sábado, 26 de janeiro de 2013

O DITO POR NÃO DITO, OU UMA FALSA NEUTRALIDADE?


O caso mediático da mãe caboverdeana que, alegadamente, terá sido obrigada, por sentença judicial, a laquear as trompas, pode ilustrar o conflito que o cérebro humano vive em relação à representação interior de brancos e negros, que cada vez se conhece melhor do ponto de vista neuronal, mas de que ainda se sabe muito pouco, para criar formas de luta contra o racismo.

Infelizmente, ainda existe uma grande componente cultural,  que molda os estereótipos e os preconceitos que certos cidadãos ainda têm, sobre certos grupos étnicos.

O casal em questão é negro, pobre e muçulmano, cuja religião não permite esse tipo de intervenção cirurgica.

A existir, essa sentença viola os mais elementares direitos humanos e comprova que a nossa Justiça e a nossa Segurança Social andam mesmo pelas ruas da amargura, ao adoptarem métodos “achinesados”, próprios de países do terceiro mundo.

Será o racismo um processo inato ou adquirido?

Uma das regiões do cérebro mais importantes, que é activada nestas situações é a da amígdala, muito ligada a emoções como o medo e a hostilidade.

Segundo um estudo da revista Nature Neuroscience, a que tive acesso há uns tempos atrás, as pessoas observadas, mostravam uma activação mais forte da amígdala, quando viam caras de pessoas de outros grupos étnicos. Nas experiências, as pessoas com a pele branca apresentavam uma maior actividade na amígdala cerebral, quando viam fotos de pessoas de pele negra e, por outro lado, também tinham uma reacção menos evidente na região do cérebro, responsável pelo reconhecimento dos rostos, o que conduz a uma “avaliação negativa” sobre essas pessoas das fotografias.

Esta dificuldade em reconhecer caras de pessoas diferentes de nós, reflecte um falhanço do cérebro em distinguir indivíduos de outros grupos étnicos, promovendo a desumanização dos grupos minoritários e considerando as suas características, que não são maioritárias, como algo negativo.

Assim sendo, por que não mandar laquear também o cérebro desses técnicos sociais e juízes “inteligentes”, que professam a homogeneidade em detrimento da diversidade?

O cérebro de certos seres que se dizem humanos, é uma fábrica de preconceitos.

Em Portugal tem sido muito utilizado o chavão: “Todos diferentes, todos iguais.”

Só se for num sítio que hoje não me apetece referir.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

PORTUGAL JÁ ESTÁ DE CAGANEIRA



Vem isto a propósito de eu, há uns tempos atrás, ter lido num Jornal on-line, que tem a bondade de publicar os meus despretensiosos textos que, de longe a longe, costumo enviar para publicação, uma crónica de um Vereador do PSD na Câmara do Barreiro, em que este fazia referência às medidas drásticas tomadas pelo Primeiro Ministro de Portugal, em conluio com a famigerada "Troika" e o CDS, considerando-as como um "remédio" necessário, para reverter a situação financeira caótica, em que o País se encontrava e se encontra.

Escreveu o Senhor Vereador, que dentro em breve, o tal "remédio" iria fazer efeito e tudo seria um "mar de rosas".

Lembro-me de ter respondido a esse Vereador, na caixa de comentários do Jornal e de ele me ter respondido a mim, e depois ter ficado mudo e quedo, com tanta "bordoada" que levou de outros comentadores da minha "laia".

Segundo ele, bastava ter paciência e espírito de sacrifício, que é como quem diz, deviamos todos arrear as calçolas e deixá-los entrar por ali adentro.

Depois vieram, da parte do Governo, os discursos que toda a gente conhece, a apelar ao patriotismo, à emigração, à poupança, ao empreendedorismo.

Pois bem, a que patriotismo apelam eles, se são os primeiros a pôr Portugal à venda em tranches, como se fosse uma bola de queijo flamengo, vendida às fatias, ao vender a dívida pública a qualquer preço, a qualquer bicho careto que ofereça uns patacos, e a permitir que as maiores e melhores empresas portuguesas sejam vendidas, sobretudo àqueles estrangeiros do sol nascente, que têm por costume comer tudo o que mexe e mandar fuzilar os seus cidadãos, por dá cá aquela palha?

Empreender o quê, se os bancos cortaram o crédito às pequenas e médias empresas, ao mesmo tempo que o Governo lançou impostos selvagens sobre tudo o que podem rapinar?

Poupar, só se fôr no papel higiénico e na comida que muitos não comem, por não terem dinheiro para a comprar. E quem não come, não caga.

Emigrar, é o que fazem todos os dias centenas de portugueses,  muitos deles os mais qualificados que tinhamos e que não tiveram outra alternativa à vista, para poderem sobreviver e sustentar as suas famílias.

 Estamos a voltar vertiginosamente aos anos 60 do século XX.

 O tal "remédio" que nos têm enfiado pela goela abaixo, em quantidades industriais, não passa de um veneno letal.

 Portugal vai morrer de caganeira, porque, dizem eles, a caganeira faz bem, dá saúde e faz emagrecer.

É o lema deste Governo incompetente, que sem qualquer estratégia à vista, quer afogar ainda mais os portugueses na merda que tem produzido.

domingo, 6 de janeiro de 2013

PODEM CRER