terça-feira, 23 de dezembro de 2014

EM JEITO DE BALANÇO


Em jeito de balanço, em mais um ano que finda, há que fazer a avaliação de tudo aquilo com que contribuímos, ou não, para criar um mundo melhor à nossa volta.

Chegou a hora de avaliar atitudes, rever decisões tomadas, e ajuizar sobre o que nos trouxe algum saber.

Sempre, em toda a minha vida, ousei, tentei e fiz, e assim continuarei.

Nunca me arrependi de nada, nem guardo mágoas ou rancores, porque nas profundezas do meu ser, sei que esta vida é apenas uma passagem e não há nada que substitua a paz de espírito, a tranquilidade, e a sensação de dever cumprido.

Tive sempre plena consciência de ter feito tudo a pensar nos outros, muito mais que em mim própria, o que não releva, mas contribui para atenuar um pouco a inquietude da Alma.

Foi um ano de renovação, de remoção de entulho que me desgastava e estava a ocupar espaço dentro de mim, naquele lugar onde queria que existissem apenas sentimentos bons.

Foi um ano de iniciativas que eram realmente o que eu queria.

Deixei-me guiar pela intuição e fiquei mais atenta a todas as oportunidades que me levaram a tomar decisões antes impensáveis.

Foi um ano em que me tornei mais forte, mais consciente do meu valor, e do respeito que julgo merecer.

Parentes e Amigos partiram, e outros chegaram. Num caso ou no outro, todos desempenharam uma missão crucial na minha vida, e eu sei de antemão que ninguém passa por nós por acaso, porque não há coincidências.

Defini novos rumos, deixei de me preocupar com o amanhã, vivi intensamente o presente e sobrevivi quando julgava não conseguir fazê-lo.

Também me senti só,  inúmeras vezes, mas os sorrisos, as agradáveis surpresas, o reconhecimento pelo trabalho bem feito, o amor e a amizade que tantos me dedicaram, suplantaram todas as dores e contratempos.

E hoje, olhando ao meu redor, considero-me uma mulher realizada, feliz e com sorte, num país em que a maioria das pessoas não vive, vai sobrevivendo.









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