sábado, 17 de março de 2012

QUANDO O TELEFONE TOCAVA



Ontem,  ao jantar, em conversa com um grupo de amigos, cheguei à conclusão que devo ser das raras pessoas que não está inscrita em redes sociais.

Continuo a receber,  diariamente,  uma infinidade de convites para ser "amiga" de alguém e aderir ao facebook, badoo, twitter, e outros,  convites esses que vão logo direitinhos para o "lixo".

Essas "amizades" de faz de conta, fazem-me rir.

E o ar de admiração que fazem quando digo que não, não tenho "facebook",  nem pretendo vir a ter...

É isso e os telemóveis. Odeio telemóveis. Evito telemóveis. Eles proporcionam a invasão da nossa privacidade. Sobretudo quando uma gaja está a descansar e se esqueceu de pôr o dito cujo em modo silencioso.

Já tenho saudades de ouvir o toque estridente daquele telefone que poucas pessoas tinham em casa,  preto ou de côr creme, antigo, matacão, com aquela roda para discar os números, roda essa onde  às vezes se entalava o dedinho e  funcionava como corta-unhas.  

Nos dias de hoje,  por dá cá aquela palha, toca o telemóvel e mandam-se mensagens. Não tem piada nenhuma,  pois é tudo muito previsível.

Continuo a ter saudades dos tempos da velhinha e gorda lista  telefonica,  cujo destino fatal,  sem o controle da ASAE, era acabar no carrinho de algum vendedor ambulante, como papel de embrulho de saborosas castanhas assadas, durante o Outono e Inverno.

O tempo passa mas ficam as boas recordações.













Sem comentários: