skip to main |
skip to sidebar
A noite passada fiz uma directa, para assistir ao concerto de orgão, do organista Sérgio Silva, na Igreja de Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro.
Sentia uma certa curiosidade em saber como seria este licenciado em informática e gestão de empresas, a tocar orgão.
Uns amigos barreirenses, sabendo que tenho uma enorme preferência por concertos de orgão, para me atrairem ao Barreiro, no pressuposto de que ficaria, para passar o fim de semana e ir com eles para a "night", informaram-me que também iria actuar o organista titular da Igreja da Lapa, no Porto, Filipe Veríssimo, por quem nutro grande admiração.
"Voei" do Porto ao Barreiro e, quando cheguei, já o concerto ia quase a meio.
Aqueles sacanas, só quando acabou, é que me confessaram a verdade e que afinal não havia também Filipe Veríssimo.
Seja como fôr, adorei a interpretação.
Fiquei surpreendida por estarem tão poucas pessoas a assistir, mas ao mesmo tempo fiquei satisfeita por saber que ainda há pessoas sensiveis no Barreiro, que gostam daquele género de música e que foram porque gostam e não para se mostrar, como costumam fazer algumas figuras ditas "públicas".
Como costumamos dizer, o público era pouco mas era bom, apesar de a maior parte das pessoas apresentar um semblante triste.
O único senão, foi uma viagem de ida e volta que me cansou imenso, pois saí do Porto às sete da tarde e, às quatro da manhã, já estava a atravessar a ponte do Freixo, de regresso aos meus domínios.
Gostei imenso do concerto e faria de novo uma "directa", para assistir a outro igual.
O ano de 2010 terminou e, portanto, quero agradecer a todos, os e-mails muito educativos que recebi durante o ano. Estou convencida que sou um caso perdido e que as minhas hipóteses de cura são quase nulas. Isto porque:
1. Já não consigo abrir a porta da casa de banho sem usar um toalhete de papel;
2. Também já não confio na empregada do bar para me pôr rodelas de limão no meu copo de água com gás, sem ficar preocupada com as bactérias que certamente estarão na casca do limão;
3. Já não consigo sentar-me sobre a colcha da cama do meu hotel preferido, sem imaginar o que aconteceu sobre ela, desde a última vez que foi lavada;
4. Tenho relutância em apertar a mão de alguém que tenha estado a conduzir porque, estatisticamente, o passatempo favorito de muitos portugueses, quando conduzem sozinhos, é tirar "macacos" do nariz;
5. Já não saboreio o meu petisco favorito, em paz, porque fico preocupada a calcular quantos litros de gordura transgénica tenho ingerido nos últimos anos;
6. Não consigo tocar na bolsa de qualquer amiga, com medo que ela a tenha pousado no chão de uma casa de banho pública qualquer;
7. Sinto-me na obrigação de enviar os meus agradecimentos a quem me enviou um e-mail sobre a tendência que os ratos têm de fazer cocó na cola dos envelopes, pois agora tenho de usar uma esponja molhada para fechar cada envelope;
8. Além disso e pelo mesmo motivo, já não consigo evitar esfregar furiosamente a parte superior de qualquer lata de refrigerante, antes de abri-la;
9. Gastei todas as minhas economias, porque as fui enviando para uma menina muito doente (Penny Brown), que está prestes a morrer pela 1.387.258ª vez;
10. Estou tesa, mas isso vai mudar quando eu receber os $15.000 que o Bill Gates / Microsoft e a AOL vão enviar-me por participar no seu programa especial de e-mail;
11. Tenho medo de ir tomar uma bebida a um bar, com receio de acordar sem rins, numa banheira cheia de gelo;
12. Não consigo usar desodorizantes, porque causam cancro, mesmo que eu possa ficar a cheirar a cão molhado, num dia de intenso calor;
13. Graças a todos vocês aprendi que as minhas orações só são atendidas ,se enviar um e-mail para sete dos meus amigos e fizer um desejo dentro de cinco minutos;
14. Por causa das vossas preocupações eu já não bebo Coca-Cola, porque ela tem também a capacidade de remover manchas da sanita;
15. Já não meto gasolina sem ter alguém por perto, para tomar conta do carro, para evitar que algum maluco de um assassino em série possa entrar, sorrateiramente, no banco de trás, enquanto eu atesto o depósito;
16. Já não uso película de plástico, no micro-ondas, porque provoca sete tipos diferentes de cancro;
17. E obrigada por me dizerem que não devo ferver um copo de água no micro-ondas porque pode explodir na minha cara, desfigurando-me para sempre;
18. Deixei de ir ao cinema, porque poderia ser picada por uma agulha infectada com o vírus da SIDA, ao sentar-me;
19. Já não vou aos centros comerciais, para evitar ser drogada com uma amostra de perfume e ser de seguida roubada;
20. Não atendo o telefone, com medo de que alguém me peça para discar um número qualquer, que me vai fazer receber uma conta absurda de uma mão-cheia de chamadas para a Jamaica, Uganda, Singapura, Uzbequistão, etc.;
21. Já não compro biscoitos no Continente, pois agora tenho a sua receita sem transgénicos;
22. Graças a vocês eu agora apenas uso a minha sanita, porque tenho um medo de morte que uma enorme serpente preta possa estar escondida sob o assento e trincar o meu traseiro, causando-me morte instantânea;
23. Também já não apanho moedas perdidas no chão porque, provavelmente, foram lá colocadas por algum molestador sexual, à espera que eu me baixe para atacar;
24. Já não faço jardinagem, com medo de ser picada pela aranha viúva negra e não chegar a tempo a um centro de socorro;
Se vocês não reencaminharem este "post" para, pelo menos, vinte pessoas, sei que isso irá ocorrer, porque, na verdade, aconteceu com um amigo meu.
Já agora...
Um cientista alemão da Argentina, após estudo aturado, descobriu que as pessoas com actividade cerebral insuficiente lêem os seus e-mails com os dedos no rato.
Não se preocupem em tirá-los agora. É tarde demais.
PS(salvo seja):A partir do momento em que me foi dito num e-mail que os salpicos da água do autoclismo atingem uma distância de mais de dois metros, passei a guardar a minha escova de dentes na sala de estar.
Desejo a todos vocês o resto de uma óptima semana e uma vida muito saudável.
Adoro-vos!
Vocês são o máximo!
Graças a Deus que no próximo dia 23 de Janeiro vou estar no lado de lá da fronteira, bem longe de Portugal.
Cinco gatos pingados vão disputar o cadáver.
Eu recuso-me terminantemente a contribuir para o fabrico da urna.
Nem sequer vou enviar flores.
De entre todos eles, venha o diabo e escolha.
Mal sabia eu o quanto me viria a ser útil o curso de mandarim que terminei o ano passado, na Faculdade de Letras.
Os Chineses estão aí em força, com uma economia que ultrapassou todas as expectativas do mundo ocidental.
De início foi apenas aquela curiosidade que me tem levado sempre mais longe do que aquilo que tencionava ir.
Ora o cursinho já cá canta, aqui a menina foi uma das melhores alunas e, à conta disso, vai com mais 10 colegas, beneficiar de uma bolsa que lhe permitirá "treinar" a língua "in loco", em Pequim, no próximo Verão, durante quinze dias inteirinhos.
Já comecei a preparar a viagem e até já comprei uma máquina fotográfica nova, para poder ir para a grande muralha, tirar fotos a moi-même e aos colegas que me vão acompanhar.
Mais uma vitória a somar a algumas outras e um sonho que se vai concretizar: conhecer Pequim.
Tudo à minha custa.
Tudo pago por mim.
E sem "cunhas".
Yupiiiiiiii!!!!!!!!
Eu não gostaria de ter que escrever novamente isto.
Há uns "posts" atrás, pedi encarecidamente que não me mandassem e-mails com pedidos de "amizade" para o Facebook ou qualquer outra rede social, porque eu abomino as redes sociais.
Tenho os meus amigos e conhecidos, pessoas seleccionadas por mim, com quem me dou no dia a dia, com quem me correspondo e a quem telefono e eles me telefonam, para irmos almoçar, jantar, viajar, ou simplesmente passarmos bons momentos juntos.
Ultimamente verificou-se um incremento de pedidos para os meus mails. Eu já disse que não quero.
Não quero Badoos, hi5, Twitters, Facebooks, Linkedins, ou o que quer que seja, a perturbar-me o dia a dia, com idiotices.
O que se passa e o que me deixa tão furiosa, é que apago tudo e depois acabo por apagar também os mails de todas as pessoas com quem tenho verdadeiras relações de amizade.
Já pedi a muitos deles que não estranhassem não lhes responder, porque sou vítima desta praga maldita, que são os pedidos de "amizade" feitos através das redes sociais. São os chamados amigos da "treta".
Se puderem evitar, não tornem a mandar-me pedidos desses.
Agradecida.
Às 03H30 da madrugada de hoje, morreu Malangatana, no Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, para onde fora levado há dias, pela filha Cecília Nguenha, em virtude de se ter sentido mal.
Estava doente há bastante tempo, mas apesar de a sua saúde estar debilitada, ele viajava sempre com muita alegria para Portugal, país para onde veio estudar nos anos 70 do século passado, com uma bolsa da Gulbenkian e onde sempre disse sentir-se melhor e mais próximo de todos os artistas.
Chegou a estar preso 18 meses pela PIDE, mas foi libertado por não se ter provado, na altura, que pertencia à FRELIMO.
Malangatana Valente Ngwenya nasceu em Matalana, distrito de Marracuene, Moçambique, a 6 de Junho de 1936.
Deixou-nos hoje, para sempre.
O Mundo ficou mais pobre.
A sua polivalência artística, como pintor, ceramista, cantor, actor, dançarino, poeta, fizeram de Malangatana a personalidade artística e cultural mais identificada com a Nação Moçambicana e com o Mundo.
"Irmãos
Há batuques no silêncio da noite
Que não se ouvem
São da cor da palmatória
Mas não se ouvem
E a palmatória
Ouve-se sempre
E é por isso que temos de silenciá-la
Com a força maior que a dor
E vamos irmãos
Vamos, porque a palmatória
Silencia o meu batuque
Malangatana
23.06.69"
Já está quase pronto mais um dos meus "livritos".
Desta vez não será uma edição de autor, porque caí na asneira de o dar a ler a um editor muito conhecido na nossa praça, assim como quem não quer a coisa e pede uma segunda opinião, e o homem gostou tanto dele, que está na disposição de o publicar e quer que eu assine já o contrato.
Confesso que não estava nada à espera. Sempre escrevi nas horas mortas, para mim e só para mim, sem qualquer pretensão ou vaidade.
Agora estou um pouco assustada, porque nunca imaginei que as coisas que escrevo, há vários anos, tivessem qualquer valor, em termos literários.
Por estes dias, lá vou ter a minha "chipala" escarrapachada numa montra qualquer de uma livraria perto de si, para o outro invejoso me atirar setas.
O que mais me doi, é que, agora, com esta história do PEC (ou será PREC?), uma grande fatia da produção intelectual, vai parar aos bolsos daquelas aves rapinantes, que ainda não tiveram a dignidade de se demitir.
O que me vale é que um dos meus presentes de Natal, me faz esquecer todas essas agruras e diverte-me imenso, quando faz as suas necessidades, nos jornais que lhe ponho, sempre e só em cima das caras do Sócrates e do Ministro das Finanças.
É uma fofura, aquele bichano.
O Natal passado e o fim de ano, passei-os numa aldeia do Norte, onde se come divinamente.
Como apanhei uma carga de gripe, não pude ir a Sesimbra, conforme tinha programado, mergulhar com os amigos do costume e fazer a passagem de ano debaixo das águas claras da baía.
Passei o Natal e o fim de ano a tossir e a espirrar, mas não foi nada que me impedisse de apreciar os belos petiscos natalícios, daquela zona do país, cozinhados em verdadeiros potes de ferro.
Aliás os amigos que me convidaram, admiram-se como é que uma pessoa nascida em terras de África, gosta tanto da comida tradicional portuguesa.
Eu como pouco, mas como. E aprecio imenso alguns manjares transmontanos, da mesma forma que também gosto de bolas de manteiga, comidas com leite chocolatado a acompanhar.
Depois, lá no Norte, há aquele ritual do acender da lareira, que me fascina.
Em África eu não tinha lareira, mas tinha o Sol.
Em Portugal não tive Sol, mas tive o calor humano de todas aquelas pessoas que me acarinham, sempre que ando por lá.
A única coisa que me falta aprender, é distinguir os cogumelos bons, dos venenosos.
De resto, acho que já me posso considerar uma verdadeira mulher do Norte.
Ultimamente não me tem apetecido escrever, eu que gosto tanto de o fazer.
Acabei o ano com um texto para um Jornal on-line, do Barreiro, que também tem uma edição impressa porque, dizem as superstições, devemos terminar o ano, a fazer aquilo que mais gostamos de fazer.
O ano que agora começa, não vai ser fácil para muitos portugueses que, de um momento para o outro, se viram sem trabalho, sem casa, sem saúde e sabe-se lá que mais.
Ao iniciar mais esta década, tenho a certeza que, também eu, brevemente me "farei à estrada", porque Portugal é um poço sem fundo, escavado por meia dúzia de corruptos inconsequentes, que continuam a sugar tudo aquilo que podem, em proveito próprio e eu não estou para alimentar pançudos, com o meu trabalho e com os meus impostos.
Possivelmente, irei regressar ao Norte da Europa onde vivi e trabalhei muitos anos da minha vida e onde ainda há respeito pelas pessoas e pelo seu trabalho e onde ainda se cultivam os valores fundamentantes de qualquer sociedade.
O conselho que deixo para todos aqueles que vão ficar e que não têm a mesma hipótese que eu tenho, é que não se acomodem, que lutem contra toda e qualquer espécie de nepotismo e tirania.
Agora que estou a caminhar para "cota", considero-me uma mulher "madura" e quero que os meus filhos e netos tenham uma vida melhor, fora deste Portugal desgraçado e corrupto, que vive em função daquilo que não produz mas que, mesmo assim, é esbanjado por meia dúzia de oportunistas que se têm locupletado à grande e à francesa, à custa de quem trabalha no duro e paga os seus impostos.
Por isso, para aqueles que vão ficar por cá, não se acomodem, trabalhem o mais que puderem e souberem, poupem e corram com "eles".
Sobretudo, não se deixem manipular nem se acomodem.
Lutem sempre.
Nunca desistam!
O discurso de Natal de José Sócrates, fez-me recordar o Ministro da Informação do Saddam Hussein.
Também Al-Sahhaf, o cómico, afiançava aos iraquianos e ao mundo, que o Iraque estava a ganhar aos americanos, mesmo depois de saber que estes já se encontravam na praça principal de Bagdad, e que várias televisões internacionais já os tinham filmado, pela cidade inteira, a derrubar todas as estátuas do ditador.
Sócrates, com o seu ar de papalvo angelical, também está convencido que vai continuar a "coisar" o povo português, por muito mais tempo.
O seu discurso foi patético, próprio de um vendedor de automóveis, como dizia o outro.
Continua a mentir descaradamente, com aquela lábia de quem está agarradinho ao poder e não quer de lá saír. Aliás o homem frisou bem que não se demitiria e que não é pessoa para enjeitar dificuldades.
Acho muito bem. Só que não o ouvi, em parte nenhuma do discurso, a referir-se à responsabilidade que ele e o seu governo tiveram no estado caótico em que caíram as finanças públicas.
Escusa-se com a crise, a culpa é da crise, quando todos sabemos que foi o regabofe total e a ausência de programas e de estratégias, que levaram Portugal ao poço fundo em que se encontra.
Não contente com o facto de nos ter "coisado", todos estes anos, veio agora, descaradamente, para a televisão, com falinhas mansas, oferecer-nos "alfinetes de peito", como prenda de Natal.
O Blog Angolana solidariza-se e felicita a libertação, no passado dia 22 de Dezembro, do economista Belchior Lanso Tati, do Padre Raul Tati, do advogado Francisco Luemba e de Benjamim Fuca, todos condenados a penas elevadas, na prisão do Yabi, em Cabinda, à luz da lei nº 23/2010 de 3 de Dezembro (Lei de crimes contra a Segurança do Estado), por defenderem os Direitos Humanos do martirizado Povo de Cabinda.
Sei que o Padre Tati se encontra muito debilitado fisicamente e desejo-lhe do fundo do coração, um rápido restabelecimento, para continuar a sua justa luta em prol da liberdade do território e do Povo de Cabinda.
Para todos os meus "Kamba" naquele País, desejo que as suas justas aspirações se tornem realidade, à semelhança de Timor Lorosae.
Um apertado abraço e, especialmente para o meu colega Luemba, digo: "Malembe, malembe!".
Estarei sempre convosco.
Do fundo do coração.
Uma mulher, apaixonada, envia uma mensagem de texto, com muito amor, ao seu amado Alentejano, dizendo:
- " Meu amor, se estás a dormir, envia-me os teus sonhos!
Se estás a rir, envia-me o teu sorriso!
Se estás a chorar, envia-me as tuas lágrimas!
Amo-te muito!".
Ao que o homem responde:
- "Meu amor.... Eu estou cagando. Queres que te envie alguma coisa?".
A repórter brasileira, Glória Maria, da TV Globo, quando esteve no Afeganistão, há cerca de 10 anos, constatou que todas as mulheres caminhavam sempre cerca de meio metro atrás dos seus maridos.
Ao lá voltar, há poucos meses, observou que elas tinham passado a caminhar pelo menos 5 metros à frente deles.
Interessadíssima nesta mudança de comportamento, a jornalista imaginou que tal reviravolta deveria significar uma grande conquista feminina.
Aproximou-se de uma das mulheres e disse, deslumbrada:
- "Mas que interessante, minha amiga! Que maravilha!
O que é que aconteceu aqui, que fez com que se extinguisse aquele costume absurdo de a mulher caminhar sempre atrás do marido? Por que motivo vocês, mulheres afegãs, caminham agora gloriosamente à frente deles?"
E a mulher afegã respondeu-lhe:
- "Minas terrestres!..."
Não há dúvida que no Afeganistão é só love.
Eu ainda sou do tempo em que, na altura do Natal, se tirava um dia, para andar de papelaria em papelaria, a escolher os mais bonitos postais de Natal, para colocar nos presentes ou enviar aos familiares e amigos distantes.
Daqueles postais com motivos coloridos, alusivos à quadra, cheios de purpurinas brilhantes, que faziam as delícias de quem os oferecia e de quem os recebia.
Há dias, nas minhas arrumações, encontrei uns quantos, dessa época, que guardei, porque eram de pessoas que eu estimava. Num deles, ainda era visível o carimbo de Macedo de Cavaleiros, datado de 19 de Dezembro de 1970. Há uma eternidade!
Era de uma pessoa que actualmente já não faz parte daquele grupo de gente que levarei sempre no meu coração, para onde quer que vá.
Vem isto a propósito de o hábito da escrita se ter perdido e ter sido substituido pelo e-mail e pelo sms.
Este ano, o Pai Natal não andou de chaminé em chaminé, mas pelos vistos andou de telemóvel em telemóvel.
Não vou poder responder a todos os e-mails nem a todas as mensagens que recebi, porque são muitos. Cerca de 320 sms e 290 e-mails, só na noite de Natal. Outras tantas recebi-as hoje. Respondi a algumas pessoas, aquelas com quem privo mais no meu dia a dia e que me mandaram mensagens cujo teor, para mim, faz todo o sentido.
Muitas das mensagens eram daquelas "pré-fabricadas" que circulam como aquelas correntes que se formam na net e que, dizem eles, não podem ser quebradas, sob pena de as maiores desgraças poderem vir a acontecer a quem se atrever a mandá-las para o "lixo". Uma delas até dizia que tinha sido comprada nos chineses, para ficar mais barato. Disparates de quem não tem a mínima noção daquilo que o Natal deveria significar para todos.
Uma das mensagens que recebi, tocou-me profundamente. Dizia: "Gostava muito de ser um Anjo para te guardar, uma luz para te iluminar, uma estrela para te guiar e um sino para tocares quando precisares de mim. Um Grande Natal e um Excelente Ano Novo!". A pessoa que ma enviou, fê-lo de um número privado, e assinou com as iniciais JJSF.
Como não lhe posso responder e não me recordo de quem poderá ser, deixo-lhe aqui o meu agradecimento e os meus melhores votos.
Que o ano de 2011 traga alimentos, saúde, habitação e trabalho para todos e que não seja tão mau quanto as previsões têm anunciado.