sábado, 14 de fevereiro de 2015

DA POBREZA



Os dias têm estado muito frios, tem chovido bastante e o vento tolhe-nos  os sentidos.

Hoje, enquanto  jantava,  alguém na mesa ao lado dizia que o melhor que a vida tem,  é  ficar deitado numa cama confortável, bem agasalhado,  a beber chá quente, a ouvir a chuva a cair e o vento a uivar lá fora, nas portas e nas janelas.   

Lembrei-me de todas aquelas pessoas,  sem eira nem beira,  que vi ontem a dormir  nas arcadas do Terreiro do Paço, expostas à intempérie.

Odiei  a chuva, o frio e o vento que massacra. 

E os políticos também. 




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