sábado, 14 de março de 2015

O SALTA POCINHAS


Ontem,  em conversa com aquele  grupo de amigos com quem costumo confraternizar às sextas à noite,  alguém ficou muito escandalizado por eu ter largado um “foda-se, caralho!”, quando foi abordada a questão das próximas eleições legislativas e o nome de Marinho Pinto para ocupar o lugar de Primeiro Ministro.

- “Mas tu votaste nele para o Parlamento Europeu!”.

Pois votei, mas não sou maluca ao ponto de o querer para Primeiro Ministro.

Primeiro, "engravidou" um partido, o MPT, do qual nasceu e se fez eurodeputado de luxo. Tornado eurocrata,  cedo percebeu  que afinal não tinha espaço de manobra para mudar o mundo e ficou frustrado e inquieto. 

Essa inquietação, ao que parece,  levou-o a duas jogadas: abandonar o partido que o pariu e desejar  fundar um outro,  a tempo de concorrer às legislativas para se catapultar para a Assembleia da República.

Mas o seu desejo não acaba aqui. O que ele deseja sincera e ardentemente é tornar-se no novo deputado do queijo limiano, aquele deputado indispensável à futura maioria absoluta,  para refazer aquele equilíbrio de forças precário,  do tempo do Engº Guterres.

Há dias também li a sua proposta de haver 50 Senadores vitalícios no Parlamento, com a indicação de nomes como Ferreira Leite, Bagão Félix e Freitas do Amaral.

Ora se já existem 334 deputados, pagos a peso de ouro, para que precisaremos de mais 50 Senadores incontinentes a pingar de mijo os assentos da Assembleia da República?


Decididamente, nas legislativas,  não irei votar no partido de Marinho Pinto.