São como pétalas que lançamos ao vento.
segunda-feira, 28 de abril de 2014
domingo, 27 de abril de 2014
"FALA-ME DE AMOR"
Ao serão de Sábado passado, fui completamente surpreendida
por um desafio lançado por um daqueles Amigos meio filósofo, meio da onça, que
acha que por eu ser demasiado profissional, demasiado racional e dedicada, teria de ser forçosamente desprendida e incapaz desse sentimento profundo, a que os românticos
chamam o verdadeiro “Amor”.
“Fala-me de amor e daquilo que entendes por alma gémea”, pediu ele .
“Estás a esticar-te”, pensei
eu com os meus “botões”.
Socorri-me da mitologia, de Zeus, Cronos, do “Banquete” de Platão, Aristófanes e da
vingança de Gaia, para justificar essa coisa da “alma gémea”, cujo conceito
filosófico emerge do nascimento dos andrógenos, essas insolentes criaturas que
o grande Zeus deixou viver, divididos, para torná-los mais humildes e fracos e assim
diminuir o seu orgulho .
E porque o amor pertence à insuspeitada categoria das coisas
imprevisíveis, de emoções paradoxais que
se enfrentam em sentimentos opostos, socorri-me de Dante e de Camões que lidou com a incerteza que nasce com o desejo pela pessoa amada.
“Isso é o que está nos livros”, voltou o meu Amigo à carga.
“Eu quero é saber qual a tua perspectiva sobre o assunto”.
Foda-se, queres mesmo
saber como pode ser o amor contraditório?
“Isso mesmo!”.
Kaneko, quem ama obedece sem ser ordenado, cumpre sem ser
requisitado, aceita sem ser forçado.
Tudo por culpa de um grupo de neurónios localizados em
determinada parte do cérebro, que começa
a produzir dopamina que se espalha pela “mioleira” e nos dá aquela energia,
possessividade, desejo, obsessão e motivação para ir ter com a tal pessoa que
passa a ser alguém especial.
Depois vêm as
complicações. Ficamos em êxtase quando as coisas correm bem e desesperamos
quando correm mal. Sentimos dependência emocional e física mas o que
queremos mesmo é a união emocional. E muitas vezes tem acontecido aquilo a que se chama pensamento intrusivo, porque não conseguimos deixar de pensar naquela pessoa. É como se tivesse acampado na nossa cabeça.
O problema maior é que também podemos ter sentimentos de
ligação a mais de uma pessoa e podemos ter desejos sexuais por várias, apesar
de nos dizermos apaixonados só por
determinada pessoa.
Devido à natureza humana, podemos ter sentimentos de amor romântico por duas pessoas
mas o que vai acontecer, a determinada altura, é que acabaremos por nos virar apenas para uma
e quem disser que está loucamente apaixonado por duas
pessoas ao mesmo tempo, é certo e sabido que não está apaixonado por nenhuma
delas.
Não se consegue “saborear” completamente dois amores em simultâneo, porque não se trata apenas de
união sexual, mas de algo mais profundo que a alma de um, quer da alma do outro, como as reminiscências, essas memórias tão sublimes
quanto os instantes que as originaram.
Mas a realidade é que vivemos no planeta Terra, sujeitos às
mudanças, aos humores e ao Deus do Tempo. Somos finitos, enrugamos,
envelhecemos, e a perfeição esvai –se com o tempo.
Contudo, isso não significa necessariamente o fim do Amor. Daí a
necessidade de se ter maturidade suficiente para cultivar
o Amor, não somente físico, mas
sobretudo da Alma.
É certo que o Amor também acaba como começou.
Do nada.
Quando o Amor acaba, o melhor é seguir em frente e recomeçar
.
Porque o Amor não mata.
sexta-feira, 25 de abril de 2014
40 ANOS DEPOIS
Nunca acreditei no 25 de Abril, nunca acreditei que aquele golpe militar pudesse ser considerado uma verdadeira “revolução”, atendendo à sua génese, porque as revoluções nunca foram necessariamente coisas boas, nem perenes.
Este ano, e por força de juntar o útil ao agradável, tirei duas semanas de férias, mais para assistir ao jogo Benfica-Juventus, do que para cumprir a promessa de servir de “guia turística” a quatro amigos estrangeiros, doutorandos nas áreas das Ciências Sociais e Políticas, durante as comemorações em Lisboa, dos 40 anos do 25 de Abril.
Mas, como diz o velho ditado francês, “Noblesse Oblige!”.
E lá andámos pelo Largo do Carmo e ruas adjacentes, tentando sentir a emoção e o pulsar da multidão, quarenta anos depois.
A noite estava fria. Aqui e ali viam-se muitos jovens e alguns menos jovens, a beber cerveja em copos de plástico, longe do espumante e da euforia de 1974.
Viam-se rostos deprimidos, tristes, desolados, de gente que embalava o corpo e o sentir, ao som das músicas de chavão, que saía de um palco montado a preceito , conduzidas por um jovem maestro de quem gosto muito, onde não faltaram os figurantes vestidos de soldados, com cravos metidos nos canos das G3, numa encenação patética.
Os meus Amigos, entre eles, iam tomando notas, tirando fotografias, fazendo perguntas.
Quem estudou as Revoluções Francesa e Russa sabe muito bem como multidões ou massas como as que se viram, exultantes, no dia 25 de Abril de 1974, são facilmente manipuláveis, agindo ao sabor dos «ventos da História», como se fossem perfeitos cataventos.
Nos meses seguintes à “revolução”, e especialmente no Verão Quente de 1975, houve afinal o ressurgimento daquele Estado Novo que se julgava extinto para sempre. Surgiu uma nova censura, com o tal prémio Nobel da literatura, militante comunista e impoluto acérrimo defensor das liberdades e garantias, a “correr” com os 24 do Diário de Notícias, jornal de que era, ao tempo, o director. Houve saneamentos políticos indiscriminados, prisões com mandados de detenção em branco, feitas pela malta do COPCON, que voltaram a encher a prisão de Caxias.
Queriam fazer de Portugal uma espécie de “Dasha” soviética, onde foram detidas pessoas, só porque tinham em casa armas de colecção do século XIX, que utilizavam, por cima das lareiras, como elementos de decoração. O “poder popular” tinha saído à rua e nas estradas faziam barreiras que revistavam os automóveis do povo, em busca não se sabe do quê, ao ponto de o meu Pai e o meu Avô sentirem fisicamente medo pela sorte da sua família.
Desde então, politizou-se tudo com os militares a cederem perante os políticos profissionais. De repente, as famílias e os amigos odeiam-se por militarem em partidos diferentes, e uma espécie de demência senil alastrou-se por Portugal inteiro, até aos dias de hoje.
A seguir veio a Europa e o desvio dos fundos europeus para os canais mais convenientes: o bolso de alguns políticos e negociantes, e a constatação de que o Povo não passa de números para quem tem nas mãos os destinos do País.
A verdade é que Portugal hoje está à deriva, sem projecto de futuro, sem grandeza que não seja a dos números da dívida.
Não sei que parte da História os meus Amigos irão utilizar nas suas teses.
Regressámos silenciosos ao Barreiro, de barco, já o sol raiava.
Não sem que antes tivessemos visto dezenas de sem-abrigo a dormir nas ruas.
O País real onde há 40 anos foi prometido um futuro, liberdade, igualdade, fraternidade, é hoje o país dos vampiros que comem tudo.
Portugal é hoje o “Reino da Quantidade”, porque as pessoas não passam de números e estatísticas.
Só o coração de Homens e Mulheres Bons, poderá reverter esse estado de coisas.
quarta-feira, 23 de abril de 2014
terça-feira, 22 de abril de 2014
segunda-feira, 21 de abril de 2014
NÃO VAI TARDAR MUITO ...
Que todos os agricultores portugueses fiquem completamente nas "lonas" e tenham de vender os seus apetrechos, para serem utilizados noutros fins.
domingo, 20 de abril de 2014
BENFICA CAMPEÃO NACIONAL PELA 33.ª VEZ
Agora é que o Pintainho vai tomar uma caixa inteira de "Xanax".
Chora, Chora , chora, Pintainho chora, que o Benfica é o Campeão agora.
"ETERNAL FLAME"
A "chama" será eterna quando existe algo que está para além dos nossos sentidos e que nunca conseguimos banir das nossas memórias, por mais que tenhamos tentado.
É como um farol que me recorda o caminho que já trilhei, mas que não quero voltar a percorrer.
Que ela nunca se apague!
sexta-feira, 18 de abril de 2014
IN MEMORIAM
« Descobri que a minha obsessão de que cada coisa estivesse no seu lugar, cada assunto no seu tempo, cada palavra no seu estilo, não era o prémio merecido de uma mente ordenada mas, pelo contrário, um sistema completo de simulação inventado por mim para ocultar a desordem da minha natureza. Descobri que não sou disciplinado por virtude, mas como reacção contra a minha negligência; que pareço generoso para encobrir a minha mesquinhez, que passo por prudente por ser pessimista, que sou conciliador para não sucumbir às minhas cóleras reprimidas, que só sou pontual para que ninguém saiba como pouco me importa o tempo alheio. Descobri, por fim, que o amor não é um estado de alma mas um signo do Zodíaco.»
(Memória das Minhas Putas Tristes - 1.ª Edição - Página 67)
Gabriel García Marquez
quinta-feira, 17 de abril de 2014
UMA VERDADEIRA INSPIRAÇÃO
Hoje precisei de ficar sozinha com os meus "botões".
Por vezes sinto essa necessidade de parar um pouco para viajar até ao ínfimo do meu Ser, para encontrar algumas respostas a questões que tenho por hábito colocar a mim própria e ao meu Deus.
A solidão é diferente do estar só.
Vive em solidão quem é contumaz em afastar de si todas as oportunidades e hipóteses de ser feliz.
O "estar só" é uma opção do momento, aquilo a que se poderá chamar um estado de alma necessário.
Sentada, junto ao rio, li de uma assentada o livro do Manuel Forjaz.
Não é um livro de auto ajuda, não é um carpir de mágoas, não é o relato de um "coitadinho".
É uma verdadeira inspiração.
É uma lição de Vida e de Esperança.
Obrigada Manuel Forjaz!
quarta-feira, 16 de abril de 2014
BENFICAAAAAAAAAA!!!!!
Esta noite o Pintainho vai ter de tomar um "xanax" e uma purga.
Foi muito milho para a carroça dele.
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