segunda-feira, 24 de setembro de 2012

SÓ AGORA?


No dia 3 de Maio de 2011, coloquei aqui um "post", criticando o facto de as rações de combate compostas por produtos de qualidade inferior, que equipam o exército português,  serem compradas a Espanha, quando Portugal está nas lonas e não se pode dar ao "luxo" de importar uma coisa que pode ele próprio produzir e fornecer,  a metade do preço e com produtos, de longe, superiores aos espanhois.

Hoje, ao consultar os jornais do dia, um deles fazia referência, com grande alarido, ao mesmo assunto.

Esta imprensa nacional de vez em quando "acorda".

Ou será que vieram aqui ao Blog "espiolhar"?

É que eu sei, pela aplicação que tenho instalada no blog, que grava os IP's e informa o que foi copiado, que há pessoas a copiar alguns dos meus "posts", não sei com que intuito. 

Se a intenção fôr publicá-los ou utilizá-los, agradecia que lhes dessem os devidos créditos, pois muitos desses textos são artigos que publiquei em jornais portugueses e estrangeiros, com os quais tenho colaborado ao longo dos anos.

Já agora, por curiosidade, gostaria que me informassem  o motivo por que copiam mais os textos "A Miséria da Crise" e "Violência Doméstica é Crime!".

Podem fazê-lo na caixa de comentários.

Obrigada!

domingo, 23 de setembro de 2012

SHHHHHHH!!!!!!



"I only say this,  once":

Vai uma apostazinha  em como o Seguro não vai ter tomates para não votar o Orçamento de Estado para 2013?

Porque lá bem no fundo ele sabe que a responsabilidade do caos em que vivemos, é toda do PS.

Os marretas do PSD agora limitam-se a servir de cobradores do fraque, contratados  pela empresa Troyka, Merkel  & Associados.

Não vai tardar muito que eles comecem a andar de porta em porta, armados até aos dentes, para obrigar o Zé Povinho, sem eira nem beira,  a pagar as megalomanias e os dislates do senhor "inginheiro" e do seu gangue.

Resta saber é se o Zé Povinho vai continuar na disposição de pagar para sustentar "pançudos" que continuam a ganhar balúrdios, sem fazer nenhum.

Não me parece.

A ver vamos.



OS EFEITOS DA CRISE

sábado, 22 de setembro de 2012

EU BEM DIGO....


Anda tudo doido,  com a mania de dar abracinhos  aos polícias.

Este da foto, e pela expressão dele,  vê-se bem que não gosta de homens, porque tratou logo de pôr o escudo protector, em posição estratégica, não fosse o rapazola avançar também para umas beijokas e uns apalpões marotos. 

Os desgraçados dos polícias portugueses, além de serem "coisados" e  mal pagos, também  estão sujeitos a estas cenas.

Hoje, em Lisboa,  vi uma velhota toda gaiteira, a tentar apranchar-se a um polícia, ali para os lados de Belém.

Só tive pena de estar empancada no meio do trânsito e não ter conseguido tirar uma foto à maneira,  para  vender à Agência Reuters e ganhar uma pipa de massa.

Pessoal, tenham mas é juízo!

Se quiserem mesmo abraçar alguém, comecem lá por casa, seus teatreiros de merda.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

A RAPARIGA NÃO TEVE MAU GOSTO

Com um Polícia borracho,  como aquele, à minha frente, até eu lhe saltava para a cueca e o abraçava.

Homessa!

Vamos lá a ter sentido crítico.

Eu sou comprometida, mas não sou cega. 

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

AQUELE QUE FOI O MEU COLÉGIO, DURANTE UM ANO

A foto ilustra bem o estado de degradação a que deixaram chegar o edifício do Colégio de Santa Catarina, onde passei bons momentos da minha infância, dos quais guardo muito boas recordações, apesar de só lá ter andado um ano lectivo.
Para a época era considerado um exemplo vanguardista de ensino, comparando com o que na altura se praticava em Portugal.
As nossas batas em azul-escuro, de corte elegante, com a gola em piquê branco, bordado, mais o cinto de cabedal castanho, faziam furor em qualquer lado onde aparecessemos.
Um edifício imponente, que se está a desmoronar aos poucos, sem que ninguém se importe com isso.
Faço daqui um apelo para que os antigos alunos não deixem que tal aconteça.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

"TROVAS DE UM TEMPO QUE PASSA"




Hoje, em Lisboa, reencontrei alguém que já não via há uns bons anos, desde os tempos de um colégio que frequentei, em Portugal, na Figueira da Foz, durante o ano em que o meu pai esteve na Universidade de Coimbra a fazer as "pedagógicas". Acho que era assim que se chamava naquele tempo, o equivalente hoje ao Mestrado.

Era um Colégio com vista para o mar, e onde havia um macaco junto ao portão, que mordia toda a gente que se aproximasse dele.

Mas o sacana do macaco, que servia de guarda ao escapulanço da malta, quando queriamos ir para a esplanada da praia, se algum professor faltava, era mesmo macaco, na verdadeira acepção da palavra. Só mordia quem não lhe atirasse com uma peça de fruta ou qualquer outra gulodice que lhe agradasse.

Eu como lhe conhecia a manha, de cada vez que tinha "furo" e queria ir ver o mar, ia à cozinheira do colégio e com o ar mais cândido deste mundo, dizia-lhe que a sopa dela era a melhor do mundo, o que me valia logo uma mão cheia de rebuçados do tipo da Régua, feitos por ela, que eu ia logo a correr dar ao macaco, para me escapulir.

"Estás na mesma", disse-me essa antiga colega. "E a prova é que te reconheci logo. Não mudaste nada. Continuas com o mesmo olhar de reguila".

Bem, pensei eu, estou metida num molho de bróculos, sem me lembrar do nome, nem quem era a pessoa que assim me abordava, o que, diga-se de passagem, foi extremamente deselegante da minha parte, pois a moçoila estava mesmo contente por me ver.

Palavra puxa palavra e cheguei à conclusão que tinhamos sido as melhores amigas durante aquele ano em que andei naquele colégio. Como eu sou canhota e tinha uma certa dificuldade nas aulas de lavores e de trabalhos manuais, porque faço os bordados e o resto, tudo ao contrário, a boa da Adelaide fazia-os por mim, sem que a professora desse por ela, porque eu ainda sou do tempo em que os professores davam grandes cacetadas e ponteiradas nas mãos de quem se atrevesse a trabalhar com a "canhota". Nós os esquerdinos eramos considerados, naquele tempo, "almas do demo". Em contrapartida eu fazia-lhe os trabalhos de francês.

Fartámo-nos de rir só de imaginar as partidas que pregávamos ao professor de canto coral e à freira de religião e moral. Tudo com o maior dos respeitos, está claro. Nada do que se passa agora em que os professores levam enxertos de porrada da família inteira de um aluno, sem que ninguém faça nada. Coitadinho do aluno, fofinho, que precisa de ir ao psicólogo, enquanto neste país, o professor pode ir para a puta que o pariu, que ninguém se importa.
Gostei de te rever Adelaide.


Desculpa não te ter reconhecido de imediato.
Obrigada por nunca me teres denunciado, quando eu escondia os véus e os sapatos das nossas colegas, antes das missas de Domingo.






domingo, 9 de setembro de 2012

A "NEVER ENDING STORY"





Nunca serei moçoila de facebooks, nem desse tipo de exposição pública, que já está mais que provado, tem causado sérios dissabores e até casos de polícia, a quem é fã de pôr a sua vida a descoberto, ao alcance de qualquer um que tenha boas ou más intenções. No entanto, vou-me sempre mantendo informada das bestialidades que ocorrem por essas redes sociais fora, graças a amigos e colegas que estão viciados nesse tipo de mediatismo. Depois admiram-se, quando se sentem criticados ou até reprovados pelas entidades patronais, por qualquer coisa menos politicamente correcta que resolveram colocar na sua "montra" de vaidades.

Até o nosso PM já vai para o facebook chorar lágrimas de crocodilo, dando palmadinhas nas costas e chamando "Amigo" ao desgraçado do Zé Povinho, depois de nos ter dado a valente fornicadela à coelho que deu, antes de ter ido com a mulher para uma festa privada de comemoração de não sei o quê, utilizando um pópó do Estado e uns quantos seguranças pessoais, pagos por todos nós.
E ainda por cima, depois de ter anunciado o aumento de impostos e de penalizações aos trabalhadores e reformados portugueses, tem a desfaçatez de afirmar que, afinal, "esta história ainda não vai acabar aqui", o que quer dizer que enquanto o dito cujo se mantiver no poder, ainda vamos levar com muitas mais fodinhas à coelho, em todos os nossos buracos.
Vamos ter de começar a espalhar o vírus da mixomatose, fatal aos coelhos, antes das próximas eleições, senão estamos todos lixados com um F.

sábado, 8 de setembro de 2012

CHOCANTE!



Como sempre, são os mais pobres que vão pagar o "pato".

Aposentados, pensionistas e reformados, não vão receber os subsídios a que têm direito, apesar de o Tribunal Constitucional ter dado razão aos Sindicatos e ter confirmado esse direito.

O Decreto-lei que institui os subsídios de Férias e de Natal, estipula que os mesmos são impenhoráveis e inalienáveis e, que eu saiba, ainda não foi revogado e continua em vigor.

E depois ainda há a história dos mais 7% que vamos ter que pagar e não bufar, para não falar de que o Senhor Dr. Gajo ainda tem a distinta lata de vir pedir mais sacrifícios aos portugueses, sem nunca dizer o quanto vai ser preciso, qual a quantia certa , para acabar com o descalabro em que ficaram as contas públicas, depois de tantas governações selvagens, tanto do PS como do PSD.

Gostaria de ter ouvido que iriam acabar com as gorduras do Estado, cortando em cargos públicos que só foram criados ou mantidos para pagar favores.

Gostaria de ter ouvido que as grandes fortunas teriam de ser tributadas, pois só assim se poderá falar de equidade.

Gostaria de ter ouvido que iriam acabar com fundações e parcerias público privadas, sem qualquer utilidade que não seja a de dar emprego a boys e girls desclassificados, sem qualquer competência, curriculum ou sentido de Estado.

Gostaria de ter ouvido que no Estado iria haver combate e uma vigilância apertada na despesa, nomeadamente em gastos com telefones, faxes, telemóveis, carros topo de gama, despesas superfluas e maior contenção e parcimónia com "despesas de representação".

Gostaria de ter ouvido que seriam nomeados directores e quadros superiores de reconhecido mérito e competência, independentemente do partido a que pertencessem, para certos lugares cuja exigência necessita que assim seja. Não Directores sem qualquer idoneidade moral que tenham sido punidos disciplinarmente na empresa onde trabalhavam, por desvio de verbas e que agora se apresentam com uma aura de santidade, conferida pelo facto de pertencerem ao "clube" da laranjina C (de cunha).

Gostaria de ter ouvido que Portugal é um País independente e que não tem como Primeiros Ministros a Frau Merkel e a Troika.

Gostaria de ter ouvido que acabou o tempo de serem sempre os mesmos a sacrificar-se, para uma corja de malandros receber vencimentos acima do Presidente da República e chorudas reformas de vários cargos que dizem ter desempenhado. Sim, porque Portugal deve ser o único país no mundo, em que os políticos têm o dom da ubiquidade laboral.
Para mim, são todos uma cambada de fdp.

Se um dia a coisa "aquecer", tenham medo do Povo.

Muito medo.

Porque Portugal é de todos e vocês querem fazer dos trabalhadores portugueses escravos e "tótós".

RAÇÃO PARA TODOS. TOCA A POUPAR!



Deixem-me mas é comer o meu tacho antes que chegue o meu dono que é funcionário público e não me deixe ficar sequer uma migalha.
É que o Passos agora vai pôr os reformados e os funcionários públicos a comer comida para cão.
Ganda Passos!
Ganha ele e ganho eu. Agora, cá em casa, acabaram-se os restos de comida.
A partir de hoje a minha dona já disse que os rissois e a massa à bolonhesa, vão passar a ser feitos com as minhas latas de ração, que sempre ficam mais em conta e ainda dão para fazer almôndegas e rissois para vender para fora. Parece que o restaurante da Assembleia da República já informou que também vai encomendar rissois e empadinhas de carne à minha dona.
Vai ser cá uma poupança....

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

DIZIME-SE O POVO!

Hoje de manhã, enquanto tomava o pequeno almoço, passei os olhos por um jornal diário, que trazia numa das páginas, a foto do nosso Primeiro, com a seguinte legenda: "Más notícias: Passos Coelho admite que terá de haver um novo aumento de impostos."

Kum Kaneko!

Eu, chegadinha de férias há poucos dias, juro que atravessei a fronteira com o coração nas mãos, a pensar se ainda iria encontrar alguns portugueses vivos, já que andam a ser dizimados lentamente, com tanta carga de impostos, que não vai tardar muito, não vão conseguir suportar.

Veio-me à memória o Diploma Legislativo nº 3844, de 22 de Agosto de 1968, aplicado só às ex-colónias portugueses, e que regulava o pagamento do tristemente famoso "Imposto Geral Mínimo", pago ao Estado português, anualmente, imposto esse que não tinha razão de ser e a que muitos chamavam o imposto para respirar.

Em 1974 esse imposto tinha o valor de trezentos e oitenta escudos e era pago igualmente por todos. Era o chamado "imposto palhota" que tanto branco como negro pagavam e não bufavam, pois para poderem obter qualquer documento ou tratar de qualquer assunto, não o podiam fazer se não comprovassem ter pago o "IGM".

Acresce falar da injustiça de semelhante imposto e, para dar o exemplo dessa injustiça, basta referir que um camponês autóctone, com os seus parcos recursos, para pagar os 380 escudos, em 1974, tinha de conseguir vender 50 sacas de algodão, com 50 kilos cada, para reunir essa verba, ao passo que para um proprietário, fazendeiro ou um trabalhador dos serviços, essa importância não era significativa.

Está a parecer-me que o Senhor angolano de Massamá, está com ideias de se inspirar no mesmo modelo e ninguém fique surpreendido se do próximo Conselho de Ministros, saír um diploma a exigir aos portugueses o pagamento de um imposto para poderem respirar.
Eu se fosse a ele ia mais longe. Começava já a tributar as bufas, os traques, os peidos, as quecas e os arrotos, contratando o tal do Magalhães para fazer um software que controle tanto ricos como pobres, pondo os pobres a pagar menos porque os ricos, como comem mais e melhor, quando se "largam", é de fugir.

SOUSTONS - A NOSSA PRAIA PREFERIDA

Um paraíso quase deserto, junto ao País Basco francês, com óptimas infraestruturas para fazer natação, surf, mergulho, canoagem e pesca à linha.

Recomendo, e escusado será dizer que adorei.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

"E DEPOIS DO ADEUS...."






As férias de Verão estão a chegar ao fim e para trás vão ficar as boas recordações que sempre guardo, quando passo esses dias de lazer com pessoas que me são muito queridas e com quem tenho grandes afinidades.


Este ano foi o máximo.


Adoro o mar e, sempre que posso, lá vou eu com o equipamento às costas, para dar grandes e demorados mergulhos, ao mesmo tempo que dou graças a Deus por me permitir ter agilidade mental e física suficiente, para o fazer, já que sou uma mecinha muito resistente, que já escapou a um AVC e a uma leucemia, ainda na "flor" da idade, que por felicidade não deixaram sequelas.


Adorei dar longos passeios à beira-mar, com a espuma das ondas a acariciar-me os pés e o cheiro a maresia a entrar-me pelas narinas dentro.

Adorei aqueles abraços sinceros e aquele sorriso franco, de quem ainda guarda uma secreta esperança.


Como o tempo passou.


Fiquei atrapalhada quando me perguntaste se guardei as tuas cartas de amor.

Como poderia guardá-las, se nunca as recebi?


"O Amor é fodido", pensei eu, recordando-me do romance de Miguel Esteves Cardoso e da história que narrava.

O Amor é mesmo fodido.


Quando pensamos que há muito dissemos "adeus", o passado emerge com sotaque francês, os mesmos olhos azuis como os lagos da região de L'Aquitaine, um beijo e um abraço que nos reconforta e aconchega a alma.


Gosto tanto de ti.