tem o vigor nem o significado que tinha antigamente.

Hoje já se perdeu o costume de dar aqueles apertos de mão, fortes, firmes e decididos, sejam eles institucionais, circunstanciais ou ocasionais.

Há pessoas que nos estendem uma mão que mais parece um rabo de peixe mole, e esperam que lha apertemos.

Quando me calha um desses, corro de imediato para a primeira casa de banho que estiver disponível, para lavar e desinfectar muito bem as mãos, por forma a fazer desaparecer aquela desagradável sensação de que acabei de apertar uma pila mole.

Não consigo deixar de proceder dessa forma.

É superior às minhas forças.

"NINGUÉM QUER SER COVEIRO"


Hoje li num Jornal Diário que a Câmara Municipal da Póvoa de Varzim tem andado literalmente "à rasca" para recrutar um Coveiro.

Abriu Concurso e o único candidato que apareceu, não reunia os requisitos, tendo chumbado nas provas práticas. É que isto de ser coveiro em Portugal, nos dias de hoje, tem muito que se lhe diga. Não é qualquer um que estará à altura de desempenhar tão exigente cargo.

É uma pena que José Sócrates, o candidato ideal, se tenha lembrado, agora, de ir para Paris, estudar Filosofia.

Já tem vínculo à Função Pública e era só uma questão de pedir a Mobilidade para a Câmara da Póvoa de Varzim.

Querem maior experiência do que a que ele tem?

O homem, sozinho, em seis anos, já enterrou um país inteiro, os que já se foram, os que ainda resistem, famílias inteiras, fábricas, indústria, agricultura, pesca, os professores, a função pública e a próxima geração.

Querem melhor "curriculum" do que este?

Não é justo!

Em vez de aproveitarem as suas capacidades, deixam-no ir estudar para Paris.

domingo, 10 de julho de 2011

FÉ, RAZÃO, OU RITUALISMO?


A propósito da morte da Zézinha Nogueira Pinto, ando há uns dias a observar o meu Vizinho do Barreiro Velho, que tem passado alguns momentos a falar para o seu "espelho", atormentado e mergulhado numa profunda angústia metódica, ocasionada pela leitura do Salmo (23) O Bom Pastor, invocado no texto de despedida daquela que ficará na história das mulheres portuguesas, como uma grande Senhora, pelo seu carácter resiliente e lutador.

Será o agnosticismo uma fuga, pergunta ele, no final da sua análise, tomando como exemplo aqueles cidadãos eleitos para a autarquia, que costumam acompanhar a Procissão de 15 de Agosto, no Barreiro.

Tema difícil este, pois confunde-se simultaneamente com racionalismo, ateísmo e cepticismo.

Para cada definição de Deus pode haver uma discussão diferente e diferentes grupos de ateus, teístas e agnósticos.

A identificação do agnosticismo com o cepticismo filosófico, de um lado, e com o ateísmo religioso, de outro, deu ao adjectivo "agnóstico", de uso muito amplo, uma pluralidade de significados que induz à confusão.

O termo "agnosticismo" apareceu pela primeira vez em 1869 num texto do inglês Thomas H. Huxley. Este Autor criou-o como antítese ao "gnóstico" da história da igreja, que sempre se mostrava, ou pretendia mostrar-se, sabedor de coisas que ele, Huxley, ignorava. E foi como naturalista que Huxley usou o vocábulo. Com ele, aludia à atitude filosófica que nega a possibilidade de dar solução a todas as questões que não podem ser tratadas de uma perspectiva científica, especialmente as de índole metafísica e religiosa. Com isso, pretendia refutar os ataques da igreja contra o evolucionismo de Charles Darwin, que também se havia declarado agnóstico. A definição de Huxley viria possibilitar diferentes concepções do agnosticismo.

Como se vê, e em bom rigor não se pode falar de agnosticismo, mas de agnosticismos e, melhor ainda, de agnósticos, já que existe notável variedade tanto no processo intelectual pelo qual se chega às teses agnósticas, como na formulação dessas teses.

A Zézinha Nogueira Pinto era uma mulher crente e de Fé, educada na Fé, naquela Fé incutida no seio familiar, no Colégio que frequentou e nos valores que professava, porque a Fé é a força da vida.

Mas era uma mulher de Fé, simultaneamente racional, pois compreendia e dava valor e atenção a tudo o que a rodeava.

É inegável que a Humanidade passa por um estado de declínio espiritual e o facto de alguns autarcas e outras personalidades fazerem o frete de acompanhar as Procissões do 15 de Agosto, ao longo dos anos, no Barreiro, é uma prova disso mesmo.

É aquilo a que costumo chamar o cristianismo do abandono, do ritualismo frio e vazio, ou do farisaísmo legalista.

Thomas Huxley, se fosse vivo, e fosse acompanhar a Procissão de Nossa Senhora do Rosário, no dia 15 de Agosto, no Barreiro, não deixaria de reafirmar a sua célebre frase, "O destino normal das novas verdades é começar como heresias e terminar como superstições".

sábado, 9 de julho de 2011

FINALMENTE....


Parece que José Sócrates já meteu o pedido de licença sem vencimento, na Câmara da Covilhã, a cujo quadro pertence, na carreira de engenheiro técnico, para poder ir para França, dedicar-se ao estudo da Filosofia.

Mas Licença para quê?

Não percebo.

Não dá para ele ir a França Sábado à noite e regressar na 2ª, logo de manhâ?

Ou será que em França as Universidades estão fechadas ao Domingo?

sexta-feira, 8 de julho de 2011

FIM DE SEMANA


Amanhã é o meu dia de receber os Amigos, cá em casa.

Eu e o meu grupo temos esse hábito salutar de conviver todos os fins de semana, geralmente ao jantar de Sábado, uma vez em casa deste, outra vez em casa daquele, de forma rotativa, de maneira a que possamos estar todos juntos, trocar ideias, ouvir música, cantar as velhas baladas de Coimbra, dançar, saber as últimas fofocas de cada um, ou pura e simplesmente porque gostamos todos muito uns dos outros e queremos estar juntos.

Só me falta a D.ª Mimi, a Senhora que me ajudou durante dezoito anos nas lidas da casa e que, faz este mês um ano, refez a sua vida de viúva, casando com um sessentão charmosíssimo, de nacionalidade sueca e reformado da marinha daquele país, que ainda é um "pedaço de mau caminho".

Era ela que me tratava dos cozinhados, de inspiração transmontana, sua terra natal. Já anteriormente disse que não sou grande cozinheira, mas aprendo muito facilmente. E aprendi imenso de cozinha, com a D.ª Mimi, uma excelente professora.

Sempre tive a mania de fazer sobremesas para as refeições, hábito adquirido com as minhas duas Avós que achavam que uma refeição não seria refeição, se não tivesse uma boa sobremesa no final, acompanhada de um bom cálice de vinho do Porto, ou de licor de canela, caseiro.

Hoje fui para o pudim. Fiquei expectante, porque os pudins tremem todos e se não forem bem feitos, ao desenformar, desmoronam no prato e ficam todos "desconchavados".

Já me estava a imaginar a ter de ligar para a Pastelaria de onde costumo gastar, para encomendar uma sobremesa de recurso, à pressão, que não seria a mesma coisa.

Estou admirada comigo própria, carago!

Afinal sou uma mulher perfeita, canudo!

O pudim saiu melhor do que aquilo que eu estava à espera e tem um ar comestível e apetitoso.

E se o meu bolo de chocolate, feito o mês passado, não pôs ninguém de caganeira, este pudim muito menos, pois foi confeccionado com todo o esmero, utilizando apenas ovos caseiros, enviados pela D.ª Mimi, especialmente para o efeito, de galinhas nascidas e criadas à solta, nos campos transmontanos.

Isto de ser "gaija" tem a sua piada. Adoro ser "gaija".

Porque só uma "gaija" com espírito de "gaija" é que tem pachorra para perder mais de três horas na cozinha, a fazer doces e a cozinhar para os Amigos.

Mas eles merecem.

MAS AFINAL.....


O mentiroso compulsivo não disse que ia para Paris, estudar Filosofia?

É que hoje li em vários jornais diários e algumas revistas semanais, que o dito cujo agora anda por aí a passear-se, acompanhado de dois seguranças do Corpo de Segurança Pessoal, da PSP.

A que propósito?

Deve ter a consciência pesada e o cú apertado, por todos os males que causou ao País e aos portugueses.

Costuma dizer-se que quem tem medo, compra um cão.

Se essa segurança é paga do bolso dele, o problema será dele e ninguém tem nada a ver com isso.

Quem tem cú tem medo. E no caso dele, bem que merecia que alguém lhe desse umas boas pauladas, bem dadas, naquele lombo.

Aposto que, mais uma vez, são os nossos impostos que estão a pagar aos dois marmanjos que o acompanham 24 horas por dia e o conduzem num carro topo de gama.

Já não há pachorra!