
As férias de Verão estão a chegar ao fim e para trás vão ficar as boas recordações que sempre guardo, quando passo esses dias de lazer com pessoas que me são muito queridas e com quem tenho grandes afinidades.
Este ano foi o máximo.
Adoro o mar e, sempre que posso, lá vou eu com o equipamento às costas, para dar grandes e demorados mergulhos, ao mesmo tempo que dou graças a Deus por me permitir ter agilidade mental e física suficiente, para o fazer, já que sou uma mecinha muito resistente, que já escapou a um AVC e a uma leucemia, ainda na "flor" da idade, que por felicidade não deixaram sequelas.
Adorei dar longos passeios à beira-mar, com a espuma das ondas a acariciar-me os pés e o cheiro a maresia a entrar-me pelas narinas dentro.
Adorei aqueles abraços sinceros e aquele sorriso franco, de quem ainda guarda uma secreta esperança.
Como o tempo passou.
Fiquei atrapalhada quando me perguntaste se guardei as tuas cartas de amor.
Como poderia guardá-las, se nunca as recebi?
"O Amor é fodido", pensei eu, recordando-me do romance de Miguel Esteves Cardoso e da história que narrava.
O Amor é mesmo fodido.
Quando pensamos que há muito dissemos "adeus", o passado emerge com sotaque francês, os mesmos olhos azuis como os lagos da região de L'Aquitaine, um beijo e um abraço que nos reconforta e aconchega a alma.
Gosto tanto de ti.


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