segunda-feira, 22 de julho de 2013

EU DISSE "IRREVOGÁVEL" ?

Acho que os portugueses deviam pegar nesse homem, vesti-lo de mulher, com uma peruca loira e enviá-lo para a Índia, fazer um "tour" de bicicleta. 

sábado, 13 de julho de 2013

DE VOLTA



Eis-me de volta a este país desconchavado, em que nada é "irrevogável" e tudo é permitido.

O Acordo Ortográfico deve ter dado de tal maneira a volta ao "miolo" do homem, que ele agora já nem sabe o significado das palavras.

Mas adiante.

A pedido de "várias famílias", voltei.

Mais para não ser bombardeada diariamente com a escandalosa quantidade de mensagens onde muitos amigos (e até outros que não o são) me pedem para escrever qualquer coisa, de vez em quando, porque sentem a minha falta.

Quem me conhece, sabe que nunca fico pelo "qualquer coisa".

Sou moçoila de causas e sempre defendi com toda a garra os meus pontos de vista.

Portugal parece hoje uma cagadeira gigante, onde a classe política arreia o calhau quando quer e lhe apetece.

A metáfora faz-me recordar de uma cena em que fui a uma casa de banho de determinado local onde estava a decorrer uma festa de aniversário,  muito "in", cheia de pseudo "vips", em Lisboa.

Entrei a correr, aflita para ir fazer xixi, e não reparei que alguém tinha "explodido" na sanita.

Resultado: para não pensarem que era eu a cagona, tive de limpar aquela merda toda, antes de saír da casa de banho.

É o que o Povo português tem feito.

Os políticos borram tudo e o Zé Povinho é que limpa.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

ABRAM OS OLHOS


Gostei de ouvir o Patrão da SONAE, quando disse que qualquer  trabalhador deveria receber segundo as suas competências.

O que acontece em Portugal, é exactamente o contrário. Prevalecem os incompetentes recrutados através da "cunha" e outros expedientes menos transparentes.   

Não resisto a contar uma pequena história passada  com um amigo de longa data, trabalhador desde muito miúdo, numa das melhores  empresas portuguesas, do ramo alimentar.

Esse amigo,  que não conseguiu terminar a sua licenciatura em Contabilidade, por falta de recursos financeiros, exercia as funções de administrador da empresa, auferindo um ordenado miserável, apesar de ser o braço direito do patrão.

Um dia,  o filho do dono da empresa,  acabou a licenciatura de Bolonha, em  Gestão.

Há que colocá-lo logo como administrador, com um alto salário, porque parecia mal o filho do patrão ficar sob as ordens de um trabalhador não licenciado, embora muito competente e esforçado. 

O "menino",  recém-licenciado mas incompetente, em pouco tempo quase levou a empresa à falência.

O "paizinho", furioso, toca a colocar os pontos nos i e considerar que foi uma besta, ao dar-lhe o "comando" para as mãos.

Esse meu amigo agora voltou a exercer as funções de administrador, mas continua com o mesmo ordenado miserável.

A empresa recuperou e o pai,  quando fala do "menino",  entre os funcionários mais antigos, diz:

- "Não sei onde estava com a cabeça. Aquele fdp é meu filho, mas tenho de admitir que é um incompetente".


sábado, 11 de maio de 2013

AWESOME!


Este "mecinho" andou anos perdido, pelo Polo Norte.

Gosto muito mais de o ouvir a solo.

É um regalo para os ouvidos e para a "alma".

quarta-feira, 27 de março de 2013

OS CRIMINOSOS VOLTAM SEMPRE AO LOCAL DO CRIME


É preciso ter uma grande e distinta lata,  e a cara forrada com a pele do cu, para regressar ao fim de tão pouco tempo, com aspirações a ser o reizinho  desta República de malfeitores,  em que transformou Portugal.

Ó pázinho, oferecia-te de boa vontade um refresco, mas não posso. A cicuta já acabou cá em casa,  e a ASAE já deu cabo das smart-shops.

Por isso, para comemorar o teu regresso, acho que vou convidar-te para um jantar de cogumelos venenosos.





sábado, 23 de fevereiro de 2013

sábado, 26 de janeiro de 2013

O DITO POR NÃO DITO, OU UMA FALSA NEUTRALIDADE?


O caso mediático da mãe caboverdeana que, alegadamente, terá sido obrigada, por sentença judicial, a laquear as trompas, pode ilustrar o conflito que o cérebro humano vive em relação à representação interior de brancos e negros, que cada vez se conhece melhor do ponto de vista neuronal, mas de que ainda se sabe muito pouco, para criar formas de luta contra o racismo.

Infelizmente, ainda existe uma grande componente cultural,  que molda os estereótipos e os preconceitos que certos cidadãos ainda têm, sobre certos grupos étnicos.

O casal em questão é negro, pobre e muçulmano, cuja religião não permite esse tipo de intervenção cirurgica.

A existir, essa sentença viola os mais elementares direitos humanos e comprova que a nossa Justiça e a nossa Segurança Social andam mesmo pelas ruas da amargura, ao adoptarem métodos “achinesados”, próprios de países do terceiro mundo.

Será o racismo um processo inato ou adquirido?

Uma das regiões do cérebro mais importantes, que é activada nestas situações é a da amígdala, muito ligada a emoções como o medo e a hostilidade.

Segundo um estudo da revista Nature Neuroscience, a que tive acesso há uns tempos atrás, as pessoas observadas, mostravam uma activação mais forte da amígdala, quando viam caras de pessoas de outros grupos étnicos. Nas experiências, as pessoas com a pele branca apresentavam uma maior actividade na amígdala cerebral, quando viam fotos de pessoas de pele negra e, por outro lado, também tinham uma reacção menos evidente na região do cérebro, responsável pelo reconhecimento dos rostos, o que conduz a uma “avaliação negativa” sobre essas pessoas das fotografias.

Esta dificuldade em reconhecer caras de pessoas diferentes de nós, reflecte um falhanço do cérebro em distinguir indivíduos de outros grupos étnicos, promovendo a desumanização dos grupos minoritários e considerando as suas características, que não são maioritárias, como algo negativo.

Assim sendo, por que não mandar laquear também o cérebro desses técnicos sociais e juízes “inteligentes”, que professam a homogeneidade em detrimento da diversidade?

O cérebro de certos seres que se dizem humanos, é uma fábrica de preconceitos.

Em Portugal tem sido muito utilizado o chavão: “Todos diferentes, todos iguais.”

Só se for num sítio que hoje não me apetece referir.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

PORTUGAL JÁ ESTÁ DE CAGANEIRA



Vem isto a propósito de eu, há uns tempos atrás, ter lido num Jornal on-line, que tem a bondade de publicar os meus despretensiosos textos que, de longe a longe, costumo enviar para publicação, uma crónica de um Vereador do PSD na Câmara do Barreiro, em que este fazia referência às medidas drásticas tomadas pelo Primeiro Ministro de Portugal, em conluio com a famigerada "Troika" e o CDS, considerando-as como um "remédio" necessário, para reverter a situação financeira caótica, em que o País se encontrava e se encontra.

Escreveu o Senhor Vereador, que dentro em breve, o tal "remédio" iria fazer efeito e tudo seria um "mar de rosas".

Lembro-me de ter respondido a esse Vereador, na caixa de comentários do Jornal e de ele me ter respondido a mim, e depois ter ficado mudo e quedo, com tanta "bordoada" que levou de outros comentadores da minha "laia".

Segundo ele, bastava ter paciência e espírito de sacrifício, que é como quem diz, deviamos todos arrear as calçolas e deixá-los entrar por ali adentro.

Depois vieram, da parte do Governo, os discursos que toda a gente conhece, a apelar ao patriotismo, à emigração, à poupança, ao empreendedorismo.

Pois bem, a que patriotismo apelam eles, se são os primeiros a pôr Portugal à venda em tranches, como se fosse uma bola de queijo flamengo, vendida às fatias, ao vender a dívida pública a qualquer preço, a qualquer bicho careto que ofereça uns patacos, e a permitir que as maiores e melhores empresas portuguesas sejam vendidas, sobretudo àqueles estrangeiros do sol nascente, que têm por costume comer tudo o que mexe e mandar fuzilar os seus cidadãos, por dá cá aquela palha?

Empreender o quê, se os bancos cortaram o crédito às pequenas e médias empresas, ao mesmo tempo que o Governo lançou impostos selvagens sobre tudo o que podem rapinar?

Poupar, só se fôr no papel higiénico e na comida que muitos não comem, por não terem dinheiro para a comprar. E quem não come, não caga.

Emigrar, é o que fazem todos os dias centenas de portugueses,  muitos deles os mais qualificados que tinhamos e que não tiveram outra alternativa à vista, para poderem sobreviver e sustentar as suas famílias.

 Estamos a voltar vertiginosamente aos anos 60 do século XX.

 O tal "remédio" que nos têm enfiado pela goela abaixo, em quantidades industriais, não passa de um veneno letal.

 Portugal vai morrer de caganeira, porque, dizem eles, a caganeira faz bem, dá saúde e faz emagrecer.

É o lema deste Governo incompetente, que sem qualquer estratégia à vista, quer afogar ainda mais os portugueses na merda que tem produzido.

domingo, 6 de janeiro de 2013

PODEM CRER

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

FAÇO MINHAS AS PALAVRAS DELE



2013 vai ser um ano muito difícil, para Portugal, em especial.


A todos desejo  força e coragem suficientes,  para suportar as dificuldades que vêm por aí.
E,  sobretudo, não desanimem nunca. Não desistam, lutem sempre contra todos os lobos que fazem discursos de carneiro. 

Temos de lutar todos contra este estado de coisas, dando as mãos e fazendo ouvir as nossas vozes, cantando bem alto, esta canção de esperança.

Eu quero que os meus netos nasçam em Portugal.

sábado, 22 de dezembro de 2012

MAIS UM NATAL


Não fiquem admirados, os meus amigos do peito, aqueles que eu considero como pertencendo à minha família, de eu, este ano, não ter enviado os habituais postais de Boas Festas e Feliz Natal.

Todos vocês, principalmente aqueles que me conhecem muito bem, sabem que  é uma época que abomino desde criança, pois acho que, a maior parte das pessoas, não celebra o nascimento de Jesus, mas dá asas, sim, a  uma desenfreada sede consumista, que serve de alibi e de móbil, para  ter mais este ou aquele pertence, mais esta ou aquela vestimenta, mais esta ou aquela coisa surpérflua, que acabarão por, mais dia menos dia, ficarem  esquecidos, num canto qualquer ou até ir parar ao lixo, ao arrepio de todos aqueles que não têm nada para dar, nem para receber.

Vem isto a propósito de eu saber que em Portugal, muitas pessoas não vão ter nada que comer na noite de 24 de Dezembro de 2012. E não vão ter nada que comer, porque já houve umas quantas aves rapinantes, de poleiro e gaiola dourados,  que já se encarregaram de o fazer,  desde há dez anos a esta parte.

Ontem, no local onde trabalho, um idoso veio desejar-me que tivesse um "bom bacalhau". Eu sorri e disse-lhe que nunca apreciei bacalhau, mas que lhe retribuia o voto com todo o prazer e que o comesse com fartura e tivesse muita saude. Foi então que reparei que os olhos do homem se marejaram de lágrimas, quando me respondeu: "Só tenho duzentos e setenta euros de reforma e nos meus Natais nunca há bacalhau, porque está muito caro e,  ou se come bacalhau, ou se fica a dever na farmácia".

Senti um nó na garganta e odiei-me naquele preciso momento.

Meti-me no carro e preparava-me para regressar a casa, quando vejo uma mulher jovem, minha conhecida, trabalhadora de uma fábrica de móveis, que vinha pelo caminho a chorar copiosamente.

Indaguei o motivo de tanto desespero e fiquei a saber que tem quatro meses de salários em atraso, e que a patroa tinha prometido que, ontem,  lhes pagaria pelo menos dois dos salários em falta,  o que não cumpriu. Aquela alma vinha desesperada,  porque não sabia o que fazer, já que o marido também se encontra desempregado. A preocupação dela é que nem um copo de leite terá para dar aos dois filhos, na próxima noite de Consoada.

Por isso odeio o Natal. Não o Natal que representa o nascimento de Jesus, mas sim o Natal que demonstra o egoísmo humano, a traição, a falsidade e a falta de escrúpulos de alguns seres humanos, se é que se pode chamar humano a alguém que tem estas formas de agir, para com o seu semelhante.

Daqui faço um apelo: Partilhem com o Vosso semelhante o muito ou o pouco que tiverem nas Vossas mesas de Natal, dando àqueles que nada têm neste Mundo, uma réstea de esperança, uma Luz. Uma fatia de Bolo-rei, um pedaço de batatas e bacalhau, ou até um chá quente com umas bolachas.

No próximo dia 24 de Dezembro de 2012, como é meu apanágio e de mais meia dúzia de carolas, vamos andar pelas ruas da minha cidade, a distribuír  uma modesta Ceia de Natal a todos aqueles que vivem na rua, porque as circunstâncias da vida a isso os obrigaram.

O Natal morreu.

Sejamos solidários.




sábado, 15 de dezembro de 2012

(DES)GOV.PT


No almoço habitual dos sábados, com os lateiros todos da minha "confraria", foi discutido o facto de este Governo não ligar puto ao que pensa o Zé Povinho e até ignorá-lo, quando se trata de tomar decisões que afectam directamente todos aqueles que têm consciência de que são cidadãos portugueses de pleno direito e,  como tal, as suas opiniões deveriam ser tomadas em consideração, o que não acontece, apesar de haver um site todo "bonitinho",  do Governo que apela aos cidadãos a manifestarem-se e a dar a sua opinião, mas que afinal não respondem a ninguém, nem que seja com um simples "vai levar no cu".

Por acaso eu já sugeri naquela treta das sugestões da página do Governo, que uma das formas de sustentar a Segurança Social, era o pessoal ir para a reforma, sim, mas continuar a descontar para a mesma, como se ainda se encontrasse no activo. Eu não me incomodava nada com isso, porque acabava-se a trampa de andarem com desculpas que a culpa das desgraças e da fome em Portugal, é da falta de natalidade e da esperança de vida ser cada vez maior.

Era preferível isso,  do que andarem com corte aqui corte acoli, a lixar quem trabalhou uma vida inteira para nada, só para poderem ter um alibi para justificar o aumento da  despesa pública,  que cada vez é maior e descarado, com a compra de carros de topo de gama, a que todo o gato sapato tem direito, e outras mordomias, como assessores e directores sem qualificações, a ocupar cargos para os quais não têm o devido perfil, nem as devidas habilitações, todos a receber ordenados escandalosos.

Eu já comecei a ficar farta desta merda toda.

Se querem que nasçam crianças, parem de dar a "pírula" de borla nos centros de saúde e de utilizar a IVG e a pílula do dia seguinte, como meios de contracepção recorrentes, porque somos todos nós que estamos a pagar o pato e esse material não é nada barato.

Quando tiverem "vontade", vão até ao Facebook do nosso PR, desabafar as mágoas,  tomem um duche gelado, ou então cosam a "passarinha"  com fio do norte e utilizem outras alternativas, porque o que não falta neste País,  são buracos.

domingo, 9 de dezembro de 2012