sábado, 10 de setembro de 2011

RECICLAR


Por altura das mudanças de Estação, Tenho por hábito fazer uma "revisão" nos armários e gavetas cá de casa, para deitar fora o que já não serve e escolher aquelas roupas e outros artefactos praticamente novos, que já não quero, para oferecer a centros de apoio a carenciados, que os aproveitam para aquelas pessoas que, infelizmente, não têm possibilidades de os comprar.

Também sou cem por cento adepta da reciclagem, ao ponto de ter comprado um recipiente especial, dividido em três cores diferentes, onde separo todas as coisas que deito ao lixo, para as depositar no ecoponto perto de casa.

Sem ser fundamentalista, sigo aquele princípio dos três R's porque estou consciente que se deve sempre separar os resíduos recicláveis.

Reciclar materiais permite reutilizá-los como matéria-prima no fabrico de novos produtos, diminuindo o uso de recursos naturais (muitos dos quais não renováveis). Além disso, fabricar novos produtos a partir de materiais usados, consome menos energia do que a partir de matérias virgens.

Eu sou daquelas "gaijas" que mete as pilhas gastas no "pilhão" e também guarda todas as tampinhas das garrafas de água e de outros líquidos, que depois vão ser úteis a pessoas que necessitam de próteses.

Como sei que o meu município tem avisos por toda a parte, a apelar às pessoas que separem em casa as embalagens usadas (metal, plástico, papel, cartão e vidro), antes de as meterem no ecoponto, faço os possíveis para cumprir e ter em conta algumas regras básicas.

Tenho a pachorra de separar os restos de comida, com vista à compostagem, retiro tampas e rolhas, pois, na maioria dos casos, são feitas de materiais diferentes da embalagem que vedam, escorro o conteúdo das embalagens e, para evitar maus cheiros, passo-as por água. Espalmo, sempre que possível, as embalagens (caixas, embalagens de cartão para alimentos como o leite ou sumos, garrafas e garrafões de plástico).

Tudo muito bonito e muito ecológico, não fosse o facto de hoje, quando ia com a mala do carro cheia de sacos separados, para despejar no ecoponto, ter observado que os homens do camião que faz a recolha dos lixos, "botam tudo p'ó balde".

Vidrão, papelão, pilhão e lixo indiferenciado, todo despejado para o mesmo sítio com a ajuda de uma grua.

- Olhe lá, ó Senhor, mas isto agora é assim? Mais valia porem só os contentores do lixo indiferenciado, já que não o recolhem separadamente e não fazerem apelos à separação dos lixos.

O homenzinho da grua, olhou-me com um ar de desdém, e respondeu-me com uma voz já toldada pelas "bejecas":

- A Senhora se quiser reclamar, tem de ir à "Cambra". As ordens que temos, é meter tudo no mesmo carro e depois na central é que fazem a escolha dos lixos. São ordens.

Bonito serviço, pensei eu.

Esteve uma "gaija" com tanto trabalho, a perder tanto tempo, a separar tudo, para constatar que, afinal, tudo não passa de um embuste e que a "Cambra" está-se borrifando para o ambiente.

Apeteceu-me pegar fogo ao ecoponto.

Juro!

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