terça-feira, 23 de outubro de 2012

QUANDO OS ELEFANTES ESTÃO PRIMEIRO.....


A propósito de "Hipocrisia Estrunfe", numa das minhas missões em África, integrada numa ONG que presta assistência a crianças carenciadas, no Continente Africano, crianças essas, a maior parte delas  orfãs com SIDA, que nunca tiveram  a sorte de saber fazer sopa, por serem pobres, miseráveis e não terem a possibilidade de produzir nem de comprar todos os ingredientes necessários para o efeito, veio-me à ideia uma situação caricata que se passou durante aquele mês de Março, um dos mais quentes em África, que me faz recordar a actual situação económica e financeira que se vive em Portugal, que leva a que as crianças portuguesas, em geral, estejam a pagar pelos erros dos pais que se deixaram deslumbrar pela entrada na CEE,  que permitiu que muitos pensassem que o "El dorado" iria ser um manancial eterno,  que não teria custos gravosos, a longo prazo.

As pessoas deixaram de saber produzir, de saber poupar, de saber discernir, pois a entrada na União Europeia deslumbrou-os e o dinheiro fácil convenceu-os de que eram todos ricos e que poderiam esbanjar eternamente, aquilo que não produziam, não poupavam, nem pagavam.

Mas voltando à tal situação caricata, nessa missão estivemos quinze pessoas, cada qual com a sua especialidade.

Havia médicos, enfermeiros, tradutores, 2 advogados, um arqueólogo, um higienista oral e uma nutricionista. Passávamos os dias a tentar fazer por aquelas crianças aquilo que nos era possível, pois algumas delas já se encontravam em fase terminal e os recursos que tinhamos, eram quase nulos para aquela situação de grande carência alimentar e médica.

Um belo dia, fomos despertados por uma grande algazarra no acampamento. Eram algumas crianças que seguiam em festa,  três indivíduos brancos, todos janotas, equipamento à maneira e farda a condizer, que se vieram apresentar como sendo engenheiros alimentares,  que nós pensávamos ser de uma outra organização que nos ia render.

Pelo sotaque e pela bandeirinha pregada numa das mangas  do colete, ficámos a saber que os três eram americanos.

O higienista oral e a nutricionista, portugueses, deliraram com o facto de eles serem engenheiros alimentares. Poderiam ajudar na produção e confecção de alimentos consistentes,  à base de arroz, farinha de milho ou mandioca, leite e soja, para minorar a fome daquela gente.

Nós, portugueses, fomos junto ao rio, onde havia um terreno muito fértil, a imaginar, com um brilho nos olhos,  a quantidade de arroz que poderia  ser produzida ali, os legumes, o milho, etc..

Quando abordámos os americanos nesse sentido, a resposta foi surpreendente.

Suas Excelências informaram-nos que não pertenciam à organização de que estávamos à espera, mas que estavam ali, contratados pelo Governo daquele país, para ensinar, única e exclusivamente,  os autóctones, a fazer rações para elefantes, que estão em vias de extinção.

Em Portugal, e por analogia, como as crianças também estão em vias de extinção, não vai tardar nada que lhes comecem a servir, nas cantinas escolares, rações para cão, "made in China".

domingo, 21 de outubro de 2012

CRÓNICA DE UM BARREIRO CADA VEZ MAIS AMARGO


Será que no Barreiro a que eu um dia chamei "Amargo", ninguém sabe que duas em cinco crianças,  em Portugal, estão abaixo do limiar de probreza e a passar fome? 

No Barreiro, há quem dê mais importância ao que se passa nos outros países, em especial com os americanos, ao ponto de promoverem tertúlias para discutir o sexo dos anjos, no que toca ao que se vive ou deixa de viver, em terras do Tio Sam.

Que me importa o 11 de Setembro, na América, se em Portugal estamos neste momento a viver o pior dos terrorismos, causado pela tal globalização que só serviu para encher os bolsos a governos de meia dúzia de gatunos que tiveram a sorte de dar com um Povo que se deixou ludibriar, ao ponto de colaborar e sustentar uma alternância que não tem alternativa à vista.
  
Neste momento, interessa-me apenas o meu País e as crianças que vivem nele.

E dá-me dó saber que muitas vão para a escola sem tomar o pequeno almoço, e passam dias inteiros só com a única refeição que algumas escolas lhes têm fornecido, porque em casa não há nada que comer.
Muitos pais estão ambos desempregados e não recebem qualquer ajuda do Estado, nem têm subsídio de desemprego.

Cá em Portugal, quarenta por cento das crianças portuguesas estão em situação de pobreza extrema, têm condições de vida deficientes, estão em privação de vária ordem e,  por isso mesmo,  não podemos considerar que apenas as crianças que vivem de rendimentos abaixo do limiar da pobreza, são pobres, porque a pobreza não se confina nem se esgota na escassez dos recursos monetários.

Chegámos ao ponto do grupo etário até aos 17 anos ser, neste momento,  o mais vulnerável à pobreza, sofrendo todo o tipo de privações e tendo ultrapassado de longe, os idosos.

Muitas dessas crianças vivem em casas sobrelotadas, pois há famílias inteiras que entregaram as casas aos bancos e regressaram para casa dos pais,  e não fazem  uma refeição de carne ou peixe,   porque  o agregado familiar não tem meios para tal.

Se vivemos na precariedade, na incerteza, com os vários cortes nos apoios sociais, que futuro terão estas crianças e estes jovens?

Muitos já abandonaram a escola e a Universidade.

Outros, apesar de habilitados,  já aceitaram os piores empregos, pagos a cascas de alhos, quando lhes pagam.

Mesmo que haja famílias em que um elemento tenha emprego, esse facto actualmente não é indicador nem garantia de bem-estar, pois os salários são baixos e muitas vezes não são pagos a tempo e horas.

Se não forem tomadas medidas a curto prazo, Portugal estará, sem sombra de dúvida, a produzir uma nova geração de sem-abrigo, pois não existem estatísticas específicas para as crianças e jovens em situação de pobreza extrema, uma vez que, no que respeita ao Eurostat,  em Portugal, a unidade de observação é o agregado familiar, o que não permite avaliar em concreto o impacto da pobreza infantil, no nosso País, para gáudio de todos aqueles que se preocupam imenso que,  nos "States", "16 milhões de crianças vivam sem segurança alimentar".

Não se esqueçam de que o Barreiro é Portugal.

sábado, 13 de outubro de 2012

OE 2013 OU KAMASUTRA FINANCEIRO?



Sobre a versão "preliminar" do OE para 2013, muito gosta este nosso Ministro das Finanças, dos "preliminares",  antes de nos "coisar".

Com aquela cara de Santinho e aquela vozinha Salazarenta, arrastada, lá nos vai saltando na espinha, com uma pinta do caraças,  e o Povo gosta.

De certeza que o homem deve ser  bissexual, só pode.

Tanto fornica homens como mulheres.

Financeiramente falando, obviamente.

E desconfio que aquelas olheiras tão acentuadas,  são de passar as noites em claro, a escrever um Kamasutra financeiro,  para  o Zé Povinho ir lendo e preparar-se para ser sodomizado,  novamente, em 2014.  

terça-feira, 9 de outubro de 2012

AS FOTOS DO BAÚ


Quem nunca foi ao local onde costuma arrumar as tralhas que já não usa, e se deparou, lá pelo meio,  com caixas e mais caixas de fotos de família, a preto e branco, guardadas,  à espera que alguém sinta saudades de algum momento especial,  e se lembre delas?

Geralmente estão todas misturadas, muitas delas sem qualquer identificação, afixadas  naqueles álbuns antigos de cartão, com papel transparente pelo meio, que evitam que elas se colem umas às outras, pelo efeito do tempo e da humidade.
Pessoalmente,  adoro aquelas fotografias em tons sépia e  preto e branco,  e tenho a sorte de ter uma vasta colecção, já que o meu Pai era amante dessa arte de captar momentos a preto e branco.

Com algumas dessas fotos de família, comecei hoje a criar um espaço onde poderei "matar" as saudades de todos aqueles familiares e amigos que,  de alguma forma,  me marcaram mais, pela sua personalidade e sentido de humor, esse simpático  gene que habita na minha família, há cerca de 800 anos.

De todas as fotos, tenho especial carinho por esta, a única que o meu Pai conseguiu tirar-me, em toda a sua vida, sem que eu saísse do enquadramento, e o cenário ficasse "deserto".

Ai a juventude....

As asneiras que se fazem aos vinte anos....




segunda-feira, 8 de outubro de 2012

VIVA O 5 DE OUTUBRO DE 1143 - DATA DA FUNDAÇÃO DE PORTUGAL

Abaixo esta  República Miserável!

Não foi o Povo que mandou matar o Rei D. Carlos I.

S. A. R.,   D. Duarte Pio de Bragança,  estará  sempre acima de todos os estratagemas, de todas as  gosmices, interesses e  querelas partidárias, que já metem nojo.

Referendo, venha ele!

A Monarquia é a solução.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

SÓ AGORA?


No dia 3 de Maio de 2011, coloquei aqui um "post", criticando o facto de as rações de combate compostas por produtos de qualidade inferior, que equipam o exército português,  serem compradas a Espanha, quando Portugal está nas lonas e não se pode dar ao "luxo" de importar uma coisa que pode ele próprio produzir e fornecer,  a metade do preço e com produtos, de longe, superiores aos espanhois.

Hoje, ao consultar os jornais do dia, um deles fazia referência, com grande alarido, ao mesmo assunto.

Esta imprensa nacional de vez em quando "acorda".

Ou será que vieram aqui ao Blog "espiolhar"?

É que eu sei, pela aplicação que tenho instalada no blog, que grava os IP's e informa o que foi copiado, que há pessoas a copiar alguns dos meus "posts", não sei com que intuito. 

Se a intenção fôr publicá-los ou utilizá-los, agradecia que lhes dessem os devidos créditos, pois muitos desses textos são artigos que publiquei em jornais portugueses e estrangeiros, com os quais tenho colaborado ao longo dos anos.

Já agora, por curiosidade, gostaria que me informassem  o motivo por que copiam mais os textos "A Miséria da Crise" e "Violência Doméstica é Crime!".

Podem fazê-lo na caixa de comentários.

Obrigada!

domingo, 23 de setembro de 2012

SHHHHHHH!!!!!!



"I only say this,  once":

Vai uma apostazinha  em como o Seguro não vai ter tomates para não votar o Orçamento de Estado para 2013?

Porque lá bem no fundo ele sabe que a responsabilidade do caos em que vivemos, é toda do PS.

Os marretas do PSD agora limitam-se a servir de cobradores do fraque, contratados  pela empresa Troyka, Merkel  & Associados.

Não vai tardar muito que eles comecem a andar de porta em porta, armados até aos dentes, para obrigar o Zé Povinho, sem eira nem beira,  a pagar as megalomanias e os dislates do senhor "inginheiro" e do seu gangue.

Resta saber é se o Zé Povinho vai continuar na disposição de pagar para sustentar "pançudos" que continuam a ganhar balúrdios, sem fazer nenhum.

Não me parece.

A ver vamos.



OS EFEITOS DA CRISE

sábado, 22 de setembro de 2012

EU BEM DIGO....


Anda tudo doido,  com a mania de dar abracinhos  aos polícias.

Este da foto, e pela expressão dele,  vê-se bem que não gosta de homens, porque tratou logo de pôr o escudo protector, em posição estratégica, não fosse o rapazola avançar também para umas beijokas e uns apalpões marotos. 

Os desgraçados dos polícias portugueses, além de serem "coisados" e  mal pagos, também  estão sujeitos a estas cenas.

Hoje, em Lisboa,  vi uma velhota toda gaiteira, a tentar apranchar-se a um polícia, ali para os lados de Belém.

Só tive pena de estar empancada no meio do trânsito e não ter conseguido tirar uma foto à maneira,  para  vender à Agência Reuters e ganhar uma pipa de massa.

Pessoal, tenham mas é juízo!

Se quiserem mesmo abraçar alguém, comecem lá por casa, seus teatreiros de merda.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

A RAPARIGA NÃO TEVE MAU GOSTO

Com um Polícia borracho,  como aquele, à minha frente, até eu lhe saltava para a cueca e o abraçava.

Homessa!

Vamos lá a ter sentido crítico.

Eu sou comprometida, mas não sou cega. 

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

AQUELE QUE FOI O MEU COLÉGIO, DURANTE UM ANO

A foto ilustra bem o estado de degradação a que deixaram chegar o edifício do Colégio de Santa Catarina, onde passei bons momentos da minha infância, dos quais guardo muito boas recordações, apesar de só lá ter andado um ano lectivo.
Para a época era considerado um exemplo vanguardista de ensino, comparando com o que na altura se praticava em Portugal.
As nossas batas em azul-escuro, de corte elegante, com a gola em piquê branco, bordado, mais o cinto de cabedal castanho, faziam furor em qualquer lado onde aparecessemos.
Um edifício imponente, que se está a desmoronar aos poucos, sem que ninguém se importe com isso.
Faço daqui um apelo para que os antigos alunos não deixem que tal aconteça.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

"TROVAS DE UM TEMPO QUE PASSA"




Hoje, em Lisboa, reencontrei alguém que já não via há uns bons anos, desde os tempos de um colégio que frequentei, em Portugal, na Figueira da Foz, durante o ano em que o meu pai esteve na Universidade de Coimbra a fazer as "pedagógicas". Acho que era assim que se chamava naquele tempo, o equivalente hoje ao Mestrado.

Era um Colégio com vista para o mar, e onde havia um macaco junto ao portão, que mordia toda a gente que se aproximasse dele.

Mas o sacana do macaco, que servia de guarda ao escapulanço da malta, quando queriamos ir para a esplanada da praia, se algum professor faltava, era mesmo macaco, na verdadeira acepção da palavra. Só mordia quem não lhe atirasse com uma peça de fruta ou qualquer outra gulodice que lhe agradasse.

Eu como lhe conhecia a manha, de cada vez que tinha "furo" e queria ir ver o mar, ia à cozinheira do colégio e com o ar mais cândido deste mundo, dizia-lhe que a sopa dela era a melhor do mundo, o que me valia logo uma mão cheia de rebuçados do tipo da Régua, feitos por ela, que eu ia logo a correr dar ao macaco, para me escapulir.

"Estás na mesma", disse-me essa antiga colega. "E a prova é que te reconheci logo. Não mudaste nada. Continuas com o mesmo olhar de reguila".

Bem, pensei eu, estou metida num molho de bróculos, sem me lembrar do nome, nem quem era a pessoa que assim me abordava, o que, diga-se de passagem, foi extremamente deselegante da minha parte, pois a moçoila estava mesmo contente por me ver.

Palavra puxa palavra e cheguei à conclusão que tinhamos sido as melhores amigas durante aquele ano em que andei naquele colégio. Como eu sou canhota e tinha uma certa dificuldade nas aulas de lavores e de trabalhos manuais, porque faço os bordados e o resto, tudo ao contrário, a boa da Adelaide fazia-os por mim, sem que a professora desse por ela, porque eu ainda sou do tempo em que os professores davam grandes cacetadas e ponteiradas nas mãos de quem se atrevesse a trabalhar com a "canhota". Nós os esquerdinos eramos considerados, naquele tempo, "almas do demo". Em contrapartida eu fazia-lhe os trabalhos de francês.

Fartámo-nos de rir só de imaginar as partidas que pregávamos ao professor de canto coral e à freira de religião e moral. Tudo com o maior dos respeitos, está claro. Nada do que se passa agora em que os professores levam enxertos de porrada da família inteira de um aluno, sem que ninguém faça nada. Coitadinho do aluno, fofinho, que precisa de ir ao psicólogo, enquanto neste país, o professor pode ir para a puta que o pariu, que ninguém se importa.
Gostei de te rever Adelaide.


Desculpa não te ter reconhecido de imediato.
Obrigada por nunca me teres denunciado, quando eu escondia os véus e os sapatos das nossas colegas, antes das missas de Domingo.






domingo, 9 de setembro de 2012

A "NEVER ENDING STORY"





Nunca serei moçoila de facebooks, nem desse tipo de exposição pública, que já está mais que provado, tem causado sérios dissabores e até casos de polícia, a quem é fã de pôr a sua vida a descoberto, ao alcance de qualquer um que tenha boas ou más intenções. No entanto, vou-me sempre mantendo informada das bestialidades que ocorrem por essas redes sociais fora, graças a amigos e colegas que estão viciados nesse tipo de mediatismo. Depois admiram-se, quando se sentem criticados ou até reprovados pelas entidades patronais, por qualquer coisa menos politicamente correcta que resolveram colocar na sua "montra" de vaidades.

Até o nosso PM já vai para o facebook chorar lágrimas de crocodilo, dando palmadinhas nas costas e chamando "Amigo" ao desgraçado do Zé Povinho, depois de nos ter dado a valente fornicadela à coelho que deu, antes de ter ido com a mulher para uma festa privada de comemoração de não sei o quê, utilizando um pópó do Estado e uns quantos seguranças pessoais, pagos por todos nós.
E ainda por cima, depois de ter anunciado o aumento de impostos e de penalizações aos trabalhadores e reformados portugueses, tem a desfaçatez de afirmar que, afinal, "esta história ainda não vai acabar aqui", o que quer dizer que enquanto o dito cujo se mantiver no poder, ainda vamos levar com muitas mais fodinhas à coelho, em todos os nossos buracos.
Vamos ter de começar a espalhar o vírus da mixomatose, fatal aos coelhos, antes das próximas eleições, senão estamos todos lixados com um F.

sábado, 8 de setembro de 2012

CHOCANTE!



Como sempre, são os mais pobres que vão pagar o "pato".

Aposentados, pensionistas e reformados, não vão receber os subsídios a que têm direito, apesar de o Tribunal Constitucional ter dado razão aos Sindicatos e ter confirmado esse direito.

O Decreto-lei que institui os subsídios de Férias e de Natal, estipula que os mesmos são impenhoráveis e inalienáveis e, que eu saiba, ainda não foi revogado e continua em vigor.

E depois ainda há a história dos mais 7% que vamos ter que pagar e não bufar, para não falar de que o Senhor Dr. Gajo ainda tem a distinta lata de vir pedir mais sacrifícios aos portugueses, sem nunca dizer o quanto vai ser preciso, qual a quantia certa , para acabar com o descalabro em que ficaram as contas públicas, depois de tantas governações selvagens, tanto do PS como do PSD.

Gostaria de ter ouvido que iriam acabar com as gorduras do Estado, cortando em cargos públicos que só foram criados ou mantidos para pagar favores.

Gostaria de ter ouvido que as grandes fortunas teriam de ser tributadas, pois só assim se poderá falar de equidade.

Gostaria de ter ouvido que iriam acabar com fundações e parcerias público privadas, sem qualquer utilidade que não seja a de dar emprego a boys e girls desclassificados, sem qualquer competência, curriculum ou sentido de Estado.

Gostaria de ter ouvido que no Estado iria haver combate e uma vigilância apertada na despesa, nomeadamente em gastos com telefones, faxes, telemóveis, carros topo de gama, despesas superfluas e maior contenção e parcimónia com "despesas de representação".

Gostaria de ter ouvido que seriam nomeados directores e quadros superiores de reconhecido mérito e competência, independentemente do partido a que pertencessem, para certos lugares cuja exigência necessita que assim seja. Não Directores sem qualquer idoneidade moral que tenham sido punidos disciplinarmente na empresa onde trabalhavam, por desvio de verbas e que agora se apresentam com uma aura de santidade, conferida pelo facto de pertencerem ao "clube" da laranjina C (de cunha).

Gostaria de ter ouvido que Portugal é um País independente e que não tem como Primeiros Ministros a Frau Merkel e a Troika.

Gostaria de ter ouvido que acabou o tempo de serem sempre os mesmos a sacrificar-se, para uma corja de malandros receber vencimentos acima do Presidente da República e chorudas reformas de vários cargos que dizem ter desempenhado. Sim, porque Portugal deve ser o único país no mundo, em que os políticos têm o dom da ubiquidade laboral.
Para mim, são todos uma cambada de fdp.

Se um dia a coisa "aquecer", tenham medo do Povo.

Muito medo.

Porque Portugal é de todos e vocês querem fazer dos trabalhadores portugueses escravos e "tótós".

RAÇÃO PARA TODOS. TOCA A POUPAR!



Deixem-me mas é comer o meu tacho antes que chegue o meu dono que é funcionário público e não me deixe ficar sequer uma migalha.
É que o Passos agora vai pôr os reformados e os funcionários públicos a comer comida para cão.
Ganda Passos!
Ganha ele e ganho eu. Agora, cá em casa, acabaram-se os restos de comida.
A partir de hoje a minha dona já disse que os rissois e a massa à bolonhesa, vão passar a ser feitos com as minhas latas de ração, que sempre ficam mais em conta e ainda dão para fazer almôndegas e rissois para vender para fora. Parece que o restaurante da Assembleia da República já informou que também vai encomendar rissois e empadinhas de carne à minha dona.
Vai ser cá uma poupança....