quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

FAÇO MINHAS AS PALAVRAS DELE



2013 vai ser um ano muito difícil, para Portugal, em especial.


A todos desejo  força e coragem suficientes,  para suportar as dificuldades que vêm por aí.
E,  sobretudo, não desanimem nunca. Não desistam, lutem sempre contra todos os lobos que fazem discursos de carneiro. 

Temos de lutar todos contra este estado de coisas, dando as mãos e fazendo ouvir as nossas vozes, cantando bem alto, esta canção de esperança.

Eu quero que os meus netos nasçam em Portugal.

sábado, 22 de dezembro de 2012

MAIS UM NATAL


Não fiquem admirados, os meus amigos do peito, aqueles que eu considero como pertencendo à minha família, de eu, este ano, não ter enviado os habituais postais de Boas Festas e Feliz Natal.

Todos vocês, principalmente aqueles que me conhecem muito bem, sabem que  é uma época que abomino desde criança, pois acho que, a maior parte das pessoas, não celebra o nascimento de Jesus, mas dá asas, sim, a  uma desenfreada sede consumista, que serve de alibi e de móbil, para  ter mais este ou aquele pertence, mais esta ou aquela vestimenta, mais esta ou aquela coisa surpérflua, que acabarão por, mais dia menos dia, ficarem  esquecidos, num canto qualquer ou até ir parar ao lixo, ao arrepio de todos aqueles que não têm nada para dar, nem para receber.

Vem isto a propósito de eu saber que em Portugal, muitas pessoas não vão ter nada que comer na noite de 24 de Dezembro de 2012. E não vão ter nada que comer, porque já houve umas quantas aves rapinantes, de poleiro e gaiola dourados,  que já se encarregaram de o fazer,  desde há dez anos a esta parte.

Ontem, no local onde trabalho, um idoso veio desejar-me que tivesse um "bom bacalhau". Eu sorri e disse-lhe que nunca apreciei bacalhau, mas que lhe retribuia o voto com todo o prazer e que o comesse com fartura e tivesse muita saude. Foi então que reparei que os olhos do homem se marejaram de lágrimas, quando me respondeu: "Só tenho duzentos e setenta euros de reforma e nos meus Natais nunca há bacalhau, porque está muito caro e,  ou se come bacalhau, ou se fica a dever na farmácia".

Senti um nó na garganta e odiei-me naquele preciso momento.

Meti-me no carro e preparava-me para regressar a casa, quando vejo uma mulher jovem, minha conhecida, trabalhadora de uma fábrica de móveis, que vinha pelo caminho a chorar copiosamente.

Indaguei o motivo de tanto desespero e fiquei a saber que tem quatro meses de salários em atraso, e que a patroa tinha prometido que, ontem,  lhes pagaria pelo menos dois dos salários em falta,  o que não cumpriu. Aquela alma vinha desesperada,  porque não sabia o que fazer, já que o marido também se encontra desempregado. A preocupação dela é que nem um copo de leite terá para dar aos dois filhos, na próxima noite de Consoada.

Por isso odeio o Natal. Não o Natal que representa o nascimento de Jesus, mas sim o Natal que demonstra o egoísmo humano, a traição, a falsidade e a falta de escrúpulos de alguns seres humanos, se é que se pode chamar humano a alguém que tem estas formas de agir, para com o seu semelhante.

Daqui faço um apelo: Partilhem com o Vosso semelhante o muito ou o pouco que tiverem nas Vossas mesas de Natal, dando àqueles que nada têm neste Mundo, uma réstea de esperança, uma Luz. Uma fatia de Bolo-rei, um pedaço de batatas e bacalhau, ou até um chá quente com umas bolachas.

No próximo dia 24 de Dezembro de 2012, como é meu apanágio e de mais meia dúzia de carolas, vamos andar pelas ruas da minha cidade, a distribuír  uma modesta Ceia de Natal a todos aqueles que vivem na rua, porque as circunstâncias da vida a isso os obrigaram.

O Natal morreu.

Sejamos solidários.




sábado, 15 de dezembro de 2012

(DES)GOV.PT


No almoço habitual dos sábados, com os lateiros todos da minha "confraria", foi discutido o facto de este Governo não ligar puto ao que pensa o Zé Povinho e até ignorá-lo, quando se trata de tomar decisões que afectam directamente todos aqueles que têm consciência de que são cidadãos portugueses de pleno direito e,  como tal, as suas opiniões deveriam ser tomadas em consideração, o que não acontece, apesar de haver um site todo "bonitinho",  do Governo que apela aos cidadãos a manifestarem-se e a dar a sua opinião, mas que afinal não respondem a ninguém, nem que seja com um simples "vai levar no cu".

Por acaso eu já sugeri naquela treta das sugestões da página do Governo, que uma das formas de sustentar a Segurança Social, era o pessoal ir para a reforma, sim, mas continuar a descontar para a mesma, como se ainda se encontrasse no activo. Eu não me incomodava nada com isso, porque acabava-se a trampa de andarem com desculpas que a culpa das desgraças e da fome em Portugal, é da falta de natalidade e da esperança de vida ser cada vez maior.

Era preferível isso,  do que andarem com corte aqui corte acoli, a lixar quem trabalhou uma vida inteira para nada, só para poderem ter um alibi para justificar o aumento da  despesa pública,  que cada vez é maior e descarado, com a compra de carros de topo de gama, a que todo o gato sapato tem direito, e outras mordomias, como assessores e directores sem qualificações, a ocupar cargos para os quais não têm o devido perfil, nem as devidas habilitações, todos a receber ordenados escandalosos.

Eu já comecei a ficar farta desta merda toda.

Se querem que nasçam crianças, parem de dar a "pírula" de borla nos centros de saúde e de utilizar a IVG e a pílula do dia seguinte, como meios de contracepção recorrentes, porque somos todos nós que estamos a pagar o pato e esse material não é nada barato.

Quando tiverem "vontade", vão até ao Facebook do nosso PR, desabafar as mágoas,  tomem um duche gelado, ou então cosam a "passarinha"  com fio do norte e utilizem outras alternativas, porque o que não falta neste País,  são buracos.

domingo, 9 de dezembro de 2012