sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

"COSTICES"



António Costa soma e segue os tiros nos pés.

Como líder da oposição, não tem estratégia nem  apresenta alternativas, e utiliza sempre o mesmo tipo de discurso cata-vento,  em todas as situações, para o lado que o vento estiver  a soprar.

De tanto malabarismo que faz, as escorregadelas são uma constante,  e os tombos são mais que muitos.

Depois da cena dos automóveis em Lisboa e do perdão da dívida ao Benfica, diz cá dentro que Portugal está péssimo,  e para fora afirma  que Portugal está melhor.

Desta vez notou-se demais a sua falta de capacidade  para ser o Primeiro Ministro de Portugal.





segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

BATIDELAS


Portugal está a transformar-se num filme sado-masoquista.

A começar por nós que,  de quatro em quatro anos,  teimamos em dar umas palmadas e umas chicotadas em nós próprios.

O Zé Povinho é protagonista de sessões de boundage,  de tanga, com o governo a apertar-lhe o cinto, a garganta e a arrancar-lhe os cabelos.

E fica todo feliz porque a tanga é comestível,  e sempre é mais uma refeição que poupa.

Eu cá, pela parte que me toca, vou batendo com a cabeça na parede, enquanto peço que me façam coisas porcas, como umas sandes de torresmos.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

RECEITINHA DA SEMANA



A propósito daquelas moçoilas inseguras que acham que o mais-que-tudo não corresponde às expectativas,  deixo-lhes  aqui algumas dicas que funcionam na perfeição.

Aproveitem-nas, porque eu não duro sempre.

Usem  leggins e tops  de instrutora de fitness.

Usem  a camisa  e os boxers dele.

Abram-lhe a porta como vieram ao mundo.

Vistam-se  de capuchinho vermelho ou de enfermeira,  e não se esqueçam da liga encarnada e da lingerie preta.

Sugiram fazer  coisas diferentes, como brincar aos médicos.

Façam o pino e a espargata.

Mas não invoquem em vão o Santo nome de Jesus.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

DA POBREZA



Os dias têm estado muito frios, tem chovido bastante e o vento tolhe-nos  os sentidos.

Hoje, enquanto  jantava,  alguém na mesa ao lado dizia que o melhor que a vida tem,  é  ficar deitado numa cama confortável, bem agasalhado,  a beber chá quente, a ouvir a chuva a cair e o vento a uivar lá fora, nas portas e nas janelas.   

Lembrei-me de todas aquelas pessoas,  sem eira nem beira,  que vi ontem a dormir  nas arcadas do Terreiro do Paço, expostas à intempérie.

Odiei  a chuva, o frio e o vento que massacra. 

E os políticos também. 




AS 50 SOMBRAS DE RIO TINTO CITY


Já li há algum tempo os três volumes das 50 Sombras de Grey, e, muito sinceramente,  não compreendo o alarido que se está a gerar em Portugal,  em torno do filme.

Não acho nada de especial.

Ou serei eu que sou uma desavergonhada?

Mas não me sai da cabeça que tal euforia tuga se deve  ao facto de a mulher que está a ser sodomizada, amarrada à cama,  estar a bater com a cornadura  numa mesinha de cabeceira "made in Portugal",  fabricada em Rio Tinto.  

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

.... E DE OUTRAS COISAS QUE TAIS



Eles estão empenhados em fazer-nos regressar ao tempo de viver num filme a preto e branco dos anos 50, em que se é pobre mas honrado, se vive numa casinha modesta mas feliz, onde o gordo bêbado do bairro suspira por palhete a sair da parede, e onde o povo só sai à rua para as marchas populares e os arraiais.

E nós lá vamos, cantando e rindo.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

DA MEMÓRIA




 Já quase todos foram "Charlie".

 Agora quase todos são "Syriza".

 Pelo meio já quase todos foram europeus.


 E, de repente, serão  bem capazes de se esquecer de que já foram portugueses. 

domingo, 1 de fevereiro de 2015

POR QUE SERÁ?



Agora que por cá todos se intitulam "Syrisas", estou sempre à espera de ouvir, no final dos discursos, vivas ao fim da austeridade,  e a promessa de um I-Phone 6 para todos os oprimidos.