sábado, 13 de julho de 2013

DE VOLTA



Eis-me de volta a este país desconchavado, em que nada é "irrevogável" e tudo é permitido.

O Acordo Ortográfico deve ter dado de tal maneira a volta ao "miolo" do homem, que ele agora já nem sabe o significado das palavras.

Mas adiante.

A pedido de "várias famílias", voltei.

Mais para não ser bombardeada diariamente com a escandalosa quantidade de mensagens onde muitos amigos (e até outros que não o são) me pedem para escrever qualquer coisa, de vez em quando, porque sentem a minha falta.

Quem me conhece, sabe que nunca fico pelo "qualquer coisa".

Sou moçoila de causas e sempre defendi com toda a garra os meus pontos de vista.

Portugal parece hoje uma cagadeira gigante, onde a classe política arreia o calhau quando quer e lhe apetece.

A metáfora faz-me recordar de uma cena em que fui a uma casa de banho de determinado local onde estava a decorrer uma festa de aniversário,  muito "in", cheia de pseudo "vips", em Lisboa.

Entrei a correr, aflita para ir fazer xixi, e não reparei que alguém tinha "explodido" na sanita.

Resultado: para não pensarem que era eu a cagona, tive de limpar aquela merda toda, antes de saír da casa de banho.

É o que o Povo português tem feito.

Os políticos borram tudo e o Zé Povinho é que limpa.

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