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Acordo muito cedo, aos fins de semana. Gosto de madrugar para poder cumprir com todos os meus rituais e reflectir um pouco.
Acho que a maior parte das pessoas não terá esse hábito, o da reflexão.
Ultimamente tenho dado comigo a questionar-me sobre muitas coisas e acho que serão os efeitos da idade. À medida que avançamos no tempo, as memórias e as vivências solidificam e, quando damos conta, estamos sentados num canto, a interiorizar tudo aquilo que fomos, o que fizemos da nossa vida e, também, tudo aquilo que deixámos por fazer ou por dizer.
A música acompanha-me sempre. Seria incapaz de viver sem ela, como seria incapaz de viver sem os livros, o mar, o sol e os amigos que tenho.
Hoje, ao ir comprar o "Expresso", uma das minhas rotinas de fim de semana, o rádio do carro estava a tocar a bela canção "One of us" de Joan Osborne. Como sempre, fui traduzindo a letra mentalmente, numa espécie de oração matinal.
E se Deus fosse mesmo um de nós?
Apenas um preguiçoso como qualquer um de nós, um estranho com quem nos cruzamos todos os dias no Metro, no autocarro, no supermercado ou no sítio onde vamos almoçar?
Qual seria o Seu nome?
Como seria o Seu rosto?
Prefiro pensar que há um lado nosso que faz de Deus, que nos regula a existência, em função dos nossos padrões éticos e axiológicos. Um Deus que erra, que se ri e chora
mas que nos perdoa sempre, porque foi criado por nós e faz parte do nosso mundo interior.
Para contactá-Lo bastará apenas olharmos para o espelho e reflectir.
Nas últimas semanas, tendo em conta a situação política e económica, em Portugal, tenho-me debruçado sobre o pensamento de John Gray, filósofo britânico contemporâneo, celebrado como um dos grandes pensadores do Século XXI, que defende que o Homem, ao longo dos tempos, tem concorrido, com o seu comportamento, para a destruição da Humanidade.
Gray defende que a História do Homem é um ciclo intermitente entre anarquia e tirania e que os seres humanos diferem dos animais, principalmente pela capacidade que têm, de acumular conhecimento, mas não serem capazes de controlar o seu destino, nem de utilizar a sabedoria acumulada, para viver melhor.
Segundo ele, não existe o livre-arbítrio, porque não temos controle sobre o nosso destino, nem sequer somos co-autores das nossas vidas. Chegamos ao mundo sem escolher os nossos pais, a nossa família, o nosso lugar, a língua que vamos falar. O que fazemos é improvisar, diante da realidade que encontramos.
Saídos recentemente de umas eleições presidenciais, os portugueses parecem corroborar o pensamento do Filósofo.
Todos nós chegámos, actualmente, a um ponto de ruptura, porque temos improvisado diante da realidade que encontramos no dia a dia, e temos optado por viver em função de um "Se Deus quiser", quando deviamos adoptar um certo grau de cepticismo e de desconfiança, e ter cuidado, para não cairmos na tentação dos dogmas e das verdades absolutas que nos levarão ao totalitarismo.
Temos de ter bem presente que o ideal de Abril afinal trouxe, a Portugal e aos Portugueses, uma má Democracia que, apesar de ter sido gloriosamente apresentada como benéfica, tem estado sujeita a vários erros e falácias e não tem sido o garante de respeito pelo verdadeiro Estado de Direito onde, hoje, não estão garantidas as liberdades individuais, a assistência social eficiente e a protecção do cidadão pelo Estado.
A Democracia é um regime, e as ideologias são meros sucedâneos da religião, que um dia acabarão com ela.
Graças aos (des)governos de Sócrates, Portugal tornou-se um Estado fraco.
E um Estado fraco, será sempre um mau Estado.
Tenho andado a descarregar as fotos do Verão passado, e as dos concertos dos U2 em Coimbra, dos cartões de memória da minha pequena Canon digital.
Algumas delas nem sabia que mas tinham tirado, porque sempre fui mais do género de ser eu a captar imagens do que a posar para alguém.
Não gosto de fazer "pose" e, por esse motivo, sou "apanhada", quase sempre, de costas (salvo seja).
Desta vez a amizade falou mais alto e o abraço foi tão forte e sentido, que até fez tremer a foto.
Ou era o fotógrafo que estava com os copos.
Das duas uma.
Em política, essa coisa de "ménage à trois", nunca deu bom resultado.
Manuel Alegre, ao querer ser bi-político e bi-candidato, espalhou-se ao comprido, a dobrar.
Quem é que lhe teria metido na cabeça que o Povo Português alinhava em javardices?
ALEGREM-SE!
Graças a José Sócrates e ao seu (des)governo, 2011 SERÁ O ANO DO CONSUMISMO.
Segundo os mais renomados especialistas em economia, marketing e tendências do consumidor, o Ano de 2011 será o ano do....
C O N S U M I S M O
Pois vocês terão de ficar (em bom castelhano):
CON- SU- MISMO CARRO
CON-SU-MISMO SALÁRIO
CON-SU-MISMO IMÓVEL
CON-SU-MISMO VESTUÁRIO
CON-SU-MISMO PAR DE SAPATOS
E, SOMENTE SE DEUS QUISER, ...
CON-SU-MISMO TRABALHO.
Passo 1:
Trocamos a Madeira e os Açores pela Galiza, mas os espanhóis têm que levar o Sócrates.
Passo 2:
Os galegos são boa onda, não dão chatices e ainda ficamos com o dinheiro gerado pela Zara (é só a 3ª maior empresa de vestuário).
A indústria têxtil portuguesa é revitalizada.
A Espanha fica encurralada entre os Bascos e o Sócrates.
Passo 3:
Desesperados, os espanhóis tentam devolver o Sócrates.
A malta não aceita.
Passo 4:
Oferecem também o Pais Basco.
A malta mantem-se firme e não aceita.
Passo 5:
A Catalunha aproveita a confusão para pedir a independência.
Cada vez mais desesperados, os espanhóis devolvem-nos a Madeira e os Açores e dão-nos ainda o Pais Basco e a Catalunha.
A contrapartida é termos que ficar com o Sócrates.
A malta arma-se em difícil mas aceita.
Passo 6:
Damos a independência ao País Basco.
A contrapartida é eles ficarem com o Sócrates.
A malta da ETA pensa que pode bem com ele e aceita sem hesitar.
Sem o Sócrates Portugal torna-se um paraíso e a Catalunha não causa problemas.
Passo 7:
Afinal a ETA não aguenta o Sócrates, e o País Basco pede para se tornar território português.
A malta faz-se difícil mas aceita (apesar de estar lá o Sócrates).
Passo 8:
Fazemos um acordo com o Brasil.
Eles enviam-nos o lixo e nós mandamos-lhes o Sócrates.
Passo 9:
O Brasil pede para voltar a ser colónia portuguesa.
A malta aceita e manda o Sócrates para os Farilhões das Berlengas apesar de as gaivotas perderem as penas e as andorinhas do mar deixarem de por ovos.
Passo 10:
Com os jogadores brasileiros mais os portugueses, Portugal torna-se campeão do mundo de futebol!
Passo 11:
Os espanhóis ficam tão desmoralizados, que nem oferecem resistência quando os mandamos para Marrocos.
Passo 12:
Unificamos finalmente a Península Ibérica sob a bandeira portuguesa.
Passo 13:
A dimensão extraordinária adquirida que une a Península e o Brasil, torna-nos verdadeiros senhores do Atlântico.
Colocamos portagens no mar, principalmente para os barcos americanos, que são sujeitos a uma sobretaxa tão elevada que nem o preço do petróleo os salva.
Passo 14:
Economicamente asfixiados eles tentam aterrorizar-nos com o Bin Laden, mas a malta ameaça enviar-lhes o Sócrates e eles rendem-se incondicionalmente.
Está ultrapassada a crise!
Manuel Alegre poderá ser apelidado de bi-candidato, pois reúne os apoios do Partido Socialista e do Bloco de Esquerda.
Há uns tempos atrás, ele exortou os altos dirigentes do Partido Socialista a envolverem-se na sua campanha, com empenho.
Ora, por aquilo que tenho ouvido comentar em diversos círculos, dentro do PS, esta exortação foi um convite à sua derrota, nestas eleições Presidenciais, pois cerca de 80% dos socialistas que eu conheço, têm afirmado em público e sem pejo, que vão votar noutro candidato, que lhes garante "estabilidade", a eles e ao País.
Eu não gostei de ouvir e de ler os ataques feitos a Cavaco Silva. Foi baixo, foi sujo e só revela que Manuel Alegre também quer "lá" chegar a todo o custo.
A forma como denegriu Cavaco Silva que como cidadão normal teve e tem todo o direito de fazer investimentos com o dinheiro que ganhou com o seu trabalho, fez-me pensar, pelas acusações efectuadas, que eu, como funcionária do Ministério da Saúde, quando estiver doente, estarei proibida de me dirigir aos médicos do Centro de Saúde da área da minha residência ou ao hospital mais próximo. Pura e simplesmente terei de morrer sem recorrer à medicina privada, pois também existirá, aqui, um "conflito" de "interesses".
Era para não ir votar, mas desta vez o Manuel Alegre, exortando à sua derrota, conseguiu acordar o meu espírito de cidadã consciente.
Hoje fui despedir-me de mais um Amigo que já partiu.
Inesperadamente, sem ninguém contar.
O seu grande coração pregou-lhe uma partida. Morreu na sua cidade de eleição, no seu restaurante preferido, acompanhado de quem mais amava.
À saída do velório, o vento gelado cortou-me a pele e a alma e, no céu estrelado, apenas a lua cheia parecia estar feliz.
Desejei intensamente que estivesses no Céu e acredito que aquela estrela cadente, foi um sinal teu, a caminho do Paraíso.
Guardei aquele pequeno livrinho, com a tua foto e o belo Poema, para não me esquecer de ti. É como se tivesse sido um presente teu, a todas as pessoas que foram dizer-te o último adeus. Todos adorámos o Poema que tão bem retrata a tua forma de estar neste mundo.
Deixaste um vazio dentro de nós.
A vida, por vezes, consegue ser muito cruel. E a Morte ainda o é mais.
Descansa em Paz, Amigo Nelson.
"A morte não é nada.
Apenas passei ao outro mundo.
Eu sou eu. Tu és tu.
O que fomos um para o outro ainda o somos.
Dá-me o nome que sempre me deste.
Fala-me como sempre me falaste.
Não mudes o tom a um triste ou solene.
Continua rindo com aquilo que nos fazia rir juntos.
Reza, sorri, pensa em mim, reza comigo.
Que o meu nome se pronuncie em casa
como sempre se pronunciou.
Sem nenhuma ênfase, sem rosto de sombra.
A vida continua significando o que significou:
continua sendo o que era.
O cordão de união não se quebrou.
Por que estaria eu fora dos teus pensamentos,
apenas porque estou fora da tua vista?
Não estou longe,
Somente estou do outro lado do caminho.
Já verás, tudo está bem.
Redescobrirás o meu coração,
e nele redescobrirás a ternura mais pura.
Seca as tuas lágrimas e, se me amas,
não chores mais.
(Stº Agostinho)"
O homem passava a vida a dizer aos amigos, que sabia que um dia iria morrer assassinado e achava isso perfeitamente natural.
Dizia também que queria morrer em NY, ser cremado e as cinzas espalhadas pela Broadway.
Claro que a morte de um ser humano, é sempre de lamentar, mas, neste caso, é-me completamente indiferente.
Ele já tinha idade para ter juízo, porque "quem anda à chuva, molha-se".
Agora pergunta-se: poderá o jovem Renato ser considerado um assassino?
Afinal de contas o rapaz apenas se limitou a fazer cumprir todos os seus desejos.
Ainda sou do tempo em que não existia essa coisa abominável, a que agora chamam "Novas Oportunidades".
Estudava-se "à séria" e quem chegasse ao chamado 3.º Ciclo, teria de escolher, de entre várias alíneas, aquela que mais gostava, para poder prosseguir os seus estudos numa Universidade, na área das ciências ou das letras.
Após uma ligeira incursão pela temível alínea F), que durou cerca de um ano, optei por estudar História, Filosofia, OPAN, Latim, Grego, Português, Francês, Inglês e Alemão, porque o que eu queria verdadeiramente, era mergulhar, de cabeça, no mundo fascinante das Letras e do Direito.
A democracia que havia naquele tempo era, tão somente, a que era aprendida, discutida e falada, "à boca pequena", nas aulas de Filosofia e de Grego.
Aprendi que o prefixo "demos" deriva do Grego e significa Povo e "kratos" poder. "Democracia" seria, portanto, o poder do Povo.
Depois veio o 25 de Abril e a palavra foi "esbanjada". Não havia ninguém que não enchesse a boca com ela, ou que não se intitulasse "democrata".
Nos dias que correm, verifico que quase ninguém sabe o que foi o 25 de Abril e que algumas pessoas associam a palavra "democracia", ao Diabo.
Por estes dias, um jovem filho da minha florista preferida, que pretende ingressar numa Universidade através do exame para maiores de 23 anos, abordou-me com um texto que falava sobre Democracia. Estava "baralhado" e pretendia que eu o ajudasse a comprender o texto, em função da sua análise literária e gramatical.
A certa altura, o rapaz perguntou-me: "Democracia" tem algo a ver com o "Demo", não tem?. É que eu li um livro intitulado "Terras do Demo" e a minha orientadora das Novas Oportunidades, explicou-me que "Demo", significa Diabo. Por associação de ideias, a palavra deve ter qualquer coisa a ver com ele, não tem?".
Nunca me vi numa situação igual, pois não sabia se havia de rir, se havia de chorar.
Consegui explicar ao rapaz o significado de "Democracia", que ele entendeu perfeitamente.
Quando fiquei só, não pude deixar de me rir "para dentro".
Mal sabia aquele puto, com a sua ingenuidade, que acabava de me dar um excelente tema para fazer este "post".
Não lhe disse, mas pensei: esta "Democracia" que se vive actualmente em Portugal, tem mais, muito mais, a ver com o Diabo, do que com o Povo.
Não tardará nada, estaremos todos num "inferno".
A aparente calma dos portugueses, nesta altura de crise, deve-se ao facto de serem um Povo que não tem tido, nos últimos anos, tradição nem capacidade organizativa.
Por terem vivido metade do século XX sem democracia, as pessoas continuam amedrontadas e a viver como se ainda estivessem debaixo de um regime de ditadura e, por isso, têm permitido a este Governo, um certo e determinado número de acções, que não se admitem.
Contudo, estou ciente que, mais dia, menos dia, começaremos a ser contagiados pelas mobilizações sociais na Europa, perante o desgaste dos direitos sociais, que se tem verificado ultimamente, ao arrepio de tudo aquilo que se pode considerar razoável numa sociedade que se pretende justa e equilibrada.
José Sócrates não está a ver o "filme" e ainda não tomou plena consciência de que se o poder político não souber responder com clareza, e se revelar instável e incoerente, as coisas podem agravar-se.
E se persistir em não reconhecer os problemas, em não esclarecer, em mentir descaradamente, em enganar os cidadãos e em, pior de tudo, enganar-se a si próprio, poderemos recear uma crescente tensão social.
A calma é aparente. As coisas estão a ir de mal a pior e, se não houver bom senso e inflexão da parte daqueles que actualmente nos governam e se têm governado, poderemos assistir a uma situação económica e social explosiva, sem retorno.
O ano de 2011 vai ser o ano de todos os descontentamentos, com consequências imprevisíveis para todos.
Recalcar a expressão crítica dos portugueses, como foi feito hoje, pela PSP, em Lisboa, numa manifestação à porta do Primeiro Ministro, em que o clima de contestação foi elevado, mas sob forma pacífica e institucional, poderá conduzir, muito em breve, a uma verdadeira explosão, crua e violenta, muito diferente do longínquo 25 de Abril de 1974.
SÓCRATES, com a campanha à porta, vai consultar uma famosa vidente, e pergunta-lhe:
O que é que a senhora vê no meu futuro?
A vidente concentra-se, respira fundo, e responde:
- Vejo o senhor a passear numa avenida, em carro aberto e uma multidão a acenar-lhe entusiasmada.
Sócrates sorri e pergunta:
- Essa multidão está feliz?
- Sim, feliz como nunca!
- E eles estão a correr atrás do carro?
- Sim, à volta do carro. Os batedores estão a ter dificuldades em abrir caminho.
- Eles levam bandeiras?
- Sim, bandeiras de Portugal, e faixas com palavras de esperança e de um futuro em breve melhor.
- Eles gritam de alegria?
- Sim, gritam frases de esperança como: 'Agora sim!! Agora vai melhorar!!!'
- E eu? Como estou eu a reagir?
- Não consigo ver.
- E por que não?
- O caixão está chumbado.
Um dos quatro jornais para onde escrevo, quinzenalmente, convidou-me, há dias, para ser a "consultora sentimental" de uma nova rubrica com esse tema, que a Redacção pretende implementar.
Dizem eles que é um tópico que atrai muitos leitores e que, como sou uma pessoa divertida, o tema seria um sucesso, pois já me estavam a imaginar a dar conselhos do "arco da velha".
Enganaram-se redondamente, porque eu recusei a proposta.
Existe uma condição deontológica e ética que não me permitiria fazer esse papel e mesmo que essa condição não existisse, eu recusaria na mesma. Não gosto de brincar com os sentimentos alheios, como também não gosto que brinquem comigo.
Nessas coisas de sentimentos, como não gosto de compromissos sérios, até utilizo uma estratégia que tem dado um resultadão.
Trata-se de ter um número de telemóvel destinado apenas e só àquelas pessoas que ainda não conhecemos muito bem, ou que, como D. Sebastião, se perderam no nevoeiro do tempo e reapareceram, anos depois, a querer "lulas".
Eu adoptei essa estratégia porque, em caso de essa pessoa não corresponder às minhas expectativas, poderá ser facilmente "descartada", sem eu ter de mudar de número de telemóvel, o que seria uma maçada. Teria de avisar a família toda e um grande número de pessoas que, essas sim, por serem verdadeiros amigos, merecem ter o meu número de telemóvel.
Graças a essa estratégia, há quase dois anos, apanhei uma "ratazana" bem gorda, na ratoeira. O número que lhe dei e que ainda deve ter, era só destinado a ele que fez um péssimo uso da confiança depositada na sua pessoa, demonstrando, assim, não ser pessoa de bem, como eu já desconfiava há muito tempo.
Por isso, moçoilas deste País, aprendam a estratégia e não se arrependerão.
E quem diz moçoilas, diz moçoilos também. Eu sou pela igualdade.
Dá um certo gozo enfiar esse cartão num telemóvel velho e tê-lo sempre carregado e a funcionar, para o emplastro ou emplastra pensar que é o nosso número de telemóvel.
Aprendam que eu não duro sempre.
Kaneko, eu não queria, mas acho que acabei por dar um conselho sentimental.
Foi sem querer.
Beijokas!
A noite passada fiz uma directa, para assistir ao concerto de orgão, do organista Sérgio Silva, na Igreja de Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro.
Sentia uma certa curiosidade em saber como seria este licenciado em informática e gestão de empresas, a tocar orgão.
Uns amigos barreirenses, sabendo que tenho uma enorme preferência por concertos de orgão, para me atrairem ao Barreiro, no pressuposto de que ficaria, para passar o fim de semana e ir com eles para a "night", informaram-me que também iria actuar o organista titular da Igreja da Lapa, no Porto, Filipe Veríssimo, por quem nutro grande admiração.
"Voei" do Porto ao Barreiro e, quando cheguei, já o concerto ia quase a meio.
Aqueles sacanas, só quando acabou, é que me confessaram a verdade e que afinal não havia também Filipe Veríssimo.
Seja como fôr, adorei a interpretação.
Fiquei surpreendida por estarem tão poucas pessoas a assistir, mas ao mesmo tempo fiquei satisfeita por saber que ainda há pessoas sensiveis no Barreiro, que gostam daquele género de música e que foram porque gostam e não para se mostrar, como costumam fazer algumas figuras ditas "públicas".
Como costumamos dizer, o público era pouco mas era bom, apesar de a maior parte das pessoas apresentar um semblante triste.
O único senão, foi uma viagem de ida e volta que me cansou imenso, pois saí do Porto às sete da tarde e, às quatro da manhã, já estava a atravessar a ponte do Freixo, de regresso aos meus domínios.
Gostei imenso do concerto e faria de novo uma "directa", para assistir a outro igual.