sexta-feira, 3 de julho de 2009

quarta-feira, 24 de junho de 2009

FUGINDO DO TEMPO




Tenho andado para vir aqui e, não sei porquê, não me tem apetecido fazê-lo.

Está certo que a minha vida profissional ultimamente tem andado muito complicada, mas não era motivo para eu me alhear desta forma, daquilo que criei com tanto gosto e que é este meu Blog.

Agora tenho passado mais tempo no Norte do País, do que no Barreiro e Sesimbra e começo a ressentir-me desse facto, não fosse eu uma moçoila amante daquelas duas localidades. Barreiro porque tenho a casa que foi dos meus avós e tenho primos, tios e sobrinhos que ali nasceram e vivem, ainda hoje. Sesimbra porque gosto imenso de fazer mergulho e o Portinho da Arrábida tem condições excepcionais para a prática desta modalidade.

Quando posso, é ver-me de equipamento a postos, em direcção ao mar de Sesimbra, onde passo horas inesquecíveis, sozinha.

Tenho seguido de perto o que se passa aqui no Barreiro e posso dizer que fiquei surpreendida com a demissão do Dr. Cabós Gonçalves, do Partido Socialista.

Não vou tecer comentários, por agora, mas pareceu-me ser uma decisão acertada, porque este Partido Socialista que o Sócrates agora quer impingir, nada tem a haver com os ideais que levaram à sua fundação.

Este Partido Socialista, é elitista, perdeu o seu filtro ético e redundou num clube de interesses privados e subjectivos que servem tudo, menos a "res publica".

Hoje vou ficar por aqui.

Por estes dias virei até cá, novamente, para dar-vos conta de algumas coisas que me estão atravessadas na garganta.

Nomeadamente, uma visita que tive há alguns dias, num dos meus locais de trabalho.

Até lá, desejo a todos, dias felizes.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

SUSAN BOYLE - UMA MULHER ESPECTACULAR

DEIXOU OS IDIOTAS DOS INGLESES, COM O QUEIXO CAÍDO, PORQUE NÃO ACREDITAVAM QUE PUDESSE CANTAR ASSIM.

domingo, 21 de junho de 2009

TELEPATIA

UMA DAS MAIS BELAS CANÇÕES PORTUGUESAS

sexta-feira, 12 de junho de 2009

TEXTO RETIRADO DA CAIXA DE COMENTÁRIOS DO "ÁFRICA MINHA"



ESCREVEU FERNANDO BAIÃO:

"Fala-se muito da economia saudável do nosso país, mas para onde vai o produto de tal economia? Dizem, que o petróleo já está a subir, mas vai ser mais um entrave à necessária diversificação da nossa economia, "a agricultura é a base, a industria o factor decisivo" dizia-se na altura do partido único, mas que nunca foi levado à prática.

Seria melhor olhar para a qualidade de vida dos milhões de habitantes dos nossos miseke(plural de museke em kimbundu), comparada com as centenas de habitantes dos condomínios de luxo, como muitos dizem, "0 luxo na miséria").

Falta de água, de luz, de medicamentos, a fome, a miséria,as doenças que nunca mais acabam, tudo isto é o pão nosso de cada dia. E o trânsito infernal a população a andar a pé ao lado das estradas, ao calor, ao pó, á procura de algo para comer, enfim, será possível viver assim por muito mais tempo. A miséria traz convulsões sociais, as desigualdades no emprego e no modo de vida entre estrangeiros e angolanos pode levar à xenofobia.

Esperemos que não, a esperança é a última a morrer, dizem os filosofos, mas com estes, pode o Povo angolano muito bem, o problema é a vida miserável que leva."


EU RESPONDO: O PRODUTO DA ECONOMIA ANGOLANA, VAI INTEIRINHO PARA OS BOLSOS DOS GRUPOS RAPINANTES, QUE PROLIFERAM EM ANGOLA, ALIMENTADOS POR EMPRESAS PORTUGUESAS E MULTINACIONAIS GANANCIOSAS, QUE NUNCA LÁ ESTIVERAM E QUE HOJE FIZERAM DE ANGOLA O SEU "EL DORADO". DE IGUAL MODO, MEMBROS DO GOVERNO E SEUS PARENTES, COMO É O CASO DA FAMÍLIA "DOS SANTOS", MAIS NÃO SÃO DO QUE AVES DE RAPINA.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

ROSAS PARA O DR. JORGE FAGUNDES



FELIZ ANIVERSÁRIO!

sábado, 9 de maio de 2009

O BARCO



Sempre adorei o mar.

Talvez por ter nascido numa cidade com belas praias e uma corrente fria, famosa no mundo inteiro.

Sempre disse que um dia havia de comprar um pequeno barco.

Um dia tirei a carta de marinheiro e estou a pensar tirar a de patrão de costa.

Fui adiando esse sonho, por falta de tempo.

Agora vou ter tempo para pensar no modelo e no espaço que vou ter de arranjar para ele, na garagem.

Porque o Verão está a chegar e eu quero VIVER.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

A MELHOR VOZ DE TODOS OS TEMPOS

O HOSPITAL




Hoje tive um dia deveras atribulado, em termos de trabalho.

É Sexta-feira, dia 8, dia de programar o que vai ser feito no mês seguinte.

Ainda por cima tive de deixar tudo pronto, para o meu colega gerir durante a minha ausência forçada.

Como se isso não bastasse, tive de ir comprar uns quantos pijamas, que não estou habituada a usar, porque pela cara da enfermeira-chefe, arraçada de pitt-bull, desconfio que me obrigavam a vestir uma daquelas batas azuis, horrorosas, curtas, sem botões, só com umas tirinhas a apertar, se eu tivesse a veleidade de lá aparecer vestida com um dos meus négligés transparentes, comprados nos últimos saldos do Harrods, em Londres.

Aproveitei também para dar uma espreitadela àquele que será o meu quarto durante os próximos tempos.

Tudo muito limpo, muito impessoal, nos conformes, como mandam as regras da saúde privada.

Só espero não receber a visita daquele anjo loiro, de olhos azuis, que há três anos me quis levar, sabe-se lá para onde.

Seria um desperdício.

É que eu sinto que ainda tenho tanta coisa para fazer e para dar...

quarta-feira, 6 de maio de 2009

A MENSAGEM


Hoje tive uma reunião, logo pela manhã, ali para os lados da Avenida da Índia, em Lisboa.

Antes, fui pôr o carro na revisão, porque da marca já me tinham ligado duas vezes a avisar para não me esquecer que já estava marcada. A revisão, após a rodagem, é muito importante, dizem eles. Como não percebo nada dessas coisas, fui obediente e às oito e meia lá estava eu, mais o meu "chiante", à porta da oficina.

Como já estava atrasada, apanhei um táxi que me deixou um quarteirão antes, em virtude de o movimento que se fazia sentir em Lisboa, àquela hora.

Chegada à reunião, lembrei-me que o melhor seria enviar um sms ao secretariado, mais concretamente à Carla, para lhe pedir que o nosso motorista me fosse buscar por volta do meio dia.

Mensagem enviada, lá fui desempenhar o meu papel de representante da empresa numa nova aquisição.

Era meio dia e dez quando acabou. Desci e como não tinha carro, todas as pessoas me ofereceram boleia que eu recusei, por estar à espera do motorista.

Eram cerca das 13 horas e o Senhor Joaquim não aparecia. Resolvi ligar à empresa para saber o que se passava e disseram-me que não tinham recebido a minha mensagem.

Fui confirmar ao telemóvel e, azar dos azares, dei conta que a mandei para um troglodita cujo número já devia ter apagado há muito tempo. Só ainda não o fiz por preguiça e falta de tempo.

Tenho por hábito não escrever o nome completo das pessoas. Gravo os números com a primeira letra do nome, acrescida de um número.

Depois, deu o que deu. Tempos infinitos à espera de alguém que me fosse buscar.

Mas aquele calhorda podia ao menos ter enviado a mensagem de volta, que eu tinha percebido logo o engano.

É mesmo um troglodita.

Dificilmente irá mudar.

Nunca pensei que ele fosse tão básico.

terça-feira, 5 de maio de 2009

COISAS DO DIABO



Há coisas do Demo, nesta vida.

Vem uma gaja descansada de viagem, depois de um fim de semana prolongado, passado em beleza, a contemplar as montanhas e os vales, junto aos rios Azibo e Sabor, quando se depara com a triste realidade de que é uma trabalhadora dedicada e responsável e, como tal, terá de dar seguimento às solicitações jurídicas, que encontrou logo pela manhã, em cima da secretária, junto à chávena do chá e à foto daquele troglodita que passa o dia a olhar para ela, com aquela expressão que é um misto de paneleirice e taradice sexual.

Eu explico. Aquela foto foi posta de propósito, por mim, em cima da secretária onde trabalho, porque a mesma funciona como "estímulo", naqueles dias em que a tendência é "amolecer" e ficar "boazinha".

Isso, comigo, não pode acontecer. De repente olho para a foto e a raiva é tanta, que o que tiver para resolver, no momento, é resolvido, nem que seja à porrada.

Mas ia eu dizendo, sobre a história de encontrar processos em cima da secretária, postos na minha ausência, que já não pode uma trabalhadora ausentar-se, porque há sempre um abusador que se aproveita.

Estranhei ser só um processo e fiquei de pé atrás, porque me cheirou a coisa "bicuda". Normalmente os bicos calham-me sempre a mim porque, dizem os restantes colegas e o patronato, eu tenho uma capacidade nata para "dar a volta ao texto".

Comecei a ler e surpreendi-me, porque era um pedido de anulação de um casamento celebrado religiosamente, há um mês atrás.

Aconteceu realmente. Não foi sonho, nem história de cordel.

Um casamento bem, com todos os "matadores" e o noivo estava a pedir a anulação, com base em factos constatados por si e por terceira pessoa, provados com elementos apensos ao processo, encerrados num envelope.

Continuei a ler. "Durante o copo de água, o noivo mandou suspender o baile e avisou os convidados que tinha uma pequena surpresa para cada um deles e que não saissem dos seus lugares, porque a mesma iria ser distribuida dentro de um envelope.

Assim foi. Um a um os convivas começaram a abrir os envelopes e, de repente, a sala foi varrida por um "sururu" e um coro de protestos indignados.

Os envelopes continham uma foto onde se via a noiva no "truca-truca" com um dos padrinhos, patrão do noivo".

Mais abaixo, o meu colega escreveu: "O noivo informou os circunstantes que já sabia da história há algum tempo e contratou um detective particular para obter as provas que necessitava, para desmascarar os traidores".

Pergunta-se: Porquê ter consumado o casamento?

Não teria sido mais fácil uma conversa privada para resolver a questão, sem pôr ninguém em xeque?

Como eu o compreendo. Vingança, pura vingança.

Ao continuar com a farsa do casamento, obrigou o pai da noiva a pagar uma boda para 300 convidados e a arcar com todas as despesas que um casamento comporta, ao mesmo tempo que punha a noiva e a sua família, de rastos perante a sociedade.

Agora vou ter de ser eu a "traduzir" aquela pessegada toda para linguagem jurídica.

Movida pela curiosidade, dei uma olhadela às tais fotos do "truca-truca".

Kaneko!

Já estou a imaginar a cara do D. José Policarpo.

AS MEMÓRIAS SÃO LIXADAS

sábado, 2 de maio de 2009

Dance with my father

I miss you so much!

quinta-feira, 30 de abril de 2009

PARA A PEQUENA BEATRIZ


Matilde, foi o mais parecido com o que tu pretendias.

O pasteleiro é artista e pode ser que ele valorize o bolo, com outros elementos, como fez com o da Inês.

Dia 4 de Maio já estou no Barreiro.

O que eu não faço por uma amiga...

Andar à procura do Noddy.

MAIS UM FIM DE SEMANA



Mais um fim de semana prolongado.

Hoje foi um dia complicado, véspera da minha partida para Trás-os-Montes, para ultimar os preparativos do casamento da D.ª Mimi.

Nunca pensei que um casamento desse assim tanto trabalho a organizar.

Ainda vou tendo a sorte de ter alguns amigos mais experientes nestas andanças, que têm colaborado e me têm desonerado de muitas tarefas.

A parte da Igreja já está resolvida, com as flores e a música cantada pela minha antiga tuna e por mim própria que prometi à noiva caprichar na interpretação.

O maestro escolheu os temas todos para as diversas fases da cerimónia e eu até já soube que o Padre da Paróquia convidou os dois lares de idosos da zona, a levar os seus utentes para assistirem à missa e terem a Comunhão. Com o consentimento dos noivos, é claro.

Diz o Padre que os idosos daquela zona, estão muito limitados em termos de ocupação de tempos e que todos são muito religiosos, não estando habituados a assistir à missa com um coral como o nosso, que integra quatro ex-cantadores de fado de Coimbra, muito conhecidos na nossa praça.

O copo de água vai ser na aldeia, ao ar livre e, como os velhotes não são assim tantos, convidei-os a todos para a boda.

A D.ª Mimi está radiante. Já tem a sua toilette quase pronta e fica-lhe mesmo a "matar".

Isto da toilette é que foi mais complicado. Inicialmente tinha ido com ela à casa Belinha aqui no Barreiro, porque me disseram que eram simpáticas e que lá poderia encontrar trajes para noivos e acompanhantes, com uma certa variedade e qualidade.

Detestei. As empregadas muito antipáticas e as roupas muito fora daquilo que eu estava à espera para uma cerimónia de casamento.

Quando pedi para a D.ª Mimi experimentar três vestidos dos que me pareceram mais apropriados para a idade dela, começaram por dizer que era melhor ir na semana seguinte porque iam chegar novos modelos e talvez encontrasse algum que agradasse mais.

Palavra que não percebi. Mas elas não estão ali para vender, para atender o cliente?

Deu-me a ideia que estavam ali a fazer um bruto frete e que não estavam interessadas em realizar capital.

Perderam mais do que ganharam. Optei por contactar uma modista que está a fazer o vestido por medida.

É claro que vai ficar muito mais caro, mas a D.ª Mimi merece. Não a quero ver vestida no dia do seu casamento com um modelo que é usado por uma infinidade de pessoas. afinal trata-se de um dia especial e, como tal, tudo tem de ser especial.

Esta madrugada lá vou eu para Saldonha.

Sei que por lá está muito frio e a chover mas vou ficar numa casa que tem uns quartos muito acolhedores, com edredons de penas e colchões fofinhos, como eu gosto, daqueles que uma pessoa se enterra e só fica o nariz de fora.

Se tudo correr bem, segunda-feira estarei de volta.