quarta-feira, 25 de março de 2009
sábado, 21 de março de 2009
A FOTO

Não gosto muito de "posar" para fotografias.
Sempre foi uma coisa que nunca me agradou. Desde miúda.
O meu pai que era amante dessa arte, via-se e desejava-se para conseguir que eu ficasse sossegada a "olhar o passarinho". Ficava sempre com o rosto em baixo ou, à última da hora, saía do enquadramento e a foto ficava deserta.
Um martírio, descrevia ele.
O meu colega Ramon, o meu espanhol preferido pelo seu refinado sentido de humor, andou várias vezes a tentar fotografar-me, sem êxito.
Riu-se quando eu lhe disse que não deixava, porque ele era bem capaz de recorrer ao fotoshop para fazer uma das suas brincadeiras malucas e ainda me punha na internet a fazer coisas que não costumo fazer.
Hoje, à laia de despedida, e com uma lagrimita a bailar-lhe no olho, entregou-me a única foto que me conseguiu tirar, a caminho do restaurante do aeroporto de Estocolmo, quando lá estivemos em serviço.
O sacana do espanhol fixou-me as "canetas" e zás!
Ficou uma foto para a posteridade, para quando eu já fôr velhinha, andar de bengala e pensar, com nostalgia e saudade: "Quem me dera ainda poder usar aqueles saltos!".
PRIMAVERA, A ESTAÇÃO DA ESPERANÇA

Hoje chegou mais uma Primavera.
Sempre a considerei a "minha" Estação.
Foi na Primavera que nasci e foi também na Primavera que me aconteceram todas as coisas boas que guardo na memória e no coração.
Hoje sinto-me particularmente feliz, porque tenho a consciência plena daquilo que sou e do que sou capaz.
Olhei-me ao espelho, logo pela manhã, e gostei muito daquilo que vi.
Que todos possam sentir e partilhar este meu sentimento.
A todos desejo uma Primavera muito Feliz.
domingo, 15 de março de 2009
O REGRESSO

Hoje já comecei a empacotar as tralhas, para o meu regresso a Portugal, no final do mês de Março.
Dia 26 aterrarei em Lisboa para iniciar aquele que agora designo como o meu último ciclo de vida.
Acabaram-se as viagens e as longas ausências que me deixavam deprimida.
Não consigo estar muito tempo longe da família, dos amigos e de todas aquelas pessoas que fazem parte do meu dia a dia em Portugal.
Por isso, caros amigos e amigas do peito, preparem-se, porque agora vou ficar por aí o tempo todo.
Aproxima-se o Verão e com ele dias muito felizes.
Tão cedo não andarei por aqui, pois ainda me faltam imensas coisas para arrumar e tenho de ajudar a D.ª Mimi a fazê-lo.
Beijokas para todos e já conto festejar aí o meu próximo aniversário.
domingo, 8 de março de 2009
O BICHO MULHER

«Quando Deus fez a mulher, já estava a trabalhar há seis dias consecutivos. Apareceu um anjo que Lhe perguntou:
- "Deus, por que estás a perder tanto tempo com esta criação?"
- "Já viste a minha lista de especificações para este projecto? Respondeu Deus. Ela tem que ser completamente lavável, mas sem ser de plástico, tem mais de 200 partes móveis, todas substituíveis, e é capaz de sobreviver à base de Coca-Cola light e restos de comida, tem um regaço capaz de segurar quatro crianças ao mesmo tempo, tem um beijo capaz de curar qualquer coisa, desde um arranhão no joelho a um coração ferido e faz isto tudo apenas com duas mãos."
O anjo ficou estupefacto com estas especificações.
- "Só duas mãos?! Impossível!!! E esse é apenas o modelo normal?! É muito trabalho só para um dia! É melhor acabares só amanhã."
- "Nem pensar", protestou Deus."Estou quase a acabar esta criação que me é tão querida. Ela já é capaz de se curar a si própria quando fica doente e consegue trabalhar 18 horas por dia."
O anjo aproximou-se e tocou na mulher. – "Mas fizeste-a tão macia e delicada, meu Deus".
- "Sim, mas também pode ser muito resistente. Nem fazes ideia o que ela pode fazer e aguentar."
- "E ela vai ser capaz de pensar?", perguntou o anjo.
- "Não só é capaz de pensar como é capaz de negociar e convencer."
O anjo então reparou num pormenor e tocou na cara da mulher. "Oops, parece que tens uma fuga neste modelo. Eu disse-te que estavas a tentar fazer demais numa criatura só."
- "Isso não é uma fuga, é uma lágrima."
- "E para que é que isso serve?" perguntou o anjo.
- "A lágrima é o seu modo de exprimir alegria, pena, dor, desilusão, amor, solidão, luto e orgulho."
- O anjo estava impressionado. – "És um génio, Deus. Pensaste em tudo."
E de facto as mulheres são verdadeiramente espantosas. Têm capacidades que surpreendem os homens. Carregam fardos e dificuldades, mas mantendo um clima de felicidade, amor e alegria. Sorriem quando querem gritar. Cantam quando querem chorar. Choram quando estão felizes e riem quando estão nervosas. Lutam por aquilo em que acreditam e não aguentam injustiças. Não aceitam um "não" quando acreditam que existe uma solução melhor. Prescindem de tudo para dar à família. Vão com um amigo assustado ao médico. Amam incondicionalmente. Choram quando os seus filhos são os melhores e aplaudem quando um amigo ganha um prémio. Ficam radiantes quando nasce um bebé ou quando alguém se casa. Ficam devastadas com a morte de alguém querido, mas mantêm a força para além de todos os limites. Sabem que um abraço e um beijo pode curar qualquer desgosto.
Existem mulheres de todos os formatos, tamanhos e cores. Elas conduzem, voam, andam e correm ou mandam e-mails só para mostrar que se preocupam contigo. O coração de uma mulher mantém este mundo a andar. Elas trazem alegria, esperança e amor. Dão apoio moral à sua família e amigos. As mulheres têm coisas vitais a dizer e tudo para dar.
No entanto, existe um defeito nas mulheres! É que elas esquecem-se constantemente do seu valor!»
domingo, 1 de março de 2009
MAIS UMA MALDADE
O Mecinho precisa de corrigir algumas pequenas coisas.
Uma delas é a forma como encara a câmara, que não deveria ser tão rígida.
Outra é a construção das frases, nomeadamente as concordâncias.
Mas, no geral, acho que tem pinta e, se trabalhar mais um pouco, vai chegar lá.
Padrinho, toca a comprar um melhor microfone e uma melhor câmara, ao afilhado.
A Páscoa está à porta.
MALVADEZAS

Vim passar o fim de semana a uma cidadezinha sueca, que faz fronteira com a Noruega.
E isto porque a D.ª Mimi arranjou um namorado sueco, viúvo, como ela, falante de português do Brasil, onde viveu alguns anos, que a convidou a passar estes dois dias em casa dele.
A D.ª Mimi, apesar de eu a ter incentivado a vir sozinha, não quis, de modo algum, fazê-lo, por razões que se prendem com a opinião do seu único filho, pelo que tive de assumir o papel ingrato de ser o seu "pau de cabeleira".
Hoje resolvi pregar-lhe uma partida que já andava há tempo para pregar.
A D.ª Mimi sempre foi muito curiosa e amante de aprender coisas novas. Todos os dias me pedia para a ensinar a trabalhar no computador, porque queria aprender a mandar e-mails para o filho e nora que vivem no Porto.
O namorado dela, que é reformado da marinha sueca, domina na perfeição as novas tecnologias e, vai daí, nós dois resolvemos pôr a D.ª Mimi a navegar na net.
Comecei pelo Google Earth e, com a desculpa de que o Bergwist queria conhecer a terra dela, fiz com que a D.ª Mimi acreditasse que estava a ver as suas aldeias em tempo real, como se estivesse a sobrevoá-las de avião.
Depois arrependi-me, porque ela ficou muito confusa mas ao mesmo tempo emocionada.
A D.ª Mimi nasceu em Saldonha, há 62 anos, uma aldeia do concelho de Alfândega da Fé, mas foi criada em Peredo, outra aldeia vizinha, onde veio a casar e a enviuvar aos 30 anos de idade, com um filho bébé.
Foi lá que a conheci, em casa de uns amigos, onde se encontrava a trabalhar. Esses amigos mudaram-se entretanto para Lisboa e ela não quis acompanhá-los. Fiz-lhe a proposta para ficar comigo no Porto, onde eu morava e trabalhava na altura, e ela aceitou logo, não sei por que motivo.
Passados quase 18 anos, acho que vou ter de lhe fazer essa pergunta.
De modos que foi uma malvadeza que fiz, fazer acreditar à D.ª Mimi que estava a ver a Rua do Terreiro, em Saldonha, onde nasceu, com carros a passar e a piscina da casa do poeta com pessoas a nadar lá dentro.
Gravei a imagem e imprimi-a, porque ela ficou muito feliz por saber que a sua terra estava na net.
Agora, no silêncio do meu quarto, penso que ainda há pessoas simples, que ficam felizes com pouco.
Olhando de novo a imagem da aldeia, recordo aquele dia do meu aniversário. Fazia 19 anos e furei dois pneus à entrada da aldeia.
Foi o Senhor Francisco que me ajudou a mudá-los e me deu de jantar nesse dia.
O Senhor Francisco já morreu há muitos anos e era um homem bom. Nada parecido com alguns trastes que zanzam por aí.
Tenho saudades dele.
domingo, 15 de fevereiro de 2009
EM PAZ

Hoje preciso de escrever.
Há dias em que uma pessoa não é de ferro.
Acordei ao som do meu telemóvel barulhento. Aquele que só recebe chamadas de família e de amigos que considero mesmo amigos.
Quando ele toca, fico logo em sobressalto, pois é sinal que algo de grave ou de importante se passou.
Não me enganei.
Recebi a notícia que a minha inquilina mais idosa, aquela velhinha adorável, faleceu durante a madrugada deste Domingo.
Estou triste. Era uma senhora de 95 anos, sozinha, sem família, que desde os 8 anos de idade, serviu em casas de altas individualidades portuguesas e estrangeiras.
Aprendeu a ler e a escrever, porque uma das meninas de uma dessas famílias, resolveu ensinar-lhe. Era uma senhora no trato e na aparência e eu deleitava-me a ouvi-la contar as suas histórias de vida, que sempre me encantaram.
Escrevia as suas memórias num caderninho e alguns poemas da sua autoria.
Há seis anos fizemos um trato: eu deixá-la-ia morar naquela casa sem pagar nada e em troca ela deixar-me-ia o seu caderninho, em testamento.
Diz quem viu, que o tal caderninho lá estava em cima da mesinha de cabeceira, ao seu lado, com uma dedicatória à minha pessoa e a cópia de um testamento dentro, a fazer-me herdeira de todos os seus pertences que incluem uma gata siamesa e um periquito verde.
Estou triste.
Pessoas como ela, deviam ser eternas.
Como pode alguém morrer sem ter um abraço?
Deus por vezes é cruel.
Ela não merecia isso.
sábado, 14 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
sábado, 7 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
ZINGARA
MÚSICA DE FINAIS DOS ANOS 60.
QUEM NÃO SE LEMBRA DESTE MECINHO?
GOSTO DE O OUVIR E CANTAR COM ELE, ENQUANTO TRABALHO.
domingo, 1 de fevereiro de 2009
BOLAS DE MANTEIGA

Morro de saúdades do Barreiro e de alguns amigos barreirenses.
Como por aqui está muito frio, tenho-me vingado no chá e nos bolos de chocolate que aqui são muito saborosos e bem feitos.
Ontem tive imensa vontade de comer bolas de manteiga e, vai daí, telefonei à minha tia Vivi que me deu a receita pelo telefone.
Pus a D.ª Mimi a fazer bolas de manteiga que não sairam iguais às que costumava comer na Moderna, mas que deram para matar saúdades.
Até as fotografei para a posteridade.
Têm bom aspecto e sabem bem. Mas não ficaram iguais às que o Senhor João vende na Moderna.
Enfim, não se pode ter tudo.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
30.000

Este blog já ultrapassou a barreira dos 30.000 visitantes.
Quando em Maio de 2007 o construí, fi-lo com a certeza de que seria lido apenas por alguns amigos e colegas.
Enganei-me!
Recebo muitos mails de pessoas que não conheço. Uns que me incentivam e outros que me querem deitar abaixo.
A todos leio com o mesmo interesse e respondo.
Ultimamente tem-me sido muito difícil vir aqui. A net, onde estou, não funciona nas melhores condições, de modo que tenho de mandar os textos por mail a um amigo em Portugal, que faz o favor de os "postar" por mim, em virtude de eu muitas vezes não conseguir aceder aos blogs.
Ele já se riu comigo e disse que possivelmente será "o tal" que não quer que eu ande por aqui a azucrinar como forma de pagamento pelas coisas más que tem dito de mim.
Como tenho tido muito trabalho e não sou imensa, mais dia menos dia vou ter de desistir.
Com muita pena minha.
Um abraço para todos e, se eu não aparecer, é porque não me é possível.
Beijokas para todos.
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