sábado, 23 de fevereiro de 2013
sábado, 26 de janeiro de 2013
O DITO POR NÃO DITO, OU UMA FALSA NEUTRALIDADE?
O caso mediático da mãe caboverdeana que, alegadamente, terá sido obrigada, por sentença judicial, a laquear as trompas, pode ilustrar o conflito que o cérebro humano vive em relação à representação interior de brancos e negros, que cada vez se conhece melhor do ponto de vista neuronal, mas de que ainda se sabe muito pouco, para criar formas de luta contra o racismo.
Infelizmente, ainda existe uma grande componente cultural, que molda os estereótipos e os preconceitos que certos cidadãos ainda têm, sobre certos grupos étnicos.
O casal em questão é negro, pobre e muçulmano, cuja religião não permite esse tipo de intervenção cirurgica.
A existir, essa sentença viola os mais elementares direitos humanos e comprova que a nossa Justiça e a nossa Segurança Social andam mesmo pelas ruas da amargura, ao adoptarem métodos “achinesados”, próprios de países do terceiro mundo.
Será o racismo um processo inato ou adquirido?
Uma das regiões do cérebro mais importantes, que é activada nestas situações é a da amígdala, muito ligada a emoções como o medo e a hostilidade.
Segundo um estudo da revista Nature Neuroscience, a que tive acesso há uns tempos atrás, as pessoas observadas, mostravam uma activação mais forte da amígdala, quando viam caras de pessoas de outros grupos étnicos. Nas experiências, as pessoas com a pele branca apresentavam uma maior actividade na amígdala cerebral, quando viam fotos de pessoas de pele negra e, por outro lado, também tinham uma reacção menos evidente na região do cérebro, responsável pelo reconhecimento dos rostos, o que conduz a uma “avaliação negativa” sobre essas pessoas das fotografias.
Esta dificuldade em reconhecer caras de pessoas diferentes de nós, reflecte um falhanço do cérebro em distinguir indivíduos de outros grupos étnicos, promovendo a desumanização dos grupos minoritários e considerando as suas características, que não são maioritárias, como algo negativo.
Assim sendo, por que não mandar laquear também o cérebro desses técnicos sociais e juízes “inteligentes”, que professam a homogeneidade em detrimento da diversidade?
O cérebro de certos seres que se dizem humanos, é uma fábrica de preconceitos.
Em Portugal tem sido muito utilizado o chavão: “Todos diferentes, todos iguais.”
Só se for num sítio que hoje não me apetece referir.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
PORTUGAL JÁ ESTÁ DE CAGANEIRA
Vem isto a propósito de eu, há uns tempos atrás, ter lido num Jornal on-line, que tem a bondade de publicar os meus despretensiosos textos que, de longe a longe, costumo enviar para publicação, uma crónica de um Vereador do PSD na Câmara do Barreiro, em que este fazia referência às medidas drásticas tomadas pelo Primeiro Ministro de Portugal, em conluio com a famigerada "Troika" e o CDS, considerando-as como um "remédio" necessário, para reverter a situação financeira caótica, em que o País se encontrava e se encontra.
Escreveu o Senhor Vereador, que dentro em breve, o tal "remédio" iria fazer efeito e tudo seria um "mar de rosas".
Lembro-me de ter respondido a esse Vereador, na caixa de comentários do Jornal e de ele me ter respondido a mim, e depois ter ficado mudo e quedo, com tanta "bordoada" que levou de outros comentadores da minha "laia".
Segundo ele, bastava ter paciência e espírito de sacrifício, que é como quem diz, deviamos todos arrear as calçolas e deixá-los entrar por ali adentro.
Depois vieram, da parte do Governo, os discursos que toda a gente conhece, a apelar ao patriotismo, à emigração, à poupança, ao empreendedorismo.
Pois bem, a que patriotismo apelam eles, se são os primeiros a pôr Portugal à venda em tranches, como se fosse uma bola de queijo flamengo, vendida às fatias, ao vender a dívida pública a qualquer preço, a qualquer bicho careto que ofereça uns patacos, e a permitir que as maiores e melhores empresas portuguesas sejam vendidas, sobretudo àqueles estrangeiros do sol nascente, que têm por costume comer tudo o que mexe e mandar fuzilar os seus cidadãos, por dá cá aquela palha?
Empreender o quê, se os bancos cortaram o crédito às pequenas e médias empresas, ao mesmo tempo que o Governo lançou impostos selvagens sobre tudo o que podem rapinar?
Poupar, só se fôr no papel higiénico e na comida que muitos não comem, por não terem dinheiro para a comprar. E quem não come, não caga.
Emigrar, é o que fazem todos os dias centenas de portugueses, muitos deles os mais qualificados que tinhamos e que não tiveram outra alternativa à vista, para poderem sobreviver e sustentar as suas famílias.
Estamos a voltar vertiginosamente aos anos 60 do século XX.
O tal "remédio" que nos têm enfiado pela goela abaixo, em quantidades industriais, não passa de um veneno letal.
Portugal vai morrer de caganeira, porque, dizem eles, a caganeira faz bem, dá saúde e faz emagrecer.
É o lema deste Governo incompetente, que sem qualquer estratégia à vista, quer afogar ainda mais os portugueses na merda que tem produzido.
domingo, 6 de janeiro de 2013
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
FAÇO MINHAS AS PALAVRAS DELE
2013 vai ser um ano muito difícil, para Portugal, em especial.
A todos desejo força e coragem suficientes, para suportar as dificuldades que vêm por aí.
E, sobretudo, não desanimem nunca. Não desistam, lutem sempre contra todos os lobos que fazem discursos de carneiro.
Temos de lutar todos contra este estado de coisas, dando as mãos e fazendo ouvir as nossas vozes, cantando bem alto, esta canção de esperança.
Eu quero que os meus netos nasçam em Portugal.
sábado, 22 de dezembro de 2012
MAIS UM NATAL
Não fiquem admirados, os meus amigos do peito, aqueles que eu considero como pertencendo à minha família, de eu, este ano, não ter enviado os habituais postais de Boas Festas e Feliz Natal.
Todos vocês, principalmente aqueles que me conhecem muito bem, sabem que é uma época que abomino desde criança, pois acho que, a maior parte das pessoas, não celebra o nascimento de Jesus, mas dá asas, sim, a uma desenfreada sede consumista, que serve de alibi e de móbil, para ter mais este ou aquele pertence, mais esta ou aquela vestimenta, mais esta ou aquela coisa surpérflua, que acabarão por, mais dia menos dia, ficarem esquecidos, num canto qualquer ou até ir parar ao lixo, ao arrepio de todos aqueles que não têm nada para dar, nem para receber.
Vem isto a propósito de eu saber que em Portugal, muitas pessoas não vão ter nada que comer na noite de 24 de Dezembro de 2012. E não vão ter nada que comer, porque já houve umas quantas aves rapinantes, de poleiro e gaiola dourados, que já se encarregaram de o fazer, desde há dez anos a esta parte.
Ontem, no local onde trabalho, um idoso veio desejar-me que tivesse um "bom bacalhau". Eu sorri e disse-lhe que nunca apreciei bacalhau, mas que lhe retribuia o voto com todo o prazer e que o comesse com fartura e tivesse muita saude. Foi então que reparei que os olhos do homem se marejaram de lágrimas, quando me respondeu: "Só tenho duzentos e setenta euros de reforma e nos meus Natais nunca há bacalhau, porque está muito caro e, ou se come bacalhau, ou se fica a dever na farmácia".
Senti um nó na garganta e odiei-me naquele preciso momento.
Meti-me no carro e preparava-me para regressar a casa, quando vejo uma mulher jovem, minha conhecida, trabalhadora de uma fábrica de móveis, que vinha pelo caminho a chorar copiosamente.
Indaguei o motivo de tanto desespero e fiquei a saber que tem quatro meses de salários em atraso, e que a patroa tinha prometido que, ontem, lhes pagaria pelo menos dois dos salários em falta, o que não cumpriu. Aquela alma vinha desesperada, porque não sabia o que fazer, já que o marido também se encontra desempregado. A preocupação dela é que nem um copo de leite terá para dar aos dois filhos, na próxima noite de Consoada.
Por isso odeio o Natal. Não o Natal que representa o nascimento de Jesus, mas sim o Natal que demonstra o egoísmo humano, a traição, a falsidade e a falta de escrúpulos de alguns seres humanos, se é que se pode chamar humano a alguém que tem estas formas de agir, para com o seu semelhante.
Daqui faço um apelo: Partilhem com o Vosso semelhante o muito ou o pouco que tiverem nas Vossas mesas de Natal, dando àqueles que nada têm neste Mundo, uma réstea de esperança, uma Luz. Uma fatia de Bolo-rei, um pedaço de batatas e bacalhau, ou até um chá quente com umas bolachas.
No próximo dia 24 de Dezembro de 2012, como é meu apanágio e de mais meia dúzia de carolas, vamos andar pelas ruas da minha cidade, a distribuír uma modesta Ceia de Natal a todos aqueles que vivem na rua, porque as circunstâncias da vida a isso os obrigaram.
O Natal morreu.
Sejamos solidários.
sábado, 15 de dezembro de 2012
(DES)GOV.PT
No almoço habitual dos sábados, com os lateiros todos da minha "confraria", foi discutido o facto de este Governo não ligar puto ao que pensa o Zé Povinho e até ignorá-lo, quando se trata de tomar decisões que afectam directamente todos aqueles que têm consciência de que são cidadãos portugueses de pleno direito e, como tal, as suas opiniões deveriam ser tomadas em consideração, o que não acontece, apesar de haver um site todo "bonitinho", do Governo que apela aos cidadãos a manifestarem-se e a dar a sua opinião, mas que afinal não respondem a ninguém, nem que seja com um simples "vai levar no cu".
Por acaso eu já sugeri naquela treta das sugestões da página do Governo, que uma das formas de sustentar a Segurança Social, era o pessoal ir para a reforma, sim, mas continuar a descontar para a mesma, como se ainda se encontrasse no activo. Eu não me incomodava nada com isso, porque acabava-se a trampa de andarem com desculpas que a culpa das desgraças e da fome em Portugal, é da falta de natalidade e da esperança de vida ser cada vez maior.
Era preferível isso, do que andarem com corte aqui corte acoli, a lixar quem trabalhou uma vida inteira para nada, só para poderem ter um alibi para justificar o aumento da despesa pública, que cada vez é maior e descarado, com a compra de carros de topo de gama, a que todo o gato sapato tem direito, e outras mordomias, como assessores e directores sem qualificações, a ocupar cargos para os quais não têm o devido perfil, nem as devidas habilitações, todos a receber ordenados escandalosos.
Eu já comecei a ficar farta desta merda toda.
Se querem que nasçam crianças, parem de dar a "pírula" de borla nos centros de saúde e de utilizar a IVG e a pílula do dia seguinte, como meios de contracepção recorrentes, porque somos todos nós que estamos a pagar o pato e esse material não é nada barato.
Quando tiverem "vontade", vão até ao Facebook do nosso PR, desabafar as mágoas, tomem um duche gelado, ou então cosam a "passarinha" com fio do norte e utilizem outras alternativas, porque o que não falta neste País, são buracos.
domingo, 9 de dezembro de 2012
sábado, 24 de novembro de 2012
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
HÁ CADA COISA MAIS ESTRANHA NESTE MUNDO....
Não é por nada, mas acho que já toda a gente sabe que agora ando dividida entre França e Portugal, por motivos passionais.
Uma mulher não é de ferro, caramba, nem nunca pode dizer "desta água não beberei", porque pode caír-lhe um chafariz em cima, o que é um caso muito sério.
Com estas mudanças todas, farto-me de ir ao IKEA e similares, comprar caixas e mais caixinhas, papeis e mais papelinhos para embrulhar as loiças e o resto, quando um dos meus amigos me sugeriu que podia ir esvaziar-lhe a despensa dos muitos jornais que acumulou ao longo de muito tempo e lá me convenceu que seria uma forma de eu poupar imenso dinheiro, se aproveitasse os ditos jornais, para acomodar algumas das minhas imbambas que vão num camião TIR, na próxima semana, para França.
Ora estava eu nesta labuta, sem contar com a ajuda do meu "bizinho" do Barreiro Velho, que ficou fulo comigo, por eu ter posto a bandeira da monarquia à janela, mesmo virada para a casota onde ele costuma guardar os estrunfes, quando encontrei um bocado de jornal desse meu amigo, onde se lia que uma rapariga qualquer, não sei em que país, estava a leiloar a sua virgindade na net, que já ia em cerca de oitocentos mil euros, para fazer face a compromissos, prosseguir os estudos e ter uma vida estável.
Eureka! (pensei eu).
Isto seria o ideal para Portugal reequilibrar as finanças públicas: obrigar todos os políticos que levaram o País à bancarrota, a vender a sua virgindade traseira, em leilão, e serem obrigados a doar esse dinheiro ao país, pelo dano que causaram, que todos nós, hoje, estamos a pagar.
Eu sei que até ia haver alguns deles que eram capazes de gostar da ideia e ir a um cirurgião plástico, para lhes apertar o "bojão", pois da fama não se livram.
Aqueloutros, religiosos, tementes a Deus, que sofrem de hemorroidas, essa protecção divina, não teriam qualquer chance de entrar na licitação, a menos que fossem intervencionados.
Se dizem que cada português deve, em média, vinte mil euros, por causa de governações selvagens, a multiplicar por tanto político oportunista, muito em breve ver-nos-iamos livres da Troika, Frau Merkel & Associados.
domingo, 18 de novembro de 2012
QUEM HAVIA DE DIZER...
Que, nos meus verdes anos, o meu primeiro afilhado de Baptismo, havia de ser, hoje, um garboso funcionário da Auto-Europa.
Era um bébé lindíssimo, e hoje é um jovem promissor, com um largo futuro à sua frente.
Tenho muito orgulho em ti, Miúdo.
Beijokas para vocês todos.
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
AINDA ESTOU EM MUDANÇAS
Para aquele Senhor que me pediu, via e-mail, há poucos dias, que lhe mandasse uma cópia de uma "preciosidade" de que falei num dos meus "posts", informo-o que vou fazer os possíveis por satisfazer o seu pedido com a maior brevidade.
É que eu agora ando mais por França do que por Portugal e não sei se o tenho na minha casa de Nancy ou do Porto, porque a confusão é tal, que ainda não consegui organizar-me.
Sabe como são as mudanças, não sabe?
Mas mal o encontre, pode ficar descansado que lhe enviarei uma cópia no mesmo dia.
É que eu tenho por hábito nunca etiquetar as caixas por fora, a dizer o que contêm e depois é a maior bagunça.
sábado, 10 de novembro de 2012
Ó P'RA MIM
Nos meus verdes anos, no lado esquerdo, a preparar-me para fugir do enquadramento.
Juro que não tenho pachorra para fazer "pose" para fotografias.
Mas adoro fotografias em tom sépia ou a preto e branco. É uma panca como outra qualquer.
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
O SOL MORREU PARA NÓS NAQUELE DIA
Mas hás-de viver para sempre nos nossos corações, e não esqueceremos jamais os teus olhos verde-esmeralda, da côr daquele mar que adoravas.
Passado um ano, ainda não consegui habituar-me a viver sem ti.
Fazes-me falta. Tenho saudades dos teus abraços.
Um beijo, Papá.
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