Hoje faz muitos anos que te conheci.
Sou uma daquelas “gaijas” que ainda vai dando importância a certas e determinadas coisas que a maior parte das pessoas apelida, nos tempos que correm, de “paneleirices”.
Tenho na cabeça as datas mais importantes, que dizem respeito a todos aqueles que, de alguma forma, foram desfilando pela minha vida.
Consigo traçar mentalmente todos os percursos de amores perdidos, de amigos a quem perdi o rasto, de pessoas que deixaram de fazer parte do meu círculo, ao longo dos anos.
São, hoje, como fantasmas.
Mas a vida foi seguindo o seu ritmo tornando-se numa melodia de que me considero a letra.
Cada partitura narra um momento da história, um sentimento, um vazio ou um preenchimento. As rimas vão-se formando espontaneamente: amor com dor, paixão com ilusão, beijo com desejo, amado com passado.
Porém, nesta vida, nem todos os finais são felizes e nem tudo é um conto de fadas. Depois do encanto e à segunda badalada da meia-noite, fica a realidade .
Acho que no final da minha história vou olhar para trás e duvidar se amei todos os amores ou se simplesmente os senti.
Talvez nunca encontre as respostas, mas prefiro saber que dei o meu melhor. Que encontrei limites e fui além.
Por que será que aprendemos a gostar tão facilmente?
Sou uma mulher de Sentimentos.
Que pena que os Sentimentos se encontrem, hoje em dia, apenas nos dicionários.












