sábado, 7 de setembro de 2013

SANTA NOSTALGIA!


Não, não estou a falar daquele restaurante de Santo António da Charneca, ali para os lados da Quinta do Amassador, onde se come boa comida africana. Nada disso!

Estou mesmo a falar de nostalgia de coisas retro, aquele sentimento que deprime todas as pessoas que sofrem de apego.

Quando estive em Portugal, durante as últimas férias de Verão, reparei que muita gente, homens e mulheres, suspira pelos tempos de antanho, pela juventude que passou, por tudo aquilo que já viveram e que não volta mais.

Fosga-se, pessoal, não sejam assim porque quem fica deprimida sou eu ao ver-vos assumir um comportamento e uma atitude perante a vida, que não são próprios de gente racional e civilizada.

Devem caminhar alegremente a par da vida e se, por qualquer motivo, passaram ao largo dela, então é tempo de recolher todos os cacos, deitá-los ao lixo e recomeçar, porque ainda há tempo para viver e ser feliz.

Para uma mulher não deveria ser um drama acordar de manhã, ver-se ao espelho, e reparar que tem o rosto coberto de códigos de barras que teimam ser mais visíveis no lábio superior.

De igual modo, para um homem, não é nenhum drama acordar de manhã e sentir que está a despencar e que já não tem o mesmo vigor de outrora, porque o chichi já não esguicha em direcção à tampa da sanita, como nos "tempos aureos".

Patético é constatar que elas recorrem à cirurgia estética, para retirar os tais anos que não viveram. O resultado é dramático: sexagenárias com mamas tipo bolas de futebol, caras arrepeladas, esticadas, cheias de botox, que mais se assemelham ao cu de um macaco e lábios moldados a colagénio, que fazem lembrar hemorroidas.

Eles atiram-se ao Viagra e ao Cialis como gato a bofe e depois vêm as depressões e os ataques cardíacos, por uso e abuso do comprimido azul.

Sejamos eternos enquanto durarmos, mas de forma natural e espontânea.

Há um tempo para tudo, nesta vida.

E não há nada como vivermos e desfrutarmos, em plenitude, todas as suas etapas.

2 comentários:

Anónimo disse...

Gosto das suas metáforas e concordo consigo em tudo o que escreveu. As pessoas não sabem envelhecer com sanidade mental. Acho que é o resultado dos valores considerados atualmente, que entram em conflito com o passado.
Gostei muito deste artigo. É uma realidade.
Vim parar ao seu blogue por acaso e vou ficar "cliente".

Flor disse...

Pode ficar "cliente" à vontade, que aqui não paga IVA.

Chorar sobre o "leite derramado", é um sinal de fraqueza e de pouca inteligência emocional.

As pessoas cristalizam no tempo e só vêem à sua frente tudo aquilo que deveriam esquecer e arrumar no "sótão".

Em vez de partirem para outra e viverem a vida com plenitude, vivem em função de outras pessoas em vez de viverem para si e por si, cada dia que passa.

Tem razão quando escreve que "é o resultado dos valores considerados atualmente, que entram em conflito com o passado".

Eu sempre fui moçoila de "cortar pela raíz" com pessoas e situações que não me servem, porque não sou apegada a ninguém nem a nada.

Nada me vai fazer mais feliz do que quando chegar a "cota" e ver aparecer os meus códigos de barras.

Vou olhar para trás e ter a certeza que fiz tudo aquilo que quis fazer, que amei quem quis amar e não sentirei qualquer remorso ou nostalgia, por esse motivo. Seria ridículo, porque vivi, e darei graças por tê-lo feito.

Cumps.