segunda-feira, 28 de maio de 2012

FLORES PARA UM AMIGO ESPECIAL



Faz hoje 67 anos e continua um jovem talentoso.

Quem diria?

É um artista plástico que considero muito melhor que muitos daqueles que recebem subvenções do Estado, que é como quem diz, do nosso bolso de contribuintes, pagantes e não bufantes, para fazerem aquele tipo de arte encomendada, para dar com os cortinados, com a carpete ou com a mobília, ou ainda com as lombadas dos livros comprados a metro, para decorar as estantes da "bibenda".

Daqui do Norte, envio-lhe um carinhoso abraço e votos de boa sorte, em todos os seus empreendimentos, nomeadamente a sua "Escola +", na cidade do Barreiro, uma escolinha de artes, dirigida por ele e pela sua talentosa esposa, a ceramista Fátima Gama,  onde pequenos e graúdos dão asas à sua criatividade.

Muitas Felicidades para ele, KIRA de seu nome.

  

sexta-feira, 25 de maio de 2012

TÃO ESPERTOS QUE ELES SÃO


Os burros somos nós, porque temos permitido que tal aconteça.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

"TOQUINHAS DE GRILOS"



Tenho o privilégio de ter uma meia dúzia de  alunos muito atrevidotes, mas excelentes pessoas, com um inegável sentido de humor.

Apesar de estarem já na casa dos trintas e tais, com responsabilidades familiares e profissionais,  muitas vezes comportam-se como autênticas crianças a quem apetece dar uma sapatada, de vez em quando.

Mas eu primo pela cordialidade e faço sempre os possíveis para que as minhas aulas não sejam secas tremendas, já que Direito Fiscal e Finanças Públicas não são propriamente cadeiras comparáveis a "corte e costura" ou "rendas e bordados".

São curiosos, cuscos e malandrecos, quanto baste,  e quanto eu permito.

Na última aula, fui presenteada com um ramo de rosas, oferecido por uma aluna que não pôde estar presente no jantar de final de semestre, que tenho por hábito oferecer aos meus alunos, em minha casa, por altura da queima das fitas.

O mais cusco deles todos,  quis logo saber de quem tinha partido a oferta.

Eu informei apenas que "foi uma colega Vossa".

O mafarrico saíu-se com esta: "Pois eu, professora, não lhe oferecia flores, não. Oferecia-lhe jardins cheios de toquinhas de grilos, para andarmos os dois de gatas, à cata deles".

Não consegui disfarçar o riso porque, muito sinceramente,  nunca consegui imaginar-me a catar grilos, de gatas, em toquinhas de jardins.

São estes momentos fugazes, de boa disposição, que me fazem amar a vida e gostar de tudo aquilo que faço.

sábado, 19 de maio de 2012

MAQUIAVELISMO MAÇON



Nunca gostei deste fulano. É uma espécie de político do tipo enguia, saltitante, manipulador e incoerente.

Hoje li num jornal, o seu pedido de desculpas a uma jornalista do Público, por causa de ameaças que terá proferido contra ela, se a dita profissional da comunicação, se atrevesse a publicar certas e determinadas notícias que visavam a sua pessoa. 

A língua portuguesa é uma língua que permite suavizar e branquear a força das  palavras. Existem imensos vocábulos para exprimir as mesmas ideias, sem causar um terramoto social.

Mas,  neste caso, a tal  "pressão" de que a jornalista se disse alvo, corroborada pelo Director do Jornal, não passa de uma vil  CHANTAGEM  de todo inadmíssivel, tendo em conta  que o seu autor se trata do número dois do governo de Portugal.

Se fosse comigo, fodia-lhe a tromba.

Infelizmente Passos Coelho encontra-se num dilema. Para despedir este, teria de correr com mais uns quantos idiotas que fazem parte do seu governo.

Não me surpreenderá nada se, um dia destes, Miguel Relvas se tornar numa 2.ª edição revista e ampliada do não menos infeliz Armando Vara,  do PS.

Com tantos "casos",  tudo indica que para lá caminha.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

EU



Gosto do Tejo.

Gosto quando não há coincidências e as coisas fluem por acaso.

Gosto de ser eu.

Gosto de não ter horas marcadas, nem depender de ninguém.

Gosto de mim.

Adoro-me!

Gosto de ser como eu.

Detesto,  quando deixo de gostar.

terça-feira, 15 de maio de 2012

CROMOS VICTÓRIA



Ultimamente tenho dedicado uma grande parte do meu tempo disponível, às arrumações.

Se há sítios que gosto pouco de frequentar, são os sótãos da infância, onde aprendi a guardar memórias e a criar histórias sobre os objectos do passado.

Mas este sótão é diferente. Guarda as recordações de algumas gerações da minha família. Cada uma das caixas tem escrito o nome do respectivo dono ou dona dos objectos ali depositados e a data.

Por curiosidade, abri uma delas,  datada de finais dos anos 50, do século XX, a única que não tinha o nome escrito.

Senti-me como se tivesse aberto uma sepultura. Lá dentro estavam vários brinquedos de lata, duas bonecas sem olhos, vários carrinhos, uma fisga muito antiga, cinco piões  e vários saquinhos de pano com berlindes coloridos.

Fui tirando os objectos um a um, até que encontrei uma velha caderneta de cromos dos famosos rebuçados Victória.

Recordo-me de ouvir contar que essas cadernetas eram preenchidas com os envólucros transparentes dos rebuçados, que tinham como tema várias espécies de animais e que os mais difíceis de saír eram o bacalhau, a cobaia e o cabrito. Diziam as pessoas desse tempo que cinco rebuçados custavam um tostão.

Desfolhei-a e tive a agradável surpresa de constatar que quem quer que fosse que tenha feito aquela colecção, conseguiu os cromos todos. A caderneta está completa, em boas condições  e transmite,  a quem a manuseia,   qualquer coisa de "naif", de puro.

Hoje já não há ninguém que coleccione cromos de animais, muito menos cromos que saiam em rebuçados de tostão.













segunda-feira, 14 de maio de 2012

MONSIEUR MERKOLLANDE



Fartou-se de falar grosso, na campanha.

Blá, blá, blá, blá, socialismo, apregoou ele.

No dia seguinte foi a correr beijar o traseiro de Frau Merkel e pôr-se a jeito, como o Sarkozy.

Estes políticos são todos iguais.

domingo, 13 de maio de 2012

COISAS DA VIDA




Um dia, um homem foi consultar um psiquiatra.

Dizia ele que não sabia o que se passava consigo,  porque sentia-se triste, deprimido, infeliz, sem vontade de viver.

O médico recomendou-lhe, então, que fosse ver o espectáculo de um palhaço muito conhecido, que tinha a fama de fazer rir e alegrar  todos aqueles que estavam  tristes,  deprimidos e sem vontade de viver,  mudando-lhes completamente a forma como encaravam a vida e a adversidade.

O homem respondeu-lhe:

"Mas,  Dr., esse tal palhaço sou eu!".

sábado, 12 de maio de 2012

"FINAL COUNTDOWN"




Por regra,  todos os fins de semana,  costumo pegar nas minhas câmaras de fotografar e de filmar, e partir em busca de novas paisagens e de bons locais de lazer, onde possa relaxar um pouco e desanuviar os pensamentos.

O meu local preferido são as arribas do Douro e toda aquela parte da confluência dos rios Côa e Douro com especial destaque (passe o pleonasmo) para o miradouro de Paradela e barragem do Crasto. Um autêntico Paraíso onde por vezes me apetece voar, tal a sensação de liberdade que a paisagem provoca em mim.

Estava eu um dia destes em plena acção contemplativa, de pé, empoleirada no muro do miradouro, quando me sinto agarrada e puxada para trás, ao mesmo tempo que oiço uma voz masculina a dizer: "Não faça isso, a vida tem tantas coisas belas, que é pecado desperdiçá-la. Só a morte não tem solução".  

Era um "puto" dos seus vinte e poucos  anos, a quem me apeteceu pregar um chapo, por causa do valente susto que me pregou. O sacana do rapaz pensou que eu me queria atirar lá de cima e toca de se armar em salvador de serviço.

Ficou muito atrapalhado quando verificou que se enganara profundamente e fartou-se de me pedir desculpas por ter interpretado mal o meu gesto.

Já uma "gaija" não pode dar asas ao seu entusiasmo,  sem que alguém comece logo a pensar barbaridades.

Eu relevei a atitude do moçoilo. Até porque era um pedaço de mau caminho, apesar de eu não ser pedófila. 

Disse-lhe que a  contagem começou no dia em que viemos ao Mundo. Cada dia que passa é menos um dia e há que vivê-lo com plenitude e, se possível, sem causar dano a ninguém. 

Eu sei que a minha contagem já foi muitas vezes interrompida e que já estive quase a bater a "cacholeta".

Só peço ao Criador que,  antes desse dia  chegar, me dê a oportunidade de me despedir de todos aqueles que comigo privaram  e de poder dizer-lhes todas as coisas que nunca tive oportunidade de dizer, ou que eles nunca quiseram ouvir.  

Acho que não estou a pedir demais.








sexta-feira, 11 de maio de 2012

AI JESUS!

sexta-feira, 4 de maio de 2012

AFINAL "A LUTA CONTINUA!"



Este nosso Povão é uma malta de palavra, fiel aos seus princípios e aos ideais do 25 de Abril.

O 1.º de Maio de 2012, vai ficar na História de Portugal porque, não há dúvida,  foi comemorado à letra e a preceito.

A luta continuou,  este ano, nos Supermercados Pingo Doce.

Pancadaria de criar bicho.

E dizia o outro: "O Povo é sereno, pá!".

Nota-se!

A memória é curta.

Já se esqueceram de que o Senhor Soares foi o tal que cagou nos portugueses e foi para a Holanda pagar impostos e criar postos de trabalho. 






terça-feira, 1 de maio de 2012

O EROTISMO DA QUESTÃO



Ainda escrevendo sobre subsídios,  não consigo deixar de pensar que existe um “não sei quê”  de “erótico” em toda esta questão de cortes e de aumentos indiscriminados.
Senão, vejamos:
Se atentarmos no facto de o Orçamento da Assembleia da República, para o ano de 2012, contemplar os subsídios de férias e de Natal, que vão ser pagos aos Deputados e funcionários daquela Instituição, ao arrepio dos cortes verificados para os restantes funcionários públicos,  estando prevista, para o efeito,  uma verba de cerca de dois milhões e cem mil euros, não posso deixar de exprimir a minha indignação, deixando escapar um “ora toma lá que é democrático!”, porquanto este é um “toma lá” na verdadeira acepção da palavra. Um “toma lá” que significa que o Povão está a ser “cosido” e mal pago.

Até quando irá este Povão amochar como um burro que, como dizia Guerra Junqueiro, "já nem com as orelhas consegue enxotar as moscas"?
“Amochar” significa dobrar-se para que alguém lhe possa saltar para cima.

Não há dúvida. “Saltaram para cima”  do Zé Povo e ele já não reage.  
No Orçamento 2012, da Assembleia da República, eles lá estão: os Subsídios de Férias e de Natal. Claro que já sabemos que estes políticos são super-portugueses, que não são regidos pelas mesmas leis aplicáveis à populaça.
Mas será que não haverá um mínimo de decoro?
O mais escandaloso é que este orçamento foi aprovado por TODOS os partidos.
Só faltava virem agora justificar que aprovaram o pagamento,  porque havia o perigo de fuga destes “cérebros” todos para o estrangeiro.

"BWINSUBSÍDIO"



É raro o dia em que a  comunicação social portuguesa não traga à baila a guerrilha  protagonizada pelo Primeiro Ministro e pelo Ministro das Finanças, sobre o avanço de números e de datas em que terá lugar a restituição dos subsídios de férias e de Natal,  aos funcionários públicos.

Vão restituir  5%, 25%, ou nada?

Será em 2014, 2015, 2018 ou jamais?

Decidam-se!

Acho que vou organizar um jogo de apostas, do tipo das que se fazem em Inglaterra, com as corridas de cavalos.

Até ao ano de 2018 muita água vai correr debaixo da ponte, sobre esta matéria,   e eu poderei, assim, dar asas ao meu empreendedorismo e ganhar umas "massas"  valentes.