sábado, 16 de junho de 2012

AS "DERRAPAGENS"






Hoje fui literalmente arrastada para passar o fim de semana no Barreiro, a fim de assistir ao baptizado de uma criancinha cujos pais me concederam a subida honra de ser madrinha, no próximo Domingo.



Como sempre que venho ao Barreiro, entro no "corte e costura" local, com todo o mérito, direito e propriedade, já que possuo, além de família, algum património material e sentimental, que não quero alienar, em virtude de ter pertencido aos meus Avós maternos, pessoas que eu adorava.



Ao jantar, as "tesouras" estavam todas muito bem "afiadas", e a conversa descambou para a Misericórdia do Barreiro, com dois Irmãos muito indignados e a barafustar, porque segundo as notícias que estão a vir a público, o orçamento inicial para a construção da famosa UCC, quase que triplicou, falando-se agora numa "derrapagem" de cerca de 7,5 milhões de euros.



Como sou moçoila especializada em Direito Fiscal e Finanças Públicas, com vastos conhecimentos de Contabilidade, fiz uma análise mental de tão aflitiva situação e pensei com os meus botões que, às tantas, mais vale chamarem a "Troika", porque aquilo por lá, parece que anda sem rei nem roque, no que respeita a regras básicas de administração e de gestão.



Conheço o edifício por fora e acho aquilo o maior mamarracho que já vi, em toda a minha vida, em termos de arquitectura.



Sete milhões e meio de euros?



Foda-se!



Será que aquela gente andou a equipar os sanitários com bidés e cagadeiras em ouro?

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