quarta-feira, 12 de março de 2014
A LEI DE MURPHY E O PRINCÍPIO DE PETER
Há já algum tempo que não venho para "estes lados", porque o trabalho é muito e a disponibilidade pouca.
Que me perdoem todos aqueles Amigos e conhecidos que me têm enviado mensagens a perguntar se eu "morri".
Não consigo responder a todos, mas informo que estou vivinha da silva e assim irei manter-me por muitos e felizes anos, espero.
Há duas semanas estive em Portugal e fiquei chocada com as condições sociais em que vivem actualmente os portugueses.
Cortes e mais cortes só para alguns, desinvestimento público e privado, desemprego, fome, trabalho precário, com o descarado desperdício de dinheiros públicos em excentricidades, como é o caso das novas instalações da Polícia Judiciária em Lisboa. Oitenta e sete milhões de euros literalmente queimados, quando haveria outras soluções muito menos "escabrosas".
E ainda o tio Belmiro a cagar postas de pescada, dizendo que os trabalhadores portugueses são quatro vezes menos produtivos que os alemães. O homenzinho já se esqueceu das suas origens e de quem foi o trabalho e o esforço que fizeram com que fosse incluído no "ranking" dos homens mais ricos do mundo.
Fosga-se, os portugueses são mesmo um Povo sem sorte.
"Se houver a possibilidade de algo correr mal, então é certo que corre", diz a Lei de Murphy.
E não há dúvida que correu.
Depois de um "glorioso" 25 de Abril, de várias conquistas a todos os níveis, o Zé Povinho, masoquista, definha agora a olhos vistos, esmagado por um bando de mercenários com inconfessáveis interesses, todos eles promovidos ao limite das suas incompetências.
Murphy e Peter, duas realidades que se condicionam num país sem rumo.
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