terça-feira, 3 de julho de 2012

AFINAL JÁ HÁ MAIS UM

Ó Pázinho, não é por nada, mas conta cá ao Povão como é que foi essa de tirar um curso superior em apenas um ano, jogando apenas com as "equivalências" de uma cadeira do curso de Direito, de uma Universidade privada?


É que eu também tenho o mesmo direito que V. Ex.ª, e quero utilizar as minhas equivalências, para tirar os dois cursos que actualmente estão mais na "berra", e que estão a contribuir grandemente, com a exportação de medicamentos gamados, para o aumento do PIB português, como quem limpa o cu a meninos e passarinhas a meninas.



Pela mesma ordem de ideias, e com todas as cadeiras que tenho feitas, de vários cursos, vais ver que vou ter a equivalência imediata aos cursos de Farmácia e de Medicina, que são os únicos que estão a dar trabalho a muitos portugueses neste momento: Polícia Judiciária, Finanças, Alfândega, GNR, SEF, etc., tão cedo não vão cruzar os braços.



Por isso, não sejas gosma e pergunta lá ao teu amigo Socas como é que se faz, porque amanhã mesmo, quero apresentar o requerimento à tal Universidade, e esperar a resposta.







11 comentários:

Zé do Barreiro disse...

Eu também quero, eu também quero !

Presumo que as cadeiras feitas no curso de Engenharia Electrotécnica e de Comunicações do IST dão para , pelo menos, duas ou três licenciaturas da treta ...

Para onde mando o pedido de equivalências ?

Estimada Verdadeira, estamos numa de descontração e de desportiva, mas este é um assunto muitíssimo sério.

Abraço,

Zé.

A-Verdadeira disse...

Que é sério, sei eu. Mas parece que os portugueses não estão a ver bem o "filme" e ainda não começaram a associar ideias, nem a tirar conclusões. Portugal chegou à miséria e ao descalabro onde chegou, graças a "doutores" fajutos, e oportunistas, vigaristas e outros quejandos que, sem curso superior nenhum, nem formação de qualquer espécie, desataram a imprimir cartões de visita com letras douradas e prateadas, ostentando títulos e graus de ensino que nunca frequentaram, só para poderem usurpar tudo o que estivesse à mão de semear e rendesse dividendos de toda a espécie.
Eu também conheço a história de um tal "Dr." que andou por Coimbra a jogar futebol e segundo rezam os biógrafos do Choupal e da Sereia, que sim senhor, conseguiu entrar em "económicas" mas que nunca conseguiu de lá saír, porque tinha mais apetência para "alcoólicas e bagaceiras". No entanto, regressou à santa terrinha, onde se intitulou "Senhor Doutor" e "Senhor Doutor" ficou.

A vida tem destas coisas bizarras.

Zé do Barreiro disse...

Quanto à segunda parte do seu comentário:

EXACTAMENTE !

Posso comprovar que tudo isso é verdadeiro.

Uma pergunta politicamente incorrecta ( mas que fará todo o sentido ):

Devemos respeitar a memória de um oportunista, vaidoso e mentiroso como esse ?

Sim ou não ?

A-Verdadeira disse...

Claro que não!
Mas como fui educada dentro dos valores da doutrina católica, apenas tenho uma coisa a dizer: "Paz à sua alma! Que Deus lhe perdoe e que O nosso Criador não abandone à sua sorte, as crianças, os velhinhos e velhinhas que estão internados nos lares da SCMB e que não vão ter para onde ir, se aquela Instituição se "desmoronar". A situação é muito mais complicada do que a que eles apregoaram no comunicado que fizeram publicar na imprensa, nas vésperas do passamento do Provedor.

Não sei como pode haver pessoas tão inconscientes e levianas.

Zé do Barreiro disse...

" A situação é muito mais complicada do que a que eles apregoaram no comunicado que fizeram publicar na imprensa, nas vésperas do passamento do Provedor."

Completamente de acordo consigo.

E os "vivos" que ficaram TEMPORARIAMENTE à frente da Instituição, se não sairem e muito rapidamente, irão acabar com o que ainda resta.

Verdadeira, porque será que pessoas sérias e idóneas que acredito que existem no domínio dos familiares dos internados e mesmo alguns funcionários que considero terem algum valor, não se mexem ?

É um dos mistérios, ainda, sem explicação.

Com consideração,

Zé.

A-Verdadeira disse...

Responda-me a esta pergunta, com sinceridade: Acha que algum dos familiares dessas pessoas estaria na disposição de ter de ficar com eles em casa se, por exemplo, o MP e a Seg. Social resolvessem mandar fechar a Instituição, até se esclarecerem os embróglios?
Há famílias, neste momento, a abandonar os seus velhos e deficientes à porta dos hospitais de várias cidades.
Há 3 dias deparei-me com um caso de uma idosa de 85 anos, sem dinheiro, sem documentos, sentada na sala de espera de um Centro de Saúde da minha área de residência. Foi lá deixada pela empregada motorista do lar, que foi levar outro utente ao hospital à hemodiálise e deixou-a ali, para não andar com ela atrás. A velhota estava desidratada, esfomeada e cansada, porque estava há mais de 4 horas sem comer nem beber e era diabética. Se eu não fosse uma pessoa atenta, não sei o que teria acontecido à senhora. Fui levá-la ao Lar, escrevi no livro de reclamações e fiz queixa à GNR. Já sei que o resultado vai ser eu ser incomodada para prestar declarações no MP, porque o dono desse Lar é o cacique cá da terra que até se dá ao luxo de oferecer terrenos para construir equipamentos que deveria ser o Estado a fazer.

É a merda de país que temos e teremos, se alguém não fizer nada.

Desculpe o desabafo.

Zé do Barreiro disse...

Sei que a sua perspicaz inteligência irá entender o que pretendo dizer, referindo-me e respondendo totalmente ao seu comentário anterior.

Por motivos pessoais estive há uma semana em Medelim, no Concelho de Idanha - a - Nova.

Onde vou dormir, onde não vou dormir ( a região não tem muitas escolhas e alternativas de alojamento a que possamos chamar de razoáveis ). Na Junta de Freguesia indicaram-me o Lar, propriedade da Fábrica da Igreja Paroquial de Medelim.

Falei com um dos responsáveis pelas instalações - jovem bastante simpático, atencioso e solicito - combinei o preço, que peço que compreenda, não divulgarei, mas que foi um pouco superior ao valor que me foi pedido ( dado como donativo, com muito gosto ) onde incluía a dormida - numa casa rústica de balcão, propriedade da Fábrica da Igreja - pequeno almoço e o almoço do dia seguinte, servidos nas instalações do Lar.

Concretamente no que se refere ao almoço, na travessa onde me serviram ensopado de borrego, ficou, sem exagero, mais de metade do dito.

A simpatia das cozinheiras e das ajudantes do Lar para comigo foi, no mínimo, fabulosa. Isto sem me conhecerem de lado nenhum !

Bom, estimada Verdadeira, para além de tudo isso, sabe que mais ?

O Lar foi construído de raiz, em que a primeira pedra foi colocada em 13 de Março de 2008.

Tudo está completa e totalmente acabado e a funcionar em pleno.

Tudo construído no prazo de 17 meses, um mês antes do prazo previsto no PARES ( última semana de Agosto de 2009 ) !

O equipamento está preparado para acolher 20 utentes e outras estruturas de apoio, para além de mais 25 idosos no Centro de Dia.

Foi equipado com painéis solares para aquecimento, apoiados por uma caldeira de resíduos florestais.

A estrutura do edifício possui piso térreo e primeiro andar.

Contribuiu para a criação de dez postos de trabalho.

Consegui ver um quarto onde estava instalada uma idosa ( só uma ! )

Verdadeira, acredite, tenho ficado em poucos hotéis de 4 estrelas semelhantes a esse quarto que vi.

Agora, o que é o mais extraordinário é que não existem dividas para pagar da construção desse Lar, o qual teve um custo de 600 mil Euros, como referi acima, no âmbito do Programa PARES.

Percebeu completamente a mensagem que lhe quis transmitir com o conteúdo desta minha "exposição", não percebeu ?

Resto de um excelente Domingo,

Zé.

A-Verdadeira disse...

Percebi, perfeitamente a mensagem. Aliás num dos meus anteriores "posts", sobre este assunto, até me saiu um palavrão, pelo exagero dos sete milhões e meio de euros que dizem ter gasto no empreendimento. Isso é de loucos. Tenho conversado com vários amigos arquitectos e engenheiros, um deles o meu futuro marido, que conhece bem a estrutura e a obra que estão a fazer, e todos eles são unânimes em afirmar que um milhão e meio de euros dava para construir um empreendimento de luxo e de sonho, construído de raíz, muitíssimo bem equipado e sem nada a ver com a actual obra que deixa muito a desejar em termos de acessibilidades, arquitectura e design.
No Porto também há o Lar do Comércio que é um autêntico hotel de cinco estrelas, onde os internados são tratados como "reis".

A pessoa que agora for tomar conta da Misericórdia do Barreiro, terá de ser uma pessoa destemida, corajosa, conhecedora daquilo que é uma Instituição de Solidariedade Social, ter consciência que uma instituição desse tipo não visa o lucro, mas sim a solidariedade, o bem estar dos desamparados e desvalidos e terá de correr com algumas "lapas" inúteis que estão lá grudadas, para, desse modo, poder começar tudo de novo e evitar que a SCMB, dentro em pouco, desapareça do mapa.

Fernando Pereira disse...

Hum... estou a gostar deste pinguepongue entre o meu Amigo Zé a a senhora, que não conheço, A-Verdadeira.

A gostar muito!!!...

Zé do Barreiro disse...

Verdadeira,

Como quase sempre, estamos 98% de acordo nos assuntos e problemas mais importantes e relevantes que temos abordado !

Minha amiga, já o escrevi algumas vezes, eu ( desculpará a imodéstia ), a Verdadeira e mais dois ou três amigos(as) que ambos bem sabemos quem são, seríamos imbatíveis.

Se todos os cinco quisessem, bem entendido.

Muitas felicidades para a sua vida pessoal e profissional,

Zé.

A-Verdadeira disse...

Não sou apologista de inscrição em partidos políticos, por uma questão de princípio. Desde os meus 16 anos que tenho tido convites para militar em diversos partidos, mas eu sou uma moçoila de causas.
Sou membro da Real Associação e defendo a Causa Real, mas não sei se já alguém reparou que não pertenço nem nunca pertencerei ao Partido Popular Monárquico.
Este PS, conforme está, nunca será alternativa para Portugal porque contenta-se em ser apenas um satélite do PSD, a bailar a dança de uma alternância que já deixou, há muito, de ser democrática.