sábado, 26 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
domingo, 20 de fevereiro de 2011
SOMEWHERE...

Conta a lenda que uma jovem mariposa - de corpo frágil e alma sensível - voava ao sabor do vento.
Certa tarde, quando viu uma estrela muito brilhante, apaixonou-se.
Excitadíssima, voltou imediatamente para casa, louca para contar à mãe que havia descoberto o que era o amor.
- Que asneira - foi a resposta fria, que escutou.
- As estrelas não foram feitas para que as mariposas possam voar em torno delas.
Procura um poste ou um candeeiro, e apaixona-te por algo assim. Para isso nós fomos criadas.
Decepcionada, a mariposa resolveu simplesmente ignorar o comentário da mãe, e permitiu-se ficar de novo alegre com a sua descoberta.
- Que maravilha poder sonhar! - pensava.
Na noite seguinte, a estrela continuava no mesmo lugar, e ela decidiu que iria subir até o céu, voar em torno daquela luz radiante, e demonstrar o seu amor.
Foi muito difícil ir além da altura com a qual estava acostumada, mas conseguiu subir alguns metros acima do seu vôo normal. Entendeu que, se cada dia progredisse um bocadinho, iria acabar por chegar à estrela. Então armou-se de paciência e começou a tentar vencer a distância que a separava do seu amor.
Esperava com ansiedade que a noite descesse, e quando via os primeiros raios da estrela, batia ansiosamente as asas em direção ao firmamento. A mãe ficava cada vez mais furiosa:
- Estou muito decepcionada com a minha filha - dizia.- Todas as suas irmãs, primas e sobrinhas já têm lindas queimaduras nas asas, provocadas por lâmpadas! Só o calor de uma lâmpada é capaz de aquecer o coração de uma mariposa. Devias deixar de lado estes sonhos inúteis, e arranjar um amor que possas alcançar.
A jovem mariposa, irritada porque ninguém respeitava o que sentia, resolveu sair de casa. Mas, no fundo - como, aliás, sempre acontece- ficou marcada pelas palavras da mãe, e achou que ela tinha razão.
Por algum tempo, tentou esquecer a estrela e apaixonar-se pela luz dos abajures de casas sumptuosas, pelas luminárias que mostravam as cores de quadros magníficos, pelo fogo das velas que queimavam nas mais belas catedrais do mundo.
Mas o seu coração não conseguia esquecer a estrela, e, depois de ver que a vida sem o seu verdadeiro amor não tinha sentido, resolveu retomar a sua caminhada em direcção ao céu.
Noite após noite, tentava voar o mais alto possível, mas quando a manhã chegava, estava com o corpo gelado e a alma mergulhada em tristeza.
Entretanto, à medida que ia ficando mais velha, passou a prestar atenção a tudo o que via à sua volta. Lá do alto, podia ver as cidades cheias de luzes, onde provavelmente as suas primas, irmãs e sobrinhas já tinham encontrado um amor.
Via as montanhas geladas, os oceanos com ondas gigantescas, as nuvens que mudavam de forma a cada minuto. A mariposa começou a amar cada vez mais a sua estrela, porque era ela quem a empurrava para ver um mundo tão rico e tão lindo.
Muitos anos passaram, e um belo dia ela resolveu voltar à sua casa. Foi então que soube pelos vizinhos que a mãe, irmãs, primas e sobrinhas, e todas as mariposas que havia conhecido, já tinham morrido queimadas nas lâmpadas e nas chamas das velas, destruídas pelo amor que julgavam fácil.
A mariposa, embora jamais tenha conseguido chegar à sua estrela, viveu muitos anos ainda, descobrindo, todas as noites, algo diferente e interessante.
Esta história não é minha, é uma metáfora.
Todos nós temos a nossa “estrela”.
A minha também existe e também eu sou uma mariposa teimosa.
sábado, 19 de fevereiro de 2011
ELE CONTINUA A SER UM GRANDE "ARTISTA"

Cheio de pressa, o homem chegou na quinta-feira ao Centro de Saúde de Alvalade e passou à frente de todos os utentes que aguardavam pacientemente, na fila, a sua vez de serem atendidos.
Invadiu o consultório e exigiu à médica, que lhe fosse passado um atestado médico, pois estava com muita pressa, porque tinha de ir apanhar um avião.
Pergunta-se:
Sendo arguido no processo Face Oculta, como poderá viajar para o estrangeiro, sem autorização do Tribunal?
Como é que os serviços administrativos e o segurança permitiram que tal acontecesse?
O homem tinha a consulta marcada, ou vaga de consulta aberta, atribuida?
Foi feita a ficha de contacto e pagos os € 2,25?
Por que motivo um milionário como ele, vai a um Centro de Saúde pedir um atestado médico? Com que intenção?
E por que motivo a médica teve medo e lhe passou o atestado assim "à pato"? Estará com medo dos homens do avental?
Várias perguntas ficarão no ar e caberá a quem de direito respondê-las de uma forma que nos convença a todos e não deixe margem para dúvidas.
Uma coisa não me sai da cabeça. Certamente que aquele atestado médico vai servir para justificar mais uma das suas trafulhices.
O pessoal de Lisboa demonstrou ser muito "soft".
Só tenho pena que o homem não tenha vindo a um dos Centros de Saúde da minha área.
Garanto que ele, em vez de ir apanhar o avião, apanhava o helicóptero do INEM, com destino ao Hospital de S. João.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
MATEI O CUPIDO

Dizem que o Cupido, além de ser o deus do amor, também significa desejo de poder, ambição, para além de desejo físico.
"Cupidus" era o termo em latim, empregado para designar quem praticava o "cupido", e significava também devasso, corrupto, libertino, lascivo e luxurioso.
Hoje resolvi matar o Cupido.
Mais logo não vai haver jantar de comemoração para ninguém. Fui eu que vos libertei dessa tremenda seca de fingir que amam alguém, só para terem acesso a uma queca com direito a tudo o que uma boa queca contempla.
Não quero que mais nenhum ser humano passe por aquela situação degradante que observei o ano passado.
Vários casais num restaurante, em jantar de dia de namorados, de velinha acesa e ar enfastiado, a brincar com os telemóveis, desejando que o suplício terminasse o mais rápido possível, enquanto eu e um grupo de amigos, todos descomprometidos, nos divertiamos à brava, só de ver aqueles infelizes todos, a tentar "salvar" o que se via a olho nú, não ter salvação possível.
Matei-o com requintes de malvadez e enfiei-lhe a seta num certo sítio.
Não fosse ele apanhar-me de costas e acertar-me com a merda da flecha, fazendo-me ficar apaixonada por um labrego qualquer e, no próximo ano, estar eu também naquele restaurante a fazer companhia a todos aqueles pares infelizes, que fingem amar-se acima de tudo, sem um gesto de carinho, sem cumplicidade, com os cotovelos em cima da mesa e o queixo na mão, com ar enfadado, calada e solitária, a fingir que sou uma mulher feliz.
Dia dos Namorados?
Eu diria, antes, "Dia dos Encalhados".
domingo, 13 de fevereiro de 2011
O DIA DOS NAMORADOS

Ando furibunda com a publicidade que ultimamente tenho recebido de agências de viagens, a convidar-me a uma "escapadinha" no dia dos namorados, publicidade essa que me tem entupido a caixa do correio.
Enviam-me prospectos de hoteis, resorts e spa's, onde se vêem camas enormes, em cenários apelativos, convidativos, dizem eles, a "estreitar a relação".
Só que eles não sabem que quanto mais conheço o bicho homem, mais gosto do meu gato.
São muito semelhantes. Ambos peludos e capazes de passar um dia inteiro a dormir e sem fazer nenhum. Quando nos saturam, podemos pegar neles e pô-los lá fora, na rua, ao luar.
Considero que os homens são preguiçosos, traiçoeiros e mentirosos, é verdade.
Mas não há outros.
sábado, 12 de fevereiro de 2011
PAÍS DE MERDA

Estive fora uma semana inteira, a passar alguns dias na companhia daquele que será talvez o amigo mais antigo que eu tenho, um francês que conheci quando tinha dez anos e com quem jogava ao prego na praia da Figueira da Foz, sob o olhar atento das nossas mães que já anteviam, um dia mais tarde, um possível casamento.
Divertiamo-nos imenso e ainda hoje nos divertimos, quando estamos juntos, mas nunca pensámos em casar.
Por que será que quando duas pessoas do sexo oposto se dão bem, há logo quem invente romances e pretenda casá-las?
Mas como eu ia dizendo, foi uma semana muito bem passada, que me fez esquecer completamente este país de merda, onde há idosos que morrem sozinhos e ficam durante vários anos, mumificados, dentro de casa, porque a GNR e o MP não estiveram para se maçar e ignoraram a preocupação de familiares e da vizinha do lado, porque a senhora não cheirava mal.
Um idoso de Cantanhede teve mais "sorte". Foi encontrado morto em casa, ao fim de "apenas" três meses, também por insistência dos vizinhos.
Outra mulher, na Madeira, foi encontrada morta, ao fim de oito anos, a vinte metros do automóvel com o qual se despistou.
Isto brada aos céus.
Que país é este, que sociedade é esta, que ignora o seu próximo?
Estaremos todos mortos?
"METADE"

"Que a força do medo que eu tenho,
não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo o que acredito
não me tape os ouvidos e a boca.
Porque metade de mim é o que eu grito,
mas a outra metade é silêncio...
Que a música que eu ouço ao longe,
seja linda, ainda que triste...
Que a mulher que eu amo
seja para sempre amada
mesmo que distante.
Porque metade de mim é partida,
mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
não sejam ouvidas como prece
e nem repetidas com fervor,
apenas respeitadas,
como a única coisa que resta
a um homem inundado de sentimentos.
Porque metade de mim é o que ouço,
mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
se transforme na calma e na paz
que eu mereço.
E que essa tensão
que me corrói por dentro
seja um dia recompensada.
Porque metade de mim é o que eu penso,
mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste
e que o convívio comigo mesmo
se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto,
um doce sorriso,
que me lembro ter dado na infância.
Porque metade de mim
é a lembrança do que fui,
a outra metade eu não sei.
Que não seja preciso
mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito.
E que o teu silêncio
me fale cada vez mais.
Porque metade de mim
é abrigo, mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta,
mesmo que ela não saiba.
E que ninguém a tente complicar
porque é preciso simplicidade
para fazê-la florescer.
Porque metade de mim é platéia
e a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada.
Porque metade de mim é amor,
e a outra metade...
também"
Autoria: Oswaldo Montenegro
Obrigada a quem me dedicou este poema, pedindo-me que o publicasse no Blog Angolana. Faço-lhe apenas uma pequena (grande) correcção. O Autor não é Ferreira Gullar, como indicou, mas sim Oswaldo Montenegro, grande poeta brasileiro contemporâneo. O seu a seu dono. Espero que não fique zangado comigo.
sábado, 5 de fevereiro de 2011
UMA RARIDADE
O pequenito que canta com Mario Lanza, é, nada mais nada menos, Luciano Pavarotti.
Em Dezembro de 1950.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
UMA TREMENDA FALTA DE EDUCAÇÃO

Uma das coisas que me tem impressionado imenso, em Portugal, é a tremenda falta de educação e de respeito que algumas pessoas nutrem pelo seu semelhante.
Há situações que tenho observado e que me têm causado uma certa repulsa.
Uma delas é o facto de grande parte das pessoas não respeitar o outro nem o meio ambiente em que se insere.
Vem isto a propósito de ter ido hoje a um supermercado e de se encontrar na fila, alguns lugares atrás de mim, um idoso com canadianas, bastante debilitado, só com um saco de pão na mão, a quem me apressei a dar prioridade, chamando a atenção da moça da caixa, pois a legislação em vigor sobre a matéria, nos estabelecimentos comerciais, é muito clara nesse sentido e esse dito supermercado não tinha, a funcionar, a caixa destinada a essas pessoas. Logo uma "galinha" começou a carcarejar, dizendo que se todos dessem o lugar e deixassem passar à frente, nunca mais iriamos sair dali.
Chocante!
Cá fora, no estacionamento, vêem-se automóveis de pessoas sãs, estacionados nos lugares destinados a deficientes e essa é uma prática recorrente em todos os estacionamentos de Portugal.
Quando viajo, nas filas de embarque no Aeroporto, a prioridade é para os idosos e para as pessoas que viajam com crianças, mas quem geralmente passa à frente são os "iupizinhos" apressados ou passageiros que temem ficar em terra.
Nos autocarros assistem-se a cenas caricatas como a de os lugares destinados a pessoas com mobilidade reduzida, estarem todos ocupados por jovens saudáveis que viram a cara para a janela, quando entra algum idoso, pessoa com criança de colo ou alguém de muletas ou de canadianas.
Na rua vê-se gente a passear os seus cães e que não apanha as fezes deixadas pelos bichos.
Nos cinemas e nos teatros ouvem-se telemóveis a tocar a toda a hora e as pessoas não se coibem de atender, incomodando os restantes espectadores com as suas conversas da treta.
No trânsito é o que se vê. Algumas pessoas transformam-se completamente, e viram autênticas feras, ao volante de um automóvel.
Nas casas de banho públicas, deita-se o papel das mãos para dentro das sanitas e o autoclismo não é descarregado.
Nas praias, durante o Verão, espalham-se os ossos da galinha que serviu de farnel e as garrafas de cerveja vazias, pelo areal.
Mas o que considero pior, é quando chego a um local e digo "Bom dia", "Boa tarde" ou "Boa noite" e não obtenho qualquer resposta.
Ficam a olhar para mim, com um ar bovino, certamente a pensar que devo ser o ET.
E assim vai Portugal.
domingo, 30 de janeiro de 2011
"PRESENÇA AFRICANA"
"E apesar de tudo,
Ainda sou a mesma!
Livre e esguia,
filha eterna de quanta rebeldia
me sagrou.
Mãe-África!
Mãe forte da floresta e do deserto,
ainda sou,
a Irmã-Mulher
de tudo o que em ti vibra
puro e incerto...
A dos coqueiros,
de cabeleiras verdes
e corpos arrojados
sobre o azul...
A do dendém
Nascendo dos braços das palmeiras...
A do sol bom, mordendo
o chão das Ingombotas...
A das acácias rubras,
Salpicando de sangue as avenidas,
longas e floridas...
Sim!, ainda sou a mesma.
A do amor transbordando
pelos carregadores do cais
suados e confusos,
pelos bairros imundos e dormentes
(Rua 11!... Rua 11!...)
pelos meninos
de barriga inchada e olhos fundos...
Sem dores nem alegrias,
de tronco nu
e corpo musculoso,
a raça escreve a prumo,
a força destes dias...
E eu revendo ainda, e sempre, nela,
aquela
Longa história inconsequente...
Minha terra...
Minha, eternamente...
Terra das acácias, dos dongos,
dos cólios baloiçando, mansamente...
Terra!
Ainda sou a mesma.
Ainda sou a que num canto novo
pura e livre,
me levanto,
ao aceno do teu povo!"
In Alda Lara - Benguela,1953 (de Poemas,1966)
sábado, 29 de janeiro de 2011
PALAVRAS ESCRITAS

Desde que retomei o blog, ultimamente tenho feito um grande esforço para poder cumprir a promessa que fiz a alguém, de vir aqui "postar" pelo menos um texto por semana.
Tenho andado a braços com relatórios e mais relatórios, planos e mais planos de acção, compromissos inadiáveis e outros afins, que me têm roubado aquela possibilidade que normalmente toda a gente tem, de parar um instante e deitar-se de "papo para o ar", a preguiçar um pouco.
Acho que nunca soube o que foi "preguiçar" porque, mesmo preguiçando, não consigo deixar de trabalhar.
Falo pouco. Sempre me exprimi melhor através da escrita e é através da escrita que consigo comunicar melhor. Podia pegar no telefone e dizer o que tenho a dizer a toda a gente. Mas não. Eu escrevo, o que joga simultaneamente a meu favor e contra mim, porque jamais alguém poderá negar aquilo que eu "digo".
Um dia, há muito tempo, alguém me pediu: "escreve-me". Esse alguém era e é uma pessoa só, confusa, mergulhada em oposições e tormentos imaginários, que eu nunca entendi muito bem. Acho que se perdeu e nunca mais se encontrou. Agora já é tarde demais para fazer por isso.
Vem isto a propósito de nada. Sou daquelas pessoas que abomina o fonocentrismo, com os privilégios que a tradição filosófica ocidental outorga à fala.
Considero que existe uma oposição fatal entre fala e escrita e alguns autores até dizem que a fala é superior à escrita, naquele sentido ambíguo que nos remete tanto à cura como ao veneno. As palavras salvam, mas também matam. Elas voam mas os escritos ficam, propiciando indagações sobre o sentido da vida e de cada um de nós.
A partir de hoje, irei escrever menos, mas nunca deixarei de escrever.
REFLEXÕES
Acordo muito cedo, aos fins de semana. Gosto de madrugar para poder cumprir com todos os meus rituais e reflectir um pouco.
Acho que a maior parte das pessoas não terá esse hábito, o da reflexão.
Ultimamente tenho dado comigo a questionar-me sobre muitas coisas e acho que serão os efeitos da idade. À medida que avançamos no tempo, as memórias e as vivências solidificam e, quando damos conta, estamos sentados num canto, a interiorizar tudo aquilo que fomos, o que fizemos da nossa vida e, também, tudo aquilo que deixámos por fazer ou por dizer.
A música acompanha-me sempre. Seria incapaz de viver sem ela, como seria incapaz de viver sem os livros, o mar, o sol e os amigos que tenho.
Hoje, ao ir comprar o "Expresso", uma das minhas rotinas de fim de semana, o rádio do carro estava a tocar a bela canção "One of us" de Joan Osborne. Como sempre, fui traduzindo a letra mentalmente, numa espécie de oração matinal.
E se Deus fosse mesmo um de nós?
Apenas um preguiçoso como qualquer um de nós, um estranho com quem nos cruzamos todos os dias no Metro, no autocarro, no supermercado ou no sítio onde vamos almoçar?
Qual seria o Seu nome?
Como seria o Seu rosto?
Prefiro pensar que há um lado nosso que faz de Deus, que nos regula a existência, em função dos nossos padrões éticos e axiológicos. Um Deus que erra, que se ri e chora
mas que nos perdoa sempre, porque foi criado por nós e faz parte do nosso mundo interior.
Para contactá-Lo bastará apenas olharmos para o espelho e reflectir.
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