Alguém do PS chamou a Pedro Passos Coelho “o Africanista de Massamá”.
Ora, o aparecimento de imigrantes indianos e paquistaneses, na campanha socialista, leva-nos a crer que Sócrates, invejoso, não quis ficar atrás e, vai daí, toca a recrutar uma série de imigrantes ilegais, sabe-se lá onde, só para merecer o cognome de “El Paquistanês”.
É conhecida a defesa que o PS faz do Estado social, acusando os adversários de quererem destruir essa conquista.
Sinto-me comovida e deveras emocionada por verificar que “El Paquistanês”, depois de vários anos a ajudar portugueses, colocando-os na direcção das maiores empresas públicas e bancos, e depois de auxiliar empresas de construção civil, a sobreviver graças a parcerias público-privadas, se virou agora para os imigrantes e resolveu oferecer-lhes transporte e refeições gratuitas, em sacos de plástico, durante a campanha do PS, no Alentejo.
Viva o estado social de “El Paquistanês”, que se aproveita da miséria de uns pobres imigrantes, sem eira nem beira, que nem falar português sabem.
Guterres dizia que os portugueses não são números.
“El Paquistanês” também acredita que os imigrantes também não. Por isso recorreu a eles. Assim o Partido Socialista contribui para um mundo melhor, juntando paquistaneses e indianos e fazendo pelas relações complicadas entre estes dois países, aquilo que Obama não conseguiu com a Palestina e Israel.
O mentiroso compulsivo está tão desesperado que chegou ao ponto de arregimentar imigrantes que não podem votar, para fazerem número no comício de sábado passado, em Évora, não se sabe com que intuito, já que actualmente só podem votar os cidadãos com residência legal em TN há mais de três anos, oriundos da Argentina, Chile, Estónia, Israel, Noruega, Peru, Uruguai, Venezuela, os Brasileiros que tenham requerido a igualdade de direitos políticos, porque os que requereram só a igualdade de direitos e deveres, votam apenas nas autárquicas e os Caboverdianos também residentes há mais de dois anos, que votam apenas nas eleições autárquicas.
Havia cidadãos estrangeiros para todos os gostos. Africanos, chineses, bengalis, paquistaneses, indianos, estes últimos muito bem representados por cidadãos da etnia Sikh, com as suas longas barbas e turbantes coloridos.
Nenhum deles falava português fluente e quando inquiridos sobre o motivo da sua presença, nenhum soube explicar por que estava ali a apoiar Sócrates e o Partido Socialista.
A mim pareceu-me que estavam todos muito mais interessados no farnel que lhes foi prometido e distribuido em sacos de plástico e que, obviamente, não devia ter chegado para todos.
Não me admira que alguns deles estejam ilegalmente no nosso país.
Da mesma forma, e durante o almoço em Elvas, uma velhota "pôs a boca no trombone" e contou à malta que tinha ido ao almoço da campanha, porque era de graça e que tinha sido levada, pelo Presidente da sua Junta de Freguesia, juntamente com outras pessoas, em dois autocarros. Achei graça ao tom da velhota quando disse: "Atão, se me querem cá, têm de me dar alguma coisa, na é?".
Seria bom sabermos com que verbas foram pagos esses autocarros dessa Junta de Freguesia e os que transportaram os imigrantes desde Lisboa e se na campanha do Partido Socialista estão, ou não, a ser utilizados meios e verbas do Estado.
O desespero é tão grande, que eles não olham a meios para atingir fins.
O Compositor da música do filme "Gladiador", devia processar o Partido Socialista pelo uso abusivo do tema do filme, que já fez com que muitas pessoas tenham aversão à música.
Pessoalmente, quando a oiço em qualquer sítio, fico logo com brotoeja e à espera de ver surgir o aldrabão-mor, acompanhado do seu séquito de estarolas, a vomitar mentiras e as baboseiras do costume, com a sua mãozinha direita a gesticular, para cima e para baixo, num gesto que me faz lembrar algo que, por pudor, não menciono aqui.
Há um sítio cá em casa, onde passo a maior parte do tempo e que, por isso mesmo, é o sítio mais desarrumado, dos meus domínios.
É lá que me sinto bem, é lá que guardo os CD's das músicas que mais gosto, os computadores e os livros técnicos, que utilizo todos os dias.
Como boa benfiquista que sou, não poderiam faltar as águias que funcionam, às vezes, como suporte de livros.
Vou ter de pedir ajuda ao meu "Bizinho", Conde do Barreiro Velho, para organizar a minha biblioteca que actualmente contém mais de dois mil livros desarrumados noutros compartimentos.
Já sei que ele vai dar-me uma corrida, pois em matéria de livros, ele é uma pessoa extremamente metódica e organizada, com uma biblioteca de fazer inveja ao Umberto Eco.
Bizinho, prometo que lhe empresto os livros todos que quiser.
Israel Ka‘ano‘i Kamakawiwo'ole (IZ), ao longo da sua carreira musical, debateu-se com muitos problemas de saúde relacionados com o seu peso excessivo chegando a pesar 343 kg, num corpo com 1,88 m. Em 1997, com 38 anos, faleceu devido a problemas respiratórios causados pela obesidade mórbida.
Um dos seus álbuns mais famosos foi "Facing the Future", de 1993, trabalho que o lançou para a fama mundial, onde consta o tema "Over the Rainbow/What a Wonderful World", uma versão que mistura os dois clássicos da música dos E.U.A.: "Somewhere Over the Rainbow", do filme The Wizard of Oz (O Feiticeiro de Oz), e "What a Wonderful World", onde apenas se ouve a sua voz suave acompanhada pelo seu ukelele, que rapidamente se tornou um êxito mundial e que lhe rendeu vários prémios.
No vídeo podemos ver o momento em que as suas cinzas são deitadas ao mar do Havai, a sua terra natal que ele sonhava ver independente.
Neste momento, e catorze anos depois da sua morte, esta música é um dos maiores sucessos na Europa e podemos constatar que, afinal, não é só em Portugal que os grandes intérpretes só são reconhecidos depois de mortos.
Ontem, no jantar de confraternização, organizado todos os anos por aqueles que fazem o favor de ser meus amigos desde os tempos de Faculdade, dizia-me um deles, o mais velho do nosso grupo, a quem carinhosamente tratamos por "Avô":
- “Geração à rasca foi a minha. Foi uma geração que viveu num país vazio de gente por causa da emigração e da guerra colonial, onde era proibido ser diferente ou pensar que todos deveriam ter acesso à saúde, ao ensino e à segurança social.
Uma Geração de opiniões censuradas a lápis azul. De mulheres com poucos direitos, mas de homens cheios deles. De mulheres grávidas sem assistência e de crianças analfabetas. A mortalidade infantil, naquele tempo, era de 44,9%. Hoje é de 3,6%.
Uma Geração que viveu num país onde o casamento era para toda a vida, o divórcio proibido, as uniões de facto eram pecado mortal e ter filhos, sem casar, uma desonra.
Hoje, o conceito de família mudou. Há casados, divorciados, recasados, em união de facto, casais homossexuais, monoparentais, sem filhos por opção, mães solteiras porque sim, pais biológicos, etc..
A mulher era considerada, perante a lei, um ser inferior. A sociedade subjugava-a ao marido, o chefe de família, que tinha o direito de não autorizar a sua saída do país e que podia, sem permissão, ler-lhe a correspondência e decidir por ela.
Quem usasse isqueiro tinha de obter uma licença para usá-lo, andar descalço dava direito a multa, etc.. Até a pobre bicicleta obrigava a uma licença de circulação.
Os televisores daquele tempo (que só havia nos cafés) eram a preto e branco, uns autênticos caixotes, em que se colocava um filtro colorido, no sentido de obter melhores imagens, e que apenas conseguia transformar os locutores em "zombies" desfocados. Hoje, existem plasmas, LCD ou Tv com LEDs, acessíveis a toda a população.
Na rádio ouviam-se apenas 3 estações, a oficial Emissora Nacional, a católica Rádio Renascença e o inovador Rádio Clube Português. Não tínhamos os Gato Fedorento, só ouvíamos “Os Parodiantes de Lisboa”, os humoristas da época. Havia serões para trabalhadores todos os sábados, na Emissora Nacional, agora há o Toni Carreira e o filho que enchem pavilhões quase todos os meses. A Lady Gaga vem cantar a Portugal e o Pavilhão Atlântico fica a abarrotar. Os U2, deram um concerto em Coimbra no ano passado, e um ano antes os bilhetes esgotaram.
As Docas eram para estivadores, e o Cais do Sodré para marujos. Hoje são para o JET 7que consome diariamente grandes quantidades de bebidas, e não só.
O Bairro Alto era para a malta ir às meninas, e para os boémios. Éramos a geração das tascas, do vinho tinto, das casas de fado e das “boites” de fama duvidosa. Discotecas eram as lojas que vendiam discos, como a Valentim de Carvalho, a Vadeca ou a Sasseti, e os discos eram de vinil.
As Redes Sociais chamavam-se Aerogramas, cartas que na nossa juventude enviávamos lá da guerra aos pais, noivas, namoradas, madrinhas de guerra, ou amigos que estavam por cá. Agora vivem na Internet, da socialização do Facebook e afins, de SMS e E-Mails mal escritos, cheios de "k" e vazios de conteúdo.
As viagens “Low-Cost” na nossa Geração eram feitas em Fiat 600, ou então nas viagens para as antigas colónias para combater o "inimigo". Quem não se lembra dos célebres Niassa, do Timor, do Quanza, do Índia entre outros, tenebrosos navios em que, quando embarcávamos, só tínhamos uma certeza... ...a viagem de ida.
Quer a viagem fosse para Angola, Moçambique ou Guiné, esses eram os nossos “cruzeiros”.
Ginásios? Só nas colectividades. Os SPA’S chamavam-se Termas e só serviam doentes.
Coca-Cola e Pepsi, eram proibidas. O "Botas", como era conhecido o Salazar, não nos deixava beber esses líquidos. Bebíamos, laranjada, gasosa e pirolito.
Recordo que na minha geração o País, tal como as fotografias, era a preto e branco.
A minha geração sim, viveu à rasca. Quantas vezes o meu almoço era uma laranja (quando havia), e a sopa que davam na escola. E, ao jantar, uma lata de sardinhas ou de atum em conserva, com umas batatas cozidas e cebola, que dava para 5 pessoas.
Na escola, quando terminei o antigo 7ºano do Liceu, recebi um beijo dos meus pais, o que me agradou imenso, pois não tinham mais nada para me dar. Hoje vão festejar os fins dos cursos, para fora do país, em grupos organizados, para comemorar, tudo pago pelos paizinhos.
Era o tempo em que só o filho do doutor estudava para doutor, o do engenheiro para engenheiro.
Têm brutos carros, Ipad’s, Iphones, PC’s, e tudo em quantidade. Pago pela geração que hoje tem a culpa de tudo!!!
Tiram cursos com notas "rascas", só para ter um diploma. Só querem trabalhar começando por cima.
Afinal qual é a geração à rasca?”, perguntou ele.
Geração à rasca, continuaremos a ser todos nós, respondi-lhe eu, se insistirmos e formos contumazes em suportar “políticos” de merda, como os que nos têm des(governado) desde o 25 de Abril de 1974.
O “remédio” estará nas mãos de cada um de nós, no próximo dia 5 de Junho.
Por este andar, não vai tardar muito que muitas pessoas nem uma laranja ou uma lata de conserva terão, para comer.
Por motivos profissionais, chego todos os dias tarde e a más horas, a casa, sem jantar, e como não é saudável empanturrar-me a essa hora, opto por comer apenas uma sopa e uma peça de fruta, geralmente uma maçã vermelha, igual à que a bruxa má ofereceu à Branca de Neve.
Ligo a televisão nas notícias e por ali fico sentada, de tabuleiro nos joelhos, a rever mentalmente tudo o que fiz ou deixei por fazer e a planear o dia seguinte.
Pelo meio surgem alguns pensamentos sobre a situação actual do país, no que toca a finanças, desemprego, carências sociais, instabilidade política, social e financeira e muitas outras coisas que preocuparão certamente qualquer pessoa que tenha um mínimo de sentido de Estado e de responsabilidade para com o seu próximo.
Hoje foi aqui que a porca torceu o rabo.
Ouvi uma notícia sobre a apresentação dos candidatos a deputados, do PS, pelo Distrito de Setúbal, e fiquei a saber que, afinal, eles têm uma "estratégia" para o Distrito e que foi «forte a aposta nas políticas de promoção da educação, de apoio às famílias jovens, aos idosos com investimentos em requalificação de escolas, creches, lares de idosos e outros equipamentos sociais».
São contumazes na bondosa avaliação que fazem de si próprios e do seu partido, porque se o que disseram é verdade, não se nota nada.
As famílias jovens de Setúbal e arredores, continuam a lutar com grandes dificuldades e têm-lhes sido retirados os poucos apoios que tinham, as creches são insuficientes para a quantidade de crianças que necessitam delas, aos lares de idosos só têm acesso aqueles cujas famílias podem pagar e as políticas de promoção da educação, são um caos.
Os portos de Sines e de Setúbal estão e sempre estiveram "às moscas", por falta de uma estratégia que lhes conferisse o importante lugar que deveriam ocupar na nossa economia e que não ocupam por falta de uma gestão competente e responsável.
Até parece que a Autoeuropa e a Portucel foram uma criação do partido socialista no Distrito e falam de Troia esquecendo-se de que é agora propriedade do Engº Belmiro de Azevedo e que, por isso mesmo, os autóctones estão proibidos de lá pôr os "cotos", pois aquilo agora é só para ricos.
Mais um "show-off", tão ao gosto do partido socialista, cujo líder é mestre em enganar o Zé Povinho com promessas que nunca terá intenção de cumprir.
Só blá, blá, blá.
Quando será que ouvirei os candidatos a deputados dos vários partidos, a apelar ao trabalho de todos, à produção, ao compromisso, ao desenvolvimento da agricultura, das pescas, dos serviços, dos transportes?
Afinal, para que servirão os portos, as estradas e as infra-estruturas se não produzimos nada e vivemos de aparências?
Nem do nosso sol, das nossas belas praias e das bonitas paisagens, sabemos tirar partido.
Infelizmente, e para mal dos nossos pecados, os compromissos dos políticos portugueses só emergem nas vésperas de eleições, quando fazem apelo ao voto.
Já dizia a minha amiga Izabel, com um "zê", que eu sou pródiga em atraír emplastros e situações do arco da velha, que não lembram nem ao diabo.
Diz ela que tal se deve à minha maneira de ser de angolana descontraída, com bom feitio, para quem está tudo bem, até um dia, quando a coisa fede, explode e já não há volta a dar. Aí viro bicho, fico impossível de aturar e posso até ser muito má.
Estava eu de regresso aos meus domínios nortenhos, após um belo fim de semana junto ao mar, quando resolvi entrar em Lisboa, para fazer umas compritas ali para os lados do Hotel Ritz, uma vez que vou ter um casamento brevemente e há por ali umas lojas dentro do meu estilo de roupa, que não são nada careiras.
Não sou moçoila de comprar nada contrafeito, muito menos aos chinocas e quejandos.
Prefiro os produtos nacionais e o comércio tradicional, pois temos boas lojas, bons texteis, bons costureiros, estilistas e troco facilmente uma carteira "Burberry" por uma "Cavalinho", sem qualquer pudor, porque não fica atrás das melhores marcas europeias.
Não ando nos sites que vendem, à descarada, "marcas" contrafeitas, a comprar produtos a um décimo do preço, só para fazer a figura bacôca de andar vestida de "marca", enquanto os legítimos criadores estão a ser altamente lesados por esses piratas da contrafacção, que não pagam impostos e ainda gozam o prato por haver tótós que alinham nessas transacções fajutas, pagas com Pay Pal.
Agora que já fiz a apologia do produto nacional e critiquei quem apoia semelhante barbaridade, vou contar a minha saga numa caixa multibanco da Rua da Artilharia Um, que ultimamente se transformou numa zona muito mal frequentada.
Estava eu a levantar cem euritos, para a viagem de regresso, quando oiço atrás de mim uma voz masculina que me pergunta:
- "Quanto levas?"
Concentrada que estava, a levantar o dinheiro, tive a estranha e desagradável sensação que iria ser assaltada por aquele sujeito perfumado, atraente, de meia idade, e tentei ganhar tempo, para pôr em prática tudo o que aprendi no IKMA do Porto, com o meu Mestre Victor Martins, do melhor que há no país, em Krav Maga.
O pensamento correu veloz, na selecção mental de todos os objectos que tinha em meu poder e que poderiam servir-me de arma de defesa. Desde a chave do carro, a uma esferográfica pontiaguda "Cross", até aos meus saltos altos, tudo estava em alerta máximo.
Para ganhar tempo, antes de lhe dar uma pisadela no dedo grande do pé, um pontapé nos tintins, ou enfiar-lhe a esferográfica e o cartão multibanco num sitío qualquer, resolvi responder-lhe.
- "Cem euros".
- "Levas caro, tu. Cem euros é muita massa. Mas és boa, muito boa mesmo".
Dizendo isto, afastou-se deixando-me em estado de choque e na maior perplexidade de que tenho memória.
Eu a pensar que ele me queria assaltar e levar-me os cem euros e ele a armar-se em parvo e a confundir-me com uma das "micas" que abundam naquela zona de Lisboa.
Fui trazida à realidade pela voz irritante que saía da máquina ATM e que não se calava, pedindo-me que retirasse o meu dinheiro. "Retire o seu dinheiro", disse-me ela, vezes sem conta.
Passado o choque inicial, subsistiu o tal bom feitio que a Izabel sempre disse que eu tenho.
Veio-me à memória aquela canção do Herman José "És tão boa!", que ele cantou com a Odete Santos do PCP. Fui comprar o CD e vim de Lisboa ao Porto, muito divertida, a cantar também.
Bem lá no fundo, o homem não foi mal educado. Eu é que não devia estar ali. Quem me mandou estar àquela hora naquele sítio?
E isto cá para nós, até que faz bem à auto-estima de uma "gaija", ouvir assim uns "piropos", de vez em quando.
Amanhã, sexta-feira, a seguir ao almoço, vou partir para um fim de semana romântico, comigo mesmo.
Poderá parecer estranho, alguém passar um fim de semana romântico, consigo própria, mas é uma das coisas que gosto muito de fazer, quando estou cansada e quero fugir um pouco ao bulício e ao stress do dia a dia na cidade.
É bom não ter horas para nada, não ter de aturar ninguém, poder dar asas a tudo aquilo que se tem vontade de fazer e de não fazer, comer o que se quer.
O local de eleição é junto ao mar, onde há bom peixe, boa praia, sossego e uma casa que tenho fechada durante a maior parte do ano e que só é usada quando me dá na real gana de ir fazer mergulho e/ou os meus retiros "espirituais".
Curiosamente, e apesar de ter muitos amigos, só convidei uma vez uma pessoa para passar lá um fim de semana, pois considero-a o meu local "sagrado", que só irá ser conhecido quando eu um dia esticar o pernil e a mesma fôr deixada em testamento a um membro da família, que a mereça.
Ainda bem que essa tal pessoa declinou o convite, porque maldosa, "boquirrota" e "badaleira" como é, esse meu refúgio deixaria de ser o meu segredo e eu passaria a andar nas bocas do mundo como se fosse uma daquelas "profissionais do cabedal", que actuam na recta de Coina ou junto ao Clube de Vela do Barreiro.
Mas como vozes de burro não chegam ao Céu, Sesimbra cá vou eu!
O mentiroso compulsivo aproveitou o anúncio do acordo com o FMI, Comissão Europeia e BCE, para vir para a televisão fazer campanha eleitoral.
Com a maior desfaçatez, fazendo pose e tendo ao seu lado o ministro-cadáver, veio passar a mão no pêlo dos funcionários públicos, reformados e trabalhadores que auferem o salário mínimo, dizendo o que não vai ser feito e escondendo o lado negro e duro da questão, que envolve as sérias medidas de austeridade que vão vir por aí.
Fartou-se de bolsar banha da cobra sob o olhar crispado do ministro-cadáver.
O que eu queria ter ouvido era o tipo de medidas que vão ser tomadas. Se vão ser extintos os 14.000 institutos públicos e os governos civis que não servem para nada, se vai ser reduzido o número de deputados, de administradores disto e daquilo, de directores-gerais e de juntas de freguesia, de fundações e de empresas com participações do Estado, que são um sorvedouro de dinheiros públicos.
O ministro-cadáver certamente que teria muito mais para dizer do que aquilo que foi dito, mas ele não deixou.
O tal acordo, disse ele, terá a validade de três anos.
O que quer dizer que, daqui a três anos, e atentos aos indicadores, Portugal estará na bancarrota total.