domingo, 16 de março de 2008

UM HOMEM INTELIGENTE



Morreu hoje o Procurador Rodrigues Maximiano.

A nossa Justiça ficou mais pobre.

Perdemos um verdadeiro Homem Bom.

Mediático, de gravatas extravagantes, que eram a sua predilecção, tinha uma visão integrada de todos os problemas e resolvia-os como ninguém.

O céu ganhou mais uma estrela brilhante.

Até sempre!

sábado, 15 de março de 2008

O BANDO



O PS do Barreiro não é um partido, é um bando. E sem história.

Uma organização estrutura-se em grupos à volta de um desígnio e de grandes objectivos, comandada por um líder.

Um bando age em função de interesses individuais, não tem líder, mas sim um chefe, que muda conforme os interesses dos seus membros.

Uma organização possui uma cultura - é uma cultura - que enforma todos os membros que a constituem. O seu líder é o cimento dessa cultura, um exemplo a seguir.

Num bando não há cultura, há intriga, luta por um bolo que todos querem comer, guerra, ódios, vinganças, ajuste de contas. Por isso, constantemente, rolam cabeças, dos que se opõem ao chefe e, muitas vezes também, dos chefes. No bando, não há cabeças, há fulanos.

Uma organização contribui para a construção da história. Faz história. De um país, de uma região, de um local, de uma cidade.

Um bando nada inscreve. Cada fulano quer ser ele a própria história.

A história da organização é feita com e pela comunidade; a do bando é escrita para enaltecer o próprio fulano.

"POR QUE NO TE CALLAS?"



Que se desenganem todos aqueles que tentaram, de uma forma ignóbil, calar a minha voz.

Depois de uma temporada em terras civilizadas, estou de volta.

Continuarei a escrever e a denunciar tudo aquilo que vai mal no Barreiro e arredores.

Por isso, como dizem lá para terras do Norte: "Tendes que me aguentar!"

Jamais bloquearei os "comments" no meu Blog.

Se a intenção era essa, foi uma boa tentativa.

Beijokas

segunda-feira, 3 de março de 2008

ELES COMEM TUDO



Hoje acordei com as minhas caixas de correio electrónico cheias da mesma mensagem, vinda de procedências diferentes e de endereços desconhecidos.

Apelavam-me a que divulgue o descalabro deste país sem norte, à beira mar plantado.

Como acho um escândalo o que se está a passar, não quero deixar de fazer uma referência à mensagem e, por isso, a publico na íntegra:

"O Senhor Presidente da República não deve conhecer esta. Será que alguém lhe pode dizer?
APESAR de ter apenas 50 anos de idade e de gozar de plena saúde, o socialista Vasco Franco, número dois do PS na Câmara de Lisboa durante as presidências de Jorge Sampaio e de João Soares, está já reformado .
A pensão mensal que lhe foi atribuída ascende a 3.035 euros (608 contos), um valor bastante acima do seu vencimento como vereador.
A generosidade estatal decorre da categoria com que foi aposentado - técnico superior de 1ª classe , segundo o «Diário da República» - apesar de as suas habilitações literárias se ficarem pelo antigo Curso Geral do Comércio, equivalente ao actual 9º ano de escolaridade.
A contagem do tempo de serviço de Vasco Franco é outro privilégio raro, num país que pondera elevar a idade de reforma para os 68 anos, para evitar a ruptura da Segurança Social.
O dirigente socialista entrou para os quadros do Ministério da Administração Interna em 1972, e dos 30 anos passados só ali cumpriu sete de dedicação exclusiva; três foram para o serviço militar e os restantes 20 na vereação da Câmara de Lisboa, doze dos quais a tempo inteiro. Vasco Franco diz que é tudo legal e que a lei o autoriza a contar a dobrar 10 dos 12 anos como vereador a tempo inteiro.
Triplicar o salário . Já depois de ter entregue o pedido de reforma, Vasco Franco foi convidado para administrador da Sanest, com um ordenado líquido de 4000 euros mensais (800 contos). Trata-se de uma sociedade de capitais públicos, comparticipada pelas Câmaras da Amadora, Cascais, Oeiras e Sintra e pela empresa Águas de Portugal, que gere o sistema de saneamento da Costa do Estoril. O convite partiu do reeleito presidente da Câmara da Amadora, Joaquim Raposo, cuja mulher é secretária de Vasco Franco na Câmara de Lisboa. O contrato, iniciado em Abril, vigora por um período de 18 meses.
A acumulação de vencimentos foi autorizada pelo Governo mas, nos termos do acordo, o salário de administrador é reduzido em 50% - para 2000 euros - a partir de Julho, mês em que se inicia a reforma, disse ao EXPRESSO Vasco Franco. Não se ficam, no entanto, por aqui os contributos da fazenda pública para o bolo salarial do dirigente socialista reformado. A somar aos mais de 5000 euros da reforma e do lugar de administrador, Vasco Franco recebe ainda mais 900 euros de outra reforma, por ter sido ferido em combate em Moçambique já depois do 25 de Abril (????????), e cerca de 250 euros em senhas de presença pela actuação como vereador sem pelouro.
Contas feitas, o novo reformado triplicou o salário que auferia no activo, ganhando agora mais de 1200 contos limpos. Além de carro, motorista, secretária, assessores e telemóvel.”

VERGONHA!

domingo, 2 de março de 2008

OS BANQUEIROS DE DEUS



Consta que Roberto Calvi, o ex-presidente do Banco Ambrosiano, encontrado morto em Londres há 26 anos, foi assassinado, segundo peritos indicados por juízes em Roma.
O painel de peritos afirmou que Calvi, apelidado de "o banqueiro de Deus" pelas suas relações com o Vaticano, não podia ter-se suicidado, como foi sugerido de início.
Segundo os especialistas, não havia no pescoço de Calvi ferimentos característicos de enforcamento e as mãos dele nunca tocaram nas pedras encontradas nos bolsos das suas roupas.
O resultado das investigações, baseado numa nova autópsia ao corpo de Calvi, foi revisto por dois juízes em Roma, que iriam decidir se deveriam ordenar um julgamento por assassinato envolvendo a Máfia.
Os investigadores suspeitavam que Calvi foi morto pela Máfia por não ter reembolsado os seus "depósitos". O resultado das investigações deveria ter sido entregue oficialmente aos juízes, segundo o promotor de Roma, Salvatore Vecchione.
Segundo o jornal italiano La Repubblica, o filho de Calvi, também chamado Roberto, disse que embora estivesse convencido de que a Máfia matou o seu pai, isso terá sido feito em nome de terceiros.
"Por trás da Máfia, há alguém", disse ele, acrescentando: "Os políticos que deram essa ordem precisam ser encontrados."
O corpo de Calvi foi encontrado amarrado pelo pescoço a uma viga da ponte de Blackfriars, em Junho de 1982, poucos dias depois da falência suspeita do Banco Ambrosiano, controlado pelo Vaticano.
A família sempre disse que a sua morte não tinha sido causada por suicídio.
Quando Calvi chegou a Londres, andava foragido, utilizando um passaporte falso.
As transacções irregulares de Calvi levaram o banco à beira da falência, com dívidas superiores a 1 bilião de dólares.
O caso acabou por se transformar num dos maiores escândalos políticos e financeiros em Itália.
Houve intensa especulação de que a Máfia estaria envolvida, assim como um grupo maçónico pouco conhecido chamado P2.
O corpo de Calvi foi exumado, depois de a família insistir na tese de que ele tinha sido assassinado.
Calvi era um membro da loja maçónica secreta direitista P2, e também tinha ligações com a Máfia Siciliana.
Inicialmente, o médico legista afirmou que se tratava de suicídio, mas depois da insistência da família, um segundo inquérito deixou a questão em aberto.
Nos últimos anos surgiram novos indícios que sugerem que Calvi foi assassinado pela Máfia. A Máfia queria impedir que ele divulgasse detalhes sobre as ligações entre a Máfia, o Vaticano e a loja maçónica P2.

Até hoje, tudo continua no segredo dos deuses.

Máfia, Maçonaria, Vaticano e Opus Dei safaram-se bem.

Aqui, entre nós, também há banqueiros de Deus.

Onde é que eu já ouvi esta história?

sábado, 1 de março de 2008

ESQUELETOS



Há dias em que a inspiração me falha e não sei o que escrever.
Não sei sequer sobre o que escrever. Apenas sei que me apetece escrever sobre qualquer coisa, mesmo não sabendo bem o quê ou sobre o quê.
Hoje pensei em esqueletos. Sim, esqueletos. Daqueles que todos temos guardados nos nossos armários da memória.
Aqueles assuntos estranhos de que nunca falamos, aquelas pessoas e sentimentos incómodos que não queremos recordar nem partilhar com ninguém.
Todos nós temos esqueletos. Uns mais esqueléticos do que outros, outros já mais gastos e, por isso, com ossos mais fracos.
Há aqueles que nos atrapalham muito e por isso são considerados esqueletos adultos e outros de que nem nos lembramos que existem e que, por isso, são esqueletos infantis.
No meu caso, eu própria tenho vários esqueletos de estimação, no meu armário, como se um esqueleto fosse coisa que se mimasse e preservasse.
Há um deles que não consigo deitar fora. Como aqueles objectos que estão velhos, mas que nos trazem recordações tão boas que nós não conseguimos separar-nos deles. Eu tenho um esqueleto assim. O meu esqueleto é uma pessoa, ou melhor, as recordações do que vivi e do que passei com essa pessoa.
É um esqueleto adulto, porque me atrapalha muito em muita coisa, porque me traz muitas recordações, boas e más, como tudo na vida. Porque tem uns ossos tão grandes que me conseguem prender em muitas decisões. É um esqueleto adulto porque em muitas situações não me larga e lembro-me muitas vezes que ele está lá guardado nas profundezas do meu armário.
É aquele esqueleto que eu detesto. Apetece-me queimá-lo e atirar as cinzas dos seus ossos à primeira lufada de vento Siroco, aquele vento quente dos desertos de África, que nos aquece por fora e por dentro e que arrasta areia suficiente para que essas cinzas se misturem com os seus finos grãos, transformando-as em poeira que o vento transporta para fora da nossa memória.
Este meu esqueleto é pesado. Talvez por isso ainda não tenha conseguido tirá-lo do meu armário. Tenho andado a partir-lhe os ossos aos poucos e já dei alguns a roer a muitos cães vadios e esfaimados que tenho encontrado por aí.
E são esses ossos todos que me entopem o armário e as recordações.
Como seria fácil se pudessem transformar-se em roupa usada para distribuir por todos aqueles que não tivessem no armário um esqueleto para mimar.
À medida que avanço no tempo, dou conta que tenho um esqueleto na alma e na memória e que o transporto em três armários: o da vida, o da memória e o do coração.
Um esqueleto que ocupará sempre uma parte vital do meu ser.
Um esqueleto que teimo em estimar.

01-03-2008 - UM ANO



Faz hoje um ano que o melhor guarda-redes do mundo nos deixou.

Recordo-o com grande saudade e muita tristeza.

Onde estiveres, Bento, vê lá se pregas, no domingo, umas rasteiras aos avançados do Sporting.

Aqueles que um dia puseram um fardo de palha e fruta podre à porta da tua loja, será que conseguem dormir descansados?

Não terão remorsos?

Eras o maior.

Descansa em paz!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

ALDA LARA ( 09-06-1930 / 30-01-1962)



Nascida em Benguela, Angola, aos 09.06.1930, estudou em Portugal onde se licenciou em Medicina pela Universidade de Coimbra.

Morreu aos 30-01-1962, em Cambambe, Angola, enquanto dava à luz o seu quarto filho.

Casada com o escritor Orlando Albuquerque, também médico, este fez publicar toda a sua obra postumamente.

A sua poesia é um hino à Humanidade.

Todos nós, Benguelenses, prestamos tributo à sua memória e à sua obra.

Destaco o poema "Testamento" que não sei por que carga de água foi modificado quando cantado por fadistas portugueses.

Em vez de "prostituta mais nova" cantaram "rapariga mais nova", o que retira completamente a alma ao poema.

Nós, angolanos, abominamos que tenham adulterado os versos da nossa poetisa.


"TESTAMENTO

À prostituta mais nova
Do bairro mais velho e escuro,
Deixo os meus brincos, lavrados
Em cristal, límpido e puro...
E àquela virgem esquecida
Rapariga sem ternura,
Sonhando algures uma lenda,
Deixo o meu vestido branco,
O meu vestido de noiva,
Todo tecido de renda...
Este meu rosário antigo
Ofereço-o àquele amigo
Que não acredita em Deus...
E os livros, rosários meus
Das contas de outro sofrer,
São para os homens humildes,
Que nunca souberam ler.
Quanto aos meus poemas loucos,
Esses, que são de dor
Sincera e desordenada...
Esses, que são de esperança,
Desesperada mas firme,
Deixo-os a ti, meu amor...
Para que, na paz da hora,
Em que a minha alma venha
Beijar de longe os teus olhos,
Vás por essa noite fora...
Com passos feitos de lua,
Oferecê-los às crianças
Que encontrares em cada rua... "

Alda Lara


ALDA LARA - GRANDE POETISA ANGOLANA



PRELÚDIO

Pela estrada desce a noite
Mãe-Negra, desce com ela...
Nem buganvílias vermelhas,
nem vestidinhos de folhos,
nem brincadeiras de guisos,
nas suas mãos apertadas.
Só duas lágrimas grossas,
em duas faces cansadas.
Mãe-Negra tem voz de vento,
voz de silêncio batendo
nas folhas do cajueiro...
Tem voz de noite, descendo,
de mansinho, pela estrada...
Que é feito desses meninos
que gostava de embalar?...
Que é feito desses meninos
que ela ajudou a criar?...
Quem ouve agora as histórias
que costumava contar?...
Mãe-Negra não sabe nada...
Mas ai de quem sabe tudo,
como eu sei tudo
Mãe-Negra!...
Os teus meninos cresceram,
e esqueceram as histórias
que costumavas contar...
Muitos partiram p'ra longe,
quem sabe se hão-de voltar!...
Só tu ficaste esperando,
mãos cruzadas no regaço,
bem quieta bem calada.
É a tua a voz deste vento,
desta saudade descendo,
de mansinho pela estrada...

ALDA LARA - Lisboa, 1951 (Poemas, 1966)

domingo, 24 de fevereiro de 2008

A TURMA



A PROFESSORA ARMINDA E A MADRE MARGARIDA ATURAVAM-NOS CADA UMA...

S. JOSÉ DE CLUNY - O MEU COLÉGIO



LUANDA - SAUDADES QUE VOLTAM, SEMPRE QUE A MEMÓRIA ACORDA.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

O HOMEM DO VINHO



Vinho, esse precioso néctar, que fala sempre verdade, inspirador de poetas e da arte do relacionamento, a bebida mais higiénica e saudável de todas, segundo Louis Pasteur.

Quando se critica o preço praticado nos restaurantes, esquecemo-nos por vezes de considerar a relação preço/qualidade. Sim, porque se não queremos beber qualquer "morraça", a qualidade paga-se.

Todos nós sabemos que os preços dos vinhos comuns estão indexados à produção do vinho do Porto, porque não existe consenso entre os produtores desses vinhos e os produtores do vinho do Porto, que utilizam na sua produção a aguardente vínica, que é caríssima.

Em tempos, alguns deputados do PS levantaram essa questão dos preços dos vinhos, mas é de estranhar, já que têm a maioria e, com isso, a faca e o queijo na mão, para que seja aprovada legislação sobre o assunto.

Sítios há onde o vinho pode ser servido mais barato: nos bares de algumas associações, colectividades e partidos políticos.

No Barreiro é preciso ter cuidado com o vinho. O que está a ser servido na célebre campanha que termina dia 8 de Março de 2008, é um vinho comum, desencorpado, trepador, cuja única finalidade é a de "fazer boca" aos espertalhaços que contam com a ingenuidade dos provadores.

Por isso, nada de consumir vinho só pelo rótulo, qualquer que seja a proveniência, porque não há coisa pior que uma ressaca.

E de ressacas andamos nós fartos.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

ROUPA SUJA



Aproxima-se o dia das limpezas na Miguel Bombarda.

Estão todos numa azáfama, a ver quem fala mais mal deste ou daquele candidato, deste ou daquele Partido.

E o Bairro das Palmeiras volta, assim, à ribalta.

De repente, todos se interessam, de novo, pela sua requalificação e pelo Projecto Prohabita que nunca foi projecto naquela zona, porque foi morto e enterrado por eles próprios.

Ó suprema hipocrisia e distinta lata de quem tudo faz para atingir fins, não olhando a meios.

Em todas as campanhas "choram" baba e ranho pelo Bairro das Palmeiras mas o Bairro, passada a "onda", lá continua na mesma e a degradação também, para desespero das pessoas de bem que nele habitam.

O Bairro das Palmeiras é o "bombo" da festa daqueles que NADA FIZERAM pelo Barreiro.

Ideias, não há.

E como não há ideias, há que trilhar o caminho mais fácil: lavar roupa suja e defender a recuperação do Bairro, como se este lhes interessasse para alguma coisa.

Estamos fartos!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

MAIS UMA VITÓRIA!



SOMOS OS MAIORES!

BENFICA, SEMPRE!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

FELIZ ANIVERSÁRIO!



Completa hoje mais um aniversário, o Dr. Cabós Gonçalves.

Para ele vão os meus votos sinceros de longa vida e que continue a ser o lutador de causas, o cidadão empenhado que tem sido ao longo de toda a sua vida.

Que seja Feliz!

Um carinhoso abraço.

As rosas são para si.