segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

POBRES E MAL AGRADECIDOS


Não posso deixar terminar o ano de 2013 sem vir aqui dizer um "Olá!" a todos aqueles que têm tido a bondade e a pachorra de me ler e comentar, ao longo dos últimos anos, desde Maio de 2007.

O tempo tem passado a correr mas, nestes seis anos de lides bloguistas, fiz muito bons e verdadeiros Amigos que, apesar de virtuais, não ficam a dever nada aos outros de carne e osso. Todos eles ficarão para sempre guardados no meu baú dos afectos, a par de alguns inimigos de estimação(poucos).

Mas desses nunca rezará a minha história, pois não sou moçoila de ter sentimentos menores, nem guardar rancores.

Vou iniciar o Novo Ano de 2014 na baía de Sesimbra, com um desejo enorme, verdadeiro e sentido, de que os portugueses se aguentem nas "canetas", pois o ano que se aproxima não vai ser nada fácil.

Aproveito para louvar a iniciativa daqueles Bombeiros de Setúbal que posaram para calendários de 2014, por uma causa nobre, cuja receita a Caritas Portuguesa declinou, por pura beatice e tacanhice de espírito.

Como costumo dizer, a tacanhice de alguns é a sorte de outros, porque, neste caso, consta que, já que a Caritas não quis aceitar, irá ser beneficiada uma outra instituição que cuida de crianças carenciadas.

Ter um corpo bonito é uma Graça Divina e aqueles homens são todos muito bonitos de corpo e de alma.

Que tenham todos um Bom Ano 2014, pleno de Paz, Saúde e Harmonia, porque a Harmonia é o mais importante - como diz o meu "Bizinho" do Barreiro Velho.

Que os Bombeiros de Setúbal vendam muitos calendários e que a sua mensagem de solidariedade seja escutada e apoiada pelo Mundo inteiro.

Agora que ninguém nos está a ouvir: será que eles podiam reservar o Bombeiro de Março só para mim?







sábado, 30 de novembro de 2013

O SENTIDO DA VIDA


Acabo de chegar de uma longa viagem, de um local no Índico, onde até há bem pouco tempo caçavam e exterminavam tubarões, utilizando como isco cães e gatos vivos, porque os tubarões atacam os banhistas que, incautos, se atrevem a invadir os seus domínios.

Dou comigo a olhar pela janela do meu quarto de onde avisto, na Primavera e no Verão, extensos campos azuis de alfazemas perfumadas e não posso deixar de pensar o quanto efémera é a vida que vivemos, que pode acabar abruptamente no estômago de um predador, sem que tenhamos tido plena consciência da nossa finitude.

Há uma certeza que nos persegue e que está subjacente à nossa vivência.

Sabemos que aquilo que temos de mais certo na vida é chegar, inconscientemente, à sua última etapa, da mesma forma que a iniciámos com o nascimento.

E então desvalorizamos a vida terrena e inventamos uma outra, porque a ideia da morte é certamente algo que atemoriza grande parte dos humanos.

Apesar de reconhecermos a sua existência, tal certeza da finitude humana nem sempre nos leva a viver de uma forma mais feliz, porque uma necessária inconsciência prevalece, permitindo-nos viver cada dia como se fossemos seres eternos e infinitos.

O mundo poderia ser um lugar melhor, se a consciência desta limitação temporal da vivência humana, nos encaminhasse para a felicidade e se tivessemos a noção que existimos e ocupamos espaço como seres dotados de razão e de livre arbítrio.

Acredito que se valorizarmos a vida, poderemos encarar este suposto fim, como a confirmação do valor da nossa existência, porque o mais importante é saber tirar partido dela.

Por que não pensarmos na nossa natural finitude como uma oportunidade de dotar a Vida de sentido, e descobrirmos que está nas mãos de cada um, a possibilidade de ser o protagonista da sua própria história?

Existimos como seres humanos.

Mas que sentido terá isso, se não o praticarmos?

terça-feira, 29 de outubro de 2013

PENSAMENTO DO DIA

sábado, 26 de outubro de 2013

FEIOS, PORCOS E MAUS


Esta é demais!

Acabei de ler a notícia de que um Militar da GNR foi condenado, pelo Tribunal de Loures, a nove anos de cadeia, por ter morto um rapaz de onze anos, durante uma perseguição a assaltantes apanhados em flagrante delito, um deles com longo cadastro, fugido da cadeia de Alcoentre há seis anos.

O Militar disparou tiros de aviso, sem intenção de matar, e ignorava que na carrinha seguia o menor.

Além dos nove anos de cadeia, ainda foi condenado, pasme-se, a uma indemnização de oitenta mil euros à família do rapaz, sendo sessenta mil para a mãe e vinte mil para o pai assaltante que já estava a iniciar a criança no mundo do crime.

O pai do rapaz foi condenado a apenas dois anos e meio.

Por este andar, não vai tardar nada que os magistrados portugueses comecem a ordenar que os gatunos sejam escoltados por Militares da GNR e elementos da PSP, enquanto fazem os assaltos, com direito a batedores e tudo.

É por estas e por outras que penso já não voltar mais a Portugal.




quinta-feira, 17 de outubro de 2013

BANANA PEOPLE


Tenho acompanhado de perto todas as notícias que dizem respeito a Portugal, apesar de me encontrar bastante longe, numa situação muito confortável, que me permitiria dizer: “Não é nada comigo. Que se fodam!”.

Mas não consigo pensar dessa forma. Sempre fui e serei uma pessoa dotada de consciência social, que não tolera injustiças nem falhas de carácter.

Os portugueses estão a viver num filme de terror, que protagonizam como “zombies” apáticos, dominados por um agiota chamado “Troika” e um governo esquizofrénico e canibal, que lhes vai sugando as entranhas, enquanto esbanja recursos e palita os dentes.

Tem-se falado muito, nos últimos dias, em cortes para reduzir o défice e a dívida pública.

O governo toma medidas que asfixiam quem vive do seu trabalho, não se preocupando com os verdadeiros contribuintes, deixando em roda livre os profissionais da acumulação de chorudos vencimentos e reformas públicos, a maior parte deles sem nunca terem trabalhado na vida, com carreiras contributivas virtuais.

Por outro lado, o Estado continua a gastar à tripa forra, refém de um sem número de gosmas, vivendo acorrentado a um inúmero conjunto de compromissos políticos, feudos, vassalagens e outras sacanagens, tudo pago pelo Zé Povinho que sofre na pele a fome, a miséria, o desemprego, o desalento, o desespero, a emigração forçada, em nome de um “amanhã” que nunca chega, cada vez mais distante, anunciado por um primeiro ministro cara de pau.

Já era de prever que tanta PPP, tanto BPN, tantos SWAP, tanta SLN, tanta merda, iriam atingir a segurança social, as pensões e as reformas dos portugueses.

O que não era de prever é que fossem os mesmos a pagar a esbanja, sem contestação, enquanto os outros, os que se “abotoaram”, ficaram de fora.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

THE STREET MUSIC



O primeiro intérprete foi Roger Ridley, e esta música faz-me lembrar, não sei porquê, o meu ilustre "Bizinho" do Barreiro Velho, que agora anda às voltas com o "tinoni" do INEM e os "outdoors" dos marretas.

Xiça, Bizinho, o homem deve ter ficado enfeitiçado com tanto sorriso e tanta cara de pau, para não ter reparado naquelas focinheiras.

Pegue lá na sua Senhora e toca a dar um pezinho de dança, para desanuviar esse mau humor.

Eu sei que esta música é uma das suas preferidas.

domingo, 13 de outubro de 2013

COISAS DO DIABO



Passos Coelho  está a caminhar tranquilamente quando é atropelado e morre.

A alma dele chega ao Paraíso e dá de caras com o São Pedro na entrada. 

- Seja bem-vindo ao Paraíso,  diz o São Pedro. Antes que entre, temos um pequeno problema.  Raramente vemos primeiros ministros  por aqui,  de modo que não sabemos bem o que  fazer consigo.

- Não vejo onde está o problema. É só deixar-me entrar e pronto,  diz o primeiro ministro.

- Eu bem gostaria, mas tenho ordens superiores. Vamos fazer o seguinte:

O Dr.  passa um dia no Inferno e um dia no Paraíso.  Depois pode escolher onde quer passar a eternidade.

- Não preciso, já resolvi. Quero ficar no Paraíso diz Passos Coelho.

- Desculpe, mas aqui temos as nossas regras. 

São Pedro  acompanha-o até o elevador e ele desce, desce, desce até ao  Inferno.

A porta abre-se  e ele vê-se  no meio de um lindo campo de golfe. 

Ao fundo está o clube onde estão todos os seus amigos e outros políticos com os  quais já tinha trabalhado.

Todos muito felizes e muito bem vestidos.

Ele é cumprimentado, abraçado e eles começam a falar sobre os bons tempos em  que ficaram ricos à custa do Zé Povinho.

Jogam uma partida descontraída e depois comem lagosta e caviar. 

Quem também está presente é o diabo, um sujeito muito simpatico,  que passa o tempo todo a dançar e a contar anedotas.

Divertem-se  tanto,  que o tempo passa a correr e chega a hora de ir embora.

Todos  se despedem dele com abraços e acenam-lhe  enquanto o elevador sobe. 

Ele sobe, sobe, sobe e a porta abre-se  novamente. O São Pedro está à espera dele.

Agora é a vez de visitar o Paraíso.

O PM passa 24 horas junto a um grupo de almas contentes que  andam de nuvem em  nuvem, a tocar harpa e a cantar.

Tudo corre lindamente , mas o dia acaba  e São Pedro regressa.

- Então ?  Já passou um dia no Inferno e outro no Paraíso. Agora está na hora de escolher a sua morada  eterna.

Passos Coelho pensa  durante uns minutos e responde:

- Olhe, nunca pensei  que fosse assim.  O Paraíso é muito bom, mas eu acho que vou ficar  melhor no Inferno.

Então São Pedro leva-o de volta ao elevador e ele desce, desce, desce até ao  Inferno.

A porta abre-se  e ele vê-se  no meio de um enorme descampado cheio de lixo.

Vê todos os amigos com as roupas rasgadas e sujas, a apanhar entulho para dentro de sacos pretos.

O diabo vai ao seu encontro e passa-lhe a mão pelo ombro. 

- Não estou a perceber nada, - gagueja o PM – Ainda ontem  estive aqui  e havia um campo de golfe, um clube, lagosta, caviar, e dancei e  diverti-me o tempo todo. Agora só vejo este fim de mundo cheio de lixo e os meus amigos completamente arrasados.

O diabo olha pra ele, sorri  ironicamente e diz:


- Pázinho, ontem estávamos em campanha.  Agora, já conseguimos o teu voto.



sábado, 5 de outubro de 2013

O SOLDADO SVEJK E AS AUTÁRQUICAS


Foram vários os amigos que me contactaram, para que fizesse um texto sobre as eleições autárquicas do Barreiro.

Muito sinceramente, tenho imensa pena que o Barreiro Velho e outras zonas da cidade, face aos resultados, tenham como única perspectiva continuar a ser zonas de exclusão social e ambiental, caminhando para a ruína total, só porque não existe gente capaz, com vontade de uma oposição credível ao "status quo" instalado (passe o pleonasmo).

Com aquelas listas que apresentou, o segundo partido mais votado fez "harakiri" e abriu caminho para mais quatro anos de marasmo e estagnação. Nenhuma cidade merece tal castigo.

Havia candidatos para todos os gostos, desde anónimos, misericordiosos, idosos, reformados, estudantes vitalícios, alguns emplastros, e até o gordo Soldado Svejk.

Tudo à molhada e fé em Deus, como manda a incompetência.

Aquele Soldado Svejk sempre foi um lambecus de serviço. Mais uma vez lá estava ele, para encher, qual seboso, a ver se lhe tocava "alguma coisinha" em sorte.

A seguir são as legislativas.

Aposto que as listas de candidatos a deputados por Setúbal, já estão a ser cozinhadas em família.

Vai ser uma grande "patuscada".

Até era capaz de arriscar os sete primeiros nomes, mas não o vou fazer, porque não quero que os meus leitores e seguidores fiquem em estado de choque.

Aceitam-se apostas.




quarta-feira, 2 de outubro de 2013

AI JASUS!


Não me conformo, só de pensar que arrastei metade da família (do lado francês), para ver o Benfica perder 3-0, com o Paris Saint-Germain.

Foda-se, que é o termo!

Perdoem-me o vernáculo, mas estou como o meu "Bizinho", quando está furibundo e c'us nervos.

Uma "gaija" está cá longe, com saudades, e leva com um pano encharcado nas trombas, que é como quem diz, sofre a humilhação de ver o seu clube perder estupidamente, com um clube de caca.

Aquele "gaijo" das madeixas cor de burro quando foge, devia levar umas bengaladas e ser corrido de uma vez por todas.

Das duas uma: ou aqueles jogadores estão a fazer de propósito, ou estão paraplégicos e ainda não sabem.




sábado, 21 de setembro de 2013

"MESTRE" EM TORTURA


Não deixa de ser irónico o tema que escolheu para basear a sua tese de Mestrado.

Estou cheia de curiosidade para ler o livro que ele vai publicar sobre o assunto.

Será que os tempos em que desempenhou as funções de Primeiro Ministro de Portugal, lhe serviram de inspiração?

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

FLOWERS TO MY LITTLE SISTER


Sou uma irmã babada.

Hoje, a minha irmã Paula doutorou-se em Estudos Portugueses, com a nota máxima.

É uma moçoila modesta, apesar de ser lindíssima, muito inteligente e de ter uma mente brilhante.

I'm so proud of you!

domingo, 8 de setembro de 2013

"LAMÚRIAS"


Tenho visto na RTP Internacional os discursos daquele homem que se licenciou aos quarenta anos, que teve sempre empregos de favor, mas que agora é Primeiro Ministro de Portugal.

"Deixemo-nos de lamúrias", dizia ele, ao mesmo tempo que prosseguia o seu discurso com a ameaça de um "papão" chamado resgate que engolirá Portugal, como um tsunami.

Como é que os portugueses engolem um sapo daquele tamanho?

Lembrei-me do Papa Francisco e dos telefonemas que tem por hábito fazer a pessoas que lhe escrevem a expôr os seus dramas.

Segundo dizem, Sua Santidade a todos responde com uma palavra de esperança e de Fé, encontrando uma solução para cada caso.

Será que se os portugueses lhe escrevessem, ele telefonava a Passos Coelho pedindo-lhe que se demita?

sábado, 7 de setembro de 2013

SANTA NOSTALGIA!


Não, não estou a falar daquele restaurante de Santo António da Charneca, ali para os lados da Quinta do Amassador, onde se come boa comida africana. Nada disso!

Estou mesmo a falar de nostalgia de coisas retro, aquele sentimento que deprime todas as pessoas que sofrem de apego.

Quando estive em Portugal, durante as últimas férias de Verão, reparei que muita gente, homens e mulheres, suspira pelos tempos de antanho, pela juventude que passou, por tudo aquilo que já viveram e que não volta mais.

Fosga-se, pessoal, não sejam assim porque quem fica deprimida sou eu ao ver-vos assumir um comportamento e uma atitude perante a vida, que não são próprios de gente racional e civilizada.

Devem caminhar alegremente a par da vida e se, por qualquer motivo, passaram ao largo dela, então é tempo de recolher todos os cacos, deitá-los ao lixo e recomeçar, porque ainda há tempo para viver e ser feliz.

Para uma mulher não deveria ser um drama acordar de manhã, ver-se ao espelho, e reparar que tem o rosto coberto de códigos de barras que teimam ser mais visíveis no lábio superior.

De igual modo, para um homem, não é nenhum drama acordar de manhã e sentir que está a despencar e que já não tem o mesmo vigor de outrora, porque o chichi já não esguicha em direcção à tampa da sanita, como nos "tempos aureos".

Patético é constatar que elas recorrem à cirurgia estética, para retirar os tais anos que não viveram. O resultado é dramático: sexagenárias com mamas tipo bolas de futebol, caras arrepeladas, esticadas, cheias de botox, que mais se assemelham ao cu de um macaco e lábios moldados a colagénio, que fazem lembrar hemorroidas.

Eles atiram-se ao Viagra e ao Cialis como gato a bofe e depois vêm as depressões e os ataques cardíacos, por uso e abuso do comprimido azul.

Sejamos eternos enquanto durarmos, mas de forma natural e espontânea.

Há um tempo para tudo, nesta vida.

E não há nada como vivermos e desfrutarmos, em plenitude, todas as suas etapas.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

FRASE DO DIA


domingo, 25 de agosto de 2013

UMA DATA DE COISAS


A última semana de férias está aí, à porta.

O dizer adeus aos amigos, um último olhar sobre a cidade, uma data de coisas que queria fazer, mas que vão ficar adiadas para uma próxima vez.

O Barreiro Velho vai continuar a ser um "ghetto" arruinado, à mercê da loucura de todas as propagandas políticas.

O Bairro das Palmeiras vai continuar a ser um repositório de "chavões" de campanha.

Os mais desfavorecidos vão virar coisas e números, e cada dia que nascer não vai dar a todos as mesmas oportunidades.

Por que sou pessimista?

Por incrível que pareça, não me vejo como pessimista mas como optimista desconfiada.

Espero sempre o pior, porque já não acredito na bondade intrínseca das pessoas.


sábado, 24 de agosto de 2013

OS ADORADORES DE CADÁVERES




A propósito da última procissão de Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro, o grupo de pessoas que me acompanhava ficou deveras surpreendido e confuso por saber que a edilidade comunista, através do seu Presidente e outro “staff”, também integrava o cortejo religioso, logo a seguir ao Pálio. Para aqueles meus amigos, a célebre frase de Karl Marx, sobre o conceito de religião, tornou-se um paradoxo naquele momento, e consideraram que o Partido Comunista Português é, sem dúvida nenhuma, um verdadeiro «case study».

A história do comunismo foi escrita por Stalin com o sangue de milhões de vítimas e, passados 60 anos, é inacreditável que ainda haja quem queira negar as atrocidades cometidas e mundialmente reconhecidas.

Na Rússia de Lenine o comunismo acabou e a China de hoje nada tem a ver com o regime outrora chefiado por Mao Tse Tung. Hoje não passam de múmias ressequidas de uma época que já não existe. O comunismo foi para a sepultura e os seus embalsamados heróis viraram atracção turística.

Existem, no mundo, duas múmias de líderes comunistas embalsamados: Lenine e Mao. Havia uma terceira, de Stalin, que acabou por ser enterrada devido ao desconforto que os genocídios que ele praticou, causavam no comunismo internacional. Os outros dois continuam expostos ao público, mas já deixaram de ser venerados.

É verdade que a Igreja Católica também tem os seus pendores necrófilos, com alguns santos entre pessoas que ganharam esse estatuto porque, por alguma razão natural, os seus corpos ficaram preservados por muito tempo depois da morte. Mas isso aconteceu naturalmente e não em função da aplicação de técnicas deliberadamente desenvolvidas para o efeito.

Depois de os egípcios que inventaram a conservação dos corpos, ser mumificado é um privilégio de poucos. Depois deles, ninguém mais utilizou essa técnica, durante alguns milénios.

Essa estranha forma de fixação macabra só voltou a entrar em cena pela mão dos comunistas.

Marx escreveu na sua Obra «O 18 Brumário» que «A tradição de todas as gerações mortas oprime como um pesadelo o cérebro dos vivos».

Os comunistas precisam de mortos para oprimir o cérebro dos vivos.

Os comunistas portugueses têm um problema: Já não existe, no mundo, um governo comunista que eles possam admirar e enaltecer.

O único país importante a manter a marca de regime comunista é a China que, para todos os efeitos, se transformou numa super potência capitalista, administrada pelo Partido Comunista Chinês. Uma excentricidade.

Cuba e Coreia do Norte mantêm o regime comunista à força de ditaduras brutais, tendo-se tornado em países pobres e atrasados.

Uma nova múmia do esquerdismo mundial, está na «forja». Parece que Hugo Chavez é o senhor que se segue.

Chavez difere das múmias anteriores porque não governou um país comunista. Esteve muito perto de reerguer a obra política do comunismo, a ditadura, mas manteve uma economia basicamente capitalista.

As múmias voltaram a estar na moda.

Embaladas em caixões de cristal, como Cinderelas ressequidas, mas sem esperança de serem despertadas por carinhosos beijos.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

"JE VEUX"




Desconhecida em Portugal, cantando em tom de jazz, esta moçoila tem um vozeirão e um domínio de voz impressionantes.

É uma das minhas intérpretes favoritas.

O seu nome é ZAZ.

sábado, 10 de agosto de 2013

BARREIRO 2013


Mais logo vou servir de cicerone nas festas do Barreiro 2013.

O grupo é grande e incorpora vários estrangeiros, entre os quais o maridinho e os dois cunhadinhos.

O maridinho e um dos cunhadinhos, arquitectos de profissão, ficaram siderados com aquelas pinturas do Largo Alexandre Herculano e com o estado geral do Barreiro Velho que o meu Bizinho não quer que chamem "antigo".

"C'est dommage", disseram eles.

Eu concordei, como concordo sempre, quando se trata de defender aquele espaço que deveria ser a montra da cidade, mas não é.

A maior parte das cidades tem orgulho nos seus centros históricos e tentam reconstrui-los e preservá-los.

No Barreiro isso não acontece.

"Pourquoi pas?"

Vou ver-me «à rasca» para conseguir explicar-lhes o inexplicável.


terça-feira, 6 de agosto de 2013

"QUERIDO MÊS DE AGOSTO"




Portugal foi invadido por uma chuva de cartazes de campanha para as autárquicas 2013.
Devia ser proibido esse tipo de poluição visual e ambiental, que magoa os sentidos.
Os coitados estão mesmo convencidos que levam o Zé Povinho à certa, só por apresentarem uma "chipala" sorridente a enquadrar frases mais ou menos caricatas.
"Mais" disto, "Mais" daquilo, enfim... "paroles, paroles, paroles".
Fosga-se que nem nas férias uma "gaija" pode desfrutar tranquilamente do sol e da paisagem, sem dar de caras com um Tino de Rans, ao virar de cada esquina.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

DEPOIS EU É QUE SOU A "ASNEIRENTA"

 

Pensava que estavam a gozar comigo, quando me disseram, na bomba de gasolina: "contorna a rotunda, e é a seguir aos Colhões".
O meu mais que tudo,  que já percebe muito bem português,  queria "enfardar" o desgraçado, sem haver razão para tal. 



sábado, 27 de julho de 2013

CORAÇÃO «PARTIDO»



A propósito da Universidade de Belas, em Luanda,  e da polémica que surgiu no Barreiro, sobre a vinda de cerca de 600 estudantes angolanos,  para quem tudo seria um “mar de rosas”,  vinda essa estranhamente patrocinada  por um Coração privado que,  em vez de Tropical,  parece que estava moribundo e acabou por fazer “wafa”,  muito há a dizer, em breve.
Por agora chegou a minha vez de “canibalizar” a douta opinião do meu vizinho do lado direito,  no seu Blog Barreiro Velho, em que me chamou a atenção  e me remeteu para um “link” de ligação a um artigo de Abril de 2008,  publicado no Blog Arcádia,  de Nuno Santos Silva,  sobre  “A verdadeira face do comunismo”,  extraído da obra “Holocausto em Angola”,  que refere as várias atrocidades perpetradas pela tenebrosa dupla Rosa Coutinho/Agostinho Neto, contra os brancos que viviam em Angola, quando da “descolonização”.
Este meu vizinho às vezes é um bocado redutivista nas suas opiniões. Como ele próprio disse, somos amigos mas discordamos muitas vezes,  o que é muito salutar.
Angola teve,  a seguir à descolonização, o período mais sangrento da sua história.
No dia 27 de Maio de 1977,  já fora do domínio “colonial”, aconteceu  um verdadeiro holocausto. Foram assassinadas mais de 85.000 pessoas cujos corpos nunca foram entregues aos familiares, desconhecendo-se , ainda hoje, o seu paradeiro.
A maior parte dessas pessoas, muitas do próprio MPLA,  eram opositoras de Agostinho Neto e seus capangas e, vai daí, há que silenciá-las para sempre. O resultado está hoje à vista: uma “monarquia” presidencial, com uma única família a controlar as riquezas e a política de Angola.
Marcolino Moco, advogado e ex-Primeiro Ministro de Angola, de 1992 a 1996, no seu Blog  “À Mesa do Café” , escreveu:
“........Não estamos mais perante os velhos problemas do MPLA de kamundongos e mulatos comunistas, da UNITA dos atrasados bailundos, da FNLA dos bakongos ou regressados, do Fraccionismo de quimbundos e mulatos matumbos ou enganados pelos comunistas portugueses,  etc., etc.;  que ainda pesam, é verdade, mas já de forma secundária e poderiam esmorecer completamente, se houvesse  sinais claros de se resolver o principal problema de hoje e se se promovesse uma verdadeira reconciliação nacional, “a partir de cima”.   ......”
O sublinhado é meu.
Um dia, um colega de Faculdade, que muito prezo, hoje advogado muito conceituado, em Luanda, disse-me que a única obra que os  portugueses tinham deixado em Angola, foram os mulatos.
Como sou moçoila que não aceita esse tipo de argumentação, recordei a esse meu colega,  que os bolseiros angolanos, quando estiveram a estudar na ex-URSS, fartaram-se de fazer filhos por lá. Muitas das raparigas russas que tiveram esses filhos, abandonaram-nos nos hospitais e daí foram entregues a orfanatos. Ainda hoje há rapazes e raparigas, na casa dos 40 anos, mulatos, a tentar saber quem foram os seus progenitores. Os ditos cujos acabavam os cursos e regressavam a Angola, sem assumir as suas responsabilidades paternais.
O próprio Agostinho Neto era casado com uma branca e teve filhos mulatos. Será que se esqueceram?
Este é um assunto de que a História de encarregará.
A propósito, Bizinho, não me diga que também foi a Angola, a expensas dos outros?
Não sei porquê,  pareceu-me vê-lo todo refastelado no Hotel Trópico, em Luanda, a beber um “Cardhu”  só com uma pedrinha de gelo.
Quem pagou, quem foi?
Depois a gente conversa.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

EU DISSE "IRREVOGÁVEL" ?

Acho que os portugueses deviam pegar nesse homem, vesti-lo de mulher, com uma peruca loira e enviá-lo para a Índia, fazer um "tour" de bicicleta. 

sábado, 13 de julho de 2013

DE VOLTA



Eis-me de volta a este país desconchavado, em que nada é "irrevogável" e tudo é permitido.

O Acordo Ortográfico deve ter dado de tal maneira a volta ao "miolo" do homem, que ele agora já nem sabe o significado das palavras.

Mas adiante.

A pedido de "várias famílias", voltei.

Mais para não ser bombardeada diariamente com a escandalosa quantidade de mensagens onde muitos amigos (e até outros que não o são) me pedem para escrever qualquer coisa, de vez em quando, porque sentem a minha falta.

Quem me conhece, sabe que nunca fico pelo "qualquer coisa".

Sou moçoila de causas e sempre defendi com toda a garra os meus pontos de vista.

Portugal parece hoje uma cagadeira gigante, onde a classe política arreia o calhau quando quer e lhe apetece.

A metáfora faz-me recordar de uma cena em que fui a uma casa de banho de determinado local onde estava a decorrer uma festa de aniversário,  muito "in", cheia de pseudo "vips", em Lisboa.

Entrei a correr, aflita para ir fazer xixi, e não reparei que alguém tinha "explodido" na sanita.

Resultado: para não pensarem que era eu a cagona, tive de limpar aquela merda toda, antes de saír da casa de banho.

É o que o Povo português tem feito.

Os políticos borram tudo e o Zé Povinho é que limpa.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

ABRAM OS OLHOS


Gostei de ouvir o Patrão da SONAE, quando disse que qualquer  trabalhador deveria receber segundo as suas competências.

O que acontece em Portugal, é exactamente o contrário. Prevalecem os incompetentes recrutados através da "cunha" e outros expedientes menos transparentes.   

Não resisto a contar uma pequena história passada  com um amigo de longa data, trabalhador desde muito miúdo, numa das melhores  empresas portuguesas, do ramo alimentar.

Esse amigo,  que não conseguiu terminar a sua licenciatura em Contabilidade, por falta de recursos financeiros, exercia as funções de administrador da empresa, auferindo um ordenado miserável, apesar de ser o braço direito do patrão.

Um dia,  o filho do dono da empresa,  acabou a licenciatura de Bolonha, em  Gestão.

Há que colocá-lo logo como administrador, com um alto salário, porque parecia mal o filho do patrão ficar sob as ordens de um trabalhador não licenciado, embora muito competente e esforçado. 

O "menino",  recém-licenciado mas incompetente, em pouco tempo quase levou a empresa à falência.

O "paizinho", furioso, toca a colocar os pontos nos i e considerar que foi uma besta, ao dar-lhe o "comando" para as mãos.

Esse meu amigo agora voltou a exercer as funções de administrador, mas continua com o mesmo ordenado miserável.

A empresa recuperou e o pai,  quando fala do "menino",  entre os funcionários mais antigos, diz:

- "Não sei onde estava com a cabeça. Aquele fdp é meu filho, mas tenho de admitir que é um incompetente".


sábado, 11 de maio de 2013

AWESOME!


Este "mecinho" andou anos perdido, pelo Polo Norte.

Gosto muito mais de o ouvir a solo.

É um regalo para os ouvidos e para a "alma".

quarta-feira, 27 de março de 2013

OS CRIMINOSOS VOLTAM SEMPRE AO LOCAL DO CRIME


É preciso ter uma grande e distinta lata,  e a cara forrada com a pele do cu, para regressar ao fim de tão pouco tempo, com aspirações a ser o reizinho  desta República de malfeitores,  em que transformou Portugal.

Ó pázinho, oferecia-te de boa vontade um refresco, mas não posso. A cicuta já acabou cá em casa,  e a ASAE já deu cabo das smart-shops.

Por isso, para comemorar o teu regresso, acho que vou convidar-te para um jantar de cogumelos venenosos.





sábado, 23 de fevereiro de 2013

sábado, 26 de janeiro de 2013

O DITO POR NÃO DITO, OU UMA FALSA NEUTRALIDADE?


O caso mediático da mãe caboverdeana que, alegadamente, terá sido obrigada, por sentença judicial, a laquear as trompas, pode ilustrar o conflito que o cérebro humano vive em relação à representação interior de brancos e negros, que cada vez se conhece melhor do ponto de vista neuronal, mas de que ainda se sabe muito pouco, para criar formas de luta contra o racismo.

Infelizmente, ainda existe uma grande componente cultural,  que molda os estereótipos e os preconceitos que certos cidadãos ainda têm, sobre certos grupos étnicos.

O casal em questão é negro, pobre e muçulmano, cuja religião não permite esse tipo de intervenção cirurgica.

A existir, essa sentença viola os mais elementares direitos humanos e comprova que a nossa Justiça e a nossa Segurança Social andam mesmo pelas ruas da amargura, ao adoptarem métodos “achinesados”, próprios de países do terceiro mundo.

Será o racismo um processo inato ou adquirido?

Uma das regiões do cérebro mais importantes, que é activada nestas situações é a da amígdala, muito ligada a emoções como o medo e a hostilidade.

Segundo um estudo da revista Nature Neuroscience, a que tive acesso há uns tempos atrás, as pessoas observadas, mostravam uma activação mais forte da amígdala, quando viam caras de pessoas de outros grupos étnicos. Nas experiências, as pessoas com a pele branca apresentavam uma maior actividade na amígdala cerebral, quando viam fotos de pessoas de pele negra e, por outro lado, também tinham uma reacção menos evidente na região do cérebro, responsável pelo reconhecimento dos rostos, o que conduz a uma “avaliação negativa” sobre essas pessoas das fotografias.

Esta dificuldade em reconhecer caras de pessoas diferentes de nós, reflecte um falhanço do cérebro em distinguir indivíduos de outros grupos étnicos, promovendo a desumanização dos grupos minoritários e considerando as suas características, que não são maioritárias, como algo negativo.

Assim sendo, por que não mandar laquear também o cérebro desses técnicos sociais e juízes “inteligentes”, que professam a homogeneidade em detrimento da diversidade?

O cérebro de certos seres que se dizem humanos, é uma fábrica de preconceitos.

Em Portugal tem sido muito utilizado o chavão: “Todos diferentes, todos iguais.”

Só se for num sítio que hoje não me apetece referir.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

PORTUGAL JÁ ESTÁ DE CAGANEIRA



Vem isto a propósito de eu, há uns tempos atrás, ter lido num Jornal on-line, que tem a bondade de publicar os meus despretensiosos textos que, de longe a longe, costumo enviar para publicação, uma crónica de um Vereador do PSD na Câmara do Barreiro, em que este fazia referência às medidas drásticas tomadas pelo Primeiro Ministro de Portugal, em conluio com a famigerada "Troika" e o CDS, considerando-as como um "remédio" necessário, para reverter a situação financeira caótica, em que o País se encontrava e se encontra.

Escreveu o Senhor Vereador, que dentro em breve, o tal "remédio" iria fazer efeito e tudo seria um "mar de rosas".

Lembro-me de ter respondido a esse Vereador, na caixa de comentários do Jornal e de ele me ter respondido a mim, e depois ter ficado mudo e quedo, com tanta "bordoada" que levou de outros comentadores da minha "laia".

Segundo ele, bastava ter paciência e espírito de sacrifício, que é como quem diz, deviamos todos arrear as calçolas e deixá-los entrar por ali adentro.

Depois vieram, da parte do Governo, os discursos que toda a gente conhece, a apelar ao patriotismo, à emigração, à poupança, ao empreendedorismo.

Pois bem, a que patriotismo apelam eles, se são os primeiros a pôr Portugal à venda em tranches, como se fosse uma bola de queijo flamengo, vendida às fatias, ao vender a dívida pública a qualquer preço, a qualquer bicho careto que ofereça uns patacos, e a permitir que as maiores e melhores empresas portuguesas sejam vendidas, sobretudo àqueles estrangeiros do sol nascente, que têm por costume comer tudo o que mexe e mandar fuzilar os seus cidadãos, por dá cá aquela palha?

Empreender o quê, se os bancos cortaram o crédito às pequenas e médias empresas, ao mesmo tempo que o Governo lançou impostos selvagens sobre tudo o que podem rapinar?

Poupar, só se fôr no papel higiénico e na comida que muitos não comem, por não terem dinheiro para a comprar. E quem não come, não caga.

Emigrar, é o que fazem todos os dias centenas de portugueses,  muitos deles os mais qualificados que tinhamos e que não tiveram outra alternativa à vista, para poderem sobreviver e sustentar as suas famílias.

 Estamos a voltar vertiginosamente aos anos 60 do século XX.

 O tal "remédio" que nos têm enfiado pela goela abaixo, em quantidades industriais, não passa de um veneno letal.

 Portugal vai morrer de caganeira, porque, dizem eles, a caganeira faz bem, dá saúde e faz emagrecer.

É o lema deste Governo incompetente, que sem qualquer estratégia à vista, quer afogar ainda mais os portugueses na merda que tem produzido.

domingo, 6 de janeiro de 2013

PODEM CRER