sexta-feira, 8 de julho de 2011

FIM DE SEMANA


Amanhã é o meu dia de receber os Amigos, cá em casa.

Eu e o meu grupo temos esse hábito salutar de conviver todos os fins de semana, geralmente ao jantar de Sábado, uma vez em casa deste, outra vez em casa daquele, de forma rotativa, de maneira a que possamos estar todos juntos, trocar ideias, ouvir música, cantar as velhas baladas de Coimbra, dançar, saber as últimas fofocas de cada um, ou pura e simplesmente porque gostamos todos muito uns dos outros e queremos estar juntos.

Só me falta a D.ª Mimi, a Senhora que me ajudou durante dezoito anos nas lidas da casa e que, faz este mês um ano, refez a sua vida de viúva, casando com um sessentão charmosíssimo, de nacionalidade sueca e reformado da marinha daquele país, que ainda é um "pedaço de mau caminho".

Era ela que me tratava dos cozinhados, de inspiração transmontana, sua terra natal. Já anteriormente disse que não sou grande cozinheira, mas aprendo muito facilmente. E aprendi imenso de cozinha, com a D.ª Mimi, uma excelente professora.

Sempre tive a mania de fazer sobremesas para as refeições, hábito adquirido com as minhas duas Avós que achavam que uma refeição não seria refeição, se não tivesse uma boa sobremesa no final, acompanhada de um bom cálice de vinho do Porto, ou de licor de canela, caseiro.

Hoje fui para o pudim. Fiquei expectante, porque os pudins tremem todos e se não forem bem feitos, ao desenformar, desmoronam no prato e ficam todos "desconchavados".

Já me estava a imaginar a ter de ligar para a Pastelaria de onde costumo gastar, para encomendar uma sobremesa de recurso, à pressão, que não seria a mesma coisa.

Estou admirada comigo própria, carago!

Afinal sou uma mulher perfeita, canudo!

O pudim saiu melhor do que aquilo que eu estava à espera e tem um ar comestível e apetitoso.

E se o meu bolo de chocolate, feito o mês passado, não pôs ninguém de caganeira, este pudim muito menos, pois foi confeccionado com todo o esmero, utilizando apenas ovos caseiros, enviados pela D.ª Mimi, especialmente para o efeito, de galinhas nascidas e criadas à solta, nos campos transmontanos.

Isto de ser "gaija" tem a sua piada. Adoro ser "gaija".

Porque só uma "gaija" com espírito de "gaija" é que tem pachorra para perder mais de três horas na cozinha, a fazer doces e a cozinhar para os Amigos.

Mas eles merecem.

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