quinta-feira, 22 de setembro de 2011

PALMITOS DE VIANA


Falando de coisas muito mais agradáveis e mais "étnicas", tenho aproveitado todos os momentos que tenho livres, principalmente aos fins de semana, para desfrutar do excelente mês de Setembro que tem estado, com um calor magnífico, para conhecer, melhor, Portugal.

Sem pôr em causa o meu gosto por tudo aquilo que é genuíno, não consigo deixar de me encantar pelo produto nacional, por tudo aquilo que por cá se fabrica, pela criatividade dos nossos artesãos que não deixam os seus créditos por mãos alheias.

O Distrito de Viana do Castelo é pródigo em autênticas obras de arte. Desde os bordados, passando pela ourivesaria e acabando nos magníficos palmitos que eles fabricam como ninguém, aquela cidade é a minha "perdição".

Ofereceram-me vários lenços dos namorados, cheios de frases ternurentas, com muitos erros ortográficos, que mandei emoldurar e que ficaram giríssimos num dos meus recantos.

Não resisti aos palmitos. Agora tornei-me coleccionadora e qualquer dia destes acho que já não vou conseguir entrar em casa, com tanta "tralha" que tenho. Pelo menos é o que dizem aqueles meus amigos que acham que moro num "museu" de arte antiga.

Mas eu cá sou assim. Acho que não conseguiria viver num espaço que não fosse totalmente criado por mim e onde não me sentisse lindamente, na companhia das minhas "imbambas", dos meus cachorros e de todos aqueles que amo e que gostam de mim.

Sinto-me uma privilegiada, porque sou uma pessoa feliz.

A vida é bela e precisamos saber vivê-la, sem "atropelar" ninguém.

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