sexta-feira, 4 de abril de 2014

CONTRA SENSOS


Quando era ainda muito criança e andava na primária, costumava ouvir contar muitas histórias de comunistas que comiam criancinhas ao pequeno almoço.

Hoje constato que há um Governo em Portugal, que, em vez de comer criancinhas ao pequeno almoço, prefere comer-lhes o pequeno almoço, o almoço, o lanche e o jantar, permitindo que muitas estejam a passar fome e miséria, juntamente com as suas famílias.

Depois ainda têm a distinta lata e o cinismo de andar a dizer que: "O Melhor do Mundo são as Crianças".

quarta-feira, 12 de março de 2014

A LEI DE MURPHY E O PRINCÍPIO DE PETER


Há já algum tempo que não venho para "estes lados", porque o trabalho é muito e a disponibilidade pouca.

Que me perdoem todos aqueles Amigos e conhecidos que me têm enviado mensagens a perguntar se eu "morri".

Não consigo responder a todos, mas informo que estou vivinha da silva e assim irei manter-me por muitos e felizes anos, espero.

Há duas semanas estive em Portugal e fiquei chocada com as condições sociais em que vivem actualmente os portugueses.

Cortes e mais cortes só para alguns, desinvestimento público e privado, desemprego, fome, trabalho precário, com o descarado desperdício de dinheiros públicos em excentricidades, como é o caso das novas instalações da Polícia Judiciária em Lisboa. Oitenta e sete milhões de euros literalmente queimados, quando haveria outras soluções muito menos "escabrosas".

E ainda o tio Belmiro a cagar postas de pescada, dizendo que os trabalhadores portugueses são quatro vezes menos produtivos que os alemães. O homenzinho já se esqueceu das suas origens e de quem foi o trabalho e o esforço que fizeram com que fosse incluído no "ranking" dos homens mais ricos do mundo.

Fosga-se, os portugueses são mesmo um Povo sem sorte.

"Se houver a possibilidade de algo correr mal, então é certo que corre", diz a Lei de Murphy.

E não há dúvida que correu.

Depois de um "glorioso" 25 de Abril, de várias conquistas a todos os níveis, o Zé Povinho, masoquista, definha agora a olhos vistos, esmagado por um bando de mercenários com inconfessáveis interesses, todos eles promovidos ao limite das suas incompetências.

Murphy e Peter, duas realidades que se condicionam num país sem rumo.


domingo, 2 de fevereiro de 2014

"VAI P'Ó............ "


Li a notícia da reintegração na PSP do sindicalista António Ramos, aposentado compulsivamente em 2005, por ter dito sobre Sócrates qualquer coisa como: "Enviámos o anterior primeiro-ministro para Bruxelas, com certeza que mais depressa enviamos este para o Quénia".

Os lambecus de serviço acharam isso uma "ofensa" e toca de lhe levantar um processo disciplinar.

Mas afinal o dito cujo não foi para o Quénia.

Foi para Paris.

Ai António, António......

Para a próxima, fique com a fama e com o proveito.

Mande-o directamente com todas as letras.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

ORA PORRA!


Sou contra a maioria dos franceses e da mesmíssima opinião do meu Caro "Bizinho" do Barreiro Velho, que o "affaire" Hollande/Gayet não tem nada de privado.

O homem utilizou meios do Estado para dar as suas "quecas", com croissants quentinhos à mistura e um guarda costas pelo meio, já para não falar no comportamento pouco próprio de um Chefe de Estado.

À conta disso, houve quem criasse uns jogos de vídeo sobre o tema, e esteja a ganhar uma pipa de massa.

Fica aqui uma sugestão aos jornalistas e aos criativos portugueses:

Ponham-se "à coca" do Senhor Silva.

Pode ser que o apanhem de madrugada, "montado" num papa-reformas com o seu guarda costas, a caminho da padaria da esquina, em busca de um bolo rei quentinho, para levar à sua Maria.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

PENSAMENTO DO FIM DO DIA


Os alunos portugueses, quando acabam os seus estudos, têm apenas três saídas:

Por ar

Por terra

Por mar.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

"QUERIDO LIDER"


A notícia que mais me horrorizou, no final de 2013, foi a execução do tio do "querido lider", enfiado todo nú numa gaiola onde estava uma matilha de 120 cães esfaimados, a mando do próprio sobrinho.

Li algures que o "querido lider" foi educado na Suiça.

Deve ter sido nalgum Zoo.

Só pode!

Mas o que mais me aflige é o silêncio ensurdecedor do mundo inteiro.

Todos calados que nem ratazanas.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

POBRES E MAL AGRADECIDOS


Não posso deixar terminar o ano de 2013 sem vir aqui dizer um "Olá!" a todos aqueles que têm tido a bondade e a pachorra de me ler e comentar, ao longo dos últimos anos, desde Maio de 2007.

O tempo tem passado a correr mas, nestes seis anos de lides bloguistas, fiz muito bons e verdadeiros Amigos que, apesar de virtuais, não ficam a dever nada aos outros de carne e osso. Todos eles ficarão para sempre guardados no meu baú dos afectos, a par de alguns inimigos de estimação(poucos).

Mas desses nunca rezará a minha história, pois não sou moçoila de ter sentimentos menores, nem guardar rancores.

Vou iniciar o Novo Ano de 2014 na baía de Sesimbra, com um desejo enorme, verdadeiro e sentido, de que os portugueses se aguentem nas "canetas", pois o ano que se aproxima não vai ser nada fácil.

Aproveito para louvar a iniciativa daqueles Bombeiros de Setúbal que posaram para calendários de 2014, por uma causa nobre, cuja receita a Caritas Portuguesa declinou, por pura beatice e tacanhice de espírito.

Como costumo dizer, a tacanhice de alguns é a sorte de outros, porque, neste caso, consta que, já que a Caritas não quis aceitar, irá ser beneficiada uma outra instituição que cuida de crianças carenciadas.

Ter um corpo bonito é uma Graça Divina e aqueles homens são todos muito bonitos de corpo e de alma.

Que tenham todos um Bom Ano 2014, pleno de Paz, Saúde e Harmonia, porque a Harmonia é o mais importante - como diz o meu "Bizinho" do Barreiro Velho.

Que os Bombeiros de Setúbal vendam muitos calendários e que a sua mensagem de solidariedade seja escutada e apoiada pelo Mundo inteiro.

Agora que ninguém nos está a ouvir: será que eles podiam reservar o Bombeiro de Março só para mim?







sábado, 30 de novembro de 2013

O SENTIDO DA VIDA


Acabo de chegar de uma longa viagem, de um local no Índico, onde até há bem pouco tempo caçavam e exterminavam tubarões, utilizando como isco cães e gatos vivos, porque os tubarões atacam os banhistas que, incautos, se atrevem a invadir os seus domínios.

Dou comigo a olhar pela janela do meu quarto de onde avisto, na Primavera e no Verão, extensos campos azuis de alfazemas perfumadas e não posso deixar de pensar o quanto efémera é a vida que vivemos, que pode acabar abruptamente no estômago de um predador, sem que tenhamos tido plena consciência da nossa finitude.

Há uma certeza que nos persegue e que está subjacente à nossa vivência.

Sabemos que aquilo que temos de mais certo na vida é chegar, inconscientemente, à sua última etapa, da mesma forma que a iniciámos com o nascimento.

E então desvalorizamos a vida terrena e inventamos uma outra, porque a ideia da morte é certamente algo que atemoriza grande parte dos humanos.

Apesar de reconhecermos a sua existência, tal certeza da finitude humana nem sempre nos leva a viver de uma forma mais feliz, porque uma necessária inconsciência prevalece, permitindo-nos viver cada dia como se fossemos seres eternos e infinitos.

O mundo poderia ser um lugar melhor, se a consciência desta limitação temporal da vivência humana, nos encaminhasse para a felicidade e se tivessemos a noção que existimos e ocupamos espaço como seres dotados de razão e de livre arbítrio.

Acredito que se valorizarmos a vida, poderemos encarar este suposto fim, como a confirmação do valor da nossa existência, porque o mais importante é saber tirar partido dela.

Por que não pensarmos na nossa natural finitude como uma oportunidade de dotar a Vida de sentido, e descobrirmos que está nas mãos de cada um, a possibilidade de ser o protagonista da sua própria história?

Existimos como seres humanos.

Mas que sentido terá isso, se não o praticarmos?

terça-feira, 29 de outubro de 2013

PENSAMENTO DO DIA

sábado, 26 de outubro de 2013

FEIOS, PORCOS E MAUS


Esta é demais!

Acabei de ler a notícia de que um Militar da GNR foi condenado, pelo Tribunal de Loures, a nove anos de cadeia, por ter morto um rapaz de onze anos, durante uma perseguição a assaltantes apanhados em flagrante delito, um deles com longo cadastro, fugido da cadeia de Alcoentre há seis anos.

O Militar disparou tiros de aviso, sem intenção de matar, e ignorava que na carrinha seguia o menor.

Além dos nove anos de cadeia, ainda foi condenado, pasme-se, a uma indemnização de oitenta mil euros à família do rapaz, sendo sessenta mil para a mãe e vinte mil para o pai assaltante que já estava a iniciar a criança no mundo do crime.

O pai do rapaz foi condenado a apenas dois anos e meio.

Por este andar, não vai tardar nada que os magistrados portugueses comecem a ordenar que os gatunos sejam escoltados por Militares da GNR e elementos da PSP, enquanto fazem os assaltos, com direito a batedores e tudo.

É por estas e por outras que penso já não voltar mais a Portugal.




quinta-feira, 17 de outubro de 2013

BANANA PEOPLE


Tenho acompanhado de perto todas as notícias que dizem respeito a Portugal, apesar de me encontrar bastante longe, numa situação muito confortável, que me permitiria dizer: “Não é nada comigo. Que se fodam!”.

Mas não consigo pensar dessa forma. Sempre fui e serei uma pessoa dotada de consciência social, que não tolera injustiças nem falhas de carácter.

Os portugueses estão a viver num filme de terror, que protagonizam como “zombies” apáticos, dominados por um agiota chamado “Troika” e um governo esquizofrénico e canibal, que lhes vai sugando as entranhas, enquanto esbanja recursos e palita os dentes.

Tem-se falado muito, nos últimos dias, em cortes para reduzir o défice e a dívida pública.

O governo toma medidas que asfixiam quem vive do seu trabalho, não se preocupando com os verdadeiros contribuintes, deixando em roda livre os profissionais da acumulação de chorudos vencimentos e reformas públicos, a maior parte deles sem nunca terem trabalhado na vida, com carreiras contributivas virtuais.

Por outro lado, o Estado continua a gastar à tripa forra, refém de um sem número de gosmas, vivendo acorrentado a um inúmero conjunto de compromissos políticos, feudos, vassalagens e outras sacanagens, tudo pago pelo Zé Povinho que sofre na pele a fome, a miséria, o desemprego, o desalento, o desespero, a emigração forçada, em nome de um “amanhã” que nunca chega, cada vez mais distante, anunciado por um primeiro ministro cara de pau.

Já era de prever que tanta PPP, tanto BPN, tantos SWAP, tanta SLN, tanta merda, iriam atingir a segurança social, as pensões e as reformas dos portugueses.

O que não era de prever é que fossem os mesmos a pagar a esbanja, sem contestação, enquanto os outros, os que se “abotoaram”, ficaram de fora.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

THE STREET MUSIC



O primeiro intérprete foi Roger Ridley, e esta música faz-me lembrar, não sei porquê, o meu ilustre "Bizinho" do Barreiro Velho, que agora anda às voltas com o "tinoni" do INEM e os "outdoors" dos marretas.

Xiça, Bizinho, o homem deve ter ficado enfeitiçado com tanto sorriso e tanta cara de pau, para não ter reparado naquelas focinheiras.

Pegue lá na sua Senhora e toca a dar um pezinho de dança, para desanuviar esse mau humor.

Eu sei que esta música é uma das suas preferidas.

domingo, 13 de outubro de 2013

COISAS DO DIABO



Passos Coelho  está a caminhar tranquilamente quando é atropelado e morre.

A alma dele chega ao Paraíso e dá de caras com o São Pedro na entrada. 

- Seja bem-vindo ao Paraíso,  diz o São Pedro. Antes que entre, temos um pequeno problema.  Raramente vemos primeiros ministros  por aqui,  de modo que não sabemos bem o que  fazer consigo.

- Não vejo onde está o problema. É só deixar-me entrar e pronto,  diz o primeiro ministro.

- Eu bem gostaria, mas tenho ordens superiores. Vamos fazer o seguinte:

O Dr.  passa um dia no Inferno e um dia no Paraíso.  Depois pode escolher onde quer passar a eternidade.

- Não preciso, já resolvi. Quero ficar no Paraíso diz Passos Coelho.

- Desculpe, mas aqui temos as nossas regras. 

São Pedro  acompanha-o até o elevador e ele desce, desce, desce até ao  Inferno.

A porta abre-se  e ele vê-se  no meio de um lindo campo de golfe. 

Ao fundo está o clube onde estão todos os seus amigos e outros políticos com os  quais já tinha trabalhado.

Todos muito felizes e muito bem vestidos.

Ele é cumprimentado, abraçado e eles começam a falar sobre os bons tempos em  que ficaram ricos à custa do Zé Povinho.

Jogam uma partida descontraída e depois comem lagosta e caviar. 

Quem também está presente é o diabo, um sujeito muito simpatico,  que passa o tempo todo a dançar e a contar anedotas.

Divertem-se  tanto,  que o tempo passa a correr e chega a hora de ir embora.

Todos  se despedem dele com abraços e acenam-lhe  enquanto o elevador sobe. 

Ele sobe, sobe, sobe e a porta abre-se  novamente. O São Pedro está à espera dele.

Agora é a vez de visitar o Paraíso.

O PM passa 24 horas junto a um grupo de almas contentes que  andam de nuvem em  nuvem, a tocar harpa e a cantar.

Tudo corre lindamente , mas o dia acaba  e São Pedro regressa.

- Então ?  Já passou um dia no Inferno e outro no Paraíso. Agora está na hora de escolher a sua morada  eterna.

Passos Coelho pensa  durante uns minutos e responde:

- Olhe, nunca pensei  que fosse assim.  O Paraíso é muito bom, mas eu acho que vou ficar  melhor no Inferno.

Então São Pedro leva-o de volta ao elevador e ele desce, desce, desce até ao  Inferno.

A porta abre-se  e ele vê-se  no meio de um enorme descampado cheio de lixo.

Vê todos os amigos com as roupas rasgadas e sujas, a apanhar entulho para dentro de sacos pretos.

O diabo vai ao seu encontro e passa-lhe a mão pelo ombro. 

- Não estou a perceber nada, - gagueja o PM – Ainda ontem  estive aqui  e havia um campo de golfe, um clube, lagosta, caviar, e dancei e  diverti-me o tempo todo. Agora só vejo este fim de mundo cheio de lixo e os meus amigos completamente arrasados.

O diabo olha pra ele, sorri  ironicamente e diz:


- Pázinho, ontem estávamos em campanha.  Agora, já conseguimos o teu voto.



sábado, 5 de outubro de 2013

O SOLDADO SVEJK E AS AUTÁRQUICAS


Foram vários os amigos que me contactaram, para que fizesse um texto sobre as eleições autárquicas do Barreiro.

Muito sinceramente, tenho imensa pena que o Barreiro Velho e outras zonas da cidade, face aos resultados, tenham como única perspectiva continuar a ser zonas de exclusão social e ambiental, caminhando para a ruína total, só porque não existe gente capaz, com vontade de uma oposição credível ao "status quo" instalado (passe o pleonasmo).

Com aquelas listas que apresentou, o segundo partido mais votado fez "harakiri" e abriu caminho para mais quatro anos de marasmo e estagnação. Nenhuma cidade merece tal castigo.

Havia candidatos para todos os gostos, desde anónimos, misericordiosos, idosos, reformados, estudantes vitalícios, alguns emplastros, e até o gordo Soldado Svejk.

Tudo à molhada e fé em Deus, como manda a incompetência.

Aquele Soldado Svejk sempre foi um lambecus de serviço. Mais uma vez lá estava ele, para encher, qual seboso, a ver se lhe tocava "alguma coisinha" em sorte.

A seguir são as legislativas.

Aposto que as listas de candidatos a deputados por Setúbal, já estão a ser cozinhadas em família.

Vai ser uma grande "patuscada".

Até era capaz de arriscar os sete primeiros nomes, mas não o vou fazer, porque não quero que os meus leitores e seguidores fiquem em estado de choque.

Aceitam-se apostas.




quarta-feira, 2 de outubro de 2013

AI JASUS!


Não me conformo, só de pensar que arrastei metade da família (do lado francês), para ver o Benfica perder 3-0, com o Paris Saint-Germain.

Foda-se, que é o termo!

Perdoem-me o vernáculo, mas estou como o meu "Bizinho", quando está furibundo e c'us nervos.

Uma "gaija" está cá longe, com saudades, e leva com um pano encharcado nas trombas, que é como quem diz, sofre a humilhação de ver o seu clube perder estupidamente, com um clube de caca.

Aquele "gaijo" das madeixas cor de burro quando foge, devia levar umas bengaladas e ser corrido de uma vez por todas.

Das duas uma: ou aqueles jogadores estão a fazer de propósito, ou estão paraplégicos e ainda não sabem.