domingo, 11 de setembro de 2011

CONSELHO


Se um dia fores surpreendido a dormir no local de trabalho, levanta a cabeça, lentamente, continua com os olhos fechados, e diz:

- E proteje também o meu amado Chefe, Amém ...

sábado, 10 de setembro de 2011

RECICLAR


Por altura das mudanças de Estação, Tenho por hábito fazer uma "revisão" nos armários e gavetas cá de casa, para deitar fora o que já não serve e escolher aquelas roupas e outros artefactos praticamente novos, que já não quero, para oferecer a centros de apoio a carenciados, que os aproveitam para aquelas pessoas que, infelizmente, não têm possibilidades de os comprar.

Também sou cem por cento adepta da reciclagem, ao ponto de ter comprado um recipiente especial, dividido em três cores diferentes, onde separo todas as coisas que deito ao lixo, para as depositar no ecoponto perto de casa.

Sem ser fundamentalista, sigo aquele princípio dos três R's porque estou consciente que se deve sempre separar os resíduos recicláveis.

Reciclar materiais permite reutilizá-los como matéria-prima no fabrico de novos produtos, diminuindo o uso de recursos naturais (muitos dos quais não renováveis). Além disso, fabricar novos produtos a partir de materiais usados, consome menos energia do que a partir de matérias virgens.

Eu sou daquelas "gaijas" que mete as pilhas gastas no "pilhão" e também guarda todas as tampinhas das garrafas de água e de outros líquidos, que depois vão ser úteis a pessoas que necessitam de próteses.

Como sei que o meu município tem avisos por toda a parte, a apelar às pessoas que separem em casa as embalagens usadas (metal, plástico, papel, cartão e vidro), antes de as meterem no ecoponto, faço os possíveis para cumprir e ter em conta algumas regras básicas.

Tenho a pachorra de separar os restos de comida, com vista à compostagem, retiro tampas e rolhas, pois, na maioria dos casos, são feitas de materiais diferentes da embalagem que vedam, escorro o conteúdo das embalagens e, para evitar maus cheiros, passo-as por água. Espalmo, sempre que possível, as embalagens (caixas, embalagens de cartão para alimentos como o leite ou sumos, garrafas e garrafões de plástico).

Tudo muito bonito e muito ecológico, não fosse o facto de hoje, quando ia com a mala do carro cheia de sacos separados, para despejar no ecoponto, ter observado que os homens do camião que faz a recolha dos lixos, "botam tudo p'ó balde".

Vidrão, papelão, pilhão e lixo indiferenciado, todo despejado para o mesmo sítio com a ajuda de uma grua.

- Olhe lá, ó Senhor, mas isto agora é assim? Mais valia porem só os contentores do lixo indiferenciado, já que não o recolhem separadamente e não fazerem apelos à separação dos lixos.

O homenzinho da grua, olhou-me com um ar de desdém, e respondeu-me com uma voz já toldada pelas "bejecas":

- A Senhora se quiser reclamar, tem de ir à "Cambra". As ordens que temos, é meter tudo no mesmo carro e depois na central é que fazem a escolha dos lixos. São ordens.

Bonito serviço, pensei eu.

Esteve uma "gaija" com tanto trabalho, a perder tanto tempo, a separar tudo, para constatar que, afinal, tudo não passa de um embuste e que a "Cambra" está-se borrifando para o ambiente.

Apeteceu-me pegar fogo ao ecoponto.

Juro!

terça-feira, 6 de setembro de 2011

"REFLECTIONS OF MY LIFE"



Estamos na chamada "rentrée", o começo de mais um ano de trabalho intenso, porque em Portugal há muito que se adquiriu o hábito de pausar, normalmente durante as chamadas férias de Verão.

A próxima semana vai ser a "doer" para muitos de nós que não sabemos e podemos fazer outra coisa senão trabalhar.

Para mais agora que o País atravessa a pior crise de sempre.

Todo o esforço vai ser pouco, para "endireitar" tudo aquilo que foi destruido por uma governação selvagem.

Animem-se e pensem que não vale a pena chorar. O mal já está feito e agora há que tentar reparar os danos causados por um mentiroso compulsivo e o seu gang, que se estão cagando para os portugueses, porque, segundo as notícias vindas a público, algures num offshore, já lá "cantam" uns milhões de euros, porque o dinheiro deles é fêmea e reproduz-se vertiginosamente.

Só nos resta reflectir se é isto que queremos para nós e para Portugal e se já não estará na hora de fazermos um novo 25 de Abril, mas desta vez sem cravos.

Esta música tem uns anos e canto-a muitas vezes nas tertúlias, com os amigos.

Faz-me recordar tempos passados que, atentos ao que se está a passar actualmente, não eram tão maus quanto isso.

Reflectir, precisa-se!

domingo, 4 de setembro de 2011

DEMASIADO "BLINK"


Não sei o que é que deu aos portugueses, que agora se tornaram apologistas da moda dos brilhantes e purpurinas fajutos, moda essa que se estendeu também às lojas de flores.

Hoje em dia, não há florista que seja capaz de fazer um ramo de rosas, sem lhes pespegar com aquela purpurina horrorosa, em spray, um autêntico atentado à beleza natural das flores.

A minha florista preferida, está de férias até meados de Setembro. Ela já conhece os meus gostos, e a maior parte das vezes basta telefonar-lhe e encomendar o que quero, normalmente rosas, que ela atavia com primor e elegância. É um descanso e um regalo para a vista, todos os ramos que saem das suas mãos.

Ontem precisei de oferecer flores a alguém.

É que eu ainda sou do tempo daquilo que alguns classificam, hoje, de "paneleirice", que é o oferecer flores a quem nos convida para um jantar em sua casa, sem que tenha connosco grande intimidade.

Na ausência da florista a que estou habituada a fazer as minhas encomendas, tive de recorrer a uma que está instalada no hall de uma grande superfície, da cidade do Porto, para encomendar um ramo de vinte e três rosas brancas, as preferidas da minha anfitriã.

Começou logo por querer pôr um número par de rosas, vinte e quatro, o que me deixou com os cabelos em pé. É inadmissível que uma pessoa que trabalha como florista, não saiba que não é de bom tom, oferecer ramos com um número par de flores.

Tive uma trabalheira enorme para a convencer e explicar-lhe o motivo. Mesmo assim, entregou-me a rosa sobrante, enfiada num cartucho de celofane, para eu pagar o correspondente a duas dúzias de rosas.

Não contente com isso, foi-se a uma lata de purpurina e, com um ar triunfante de missão cumprida, aprestava-se a borrifar-me e a estragar-me as flores com aqueles brilhantes fatelas.

Dei um grito que se ouviu no shopping inteiro e protegi as rosas da sua fúria "blink".

Acho de tremendo mau gosto o uso de purpurinas nas flores naturais e tenho verificado que esse uso é generalizado.

Assim como odeio rosas azuis.

Enfim, são coisas minhas. Seria uma monotonia se todos tivessemos os mesmos gostos.

A vida não seria tão interessante.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

DIAS DE RAIVA


Por estes dias retomei a minha função de voluntária num hospital perto de mim.

Tenho acompanhado o caso de um idoso de oitenta e muitos anos, quase moribundo, cheio de dores, que foi operado à próstata, apesar de estar com uma anemia brutal e de os médicos não terem tido em consideração que também tem um pacemaker instalado, o que desaconselharia totalmente a intervenção cirúrgica, pelo menos neste momento de tão débil condição. Merda de hospital, de médicos e de pessoal.

Para completar o cenário, o velhote é Padre e tem vários sobrinhos candidatos a uma choruda herança, segundo eles próprios me disseram. Um deles não engana ninguém, com o seu ar de chico-gosma à espera que o homem vá desta para melhor. Pela conversa, é o "administrador" dos bens do tio e já foi adiantando aos outros candidatos, que esse facto vai pesar e que tem custos. Lavar e levar roupa lavada, fazer visitas, cuidar da casa e dos animais de estimação do doente, é coisa que também não é feita à borla e tem os seus custos, porque a gasolina está cara.

Fiquei enojada.

Uma das sobrinhas teve a lata de me dizer que tinha acabado as férias no Algarve, ia trabalhar no dia seguinte e que só podia ir naquele dia visitar o tio. Descargo de consciência, pensei eu.

Mas que grandes filhos da puta, desabafei com os meus botões.

Hoje, quando me despedi do doente, antes de ser posto em coma induzido, pela gravidade do seu estado, este perguntou-me por que me ia embora e se não podia ficar ali, com ele, mais algum tempo. Apertou-me uma das mãos, com tal força, que tive dificuldade em me libertar.

Prometi-lhe que voltava amanhã, e saí do hospital a correr.

Cá fora, os cangalheiros já estavam de "dente afiado", ao doente do piso 7, cama 783.

Dei por mim sentada à beira mar, no lugar do costume, inerte, sentindo raiva e uma tristeza infinitas.

Mas que grandes filhos da puta!

domingo, 28 de agosto de 2011

SANTA NATUREZA


Após uma semanita de férias num paraíso espanhol, chamado Cangas de Morrazo, onde tenho óptimos amigos espanhois, com quem tenho por hábito passar uma semana de férias, todos os anos, geralmente durante o mês de Agosto, por ser o mais quente, eis-me de volta a este país desconchavado, sem rei nem roque, de tal forma que a minha vontade era a de ficar por lá e não regressar mais.

Segundo o que li na imprensa espanhola, durante o tempo que lá estive, o querido mês de Agosto, em Portugal, tem sido um mês de escandaleira política, que até mete dó.

Descobertas recentes de défices e mais défices, facturas misteriosas, vigarices e mais vigarices, cambalachos, e sempre os mesmos a pagar o "pato", de tal forma que já não tenho pachorra para aturar isto.

Acho que me vou desligar completamente do quotidiano português e, sempre que puder, irei ficar mais perto da Natureza, junto ao mar, aquele mar espanhol, de Barra, onde não há preconceitos, onde cada um é igual a si próprio.

Viva a Natureza!

Vivam todos aqueles que amam o mar, o céu e a terra, e a preservam.

Os "políticos" podem ir todos para um sítio que aqui não digo, enterradinhos até ao pescoço, pois não fazem cá falta nenhuma.

Pelas notícias que se têm lido ultimamente, seriamos todos muito mais felizes e tolerantes, se não existisse essa classe de incompetentes oportunistas, ao cimo da terra.


sábado, 20 de agosto de 2011

"QUEM PENSAS QUE ÉS?"



Esta música tem uma letra gira e duas das frases que mais gostei, e que agora traduzo, são:

"Ainda vais apanhar uma constipação, com o gelo que tens dentro de ti."

"Não voltes nunca mais."

Esta Christina Perri é o máximo.

DE VOLTA


Só para avisar os amigos do peito, que já cheguei da minha viagem à China e já cumpri a promessa da Tia Vivi, de levá-la à porta da Igreja de Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro, para ela integrar a Procissão de 15 de Agosto passado.

Trago imensas novidades na bagagem, fotografias e vídeos que não posso publicar aqui, uma vez que não tenho autorização das pessoas que me acompanharam, e como eu sou uma pessoa educada e com berço, jamais publicaria o que quer que fosse sem autorização, a menos que se tratassem de figuras públicas, o que não é o caso.

Como sou naturista, todos os anos faço uma semana de praia na Galiza, em Cangas de Morrazo, na praia de Barra, junto ao Cabo Home, porque sou muito "branquinha" e é a maneira de ficar morenaça por inteiro, antes de rumar a sul, para praticar os meus desportos favoritos, que são a natação e o mergulho.

É uma praia de pessoas muito civilizadas, sem os mirones bacocos, que costumamos ver cá em Portugal, quando vêem alguém a fazer naturismo ou topless.

Nesse aspecto, os espanhois são mais civilizados e educados que nós.

Quem fôr adepto do naturismo, aconselho vivamente aquela praia. É magnífica, de águas quentes e cristalinas e tem um pinhal onde podemos estender redes nas árvores e dormir umas valentes sonecas, à sombra. Ao longe podemos ver as Ilhas Ciés, com um cenário magnífico.

Há imensos hoteis por perto e parques de campismo.

Amanhã, pela madrugada, lá vou eu, novamente, para mais uma semana de lazer.

Eu mereço!



segunda-feira, 18 de julho de 2011

FINALMENTE FÉRIAS


Esta semana vai ser de preparação para as férias que se avizinham.

Este ano, como fui uma menina muito "espertinha", vou ter a sorte de conhecer a China, no âmbito de uma bolsa obtida no Curso de Mandarim, que tirei o ano passado na Faculdade de Letras.

Vão ser doze dias de treino daquele dialecto, no terreno, na Universidade de Pequim, a começar no início de Agosto e durante duas semanas inteirinhas.

Era um dos meus sonhos. Conhecer a China, ir à Grande Muralha e ao Templo de Shaolin e só vou porque não vou pagar nada. Foi um prémio ganho com muito esforço e merecido.

Já tenho a postos a minha câmara de vídeo e duas máquinas fotográficas, para registar todos os momentos.

Se o avião não caír e correr tudo bem, estarei de volta a tempo de ir levar a minha Tia Vivi à Procissão de Nossa Senhora do Rosário, no Barreiro, dia 15 de Agosto, conforme ela prometeu à Santa, quando estive a bater a "cacholeta".

Por motivos óbvios, não vou poder "postar" aqui as fotos que vou tirar durante a viagem, para não expôr as pessoas que me acompanham nesta aventura. Mas convido todos os meus amigos e amigas do peito, para um churrasco na minha casa de Sesimbra, quando regressar, para poderem vê-las e dar a Vossa opinião sobre os meus dotes de fotógrafa amadora.

Até lá, desejo boas férias a todos aqueles que ainda não as gozaram e, se possível, fiquem por cá, para poupar.

Portugal precisa.

terça-feira, 12 de julho de 2011

OS APERTOS DE MÃO


Detesto apertos de mão.

O chamado "bacalhau" já não tem o vigor nem o significado que tinha antigamente.

Hoje já se perdeu o costume de dar aqueles apertos de mão, fortes, firmes e decididos, sejam eles institucionais, circunstanciais ou ocasionais.

Há pessoas que nos estendem uma mão que mais parece um rabo de peixe mole, e esperam que lha apertemos.

Quando me calha um desses, corro de imediato para a primeira casa de banho que estiver disponível, para lavar e desinfectar muito bem as mãos, por forma a fazer desaparecer aquela desagradável sensação de que acabei de apertar uma pila mole.

Não consigo deixar de proceder dessa forma.

É superior às minhas forças.

"NINGUÉM QUER SER COVEIRO"


Hoje li num Jornal Diário que a Câmara Municipal da Póvoa de Varzim tem andado literalmente "à rasca" para recrutar um Coveiro.

Abriu Concurso e o único candidato que apareceu, não reunia os requisitos, tendo chumbado nas provas práticas. É que isto de ser coveiro em Portugal, nos dias de hoje, tem muito que se lhe diga. Não é qualquer um que estará à altura de desempenhar tão exigente cargo.

É uma pena que José Sócrates, o candidato ideal, se tenha lembrado, agora, de ir para Paris, estudar Filosofia.

Já tem vínculo à Função Pública e era só uma questão de pedir a Mobilidade para a Câmara da Póvoa de Varzim.

Querem maior experiência do que a que ele tem?

O homem, sozinho, em seis anos, já enterrou um país inteiro, os que já se foram, os que ainda resistem, famílias inteiras, fábricas, indústria, agricultura, pesca, os professores, a função pública e a próxima geração.

Querem melhor "curriculum" do que este?

Não é justo!

Em vez de aproveitarem as suas capacidades, deixam-no ir estudar para Paris.

domingo, 10 de julho de 2011

FÉ, RAZÃO, OU RITUALISMO?


A propósito da morte da Zézinha Nogueira Pinto, ando há uns dias a observar o meu Vizinho do Barreiro Velho, que tem passado alguns momentos a falar para o seu "espelho", atormentado e mergulhado numa profunda angústia metódica, ocasionada pela leitura do Salmo (23) O Bom Pastor, invocado no texto de despedida daquela que ficará na história das mulheres portuguesas, como uma grande Senhora, pelo seu carácter resiliente e lutador.

Será o agnosticismo uma fuga, pergunta ele, no final da sua análise, tomando como exemplo aqueles cidadãos eleitos para a autarquia, que costumam acompanhar a Procissão de 15 de Agosto, no Barreiro.

Tema difícil este, pois confunde-se simultaneamente com racionalismo, ateísmo e cepticismo.

Para cada definição de Deus pode haver uma discussão diferente e diferentes grupos de ateus, teístas e agnósticos.

A identificação do agnosticismo com o cepticismo filosófico, de um lado, e com o ateísmo religioso, de outro, deu ao adjectivo "agnóstico", de uso muito amplo, uma pluralidade de significados que induz à confusão.

O termo "agnosticismo" apareceu pela primeira vez em 1869 num texto do inglês Thomas H. Huxley. Este Autor criou-o como antítese ao "gnóstico" da história da igreja, que sempre se mostrava, ou pretendia mostrar-se, sabedor de coisas que ele, Huxley, ignorava. E foi como naturalista que Huxley usou o vocábulo. Com ele, aludia à atitude filosófica que nega a possibilidade de dar solução a todas as questões que não podem ser tratadas de uma perspectiva científica, especialmente as de índole metafísica e religiosa. Com isso, pretendia refutar os ataques da igreja contra o evolucionismo de Charles Darwin, que também se havia declarado agnóstico. A definição de Huxley viria possibilitar diferentes concepções do agnosticismo.

Como se vê, e em bom rigor não se pode falar de agnosticismo, mas de agnosticismos e, melhor ainda, de agnósticos, já que existe notável variedade tanto no processo intelectual pelo qual se chega às teses agnósticas, como na formulação dessas teses.

A Zézinha Nogueira Pinto era uma mulher crente e de Fé, educada na Fé, naquela Fé incutida no seio familiar, no Colégio que frequentou e nos valores que professava, porque a Fé é a força da vida.

Mas era uma mulher de Fé, simultaneamente racional, pois compreendia e dava valor e atenção a tudo o que a rodeava.

É inegável que a Humanidade passa por um estado de declínio espiritual e o facto de alguns autarcas e outras personalidades fazerem o frete de acompanhar as Procissões do 15 de Agosto, ao longo dos anos, no Barreiro, é uma prova disso mesmo.

É aquilo a que costumo chamar o cristianismo do abandono, do ritualismo frio e vazio, ou do farisaísmo legalista.

Thomas Huxley, se fosse vivo, e fosse acompanhar a Procissão de Nossa Senhora do Rosário, no dia 15 de Agosto, no Barreiro, não deixaria de reafirmar a sua célebre frase, "O destino normal das novas verdades é começar como heresias e terminar como superstições".

sábado, 9 de julho de 2011

FINALMENTE....


Parece que José Sócrates já meteu o pedido de licença sem vencimento, na Câmara da Covilhã, a cujo quadro pertence, na carreira de engenheiro técnico, para poder ir para França, dedicar-se ao estudo da Filosofia.

Mas Licença para quê?

Não percebo.

Não dá para ele ir a França Sábado à noite e regressar na 2ª, logo de manhâ?

Ou será que em França as Universidades estão fechadas ao Domingo?

sexta-feira, 8 de julho de 2011

FIM DE SEMANA


Amanhã é o meu dia de receber os Amigos, cá em casa.

Eu e o meu grupo temos esse hábito salutar de conviver todos os fins de semana, geralmente ao jantar de Sábado, uma vez em casa deste, outra vez em casa daquele, de forma rotativa, de maneira a que possamos estar todos juntos, trocar ideias, ouvir música, cantar as velhas baladas de Coimbra, dançar, saber as últimas fofocas de cada um, ou pura e simplesmente porque gostamos todos muito uns dos outros e queremos estar juntos.

Só me falta a D.ª Mimi, a Senhora que me ajudou durante dezoito anos nas lidas da casa e que, faz este mês um ano, refez a sua vida de viúva, casando com um sessentão charmosíssimo, de nacionalidade sueca e reformado da marinha daquele país, que ainda é um "pedaço de mau caminho".

Era ela que me tratava dos cozinhados, de inspiração transmontana, sua terra natal. Já anteriormente disse que não sou grande cozinheira, mas aprendo muito facilmente. E aprendi imenso de cozinha, com a D.ª Mimi, uma excelente professora.

Sempre tive a mania de fazer sobremesas para as refeições, hábito adquirido com as minhas duas Avós que achavam que uma refeição não seria refeição, se não tivesse uma boa sobremesa no final, acompanhada de um bom cálice de vinho do Porto, ou de licor de canela, caseiro.

Hoje fui para o pudim. Fiquei expectante, porque os pudins tremem todos e se não forem bem feitos, ao desenformar, desmoronam no prato e ficam todos "desconchavados".

Já me estava a imaginar a ter de ligar para a Pastelaria de onde costumo gastar, para encomendar uma sobremesa de recurso, à pressão, que não seria a mesma coisa.

Estou admirada comigo própria, carago!

Afinal sou uma mulher perfeita, canudo!

O pudim saiu melhor do que aquilo que eu estava à espera e tem um ar comestível e apetitoso.

E se o meu bolo de chocolate, feito o mês passado, não pôs ninguém de caganeira, este pudim muito menos, pois foi confeccionado com todo o esmero, utilizando apenas ovos caseiros, enviados pela D.ª Mimi, especialmente para o efeito, de galinhas nascidas e criadas à solta, nos campos transmontanos.

Isto de ser "gaija" tem a sua piada. Adoro ser "gaija".

Porque só uma "gaija" com espírito de "gaija" é que tem pachorra para perder mais de três horas na cozinha, a fazer doces e a cozinhar para os Amigos.

Mas eles merecem.

MAS AFINAL.....


O mentiroso compulsivo não disse que ia para Paris, estudar Filosofia?

É que hoje li em vários jornais diários e algumas revistas semanais, que o dito cujo agora anda por aí a passear-se, acompanhado de dois seguranças do Corpo de Segurança Pessoal, da PSP.

A que propósito?

Deve ter a consciência pesada e o cú apertado, por todos os males que causou ao País e aos portugueses.

Costuma dizer-se que quem tem medo, compra um cão.

Se essa segurança é paga do bolso dele, o problema será dele e ninguém tem nada a ver com isso.

Quem tem cú tem medo. E no caso dele, bem que merecia que alguém lhe desse umas boas pauladas, bem dadas, naquele lombo.

Aposto que, mais uma vez, são os nossos impostos que estão a pagar aos dois marmanjos que o acompanham 24 horas por dia e o conduzem num carro topo de gama.

Já não há pachorra!