quarta-feira, 5 de setembro de 2012

DIZIME-SE O POVO!

Hoje de manhã, enquanto tomava o pequeno almoço, passei os olhos por um jornal diário, que trazia numa das páginas, a foto do nosso Primeiro, com a seguinte legenda: "Más notícias: Passos Coelho admite que terá de haver um novo aumento de impostos."

Kum Kaneko!

Eu, chegadinha de férias há poucos dias, juro que atravessei a fronteira com o coração nas mãos, a pensar se ainda iria encontrar alguns portugueses vivos, já que andam a ser dizimados lentamente, com tanta carga de impostos, que não vai tardar muito, não vão conseguir suportar.

Veio-me à memória o Diploma Legislativo nº 3844, de 22 de Agosto de 1968, aplicado só às ex-colónias portugueses, e que regulava o pagamento do tristemente famoso "Imposto Geral Mínimo", pago ao Estado português, anualmente, imposto esse que não tinha razão de ser e a que muitos chamavam o imposto para respirar.

Em 1974 esse imposto tinha o valor de trezentos e oitenta escudos e era pago igualmente por todos. Era o chamado "imposto palhota" que tanto branco como negro pagavam e não bufavam, pois para poderem obter qualquer documento ou tratar de qualquer assunto, não o podiam fazer se não comprovassem ter pago o "IGM".

Acresce falar da injustiça de semelhante imposto e, para dar o exemplo dessa injustiça, basta referir que um camponês autóctone, com os seus parcos recursos, para pagar os 380 escudos, em 1974, tinha de conseguir vender 50 sacas de algodão, com 50 kilos cada, para reunir essa verba, ao passo que para um proprietário, fazendeiro ou um trabalhador dos serviços, essa importância não era significativa.

Está a parecer-me que o Senhor angolano de Massamá, está com ideias de se inspirar no mesmo modelo e ninguém fique surpreendido se do próximo Conselho de Ministros, saír um diploma a exigir aos portugueses o pagamento de um imposto para poderem respirar.
Eu se fosse a ele ia mais longe. Começava já a tributar as bufas, os traques, os peidos, as quecas e os arrotos, contratando o tal do Magalhães para fazer um software que controle tanto ricos como pobres, pondo os pobres a pagar menos porque os ricos, como comem mais e melhor, quando se "largam", é de fugir.

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