Após uma semanita de férias num paraíso espanhol, chamado Cangas de Morrazo, onde tenho óptimos amigos espanhois, com quem tenho por hábito passar uma semana de férias, todos os anos, geralmente durante o mês de Agosto, por ser o mais quente, eis-me de volta a este país desconchavado, sem rei nem roque, de tal forma que a minha vontade era a de ficar por lá e não regressar mais.
Segundo o que li na imprensa espanhola, durante o tempo que lá estive, o querido mês de Agosto, em Portugal, tem sido um mês de escandaleira política, que até mete dó.
Descobertas recentes de défices e mais défices, facturas misteriosas, vigarices e mais vigarices, cambalachos, e sempre os mesmos a pagar o "pato", de tal forma que já não tenho pachorra para aturar isto.
Acho que me vou desligar completamente do quotidiano português e, sempre que puder, irei ficar mais perto da Natureza, junto ao mar, aquele mar espanhol, de Barra, onde não há preconceitos, onde cada um é igual a si próprio.
Viva a Natureza!
Vivam todos aqueles que amam o mar, o céu e a terra, e a preservam.
Os "políticos" podem ir todos para um sítio que aqui não digo, enterradinhos até ao pescoço, pois não fazem cá falta nenhuma.
Pelas notícias que se têm lido ultimamente, seriamos todos muito mais felizes e tolerantes, se não existisse essa classe de incompetentes oportunistas, ao cimo da terra.
Só para avisar os amigos do peito, que já cheguei da minha viagem à China e já cumpri a promessa da Tia Vivi, de levá-la à porta da Igreja de Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro, para ela integrar a Procissão de 15 de Agosto passado.
Trago imensas novidades na bagagem, fotografias e vídeos que não posso publicar aqui, uma vez que não tenho autorização das pessoas que me acompanharam, e como eu sou uma pessoa educada e com berço, jamais publicaria o que quer que fosse sem autorização, a menos que se tratassem de figuras públicas, o que não é o caso.
Como sou naturista, todos os anos faço uma semana de praia na Galiza, em Cangas de Morrazo, na praia de Barra, junto ao Cabo Home, porque sou muito "branquinha" e é a maneira de ficar morenaça por inteiro, antes de rumar a sul, para praticar os meus desportos favoritos, que são a natação e o mergulho.
É uma praia de pessoas muito civilizadas, sem os mirones bacocos, que costumamos ver cá em Portugal, quando vêem alguém a fazer naturismo ou topless.
Nesse aspecto, os espanhois são mais civilizados e educados que nós.
Quem fôr adepto do naturismo, aconselho vivamente aquela praia. É magnífica, de águas quentes e cristalinas e tem um pinhal onde podemos estender redes nas árvores e dormir umas valentes sonecas, à sombra. Ao longe podemos ver as Ilhas Ciés, com um cenário magnífico.
Há imensos hoteis por perto e parques de campismo.
Amanhã, pela madrugada, lá vou eu, novamente, para mais uma semana de lazer.
Esta semana vai ser de preparação para as férias que se avizinham.
Este ano, como fui uma menina muito "espertinha", vou ter a sorte de conhecer a China, no âmbito de uma bolsa obtida no Curso de Mandarim, que tirei o ano passado na Faculdade de Letras.
Vão ser doze dias de treino daquele dialecto, no terreno, na Universidade de Pequim, a começar no início de Agosto e durante duas semanas inteirinhas.
Era um dos meus sonhos. Conhecer a China, ir à Grande Muralha e ao Templo de Shaolin e só vou porque não vou pagar nada. Foi um prémio ganho com muito esforço e merecido.
Já tenho a postos a minha câmara de vídeo e duas máquinas fotográficas, para registar todos os momentos.
Se o avião não caír e correr tudo bem, estarei de volta a tempo de ir levar a minha Tia Vivi à Procissão de Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro, dia 15 de Agosto, conforme ela prometeu à Santa, quando estive a bater a "cacholeta".
Por motivos óbvios, não vou poder "postar" aqui as fotos que vou tirar durante a viagem, para não expôr as pessoas que me acompanham nesta aventura. Mas convido todos os meus amigos e amigas do peito, para um churrasco na minha casa de Sesimbra, quando regressar, para poderem vê-las e dar a Vossa opinião sobre os meus dotes de fotógrafa amadora.
Até lá, desejo boas férias a todos aqueles que ainda não as gozaram e, se possível, fiquem por cá, para poupar.
O chamado "bacalhau" já não tem o vigor nem o significado que tinha antigamente.
Hoje já se perdeu o costume de dar aqueles apertos de mão, fortes, firmes e decididos, sejam eles institucionais, circunstanciais ou ocasionais.
Há pessoas que nos estendem uma mão que mais parece um rabo de peixe mole, e esperam que lha apertemos.
Quando me calha um desses, corro de imediato para a primeira casa de banho que estiver disponível, para lavar e desinfectar muito bem as mãos, por forma a fazer desaparecer aquela desagradável sensação de que acabei de apertar uma pila mole.
Hoje li num Jornal Diário que a Câmara Municipal da Póvoa de Varzim tem andado literalmente "à rasca" para recrutar um Coveiro.
Abriu Concurso e o único candidato que apareceu, não reunia os requisitos, tendo chumbado nas provas práticas. É que isto de ser coveiro em Portugal, nos dias de hoje, tem muito que se lhe diga. Não é qualquer um que estará à altura de desempenhar tão exigente cargo.
É uma pena que José Sócrates, o candidato ideal, se tenha lembrado, agora, de ir para Paris, estudar Filosofia.
Já tem vínculo à Função Pública e era só uma questão de pedir a Mobilidade para a Câmara da Póvoa de Varzim.
Querem maior experiência do que a que ele tem?
O homem, sozinho, em seis anos, já enterrou um país inteiro, os que já se foram, os que ainda resistem, famílias inteiras, fábricas, indústria, agricultura, pesca, os professores, a função pública e a próxima geração.
Querem melhor "curriculum" do que este?
Não é justo!
Em vez de aproveitarem as suas capacidades, deixam-no ir estudar para Paris.
A propósito da morte da Zézinha Nogueira Pinto, ando há uns dias a observar o meu Vizinho do Barreiro Velho, que tem passado alguns momentos a falar para o seu "espelho", atormentado e mergulhado numa profunda angústia metódica, ocasionada pela leitura do Salmo (23) O Bom Pastor, invocado no texto de despedida daquela que ficará na história das mulheres portuguesas, como uma grande Senhora, pelo seu carácter resiliente e lutador.
Será o agnosticismo uma fuga, pergunta ele, no final da sua análise, tomando como exemplo aqueles cidadãos eleitos para a autarquia, que costumam acompanhar a Procissão de 15 de Agosto, no Barreiro.
Tema difícil este, pois confunde-se simultaneamente com racionalismo, ateísmo e cepticismo.
Para cada definição de Deus pode haver uma discussão diferente e diferentes grupos de ateus, teístas e agnósticos.
A identificação do agnosticismo com o cepticismo filosófico, de um lado, e com o ateísmo religioso, de outro, deu ao adjectivo "agnóstico", de uso muito amplo, uma pluralidade de significados que induz à confusão.
O termo "agnosticismo" apareceu pela primeira vez em 1869 num texto do inglês Thomas H. Huxley. Este Autor criou-o como antítese ao "gnóstico" da história da igreja, que sempre se mostrava, ou pretendia mostrar-se, sabedor de coisas que ele, Huxley, ignorava. E foi como naturalista que Huxley usou o vocábulo. Com ele, aludia à atitude filosófica que nega a possibilidade de dar solução a todas as questões que não podem ser tratadas de uma perspectiva científica, especialmente as de índole metafísica e religiosa. Com isso, pretendia refutar os ataques da igreja contra o evolucionismo de Charles Darwin, que também se havia declarado agnóstico. A definição de Huxley viria possibilitar diferentes concepções do agnosticismo.
Como se vê, e em bom rigor não se pode falar de agnosticismo, mas de agnosticismos e, melhor ainda, de agnósticos, já que existe notável variedade tanto no processo intelectual pelo qual se chega às teses agnósticas, como na formulação dessas teses.
A Zézinha Nogueira Pinto era uma mulher crente e de Fé, educada na Fé, naquela Fé incutida no seio familiar, no Colégio que frequentou e nos valores que professava, porque a Fé é a força da vida.
Mas era uma mulher de Fé, simultaneamente racional, pois compreendia e dava valor e atenção a tudo o que a rodeava.
É inegável que a Humanidade passa por um estado de declínio espiritual e o facto de alguns autarcas e outras personalidades fazerem o frete de acompanhar as Procissões do 15 de Agosto, ao longo dos anos, no Barreiro, é uma prova disso mesmo.
É aquilo a que costumo chamar o cristianismo do abandono, do ritualismo frio e vazio, ou do farisaísmo legalista.
Thomas Huxley, se fosse vivo, e fosse acompanhar a Procissão de Nossa Senhora do Rosário, no dia 15 de Agosto, no Barreiro, não deixaria de reafirmar a sua célebre frase, "O destino normal das novas verdades é começar como heresias e terminar como superstições".
Parece que José Sócrates já meteu o pedido de licença sem vencimento, na Câmara da Covilhã, a cujo quadro pertence, na carreira de engenheiro técnico, para poder ir para França, dedicar-se ao estudo da Filosofia.
Mas Licença para quê?
Não percebo.
Não dá para ele ir a França Sábado à noite e regressar na 2ª, logo de manhâ?
Ou será que em França as Universidades estão fechadas ao Domingo?
Amanhã é o meu dia de receber os Amigos, cá em casa.
Eu e o meu grupo temos esse hábito salutar de conviver todos os fins de semana, geralmente ao jantar de Sábado, uma vez em casa deste, outra vez em casa daquele, de forma rotativa, de maneira a que possamos estar todos juntos, trocar ideias, ouvir música, cantar as velhas baladas de Coimbra, dançar, saber as últimas fofocas de cada um, ou pura e simplesmente porque gostamos todos muito uns dos outros e queremos estar juntos.
Só me falta a D.ª Mimi, a Senhora que me ajudou durante dezoito anos nas lidas da casa e que, faz este mês um ano, refez a sua vida de viúva, casando com um sessentão charmosíssimo, de nacionalidade sueca e reformado da marinha daquele país, que ainda é um "pedaço de mau caminho".
Era ela que me tratava dos cozinhados, de inspiração transmontana, sua terra natal. Já anteriormente disse que não sou grande cozinheira, mas aprendo muito facilmente. E aprendi imenso de cozinha, com a D.ª Mimi, uma excelente professora.
Sempre tive a mania de fazer sobremesas para as refeições, hábito adquirido com as minhas duas Avós que achavam que uma refeição não seria refeição, se não tivesse uma boa sobremesa no final, acompanhada de um bom cálice de vinho do Porto, ou de licor de canela, caseiro.
Hoje fui para o pudim. Fiquei expectante, porque os pudins tremem todos e se não forem bem feitos, ao desenformar, desmoronam no prato e ficam todos "desconchavados".
Já me estava a imaginar a ter de ligar para a Pastelaria de onde costumo gastar, para encomendar uma sobremesa de recurso, à pressão, que não seria a mesma coisa.
Estou admirada comigo própria, carago!
Afinal sou uma mulher perfeita, canudo!
O pudim saiu melhor do que aquilo que eu estava à espera e tem um ar comestível e apetitoso.
E se o meu bolo de chocolate, feito o mês passado, não pôs ninguém de caganeira, este pudim muito menos, pois foi confeccionado com todo o esmero, utilizando apenas ovos caseiros, enviados pela D.ª Mimi, especialmente para o efeito, de galinhas nascidas e criadas à solta, nos campos transmontanos.
Isto de ser "gaija" tem a sua piada. Adoro ser "gaija".
Porque só uma "gaija" com espírito de "gaija" é que tem pachorra para perder mais de três horas na cozinha, a fazer doces e a cozinhar para os Amigos.
O mentiroso compulsivo não disse que ia para Paris, estudar Filosofia?
É que hoje li em vários jornais diários e algumas revistas semanais, que o dito cujo agora anda por aí a passear-se, acompanhado de dois seguranças do Corpo de Segurança Pessoal, da PSP.
A que propósito?
Deve ter a consciência pesada e o cú apertado, por todos os males que causou ao País e aos portugueses.
Costuma dizer-se que quem tem medo, compra um cão.
Se essa segurança é paga do bolso dele, o problema será dele e ninguém tem nada a ver com isso.
Quem tem cú tem medo. E no caso dele, bem que merecia que alguém lhe desse umas boas pauladas, bem dadas, naquele lombo.
Aposto que, mais uma vez, são os nossos impostos que estão a pagar aos dois marmanjos que o acompanham 24 horas por dia e o conduzem num carro topo de gama.
Juro que não faço nada para atraír situações do "Arco da Velha". Mas elas vêm ter comigo.
Como toda a gente sabe, sou a mulher dos sete ofícios.
Sou hiperactiva por natureza e não consigo estar um minuto parada. Quem me conhece, sabe que sou assim quase desde que nasci e, segundo doutas opiniões de especialistas na matéria, já não terei cura e morrerei se um dia me vir forçada a parar por qualquer motivo.
Essa minha hiperactividade, e o facto de sempre ter privado com pessoas que fizeram da arte e dos livros a sua prioridade na vida, que me influenciaram, levou-me a "empaturrar-me" de alguns cursos superiores e consigo exercer várias profissões ao mesmo tempo, sem colidir com nenhuma delas.
Hoje, aprestava-me a saír de um dos meus locais de trabalho, pelas três horas da tarde, quando sou abordada por uma utente desse serviço, acompanhada da sua filha mais nova, com um ar confrangido, que me levou a indagar se a moçoila estaria doente e necessitada de cuidados médicos, para a encaminhar para um dos médicos de serviço, se fosse o caso.
- "Não, senhora. Não é nada com a minha filha. É comigo e vinha ver se me consegue resolver este problema. É que o meu médico de família mandou-me para uma consulta no Hospital, pelo ALERT P1, para o parrecologista e eu esqueci-me de pedir lá a declaração para entregar ao meu patrão que me vai descontar o dia inteiro, se eu não lhe apresentar esse documento, até ao fecho do escritório.
- "Parrecologista??????!!!!!", indaguei eu, surpreendida e já a imaginar que dali não ia saír boa coisa.
- "Sim, doutora, o médico especialista da "parreca", ao mesmo tempo que apontava para o "local".
Não contive a maior gargalhada que já dei em toda a minha vida e que se ouviu em todo o edifício.
Peguei no telefone e liguei para o Hospital. Fiz questão de resolver o problema da senhora, falando com o "parrecologista" himself que, por sua vez, nem conseguia falar de tão engasgado que ficou com a risota.
Contou-me que, um certo dia, num hospital da província, quando ainda não era ginecologista e exercia apenas medicina geral, atendeu um homem vítima de um acidente de viação, que estava preocupadíssimo com o seu joelho esquerdo onde, dizia ele, já tinha levado várias "ejaculações" (infiltrações), devido a um outro acidente.
São estes saborosos momentos que fazem a vida valer a pena.
A bendita declaração de presença, foi passada pelo "parrecologista" e enviada por fax ao patrão da senhora que me ligou logo de seguida, a agradecer a gentileza, referindo que aquele sim, era um verdadeiro médico.
Eu fiquei com mais uma história de vida, para contar, e acredito que aquele ginecologista nunca mais se irá esquecer que, afinal, em Portugal, há vários nomes para a mesma coisa, que não apenas o científico.
Depois da noitada de S. João, muito bem passada na companhia de todos aqueles que fazem o favor de ser meus amigos há várias décadas, e do mergulho tradicional na praia do Homem do Leme, eis que os mais lateiros se lembraram que não há nada como terminar uma "directa", com um belo almoço no Restaurante Ponte de Pedra, em Entre-os-Rios.
O Cabrito assado em forno de lenha, estava divinal e os rojões também.
A paisagem, essa, continua de cortar a respiração.
Só foi pena já não estarmos na época da lampreia. Embora eu não seja grande apreciadora de semelhante iguaria, seria uma forma de haver muitos mais participantes no almoço, porque esta malta que eu conheço, é doida por se empanturrar com o delicioso pitéu.
Tomem nota. O melhor restaurante de Entre-os-Rios, é o Restaurante Ponte de Pedra, na imagem, onde podemos comer óptimos pitéus e desfrutarmos de uma vista única e soberba dos rios que banham aquela zona.
Agora vou descansar um pouco na minha caminha, até à hora do jantar, porque esta coisa de estar a caminhar para "cota", já não me permite os mesmos devaneios e as mesmas noitadas de há uns anos atrás.
Uma é a Académica de Coimbra, que comecei a venerar, quando entrei na Faculdade de Direito e fui membro da Associação Académica daquela cidade, durante cinco anos.
A outra é incontornável, já vem de família e é o meu Glorioso, o melhor clube do Mundo, do qual sou adepta, desde que me conheço.
O seu símbolo, mandado fazer, por mim, e a preceito, ao José Vale, o melhor entalhador de Portugal, ocupa um lugar de destaque na parede principal do meu escritório, junto às fotografias autografadas de Salazar e de Álvaro Cunhal e ainda de Che Guevara.
Uma mistura explosiva, dizem alguns.
Mas eu cá sou assim.
Sou um ser livre, como uma borboleta, e lutarei sempre por tudo aquilo que gosto e respeito, e em que acredito.
Tenho o privilégio de viver actualmente numa zona do país, de grandes entalhadores e mestres marceneiros que transformam a madeira em autênticas obras de arte.
Não compreendo como tão bons artistas como eles são, não têm tido oportunidade de singrar na sua arte, uma arte que se está a perder, porque os mais novos preferem trabalhos menos criativos e menos trabalhosos e o Estado não lhes dá qualquer incentivo.
Muitos vivem miseravelmente. Fazem trabalhos em talha, elaboradíssimos, autênticas obras de arte que lhes são pagos a tuta e meia.
É a exploração no seu melhor.
Tornei-me amiga de um deles, a quem tenho encomendado diversas peças em talha.
Desde o emblema do Benfica, à Última Ceia de Jesus, passando por um Cristo com uma expressão que jamais vi em qualquer outro, o José Vale tem umas mãos de ouro.
Ficou muito admirado quando lhe pedi que me assinasse todas as peças que lhe encomendei. Achou o pedido bizarro, porque jamais alguém lhe pediu semelhante.
Ficou todo vaidoso quando eu lhe disse que todo o talento tem nome e que, um dia, quando eu e ele já não estivermos neste mundo, a sua obra perdurará, para gáudio de todos aqueles que, como eu, amam a verdadeira arte.
Quando será que em Portugal se recomeçará a recuperar as artes que se perderam e a dar mais valor a estes talentosos homens?
Quando será que em vez do IKEA e afins, teremos móveis de madeira genuína, desenhados e entalhados por artistas portugueses, como o José Vale?
A imagem ilustra mais um dos meus recantos, onde se podem ver as obras em talha, desse homem que eu considero um talentoso artista.
No seguimento da campanha que tenho feito, promovendo os produtos nacionais, quero dizer-vos apenas uma coisinha.
Se não sabem onde ir passar o feriado de 23 de Junho, façam-no vindo ao Porto, pois trata-se da véspera de S. João, a noite mais longa do ano, para quem habita na cidade e arredores.
Compre um manjerico, um alho porro ou uma alcachofra e vá até às Fontainhas ou à Foz, passando pela Avenida dos Aliados e pela Boavista, coma umas sardinhas assadas, com salada de tomate e pepino nacional, sem e-coli, e divirta-se até mais não, dando umas marteladas valentes na careca de quem estiver mais próximo de si.
Salte uma fogueira, faça subir um balão e cheire um manjerico, com a palma da mão, como manda a tradição.
E por volta das sete horas da manhã, dirija-se à praia mais próxima, tome um banho santo, e dê um valente mergulho, para exorcizar todos os seus pecados.
Leve o manjerico, regue-o e ponha-o ao luar.
O meu já cá canta, oferecido por alguém que todos os anos não se esquece de mim.
E quando chegar o S. Pedro, dirija-se à Afurada, ali para os lados de Vila Nova de Gaia.