Aproxima-se a Páscoa, uma quadra que gosto de festejar, mais do que o Natal.
O Natal faz-me lembrar bacalhau e eu detesto bacalhau.
Sou mais apologista do cabrito assado em forno de lenha, com grelos salteados e aquelas saborosas batatinhas coradinhas e redondinhas, capazes de dar vista a um cego.
Não como muito, é certo, mas quando como, é para valer. Que o diga a minha Amiga D.ª Mimi, transmontana de gema, que conhece e alimenta todos os meus vícios e pecados em relação à comida.
Esta semana já começou os seus "ensaios" do folar de carne, tradição Pascal em Trás-os-Montes.
Hoje mandou-me um enorme, que distribuí pelos lateiros do costume. Lamberam os beiços e suspiraram por mais.
Quando dei conta, ficaram apenas umas migalhitas e, se não me ponho a pau, até o prato ia.
"Que a D.ª Mimi viva muitos e felizes anos", desejaram os lateiros.
A D.ª Mimi é uma "Nação", disse eu, porque o melhor que se leva desta vida é o que se come e o que se bebe e ela cozinha como ninguém.
À parte os trocadilhos dos mais malandrecos, sobre o verbo "comer" e "cozinhar", todos foram unânimes em considerar que o pecado da gula, devia ser banido dos Dez Mandamentos.
Para a semana diz ela que há mais.
Que venha ele!



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