
Detesto apertos de mão.
O chamado "bacalhau" já não tem o vigor nem o significado que tinha antigamente.
Hoje já se perdeu o costume de dar aqueles apertos de mão, fortes, firmes e decididos, sejam eles institucionais, circunstanciais ou ocasionais.
Há pessoas que nos estendem uma mão que mais parece um rabo de peixe mole, e esperam que lha apertemos.
Quando me calha um desses, corro de imediato para a primeira casa de banho que estiver disponível, para lavar e desinfectar muito bem as mãos, por forma a fazer desaparecer aquela desagradável sensação de que acabei de apertar uma pila mole.
Não consigo deixar de proceder dessa forma.
É superior às minhas forças.


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