terça-feira, 6 de agosto de 2013

"QUERIDO MÊS DE AGOSTO"




Portugal foi invadido por uma chuva de cartazes de campanha para as autárquicas 2013.
Devia ser proibido esse tipo de poluição visual e ambiental, que magoa os sentidos.
Os coitados estão mesmo convencidos que levam o Zé Povinho à certa, só por apresentarem uma "chipala" sorridente a enquadrar frases mais ou menos caricatas.
"Mais" disto, "Mais" daquilo, enfim... "paroles, paroles, paroles".
Fosga-se que nem nas férias uma "gaija" pode desfrutar tranquilamente do sol e da paisagem, sem dar de caras com um Tino de Rans, ao virar de cada esquina.

4 comentários:

Zé do Barreiro disse...

E a Picha ( assim mesmo ) sabe onde fica ?

Respeitosos cumprimentos,

Zé.

Flor disse...

Sei sim Senhor.

Alguém já me mandou, por mail, uma vasta listagem de placas toponímicas de terras portuguesas.

De entre vários nomes insólitos, à que achei mais piada foi "Venda da Gaita".

Valha-nos estas cenas para nos rirmos um pouco.

Zé do Barreiro disse...

E na lista vem Coito do Pito ( Castro d'Aire )?

Ah Ah Ah.

( Pois é, a Flor vai mesmo ver-se em palpos de aranha para explicar aos seus convidados porque é que o Barreiro Velho está como está ... )

Muita saúde.

Flor disse...

Há mais nomes, todos eles muito sugestivos e divertidos.

É uma tristeza ver o BV quase em ruínas.
Não sei qual foi a ideia de pintar o Largo Alexandre Herculano com aquelas corres tão berrantes, que ferem a sensibilidade de qualquer um.
Há fachadas riquíssimas, o arco manuelino, os edifícios Arte Nova, edificado tardo-medieval e pombalino, tudo a caír aos pedaços. Não há desculpa possível. Sei que muitos herdeiros não têm possibilidades para a reconstrução e alguns proprietários morreram sem deixar herdeiros. Nunca vi semelhante em lado nenhum.

Os meus convidados, principalmente o meu marido e o meu cunhado, estudiosos e amantes daquele tipo de arquitectura, ficaram estupefactos com o grau de abandono e degradação do Barreiro Velho.

As festas também não estão grande coisa.

Pelo menos deu para tirar fotos lindíssimas de vários enquadramentos da cidade e do rio.
Também andámos pelo Sapal de Coina, um espectáculo da natureza, que está mal divulgado e explorado.

Estes meus amigos tinham muita curiosidade sobre o Barreiro como a cidade industrial mais antiga de Portugal.
Salvou-se uma coisa: a comida. Tudo o que comemos estava óptimo.