domingo, 23 de outubro de 2011

FALANDO DE AMIZADE


Ao jantar de Sábado passado, naquele que eu considero o melhor restaurante do Barreiro, fui abordada por um senhor de meia idade, da mesa ao lado, que me reconheceu pela foto que utilizo nos meus artigos de um jornal on-line.

Veio apresentar-se e cumprimentar-me efusivamente, dizendo que gosta de me ler no jornal e no blog, e que já o fiz chorar com dois dos meus escritos.

"O homem está maluco", pensei eu.

Mas não estava.

Trocámos algumas impressões sobre a cidade e sobre um dos meus últimos "posts" que visa o facto de certas pessoas me verem como uma espécie de "guardiã", ao ponto de quase me exigirem que tome medidas sobre certas situações iníquas que estão a passar-se cá no burgo.

Lá tive de lhe explicar que não sou de cá. Que vim a primeira vez ao Barreiro com três anos de idade, visitar os meus Avós e alguns familiares Camarros e que, todos os anos, costumava vir passar férias a Portugal e muitas vezes ficava por cá, pela cidade e por Lisboa.

Como herdei a casa que era deles, estou por aqui muitas vezes, e também porque adoro a minha Tia Vivi, barreirense de gema, que é uma velhota adorável e curtidola, para a idade que tem. Por causa da promessa que ela fez à Santa, todos os 15 de Agosto tenho de levá-la à procissão de Nossa Senhora do Rosário.

Conversa puxa conversa, veio à baila o facto de todos os dias ter de apagar dezenas de e-mails, de pessoas que me dão conta e enviam informações e "links" sobre autênticos casos de polícia que se estão a passar na cidade, sob a passividade de todos aqueles que têm conhecimento deles e não fazem nada para denunciar. Não é a mim que têm de reportar esses acontecimentos.

Foi um jantar muito agradável e o tempo passou a correr.

No final, recebi um carinhoso abraço desse meu "admirador" e da esposa. Fiquei surpreendida, pois nunca tal me tinha acontecido.

"Também sou benfiquista e amigo do Vladimiro", atirou, à laia de despedida.

No regresso a casa, pelas ruas do BV, fui pensando em como é bom ter e fazer amigos.

É um grande privilégio, para mim, ter muitos e bons amigos no Barreiro.

Logo à noite vou regressar ao Norte, com essa satisfação.

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